Casa da noite 02 - Traida

House of Night 2  Betrayed
Por PC. Cast e Kristin Cast


Gostaramos de dedicar esse livro para (Tia) Sherry Rowland, amigo e publicista.Obrigada,
Sher, por cuidar de ns. Mesmo quando somos problemticas e irritantes (e especialmente
quando voc nos da um "trato"). Amamos voc demais.




UM




"Garota nova. Olha l," Shaunee disse enquanto deslizava pelo banco que sempre alegvamos
ser nosso para cada refeio servida no salo de janta (traduo: cafeteria de classe alta).

"Trgico, Gmea, trgico."A voz de Erin ecoava totalmente a de Shaunee. Ela e Shaunee
tinham algum tipo de ligao psquica que as fazia bizarramente similar, que  por isso que o
apelido deles era "as Gmeas," embora Shaumee fosse caf-com-leite Jamaica americano de
Connecticut e Erin era branca com cabelo loiro e olhos azuis de Oklahoma.

"Graas a Deus, ela  colega de quarto de Sarah Freebird." Damien acenou em direo a
garotinha com um cabelo preto que mostrava aquele olhar perdido de garota nova ao redor
do salo, o olhar afiado dele para moda, checando as roupas das duas garotas  de sapato a
brinco  em um olhar rpido. "Claramente o senso de movo dela  melhor que o de Sarah.
Apesar do estresse de ser Marcada e mudar de escola. Talvez ela seja capaz de ajudar Sarah
com a infeliz propenso dela a sapatos horrveis."

"Damien," Shaunee disse. "De novo voc est me "

"  irritando com essa porcaria de vocabulrio," Erin terminou por ela.

Damien fungou, parecendo ofendido e superior e mais gay do que ele costuma parecer
(embora ele definitivamente seja gay). "Se o vocabulrio de vocs no fosse no abismal vocs
no teriam que carregar um dicionrio com vocs para me acompanhar."

As Gmeas estreitaram seus olhos para ele e sugaram o ar para comear um novo round,o
que, graas a Deus, minha colega de quarto interrompeu. Com seu complicado sotaque de
Oklahoma, Stevie Era fanhosamente falava as duas definies como se estivesse dando pistas a
uma abelha. "Propenso   uma intensa preferncia natural. Abismal  absolutamente
horrvel. A. Agora vocs podem parar de reclamar e serem bonzinhos? Vocs sabem que 
quase hora para a visitao dos pais, e no deveramos agir como retardados quando eles
aparecerem."

"Ah, merda," eu disse. "Eu esqueci totalmente sobre a visita dos pais."

Damien gemeu e colocou a cabea na mesa, batendo com nela sem ser muito gentil. "Eu
esqueci totalmente tambm." Ns quatro demos um olhar simptico para ele. Os pais de
Damien no se importaram com ele ser Marcada, se mudar para a House of Night, e comear a
Mudana que, ou iria transformar ele, ou se o seu corpo rejeitasse a mudana, mat-lo. Eles
tem problemas com ele ser gay.

Pelo menos os pais de Damien estavam bem com algo em relao a ele. Minha me e seu
marido atual  meu padrasto-perdedor, John Heffer  por outro lado, odeiam absolutamente
tudo em relao a mim.

"Meus pais no vem. Eles vieram ms passado. Esse ms esto ocupados demais."

"Gmea, mas uma vez provamos nossa gmisse," Erin disse. "Meus pais me mandaram um
email. Eles tambm no vem por causa de uma viagem de Ao de Graas que eles decidiram
fazer para o Alaska com minha tia Alane e tio Liar Lloyd. Tanto faz." Ela riu  aparentemente
to despreocupada quanto Shaunee pela ausncia de seus pais.

"Hey, Damien, talvez seus pais tambm no apaream," Stevie Rae disse com um sorriso
rpido.

Ele suspirou. "Eles estaro aqui.  o ms do meu aniversrio. Eles vo trazer presentes."

"Isso no parece ruim," eu disse. "Voc estava falando sobre precisar de um novo bloco de
desenhos."

"Eles no vo me dar um bloco de desenho," ele disse. "Ano passado pedi um suporte para
moldura* (*aqueles que suportam as telas, enquanto o pintor trabalha). Eles me deram coisas
para acampar e uma assinatura da Sports Illustraded."

"Eca!" disseram Shaunee e Erin juntas enquanto Stevie Rae e eu enrugvamos nossos narizes e
fazamos barulhos de simpatia.

Claramente querendo mudar de assunto, Damien virou para mim. "Essa ser a primeira visita
dos seus pais. O que voc espera?"

"Um pesadelo," eu suspirei. "Total, absoluto, e completo pesadelo."

"Zoey? Eu achei que deveria trazes minha nova colega de quarto para conhecer voc. Diana,
essa  Zoey Redbird  a lder das Filhas Negras."

Felizes por no ter que falar sobre meus horrveis problemas com os pais, eu olhei para cima,
sorrindo, para o som da voz nervosa de Sarah.

"Wow,  realmente verdade!" a nova garota disse antes que eu pudesse dar oi. Como sempre
ela estava encarando minha testa e corando. "Eu quero dizer, uh...desculpe. Eu no queria ser
rude nem nada..." ela disse, parecendo miservel.

"Est tudo bem. ,  verdade. Minha Marca est completa e tem complementos." Eu mantive
meu sorriso, tentando fazer ela se sentir melhor, embora eu realmente odiasse parecer a
atrao principal do show dos bizarros. De novo.

Graas a Cu, Stevie Rae entrou na conversa antes do silencio entre Diana e eu ficar mais
desconfortvel.
"Yeah, Z ganhou essa tatuagem de espiral legal no rosto e pelos ombros quando ela salvou seu
ex-namorado de uns fantasmas vampiros apavorantes," Stevie Rae disse alegremente.

"Foi o que Sarah me disse," Diana disse tentativamente. " algo to inacreditvel que, bem, eu
uh..."

"No acreditou?" Damien disse esperanoso.

"Yeah. Desculpe," ela repetiu, inquieta e olhando para as unhas.

"Hey, no se preocupe." Eu deu um quase autentico sorriso. "Parece bem bizarro para mim as
vezes, e eu estava l."

"E arrasou," Stevie Rae disse.

Eu dei a ela meu olhar voc-totalmente-no-est-ajudando, que ela ignorou. Sim, eu algum dia
posso ser a Alta Sacerdotisa deles, mas no sou a chefe dos meus amigos.

"De qualquer forma esse lugar todo pode parecer meio estranho no comeo. Vai melhorar,"
eu disse para a nova garota.

"Obrigado," ela disse com um genuno calor.

"Bem,  melhor irmos para que eu possa mostrar a Diana onde o seu quinto perodo ser,"
Sarah disse, e ento ela totalmente me embaraou de novo ficando sria e formal e me
saudando do jeito tradicional dos vampiros como um sinal de respeito, punho no corao e
curvou sua cabea, antes de sair.

"Eu realmente odeio quando eles fazem isso," eu murmurei, cutucando minha salada.

"Eu acho legal," Stevie Rae disse.

"Voc merece que te mostrem respeito,"Damien disse com a voz de um professor. "Voc  a
nica terceiranista que j existiu a liderar as Filhas Negras e a nica caloura ou vampira da
histria que mostrou afinidade com os 5 elementos."

"Aceite, Z," Shaunee disse depois de dar uma mordida na salada enquanto gesticulava para
mim com seu garfo.

"Voc  especial."Erin terminou por ela (como sempre).

Um terceiranista  como a House of Night chama um calouro  ento um quarteiranista seria
do segundo ano, etc. E, sim, eu sou a nica terceiranista a ser lder das Filhas Negras. Sorte
minha.

"Em falar nas Filhas Negras," Shaunee disse. "Voc decidiu o que voc quer que seja as novas
exigncias para ser um membro?"

Eu reprimi a vontade de gritar, Diabos no, eu ainda no consigo acreditar que estou no
comando dessa coisa! Ao invs disso eu balancei a cabea, e decidi - com o que eu esperava
ser um brilhante golpe  colocar um pouco da presso neles.
"No, eu no sei quais deverem ser as novas exigncias. Na verdade, estava esperando que
vocs me ajudassem. Ento, alguma idia?"

Como eu suspeitava, os quatro ficaram quietos. Eu abri minha boca para agradecer pelo
silencio deles, mas a voz da nossa Alta Sacerdotisa passou pela comunicao interna da nossa
escola. Por um segundo eu fiquei feliz pela interrupo, e ento percebi o que ela estava
dizendo e meu estomago comeou a se apertar.

"Estudantes e professores, por favor vo at a recepo. Est na hora da nossa visita mensal
dos pais."

Bem, diabos.




"Stevie Rae! Stevie Rae! OhmeuDeus eu senti sua falta!"

"Mama!" Stevie Rae chorou e voou para os braos da mulher que parecia igual a ela, s que 22
quilos mais pesada e 20 e tantos anos mais velha.

Damien e eu ficamos parados constrangedoramente dentro do hall, que estava comeando a
se encher com pais humanos que pareciam desconfortveis, alguns irmos humanos, um
bando de calouros, e vrios dos nossos professores vampiros.

"Bem, ali esto meus pais," Damien disse com um suspiro. " melhor acabar com isso de uma
vez. Vejo voc depois."

"At mais," eu murmurei e observei ele se juntar a duas pessoas totalmente comuns que
estavam carregando um presente embrulhado. A me dele deu um rpido abrao e o pai dele
apertou a mo dele com uma exuberante masculinidade. Damien parecia plido e estressado.

Eu fui at a longa mesa que passava por uma comprida parede. Estava cheia com caras
bandejas de queijos e sobremesas, e caf, ch, e vinho. Eu estou na House of Night a um ms,
e ainda fico um pouco chocada por ver vinho ser servido tanto por aqui. Parte da razo 
simples  a escola tem seu modelo baseado nas Houses of Nights europias. Aparentemente,
na Europa vinho com refeies  como ch e Coca nas refeies aqui  nada demais. A outra
razo  o fato genrico  vampiros no ficam bbados  calouros mal podem ficar tontos (pelo
menos com lcool - sangue, infelizmente,  outra histria). Ento vinho literalmente no 
nada demais, embora eu achasse que seria interessante ver como os pais de Oklahoma iriam
reagir a bebida na escola.

"Mama!Voc tem que conhecer minha colega de quarto. Lembra que eu te falei sobre ela?
Essa  Zoey Redbird. Zoey essa  minha me."

"Ol, Sra. Johnson.  bom conhecer voc," eu disse educadamente.

"Oh,Zoey!  to bom conhecer voc! E,oh meu!Sua Marca  to bonita quanto Stevie Rae disse
que era." Ela me surpreendeu com um suave abrao de me e sussurrou, "estou feliz que voc
esteja cuidando de Stevie Rae.Me preocupo com ela."
Eu apertei as costas dela e sussurrei, "Sem problemas, Sra. Johnson. Stevie Rae  minha
melhor amiga." E embora fosse totalmente nada realstico, eu de repente desejei que minha
me me abraasse e se preocupasse comigo como a Sra. Johnson se preocupava com sua filha.

"Mama, voc trouxe para mim algum biscoito de chocolate?"Stevie Rae perguntou.

"Sim, querida, eu trouxe, mas acabei de perceber que deixei no carro." A me de Stevie Rae
respondeu em com seu sotaque Okie que era idntico ao da filha. "Porque voc no vem
comigo e me ajuda a trazer eles para c. Eu fiz mais para os seus amigos desta vez."

Ela sorriu gentilmente para mim. "Voc  mais que bem vinda para vir conosco tambm,
Zoey."

"Zoey."

Eu ouvi minha voz falar como um eco congelado da quente bondade da Sra. Johnson, e olhei
por cima dos ombros dela para ver minha me e John entrando no hall. Meu corao caiu no
meu estomago. Ela trouxe ele. Porque diabos ela no veio sozinha e deixar ser apenas ela para
variar? Mas eu sabia a resposta para isso. Ele nunca permitiria. E ele no permitir significava
que ela no faria. Ponto. Fim do assunto. Desde que ela casou com John Heifer minha me no
teve que se preocupar com dinheiro. Ela vivia numa enorme casa em um silencio subrbio. Ela
era voluntaria para o PTA* (*uma associao americana em que pais cuidam de filhos). Ela
fazia varias atividades para a igreja. Mas durante os 3 anos do seu "perfeito" casamento ela se
perdeu completamente.

"Desculpe, Sra. Johnson. Eu vi meu pais,  melhor eu ir."

"Oh, querida, eu adoraria conhecer sua me e pai." E, como estivssemos em qualquer outro
evento de escola,a Sra. Johnson virou, sorrindo, para conhecer meus pais.

Stevie Rae olhou para mim, e eu olhei para ela. Desculpe, eu murmurei para ela. Eu quero
dizer, eu no tinha certeza absoluta que algo mal ia acontecer, mas com meu padrasto-
perdedor se aproximando como se fosse um general cheio de testosterona liderando a marcha
da morte, eu achei que as chances estavam boas para um cena de um pesadelo.

Ento meu corao saiu do estomago e tudo de repente ficou muito, muito melhor quando vi a
minha pessoa favorita no mundo ao lado de John e seus braos abertos para mim.

"Vov!"

Ela me colocou nos seus braos e o doce cheiro de lavanda que sempre estava com ela, como
se ela carregasse os pedaos de sua linda fazenda de lavando em todo lugar que ela fosse.

"Oh,Zoeybird!" Ela me abraou com fora. "Eu senti sua falta, u-we-tsi a-ge-hu-tsa."

Eu sorri atravs das lagrimas, adorando o som da familiar palavra Cherokee para filha 
significa segurana e amor e aceitao incondicional. Coisas que eu no sentia em minha casa
nos ltimos trs anos  coisas que antes deu vir a House of Night eu s encontrei na fazenda
da vov.

"Eu senti sua falta,tambm,vov. Estou to feliz que voc veio!"
"Voc deve ser a av de Zoey," A Sra. Johnson disse quando paramos de nos abraar. " bom
conhecer voc. Voc tem uma garota muito boa."

Vov sorriu e comeou a responder, mas John interrompeu com sua voz superior.

"Bem, na verdade, essa  nossa garota boa que voc est elogiando."

Como se fosse um deixa para esposa aparecer, minha me finalmente conseguiu falar. "Sim,
somos os pais de Zoey. Eu sou Linda Heffer. Esse  meu marido, John, e minha me, Sylvia Red-
" Ento, no meio da sua educada apresentao, ela se incomodou de olhar para mim e a voz
dela saiu em um tom surpreso.

Eu fiz meu rosto sorrir, mas eu senti calor e dura, como se estivesse cheia de gesso e estivesse
sentada no sol de vero e fosse quebrar em pedaos se no tomasse cuidado.

"Oi, me."

"Pelo amor de Deus, o que voc fez com sua Marca?" mame disse a palavra Marca como se
falasse a palavra cncer ou pedofilia.

"Ela salvou a vida de um jovem e foi presenteada pela deusa com a afinidade para os
elementos. Em resposta Nyx deu a ela vrias Marcas incomuns para um calouro," Neferet disse
com sua suave voz musical enquanto chegava no meio do nosso constrangido grupo, a mo
estendida diretamente para meu padrasto-perdedor. Neferet era o que a maior parte dos
vampiros adultos so, impressionantemente perfeita. Ela era alta, com longas ondas de um
cabelo escuro e brilhante, olhos em forma de amndoas de um tom raro de verde musgo. Ela
se movimentava com uma graa e confiana que claramente no era humana, e a pele dela era
to espetacular que parecia que algum tinha acendido uma luz dentro dela. Hoje ela estava
usando uma saia azul real, com brincos em espiral (representando o caminho da deusa, mas
no era como se meus pais soubessem disseo). Uma prateada forma da deusa com suas mos
erguidas estava bordada por cima do seio esquerdo dela, como estava em cima de todos os
peitos de todos os professores. O sorriso dela era deslumbrante. "Sr. Heffer, eu sou Neferet,
Alta Sacerdotisa da House of Night, embora possa ser mais fcil se voc pensar em mim como
uma diretora normal. Obrigado por vir a noite de visitao dos pais."

Eu percebi que ele pegou a mo dela automaticamente. Eu tenho certeza que ele teria
recusado se ela no tivesse pego ele de surpresa. Ela apertou a mo dele e ento virou para
minha me.

"Sra. Heffer,  um prazer conhecer a me de Zoey. Estamos muito felizes por ela ter se juntado
a House of Night."

"Bem, uh, obrigado!" minha me disse, claramente desarmada pela beleza e charme de
Neferet.

Quando Neferet cumprimentou minha v, o sorriso dela aumentou e se tornou mais do que
apenas educado. Eu notei que elas apertaram as mos no jeito tradicional dos vampiros,
segurando a ante brao uma da outra.

"Sylvia Redbird,  sempre um prazer ver voc."
"Neferet, ficou feliz por ver voc tambm, e obrigado por honrar seu juramento de cuidar de
minha neta."

" um juramento que no  um fardo cumprir. Zoey  uma garota especial." Agora o sorriso de
Neferet me incluiu em seu calor. Ento ela virou para Stevie Rae e sua me. "E essa  a colega
de quarto de Zoey, Stevie Rae Johnson, e a me dela. Eu soube que as duas so praticamente
inseparveis, e que at a gata de Zoey foi pega por Stevie Rae."

"Sim,  verdade. Ela sentou no meu colo quando eu estava assistindo TV ontem a noite,"
Stevie Rae disse rindo. "E Nala no gosta de ningum a no ser Zoey."

"Gata? Eu no lembro de ningum dar permisso para Zoey ter um gato," John disse, me
fazend o querer vomitar. Como se algum tivesse se incomodado de falar comigo, a no ser
vov, por um ms!

"Voc entendeu errado, Sr. Haffer, na House of Night gatos andam livres.Eles escolhem seus
donos, no ao contrario. Zoey no precisava de permisso quando Nala escolheu ela," Neferet
disse suavemente.

John fez um barulho de bufar, que eu fiquei aliviada por ver que todos ignoraram. Droga, ele 
to idiota.

"Posso oferecer a vocs alguma bebida?" Neferet acenou graciosamente para a mesa.

"Oh, nossa! Isso me lembra dos biscoitos que eu deixei no carro. Stevie Rae e eu estvamos
indo para l. Foi bom conhecer todos vocs." Com um rpido abrao em mim e um aceno para
todos os outros, Stevie Rae e sua me escaparam, me deixando ali, embora eu desejasse estar
em qualquer outro lugar.

Eu fiquei perto da vov, passando meus dedos pelos dela enquanto andvamos at a mesa de
bebidas, pensando em quo mais fcil isso seria se apenas ela tivesse vindo me visitar. Eu dei
uma olhada em minha me. Um franzir permanente pareceu estar pintado no rosto dela. Ela
estava olhando ao redor para os outros garotos, e mal olhava na minha direo. Porque vir? Eu
queria gritar a ela. Porque parecer que voc se importa  sente minha falta  se  to obvio
que voc no sente?

"Vinho, Sylvia? Sr. E Sra. Heffer?" Neferet ofereceu.

"Obrigo, tinto por favor," Vov disse.

John apertou os lbios em desprazer. "No. No bebemos."

Com um esforo sobre humano eu no virei os olhos. Desde quando ele no bebe? Eu
apostaria pelo menos 15 dlares das minhas economias que havia um pacote de cervejas na
geladeira em casa agora mesmo. E minha me costumava beber vinho tinto como vov. Eu at
vi ela jogar um olhar estreito para vov, um olhar de inveja enquanto ela aproveitava o rico
vinho que Neferet serviu para ela. Mas no, eles no bebem. Pelo menos no em publico.
Hipcritas.

"Ento, voc estava dizendo que os complementos na Marca de Zoey aconteceu porque ela fez
algo especial?" Vov apertou minha mo. "Ela me disse que tinha virado lder das Filhas
Negras, mas ela no me contou exatamente o que aconteceu."
Eu me senti ficar tensa de novo. Eu realmente no queria lidar com a cena que iria acontecer
se minha me e John descobrissem que o que tinha acontecido era que a ex-lider das Filhas
Negras tinha lanado um circulo na noite de Halloween (Conhecida na House of Night como
Noite de Samhain, a noite em que o vu entre nosso mundo e o dos espritos  mais fino),
conjurou alguns espritos de vampiros assustadores, e ento perdeu controle deles, quando
meu ex-namorado humano, Heath, apareceu procurando por mim. E eu no queria que
ningum mencionasse o que apenas algumas pessoas sabiam  que Heath estava procurando
por mim porque eu provei o sangue dele e ele estava ficando fissionado por mim, algo que
humanos fazem facilmente quando se envolvem com vampiros  mesmo vampiros calouros,
para falar a verdade. Ento e ex-lder das Filhas Negras, Afrodite, perdeu totalmente o controle
dos fantasmas e eles foram pegar Heath. Literalmente. Pior  eles tambm estavam agindo
como se quisessem pegar um pedao do resto de ns, tambm, incluindo o totalmente
gostoso Erik Night, o vampiro que eu posso felizmente dizer que no  meu ex-namorado, mas
que eu meio que tenho namorando, ento ele  quase meu namorado. De qualquer forma, eu
tive que fazer algo, ento com a ajuda de Stevie Rae, Damien, e as Gmeas, eu lancei meu
prprio circulo, pegando o poder dos cinco elementos: vento, fogo, gua, terra, e esprito.
Usando minha afinidade para os elementos, eu consegui banir os fantasmas de volta para
onde eles vivem (ou no vivem?). Quando eles foram embora eu tinha essas tatuagens novas,
uma delicada coleo de redemoinhos safira que emolduravam meu rosto  totalmente raro
para um mero calouro ter  e Marcas combinando intercalando com smbolos parecidos com
runas em meus ombros, algo que nenhum calouro ou vampiro tinha. Ento Afrodite foi
exposta como uma pssima lder, fazendo Neferet demitir ela e me colocar no lugar.
Conseqentemente, eu tambm estava sendo treinada para ser uma Alta Sacerdotisa de Nyx,
a deusa vampira, que  a personificao da Noite.

Nada disso cairia muito bem para o ultra religioso, ultra julgador me e John.

"Bem, ouve um pequeno acidente. O rpido pensamento de Zoey e bravura fizeram com que
ningum se machucasse, e ao mesmo tempo ela se conectou com a afinidade especial que ela
ganhou de tirar energia dos 5 elementos." O sorriso de Neferet era orgulho e eu senti uma
onda de felicidade com a aprovao dela. "A tatuagem  simplesmente um sinal da favor que
ela encontrou com a deusa."

"O que voc est dizendo  uma blasfmia." John falou com uma rgida e dura voz que
conseguiu soar condescendente e irritada ao mesmo tempo. "Voc est colocando a alma
imortal em perigo."

Neferet virou seu olhos cor de musgo para ele. Ela no parecia irritada. Na verdade, ela parecia
estar se divertindo.

"Voc deve ser um dos Ancies das Pessoas de F."

O peito dele parecido como o de um pssaro se estufou. "Bem, sim, sim eu sou."

"Ento vamos chegar a um entendimento rapidamente, Sr. Heffer. Eu no pensaria em chegar
a sua casa, ou a sua igreja, e falar mal de suas crenas, embora eu descorde profundamente
delas. Agora, eu no espero que voc adore as nossas. Na verdade, eu nunca pensaria em te
persuadir as minhas crenas, embora eu tenha um profundo compromisso com minha deusa.
Ento tudo que eu insisto  que voc mostre a mesma cortesia que eu mostro a voc. Quando
estiver na minha "casa,' voc respeita minhas crenas."
Os olhos de John ficaram maldosas pequenas fendas e eu pude ver sua mandbula se
apertando e afrouxando.

"Seu jeito de vida e pecaminoso e errado," ele disse ferozmente.

"Diz o homem que admite adorar um Deus calunia o prazer, d as mulheres papeis que so um
pouco mais do que de servas e guas, embora sejam a espinha dorsal da sua igreja, e procura
controlar sua adorao atravs de culpa e medo." Neferet riu suavemente, mas o som do
humor e o no dito perigo nisso fez o cabelo do meu brao se arrepiar. "Cuidado em como
julga os outros; talvez voc devesse limpar sua prpria casa primeiro."

O rosto dele corou, John sugou o ar e abriu sua boca para o que eu sabia que seria um feio
sermo do quo certa esto suas crenas e o quo errada esto todas as outras, mas antes
dele poder responder Neferet o cortou. Ela no ergueu a voz, mas de repente ela estava cheia
do poder de uma Alta Sacerdotisa e eu tremi de medo, embora sua ira no estivesse
direcionada para mim.

"Voc tem duas escolhas. Voc pode visitar a House of Night como um convidado, o que
significa que voc vai respeitar nossos costumes e manter seu desprezar e julgamento para si.
Ou voc pode ir embora e no voltar. Nunca. Decida agora." As duas ultimas palavras passam
contra a minha pele e eu tive que me forar a no chorar. Eu notei que minha me estava
olhando com olhos abertos e vidrados para Neferet, o rosto dela plido como leite. O rosto de
John tinha mudado de cor. Os olhos dele se estreitaram e suas bochechas estavam coradas
com um nada atrativo vermelho.

"Linda," ele disse pelos dentes. "Vamos." Ento ele olhou para mim com tanto desgosto e dio
que eu literalmente dei um passo para trs. Eu quero dizer, eu sabia que ele no gostava de
mim, mas at esse momento eu no tinha percebido o quanto. "Esse lugar  o que voc
merece. Sua me e eu no voltaremos. Voc est por sua conta agora." Ele virou e foi para a
porta. Minha me hesitou, e por um segundo eu pensei que ela fosse dizer algo legal  como
se ela se desculpasse dele  ou que ela sentisse minha falta  ou que eu no devesse me
preocupar, ela voltaria no importava o que ele dissesse.

"Zoey, eu no acredito onde voc se meteu agora." Ela balanou a cabea, e como sempre,
seguiu John pra fora do quarto.

"Oh, querida, eu sinto tanto." Vov estava l, instantaneamente me abraando e sussurrando
me ressegurando. "Eu vou voltar, minha pequena ave. Eu prometo. E estou muito orgulhosa
de voc!" Ela me segurou pelos ombros e ento sorriu atravs das lagrimas. "Nossos ancestrais
Cherokee esto orgulhosos de voc tambm. Voc foi tocada pela deusa, e voc tem a
lealdade de bons amigos," ela olhou para Neferet e adicinou, "e sbios professores. Algum dia
voc talvez aprenda a perdoar sua me. At l lembre-se que voc  a filha do meu corao, u-
we-tsi a-ge-hu-tsa." Ela me beijou.

"Eu devo ir tambm. Eu dirigi nosso pequeno carro aqui, e eu vou deix-lo para voc, ento
devo voltar com eles." Ela me entregou as chaves do antigo Bug. "Mas lembre-se sempre que
amo voc, Zoeybird."

"Eu tambm te amo vov," eu disse, e a beijei, abraando ela com fora e respirando fundo o
cheiro dela como se pudesse segurar ela em meus pulmes e exalar ela devagar pelo prximo
ms enquanto sentia a falta dela.
Eu observei ela ir embora, e no percebi que estava chorando at sentir as lagrimas rolarem
do meu rosto at meu pescoo. Eu esqueci que Neferet estava parada ao meu lado, ento
pulei um pouco surpresa quando ela me entregou um leno.

"Eu sinto muito por isso, Zoey," ela disse quietamente.

"Eu no." Eu assoprei o nariz e limpei o rosto antes de olhar para ela. "Obrigado por enfrentar
ele."

"Eu no queria mandar sua me embora tambm."

"Voc no mandou. Ela escolheu seguir ele. Assim como ela tem feito a 3 anos." Eu senti as
quentes lagrimas ameaando voltar na minha garganta e falei quietamente, as levando
embora. "Ela costumava ser diferente.  idiota, eu sei, mas eu continuo esperando que ela
volte a ser o que era antes. Mas nunca acontece.  como se ele tivesse matado minha me e
colocado uma estranha no corpo dela."

Neferet pos um brao ao meu redor. "Eu gostei do que sua av disse  que talvez algum dia
voc possa encontrar a habilidade de perdoar sua me."

Eu olhei para a porta pelo qual os trs tinham desaparecido. "Esse dia est longe."

Neferet apertou meu ombro simpaticamente.

Eu olhei para ela, to feliz por ela ainda estar comigo, e eu desejei  pela milsima vez  que
ela fosse minha me. Ento lembrei o que ela tinha me dito quase um ms atrs, que a me
dela tinha morrida quando ela era uma garotinha, e o pai dela abusava dela, fsica e
mentalmente, at ela ser salva sendo Marcada.

"Voc algum dia perdoou seu pai?" eu perguntei tentadamente.

Neferet olhou para mim e piscou vrias vezes, como se ela estivesse devagar voltando de uma
memria que a levou para muito, muito longe. "No. No eu no o perdoei, mas quando
penso nele agora  como se eu lembrasse da vida de outra pessoa. As coisas que ele fez
comigo ele fez com uma criana humana, no uma Alta Sacerdotisa e vampira. E para uma Alta
Sacerdotisa e vampira ele, como a maioria dos humanos,  completamente sem importncia."

As palavras dela soaram fortes e seguras, mas eu olhei fundo nos seus lindos olhos verdes e vi
o lampejar de algo velho e doloroso e definitivamente no esquecido, e me perguntei o quo
honesta ela estava sendo consigo mesma...




DOIS

Eu fiquei incrivelmente aliviada quando Neferet disse que no havia razo para mim ficar no
salo de recepo. Depois da cena com minha famlia, eu senti que todos estavam me
olhando. Eu era, afinal de contas, a garota com a Marca bizarra e uma famlia pavorosa. Eu
peguei o caminho mais curto para sair do salo de recepo  a calada que leva para fora em
um lindo jardim que as janelas do salo da janta mostravam.
Era um pouco depois da meia noite, o que era  sim  um hora totalmente estranha para uma
visitao dos pais, mas a escola comea as aulas as 20 horas, e termina as 3 da manha. Na
superfcie parece fazer mais sentido fazer a visitao dos pais comear as 20 horas, ou mesmo
uma hora mais ou menos antes da aula comear, mas Neferet me explicou que o ponto era os
pais aceitarem a Mudana de seus filhos, e entender que dia e noite sempre seria diferente
para eles. Sozinha eu decidi que outra vantagem de fazer a hora ser inconveniente  que da a
muitos pais a desculpa que eles precisam para no vir, sem precisar dizer a seus filhos, Hey 
eu no quero nada a ver com voc, agora que est se transformando num monstro sugador de
sangue.

Pena que meus pais no entenderam a deixa.

Eu suspirei e diminui a velocidade, levando tempo seguindo um dos caminhos atravs do
jardim. Era uma noite fria e clara de novembro. A lua estava quase cheia, e seu brilho prateado
era um bonito contraste com as luminrias a gs que iluminavam o jardim com seu suave
brilho amarelo. Eu podia ouvir a fonte que ficava no meio do jardim, e automaticamente
mudei de direo para ir em direo a ela. Talvez o suave barulho da gua ajudasse meu nvel
de estresse... e me ajudasse a esquecer.

Quando eu fiz a curva que levava para a fonte eu estava andando devagar, e sonhando
acordada sobre o meu novo quase-namorado, o totalmente delicioso Erik. Ele estava longe da
escola para a competio de monlogos de Shakespeare. Naturalmente, ele terminou em
primeiro na nossa escola, e avanou facilmente pela competio internacional entre as Houses
of Night. Era quinta, e ele s tinha ido na segundo, mas eu sentia falta dele feito louca e no
podia esperar o domingo quando ele supostamente deveria voltar. Erik era o cara mais
gostoso da nossa escola. Diabos, Erik Night pode ser o cara mais gostoso de qualquer escola.
Ele  alto, dark, e lindo  como uma estrela de cinema das antigas (sem as latentes tendncias
homossexuais). Ele tambm era incrivelmente talentoso. Algum dia em breve ele iria se juntar
ao rank de outros vampiros estrelas de cinema como Matthew McConaughey, James Franco,
Jake Gyllenhaal, e Hugh Jackman (que  totalmente lindo para um cara velho). Alm do mais,
Erik era realmente um cara legal - que era s um complemento a sua gostosura.

Ento eu admito com ter vises de Erik como Tristan e eu como Isolde (nossa prpria historia
de amor apaixonada teria um final feliz), e no notei que haviam outras pessoas no jardim at
que uma voz masculina alta me chocou por ter soando to maldosa e enojada.

"Voc  um desapontamento aps o outro, Afrodite!" eu congelei. Afrodite?

"J foi ruim o suficiente voc ter sido Marcada significasse que voc no poderia freqentar
Chatham Hall, especialmente depois de tudo que eu fiz para me certificar que voc fosse
aceita," disse em uma voz fria e delicada.

"Me, eu sei. Eu disse que sinto muito."

Ok, eu deveria ir embora. Eu deveria virar e andar rpida e silenciosamente para fora do
jardim. Afrodite era provavelmente a pessoa menos favorita para mim nessa escola. Na
verdade, Afrodite era provavelmente a pessoa menos favorita em qualquer lugar, mas ouvir de
propsito o que era claramente uma cena feia com os pais dela era errado, errado, errado.

Ento eu andei na ponta dos ps alguns centmetros fora do caminho onde pudesse me
esconder mais facilmente atrs de um arbusto de ornamento grande perto da fonte. Os pais
dela estavam parados na frente dela. Bem, a me dela estava parado. O pai dela andava de um
lado para o outro.

Cara, os pais dela eram pessoas realmente bonitas. O pai dela era alto e bonito. O tipo de cara
que se manteve em forma, tinha todo o seu cabelo, e dentes realmente muito bons. Ele estava
vestido com um terno escuro que parecia custar um zilho de dlares. Ele tambm parecia
estranhamente familiar, e eu tinha certeza que o vi na TV ou algo assim. A me dela era linda.
Eu quero dizer, Afrodite era loiro e parecia perfeita, e a me dela era mais velha, vestida de
forma mais cara, e totalmente crescida verso dela. O suter dela era obviamente cashmere, e
as perolas dela eram longas e reais. Toda vez que ela gesticulava com suas mos um diamante
em forma de pra enorme no seu dedo de aliana brilhava um luz to fria e linda como sua
voz.

"Voc esqueceu que seu pai  o prefeito de Tulsa?" A me de Afrodite surtou viciosamente.

"No, no,  claro que no,me."

A me dela no pareceu ouvir. " uma ladeira e tanto o fato de voc estar aqui ao invs da
Costa Leste se preparando para Harvard que era difcil o suficiente, mas nos consolamos com o
fato que vampiros podem conseguir dinheiro e poder e sucesso, e esperamos que voc fosse
sucedida nisso"  ela parou e olhou de forma amarga  "de forma excepcional. E agora ficamos
sabendo que voc no  mais lder das Filhas Negras e foi rejeitada como Alta Sacerdotisa em
treinamento, o que te faz no ser diferente de nenhum dos desperdcios que freqentam essa
escola miservel." A me de Afrodite hesitou, como se precisasse se acalmar antes de
continuar. Quando ela falou de novo, eu tive que me esforar para ouvir ela sussurrar. "O seu
comportamento  inaceitvel."

"Como sempre, voc nos desapontou," o pai dela repetiu.

"Voc j disse isso, pai," Afrodite disse, soando como sempre.

Como o bote de uma cobra, a me dela bateu no rosto de Afrodite, com tanta fora que a
batida de pele contra pele me fez pular e recuar. Eu esperei que Afrodite sasse do banco
pulasse na garganta da me (por favor  no chamamos ela de bruxa do inferno por nada),
mas ela no fez isso. Ela s pressionou sua prpria palma contra a bochecha e curvou a cabea.

"No chore. Eu j te disse antes, lagrimas significam fraqueza. Pelo menos faa isso certo e no
chore," a me dela disse.

Devagar Afrodite levantou sua cabea e tirou a mo da bochecha. "Eu no queria desapontar
voc, me. Eu realmente sinto muito."

"Dizer que voc sente muito no conserta nada," a me dela disse. "O que queremos saber  o
que voc vai fazer sobre pegar sua posio de volta."

Nas sombras segurei a respirao.

"Eu  eu no posso fazer nada," Afrodite disse, parecendo sem esperanas e de repente muito
jovem. "Eu fiz besteira. Neferet me pegou. Ela tirou as Filhas Negras de mim e a deu para outra
pessoa. Eu acho que ela est at mesmo considerando me transferir para outra House of
Night."
"J sabemos disso!" A me dela ergueu a voz, juntando as palavras para que elas parecessem
ser feitas de gelo. "Falamos com Neferet antes de ver voc. Ela iria transferir voc para outra
escola, mas intercedemos. Voc permanecer nessa escola. Tambm tentamos falar com ela
sobre devolver sua posio, depois de, talvez, um tempo de restrio ou deteno."

"Oh, me, voc no fez isso?"

Afrodite soava horrizada, e eu no podia culpar ela. Eu s podia imaginar que a impresso que
esses frios, pais que fingem-ser-to-perfeitos deram a nossa Alta Sacerdotisa. Se Afrodite
algum dia j teve a menor chance de ter Neferet de volta em seu favor, os pais bizarros dela
provavelmente arruinaram tudo.

" claro que fizemos! Voc esperava que no fizssemos nada enquanto voc destri seu
futuro se tornando uma vampira ningum em indescritivelmente estranha House of Night?" a
me dela disse.

"Mais do que voc j fez," o pai dela acrescentou.

"Mas no  sobre mim fazer algum tipo de restrio," Afrodite disse, obviamente tentado
controlar sua frustrao e ser razovel com eles. "Eu fiz besteira. Muito grande. Isso  ruim o
suficiente, mas tem uma garota aqui cujos poderes so mais fortes que os meus. Mesmo que
Neferet supere o fato de estar irritada comigo, ela no vai me devolver as Filhas Negras."
Ento Afrodite disse algo que me chocou totalmente. "A outra garota  uma lder melhor que
eu. Eu percebi isso em Samhain. Ela merece ser a lder das Filhas Negras. Eu no."

OhmeuDeus. O inferno congelou?

A me de Afrodite deu um passo para mais perto dela e eu recuei com ela, certa que ela fosse
bater nela de novo. Mas a me dela no bateu nela. Ela se curvou para que seu lindo rosto
estive olhando diretamente para o da filha. De onde eu estava elas pareciam tanto que era
assustador.

"Nunca diga que algum merece mais do que voc. Voc  minha filha, e voc sempre ira
merecer o melhor." Ento ela se ergueu de novo e passou a mo pelo seu cabelo perfeito,
embora eu tivesse certeza que ele no se atreveria a se bagunar. "No conseguimos
convencer Neferet a devolver sua posio, ento voc ir convencer ela."

"Mas, me, eu j disse a voc " ela comeou, mas o pai dela a cortou.

"Tire a garota nova do caminho, e Neferet estar mais propensa em te devolver sua posio."

Ah, merda. "A garota nova" era eu.

"Desacredite ela. Faa ela cometer erros, e ento se certifique que outra pessoa conte a
Neferet sobre eles e no voc. Vai parecer melhor desse jeito." A me dela falou, como se
estivesse falando sobre que roupa Afrodite deveria usar amanh ao invs de tramar contra
mim.Droga, em falar em bruxa do inferno!

"E cuide-se. Seu comportamento tem que ser alm de perfeito. Talvez voc devesse ser mais
aberta com suas vises, pelo menos por enquanto," o pai dela disse.
"Mas voc me disse por anos para manter as vises para mim mesma, que elas eram a fonte
do meu poder."

Eu mal podia acreditar no que estava ouvindo! Um ms atrs Damien me disse que vrios
garotos pensavam que Afrodite estava tentado esconder suas vises de Neferet, mas eles
pensavam que era porque ela odiava humanos  e as vises de Afrodite eram sempre sobre
uma futura tragdia onde humanos morriam. Quando ela dividiu suas vises com Neferet, a
Alta Sacerdotisa foi quase sempre capaz de impedir as tragdias de acontecerem e salvar
vidas. Ento Afrodite propositalmente manter suas vises para si era uma das coisas que me
fizeram decidir que eu tinha que tomar a posio dela como a lder das Filhas Negras. Eu no
tenho fome de poder. Eu no queria a posio de verdade. Diabos, eu ainda no tinha certeza
do que fazer com ela. Eu apenas sei que Afrodite no era coisa boa, e que eu tinha que fazer
algo para impedir ela. Agora eu estava ouvindo que uma parte da merda que ela estava
fazendo era porque ela deixava seus odiosos pais mandarem nela!A me e pai dela achavam
que estava tudo bem em no falar sobre informaes que podiam salvar vidas. E o pai dela era
o prefeito de Tulsa! (No era de se admirar que ele parecia familiar.) Era to bizarro que estava
fazendo minha cabea doer.

"As vises no so sua fonte de poder!" O pai dela estava dizendo. "Voc nunca escuta? Eu
disse que suas vises poderiam ser usadas para ganhar poder para voc, porque informao
sempre  poder. A fonte das suas vises  a Mudana que acontece no seu corpo.  gentica,
s isso."

" para ser um dom de uma deusa," Afrodite disse suavemente.

A risada da me dela era fria. "No seja idiota. Se existi tal coisa como uma deusa, porque ela
daria poderes a voc? Voc  apenas uma ridcula criana, e uma que est freqentemente
cometendo erros, e essa sua ultima escapadinha sua mais uma vez provou isso. Ento seja
inteligente e mude, Afrodite. Use suas vises para ganhar de volta confiana, mas aja de forma
humilde sobre isso. Voc tem que fazer Neferet acreditar que voc sente muito."

Eu quase no ouvi o sussurro de Afrodite, "Eu sinto muito..."

"Esperamos noticias muito melhores ms que vem."

"Sim, me."

"timo, agora nos leve de volta para o salo de recepo para que possamos nos misturar com
os outros."

"Posso por favor ficar aqui um pouco? Eu realmente no estou me sentindo muito bem."

"Absolutamente no. O que as pessoas diriam?" A me dela disse. "Controle-se. Voc ira nos
escoltar de volta para o salo e ser graciosa sobre isso. Agora."

Afrodite estava devagar levantando do banco, e com o corao batendo to rpido que tive
medo que me entregasse, eu voltei rapidamente para o caminho pelo que eu vim at a
bifurcao que me tiraria do jardim. Ento eu praticamente sai correndo do jardim.

Eu pensei sobre o que eu ouvi todo o caminho de volta ao dormitrio. Eu acreditava ter pais
horrveis, mas eles eram como os pais do "The Brady Bunch*" (*Serie televisiva) (ol  eu
assisti as reprises da Nickelodeon como todo mundo) comparado aos odiosos e adoradores de
poder, pais de Afrodite. Por mais que eu odiasse admitir, o que eu vi hoje a noite me fez
entender porque Afrodite agia como agia. Eu quero dizer, como eu seria se eu no tivesse o
amor e apoio da Vov Redbird que foi minha espinha dorsal nesses trs ltimos anos? E isso
era outra coisa tambm. Minha me tinha sido normal. Claro, ela tem estado estressada e no
prestou ateno nas coisas, mas ela foi normal pelos primeiros 13 anos dos meus quase 17
anos de vida. S foi depois que ela casou com John que ela mudou. Ento eu tive uma boa me
e uma fantstica av. E se eu no tivesse? E se tudo que eu conhecesse fosse tudo que passei
nos ltimos 3 anos  eu sendo indesejada na minha prpria famlia?

Eu poderia ter ficado igual Afrodite, e eu ainda poderia deixar meus pais me controlarem
porque esperava desesperadamente ser boa o bastante, deixar eles orgulhosos o suficiente,
para que um dia eles realmente me amassem.

Isso me fez ver Afrodite com olhos totalmente novos, o que eu no me deixou particularmente
animada.




TRS


"Yeah, Zoey, eu entendo o que voc est dizendo e tudo mais, mas, al!Parte do que voc
ouviu  que Afrodite vai tentar armar uma para voc para que possa te tirar da liderana das
Filhas Negras, ento no sinta tanta pena dela," Stevie Rae disse.

"Eu sei  eu sei. Eu no estou ficando toda quente e confusa em relao a ela. S estou
dizendo que depois de ouvir ela com seus pais psicticos eu entendo porque ela  como ."

Estavmos indo para o primeiro perodo. Bem, na verdade Stevie Rae e eu estvamos
praticamente correndo para o primeiro perodo. Como sempre, estvamos quase atrasadas. Eu
sabia que no deveria ter comido a segunda tigela de Count Chocula* (*sucrilhos).

Stevie Rae virou os olhos. "E voc diz que eu sou boazinha demais."

"Eu no estou sendo boazinha. Estou sendo compreensiva. Mas entender no muda o fato de
que Afrodite age como uma vadia do inferno."

Stevie Rae fez um barulho de ronco e balanou a cabea, fazendo seus cachos loiros balanar
como se fosse uma garotinha. O cabelo curto dela era estranho na House of Night onde todos,
at a maioria dos caras, tinham cabelo ridiculamente grosso e comprido. Ok, meu cabelo
sempre foi longo, mas ainda sim  foi realmente estranho quando eu cheguei aqui e fui
bombardeada com cabelo, cabelo e cabelo. Agora fazia perfeito sentido.

Parte da Mudana fsica que acontece enquanto viramos vampiros  que o nosso cabelo e
unhas crescem muito rpido. Depois de um pouco de pratica, voc pode dizer em que ano um
calouro est sem olhar o Marca ou a sua jaqueta. Vampiros parecem diferentes de humanos
(no  uma diferena ruim   apenas diferente), ento  apenas lgico que enquanto um
calouro passa por mais e mais da Mudana o corpo dele parea diferente tambm.

"Zoey, voc no est prestando ateno."
"Huh?"

"Eu disse, no abaixe sua guarda em relao a Afrodite. Sim, ela tem pais terrveis. Sim, eles
esto controlando e manipulando ela. Tanto faz. Ela ainda  odiosa e maldosa e vingativa.
Cuidado com ela."

"Hey, no se preocupe. Eu vou."

"Ok, timo. Te vejo no terceiro perodo."

"Vejo voc," eu respondi. Droga, ela se preocupa demais.

Eu me apressei para minha aula e tinha comeado a sentar na minha mesa perto de Damien,
que levantou uma sobrancelha para mim e disse, "Outra manh de duas tigelas?" quando o
sino tocou e Neferet entrou na sala.

Eu sei que  a beira do esquisito (ou talvez at meio bicha, em uma melhor escolha de
palavras) continuar a notar o quo linda uma mulher  quando voc tambm  uma mulher,
mas Neferet  to linda que  como se ela tivesse a habilidade de focar toda a luz da sala em
si. Ela estava usando um vestido preto simples e botas de lindas de morrer. Ela estava usando
seus brincos prateados e, como sempre, o emblema prateado da deusa estava no seu peito.
Ela no parecia muito com a deusa Nyx  que eu juro ter visto no dia que fui Marcada  mas
ela tem a aura da deusa de fora e confiana. Eu s vou admitir. Eu queria ser ela.

Hoje foi diferente. Ao invs de ensinar a aula toda (e, no, incrivelmente a aula de Neferet
nunca era chata) ela nos deu a tarefa de fazer uma redao sobre a Medusa, que estvamos
estudando a semana toda. Aprendemos que ela na verdade no tinha sido um monstro que
transformava os homens em pedra com o olhar. Ela tinha sido uma famosa Alta Sacerdotisa
vampira cujo dom era uma afinidade, ou conexo especial, com a terra, que foi provavelmente
da onde o mito de "transformar em pedra" saiu. Eu tenho certeza que se uma Alta Sacerdotisa
vampira se irritasse o suficiente e tivesse uma conexo mgica com a terra (pedras vem da
terra), ela poderia facilmente transformar algum em granito. Ento a tarefa de hoje era
escrever uma redao no mito humano e simbolismo, e o significado por traz da
ficticionalizao da histria de Medusa.

Mas eu estava muito inquieta para escrever.Alm do mais, eu tinha o fim de semana todo para
terminar a redao. Eu estava muito mais preocupada com as Filhas Negras. A lua cheia era no
domingo. Era esperado que eu liderasse o ritual das Filhas Negras. Eu percebi que todos
tambm estavam esperando que eu fizesse o anuncio sobre as mudanas que eu planejei
fazer. Uh, eu precisava ter uma idia sobre essas mudanas. Surpreendentemente, eu tinha
uma idia, mas eu precisaria de ajuda.

Eu ignorei o olhar curioso de Damien quando rapidamente reuni minhas coisas e fui para a
mesa de Neferet.

"Problemas, Zoey?" ela perguntou.

"No.Uh, sim. Bem, na verdade, se voc me deixar ir at o media Center* (onde tem
computadores e equipamentos de mdia) pelo resto do perodo, meu problema ser
resolvido." Eu percebi que estava nervosa. Eu s estava na House of Night a um ms, e eu
ainda no tinha certeza sobre o protocolo para ser liberada da aula. Eu quero dizer, s houve
dois garotos no ms todo que ficaram doentes. E eles morreram. Os dois. O corpo deles
rejeitou a Mudana, um aconteceu bem na minha frente na aula de literatura. Foi totalmente
nojento. Mas fora os garotos moribundos ocasionais, estudantes raramente perdiam as aulas.
Neferet estava me observando, e eu lembrei que ela era intuitiva e provavelmente podia sentir
a ridcula conversa na minha cabea. Eu suspirei. "Coisas das Filhas Negras. Eu quero bolar
algumas idias novas sobre a liderana."

Ela pareceu contente. "Algo que eu possa te ajudar?"

"Provavelmente, mas eu preciso fazer algumas pesquisas e arrumar minhas idias primeiro."

"Muito bem, venha at mim quando estiver pronta. E sinta-se a vontade para passar o tempo
necessrio no media Center que voc precisar," Neferet disse.

Eu hesitei. "Eu preciso de um passe?"

Ela sorriu. "Eu sou sua mentora e te dei permisso, o que mais voc poderia precisar?"

"Obrigado," eu disse, e sai apressada da aula me sentindo idiota. Eu ficaria to feliz quando
estivesse na escola a tempo suficiente para saber essas pequenas regras internas. E, de
qualquer forma, eu no sei porque estava to preocupada. Os corredores estavam desertos.
Diferente da minha antiga escola (South Intermediate High School em Brojen Arrow, Oklhoma
 que  um subrbio totalmente chato de Tulsa) no havia nenhum complexo de Napoleo*
(*que se achava o maior dos maiores), vice diretores muito bronzeados com nada melhor para
fazer que andar pelos corredores perseguindo garotos. Eu diminui a velocidade e disse a mim
mesma para relaxar  droga, eu estava estressada demais ultimamente.

A biblioteca era na parte central da rea da escola em uma legal sala com vrios andares que
tinha sido construda para imitar a torre de um castelo, o que se encaixava bem com o resto da
escola. A coisa toda parecia como algo vinda do passado. Essa provavelmente era uma das
razes que tinha chamado ateno dos vampiros 5 anos atrs. Nessa poca era uma escola
preparatria para garotos ricos metidos, mas tinha sido construda originariamente para ser
um monastrio para os monges de Santo Augustine Pessoas de F.Eu lembrei disso quando eu
perguntei como um escola preparatria tinha sido tomada pelos vampiros e Neferet me disse
que eles fizeram um acordo que eles no podiam recusar. A memria do tom perigoso da voz
dela ainda fazia minha pele se arrepiar.

"Me-eeh-uf-ow!"

Eu pulei e quase me mijei. "Nala! Voc quase me matou de susto!"

Sem preocupao, minha cata se lanou nos meus braos, e eu tive que fazer malabarismo
com o bloco de notas, bolsa, e um pequeno (mas gordinho) gato laranja. Enquanto Nala
reclamava para mim em sua voz mal humorada de velhinha.Ela me adorava, e ela
definitivamente me escolheu para si, mas isso no significa que ela seja sempre agradvel. Eu
mudei ela de lado, e abri a porta para o media Center.

Oh  o que Neferet tinha dito ao meu estpido padrasto-perdedor John era a verdade. Gatos
andam livremente por toda a escola. Eles freqentemente seguem "Seus" donos para a aula.
Nala, em particular, gostava de me encontrar vrias vezes por dia. Ela insistia que eu coasse
sua cabea, reclamava um pouco para mim, e ento saia pra fazer o que quer que gatos fizesse
com seu tempo livro. (Planejar a dominao mundial?)
"Voc precisa de ajuda com ela?" a especialista de media perguntou. Eu tinha conhecido ela
brevemente durante minha semana de orientao, mas lembrei que o nome dela era Sappho.
(Uh, era no era a verdade Sappho  aquela vampira poeta que morreu mil anos atrs  agora
estvamos estudando o trabalho dela na aula de literatura.)


"No, Sappho, mas obrigado. Nala no gosta de ningum a no ser eu."

Sappho, uma pequena vampira morena cujas tatuagens eram elaborados smbolos, Damien
me disse que eram hierglifos gregos, sorriu profundamente para Nala. "Gatos so criaturas
to interessantes, voc no acha?"

Eu coloquei Nala no meu outro ombro enquanto ela reclamava no meu ouvido. "Eles
definitivamente no so cachorros," eu disse.

"Graas a deusa por isso!"

"Voc se importa se eu usar um dos computadores?" o media Center era alinhado com fileiras
e fileiras de livros  milhares deles  mas tambm era um laboratrio de computadores muito
legal.

" claro, sinta-se em casa e sinta-se livre para me chamar se no conseguir encontrar o que
voc precisa."

"Obrigado."

Eu peguei um computador que estava numa grande mesa e entrei na internet. Isso era outra
coisa que era diferente da minha antiga escola. Aqui os estudantes no tinham um login e sites
no eram restringidos. Aqui era esperado que os estudantes mostrassem senso e agissem
certo  se eles no agissem no  como se os vampiros, quem eram quase impossvel de
mentir, no fossem descobrir. S em pensar em coisas para mentir para Neferet fazia meu
estomago doer.

Se concentre e pare de brincar. Isso  importante.

Ok, uma idia estava a milho na minha cabea.Era hora de ver se daria certo. Eu abri o Google
e digitei "escolas preparatrias privadas." Zilhes apareceram. Eu comecei a estreitar a lista.
Eu queria exclusivas e superiores escolas( nenhuma daquelas "academias alternativas" idiotas
que estavam apenas segurando a caneta para um futuros criminoso  ugh). Eu tambm queria
escolas antigas, que estavam por a a geraes. Eu estava procurando por algo que tinha
passado pelo teste do tempo.

Eu facilmente encontrei Chatham Hall, que era a escola que os pais de Afrodite tinham jogado
na cara dela. Era uma exclusiva escola preparatria da Costa Leste e, cara, parecia metida. Eu
sa do site. Qualquer lugar que os bizarros pais de Afrodite aprovassem no seria algo que eu
queria tomar como modelo. Eu continuei procurando... Exeter ... Andover ... Taft ... Miss
Porter's (verdade  hee hee  esse  o nome da escola)... Kent...

"Kent. Eu ouvi esse nome antes," eu disse a Nala, que estava empoleirada no topo da mesa
para me observar enquanto cochila. " em Connecticut   por isso que  familiar.  onde
Shaunee estava indo antes de ser Marcada." Eu mexi no site, curiosa para ver onde Shaunee
tinha passado a primeira parte do seu ano primeiro ano (ou terceiranista) ano. Era uma escola
bonita  no tinha como negar isso. Metida, claro, mas tinha algo sobre ela que parecia ser
mais bem acolhedora que as outras escolas preparatrias. Talvez fosse porque eu conhecia
Shaunne. Eu continuei mexendo no site  e de repente sentei direito. " isso," eu murmurei
para mim mesma. " o tipo de coisa que eu preciso."

Eu peguei uma caneta e abri o bloco de notas e me ocupei fazendo anotaes. Muitas
anotaes.



Se Nala no tivesse assoviado em um aviso, eu teria dado um belo pulo quando uma voz
profunda falou atrs de mim.

"Voc parece completamente envolvida nisso."

Eu olhei por cima do meu ombro  e congelei. OhmeuDeus.

"Desculpe, eu no queria interromper voc.  apenas to incomum ver um estudante escrever
fervorosamente e a mo, ao contrario do que digitar no computar, que eu pensei que voc
pudesse estar escrevendo poesia. Voc v, eu prefiro escrever poesia sem a mo. O
computador  apenas impessoal demais."

Pare de ser to idiota! Fale com ele! Minha mente gritou para mim. "Eu  uh- no estou
escrevendo poesia." Deus, isso foi brilhante.

"Oh, bem. No machuca verificar. Foi bom falar com voc."

Ele sorriu e se virou e minha boca finalmente conseguiu funcionar um pouco mais
corretamente. "Uh, eu tambm acho que computadores so impessoais. Eu nunca escrevi
poesia, mas quando eu escrevo algo to importante para mim eu gosto de fazer isso assim."
Totalmente nerd, eu levantei minha caneta.

"Bem, talvez voc devesse tentar escrever poesia. Me parece que voc pode ter a alma de um
poeta." Ele ergueu sua mo. "Normalmente a essa hora do dia eu venho dar uma folga a
Sappho. Eu no sou um professor em tempo integral porque s estou na escola a um ano. Eu
s ensino duas aulas, ento tenho tempo extra. Eu sou Loren Blake, Vampiro Poeta Laureate."

Eu peguei o ante brao dele no jeito tradicional de vampiros se cumprimentarem, tentando
no pensar sobre o quo quente o brao dele era, o quo forte ele era, e o quo sozinhos
estvamos no media Center.

"Eu sei," eu disse. Ento eu queria cortar minha garganta. Que coisa idiota para dizer!"O que
eu quis dizer  que eu sei quem voc . Voc  o primeiro homem poeta Laureate que eles
nomearam em 200 anos." Eu percebi que ainda estava segurando o brao dele e o soltei. "Eu
sou Zoey Redbird."

O sorriso dele fez meu corao bater forte no meu peito. "Eu tambm sei quem voc ." Os
lindos olhos dele, to escuros que pareciam preto e sem fundo, brilharam travessamente.
"Voc  a primeira caloura a ter uma Marca completamente colorida, assim como a nica
vampira, caloura ou adulta, a ter uma afinidade pelos 5 elementos.  bom finalmente conhecer
voc cara-a-cara. Neferet me falou muito sobre voc."
"Ela falou?" Eu estava to mortificada que minha voz se esganiou.

" claro que sim. Ela est incrivelmente orgulhosa de voc." Ele acenou para o banco vazio ao
meu lado. "No quero interromper seu trabalho, mas voc se importa se eu sentar com voc
um pouco?"

"Yeah, claro. Eu preciso de uma pausa. Eu acho que minha bunda adormeceu." Oh, Deus, me
mate agora.

Ele riu. "Bem, ento, voc gostaria de ficar de p enquanto eu sento?"

"No, eu  uh  vou mudar meu peso." E ento vou me jogar da janela.

"Ento, se no for muito pessoal, posso perguntar no que voc est trabalhando to
afincamente?"

Ok, eu precisava pensar e falar. Seja normal. Esquea que ele  facilmente o homem mais lindo
de parar o corao que j esteve perto de mim a minha vida toda. Ele  um professor na
escola. S outro professor. S isso. Yeah, certo. S outro professor que parecia como o sonho
de toda mulher para o Homem Perfeito. E eu digo Homem. Erik  gostoso e lindo e muito legal.
Loren Blake era outro universo. Um totalmente fora dos limites, e impossivelmente sexy
universo que eu no tinha permisso para acessar. Como se ele me visse como algo mais do
que uma garota de qualquer forma. Por favor. Dezesseis. Ok, quase dezessete, mas ainda sim.
Ele provavelmente tem pelo menos 21 ou algo assim. Ele apenas est sendo gentil. Mais
provavelmente ele s quer olhar de perto minha bizarra Marca.Ele poderia estar fazendo
pesquisa sobre um altamente embaraosos poema sobre o 

"Zoey? Se voc no quer me dizer sobre o que est trabalhando, est tudo bem. Eu realmente
no queria incomodar voc."

"No!Est tudo bem.' Eu respirei fundo e me ajeitei. "Desculpe  acho que ainda estava
pensando sobre a minha pesquisa," eu menti, esperando que ele fosse um vampiro jovem o
bastante para no ter o incrvel detector de mentira que os professores mais velhos tinham .
Eu continuei rapidamente. "Eu quero mudar as Filhas Negras. Eu acho que precisa de uma
fundao  algumas regras claras e um guia. No apenas para se juntar, mas quando voc
entrar ter certos padres. Voc no deve ter um passe livre para ser um idiota tanto quanto
quiser, e ainda ganhar o privilegio de ser um Filha e Filho Negro." Eu parei e pude sentir meu
rosto ficando quente e vermelho. Do que diabos eu estava falando? Eu devo parecer uma
idiota.

Mas ao invs de rir de mim, ou pior, dizer algo padronizado e ir embora, ele parecia estar
considerando o que eu disse. "Ento o que voc bolou?" ele perguntou.

"Bem, eu gosto do jeito que essa escola privada Kent lida com seu grupo estudantil. Olha " Eu
cliquei no link da direita e li do texto. "O conselho Snior e Sistema Prefeito  uma parte
integral da vida em Kent. Seus alunos so escolhidos como os lideres que juram serem
modelos e lidar com todos os aspectos da vida estudantil em Kent." Eu usei minha caneta para
apontar para a tela do computar. "V, tem vrios prefeitos diferentes, e eles so eleitos para
cada Conselho anual pelos votos de estudantes e pelo equipe, mas a escolha final  feita
diretor  que seria Neferet  e o Prefeito Veterano."
"Que seria voc,' ele disse.

Eu podia sentir meu rosto ficar quente. De novo. "Yeah. Tambm diz que todo ms de maio
novos membros do Conselho so "apontados" como possvel membros para o prximo ano
escolar, e tem uma enorme cerimnia para celebrar." Eu sorri, e disse, mais para mim do que
para ele, "Parece um novo ritual que Nyx aprovaria. Quando disse as palavras senti a certeza
dentro de mim.

"Eu gostei,' Loren disse. "Eu acho que  uma grande idia."

"Verdade? Voc no est apenas dizendo por dizer?"

"Tem algo sobre mim que voc deveria saber. Eu no minto."

Eu olhei para os olhos dele. Eles pareciam sem fundo. Ele estava sentado to perto de mim
que eu podia sentir o calor do corpo dele, o que me fez suprimir um calafrio de uma repentina
onda de um desejo proibido. "Bem, obrigado ento," eu disse suavemente. Me sentindo
repentinamente corajosa, eu continuei. "Eu quero que as Filhas Negras signifiquem mais do
que s um grupo social. Eu quero que elas sejam exemplos  que faam a coisa certa. Ento eu
pensei que cada um de ns teria que jurar seguir cinco ideais representando os cinco
elementos."

As sobrancelhas dele foram para cima. "O que voc tem em mente?"

"As Filhas e Filhos Negros deveriam jurar ser autnticos pelo ar, fieis pelo fogo, sbios pela
gua, sensitivo pela terra, e sinceros pelo esprito." Eu terminei sem olhar para minhas notas.
Eu j sabia os cinco ideais dcor. Ento eu observei os olhos dele ao invs disso. Ele no disse
nada por um momento. Ento, devagar, ele se aproximou e passou um dedo pela linha
continua da minha tatuagem. Eu queria tremer com o toque dele, mas no podia me mexer.

"Lindo e inteligente e inocente," ele sussurrou. Ento a incrvel voz dele recitou, "A melhor
parte da beleza  aquela que nenhuma figura pode expressar."

"Sinto muito por interromper, mas eu realmente preciso checar os ltimos trs livros dessa
srie para a professora Anastasia."

A voz de Afrodite quebrou o feitio entre Loren e eu, assim como quase me deu um ataque
cardaco. Na verdade, Loren parecia to abalado quanto eu. Ele tirou as mos do meu rosto e
andou quietamente para o balco de checagem. Eu fiquei sentada onde estava como se tivesse
criado razes na cadeira; tentado parecer to ocupada escrevendo mais anotaes (que eram
na verdade, bem, rabiscos). Eu ouvi Sappho voltar e assumir a checagem dos livros de Afrodite
no lugar de Loren. Eu pude ouvir ele indo embora, e quase como se no pudesse me impedir,
eu me virei e olhei para ele. Ele estava saindo pela porta e no prestando a menor ateno em
mim.

Mas Afrodite estava me olhando diretamente com um sorriso travesso em seus lbios
perfeitos.

Bem, inferno.
QUATRO



Eu queria contar a Stevie Rae sobre o que tinha acontecido com Loren, o sobre Afrodite nos
pegar, mas eu no estava com vontade de contar as noticias para Damien e as Gmeas. No
que eles tambm no fossem meus amigos, mas eu mal tive tempo de processar o que
aconteceu, e a idia dos trs conversando feito loucos me fez me encolher. Especialmente j
que as Gmeas tinham reorganizado os seus perodos para ir na aula de poesia de Loren, onde
elas livremente entraram para passar uma hora inteira, todo dia, s para olhar para ele. Elas
perderiam a cabea completamente quando eu contasse a elas o que tinha acontecido. (Alm
do mais, algo tinha acontecido? Eu quero dizer, o cara s tocou meu rosto.)

"O que aconteceu com voc?" Stevie Rae perguntou.

A ateno que os quatro estavam focando tentando descobrir se havia um cabelo na salada de
Erin ou se era apenas um daqueles estranhos barbantes de um pedao de aipo mudou
instantaneamente para mim.

"Nada, estou apenas pensando sobre o Ritual de Lua Cheia no domingo."Eu olhei para meus
amigos. Eles estavam me olhando com olhos que dizia que eles totalmente acreditavam que
eu tinha bolado algo, e no faria papel do boba. Eu queria ter a confiana deles em mim.

"Ento o que voc vai fazer? Voc decidiu?" Damien perguntou.

"Eu acho que sim. Na verdade, o que vocs acham dessa idia..." Eu comecei a falar da idia do
Conselho e do Prefeito, e percebi na metade da explicao que realmente era um plano muito
bom. Eu terminei com os 5 ideais que eram aliados com cada elemento.

Ningum disse nada. Eu estava comeando a me preocupar quando Stevie Rae jogou seus
braos ao meu redor e me abraou com fora.

"Oh, Zoey! Voc vai ser uma Alta Sacerdotisa incrvel." Damien estavam com os olhos todos
nebuloso e sua voz totalmente adorvel. "Eu sinto que estou na Corte de uma grande rainha."

"Ou voc poderia ser uma grande rainha," Shaunee disse.

"Vossa Majestade Damien... hee heee," Erin disse, rindo.

"Gente..." Stevie Rae avisou.

"Desculpe," as Gmeas falaram juntas.

"Foi s muito difcil resistir," Shaunee disse. "Mas srio, adoramos a idia."

"Yeah, parece um jeito excelente para manter as bruxas de fora," Erin disse.

"Bem, essa  outra coisa que preciso falar com vocs." Eu respirei fundo. "Eu acho que sete 
um bom nmero para o Conselho. Assim tem um tamanho descente, e  impossvel haver
empate."Eles acenara."Ento, tudo que eu tenho lido  no s sobre as Filhas Negras, mas
sobre conselhos estudantis em geral  diz que os membros do Conselho so veteranos. Na
verdade o Prefeito Snior, que seria eu,  um, bem, snior, no um calouro."

"Eu gosto do titulo Terceiranista mais. Parece mais velho," Damien disse.

"Independente de como a gente chame, no  normal sermos to jovens. O que significa que
precisamos de duas pessoas mais velhas no Conselho conosco."

Houve uma pause, e ento Damien disse,"Eu nomeio Erik Night."

Shaunee virou os olhos.

Erin disse, "Ok, quantas vezes vamos ter que explicar isso para voc  o garoto no  do seu
time. Ele gosta de peitos e vaginas, no pnis e anu "

"Pare!" Eu absolutamente no queria entrar nesse assunto. "Eu acho que Erik Night  uma boa
escolha, e no porque ele gosta de mim ou, bem..."

"De partes femininas?" Stevie Rae ofereceu.

"Sim, partes femininas versus partes masculinas.Eu acho que ele tem as qualidades que
estamos procurando. Ele  talentoso, querido, e  um cara legal."

"E ele  lindo..." Erin disse.

"... de cair morto," Shaunne terminou.

" verdade; ele . Mas no vamos basear associao com aparncia."

Shaunee e Erin franziram, mas no discutiram. Elas no so superficiais de verdade; elas s so
um pouco superficiais.

Eu respirei fundo. "E eu acho que o ultimo membro do Conselho precisa ser um snior que
fazia parte do grupo interno de Afrodite. Isto , se alguns deles pedir para se juntar ao nosso
Conselho.'

Dessa vez no houve um impressionante silencio. Erin e Shaunee, como sempre, falaram
juntas.

"Uma das bruxas do inferno!"

"De jeito nenhum!"

Damien falou enquanto as Gmeas procuravam por flego para falar de novo. "Eu no vejo
como isso pode ser uma boa idia." Stevie Rae s parecia chateada e no disse nada.

Eu levantei minhas mos, e fiquem satisfeita (e surpresa) por ver que eles realmente ficaram
quietos.

"Eu no assumi as Filhas Negras para comear uma guerra na escola. Eu assumi porque
Afrodite era uma valentona, e tinha que ser parada. Agora que eu estou no comando das
Filhas Negras eu quero que ela seja um grupo o pessoal seja honrado para participar. E eu no
quero dizer s um grupo selecionado, como quando Afrodite era a lder. As Filhas e Filhos
Negros deve ser um grupo difcil entrar e deve ser seletivo. Mas no porque apenas os amigos
da lder atual tiveram a chance de entrar. Eu quero que as Filhas e Filhos Negros seja algo que
todos sintam orgulho, e eu acho que permitindo que algum do antigo grupo participe do meu
Conselho ir mandar a mensagem certa."

"Ou voc vai deixar a cobra entrar no ninho," Damien disse quietamente.

"Me corrija se eu estiver errada, Damien, mas cobras no so aliadas de Nyx?" eu falei
rapidamente, seguindo o sentimento intuitivo que estava batendo em mim. "Elas no tem uma
m reputao porque historicamente elas foram o smbolo do poder feminino, e os homens
queriam tomar esse poder das mulheres e fizeram dele algo nojento e assustador?"

"No, voc est certa," ele disse relutantemente,"mas isso no significa que deixar uma
pessoa da gang de Afrodite entrar no nosso Conselho seja uma boa idia."

"V, esse  o ponto.Eu no quero que seja nosso Conselho. Eu quero que isso vire uma
tradio na escola. Algo que dure alm de ns."

"Ento voc est querendo dizer que se algum de ns no sobreviver a Mudana, encontrar
uma pessoa nova para as Filhas Negras ser como se ns continussemos a viver," Stevie Rae
disse, e eu vi que ela capturou o interesse do resto deles.

" exatamente o que eu quero dizer  embora eu no acho que tenha percebido isso at esse
segundo," eu disse com pressa.

"Bem, eu gostei dessa parte, embora no tenha inteno de me afogar em meus prprios
ensangentados pulmes," Erin disse.

" claro que voc no vai, Gmea:  um jeito nada atraente de morrer."

"Eu no quero nem pensar sobre no conseguir passar pela Mudana," Damien disse, "mas se
 algo horrvel acontecer comigo, eu gostaria que algo sobre mim vivesse aqui na escola."

"Podemos ter quadros?" Stevie Rae perguntou, e eu notei que de repente ela estava
parecendo plida demais.

"Quadros?" eu no fazia idia do que ela estava falando.

"Yeah. Eu acho que devemos ter uma quadro ou algo que grave o nome dos... dos... do que
voc os chamou?"

"Prefeitos," Damien disse.

"Yeah, Prefeiros. O quadro, ou algo assim, pode ter o nome dos Prefeitos do Conselho a cada
ano, e ficar a mostra para todos verem.

"Yeah,' disse Shaunee, aumentando a idia. "Mas no s um quadro. Precisamos de algo que
seja mais legal que um quadro."

"Algo que seja nico  como ns," Erin disse.
"Impresses de mo," Damien disse.

"Huh?" eu perguntei.

"Nossa impresso de mo  nica. Se fizermos um gesso com nossas impresses de mo, e
ento assinarmos nossos nomes embaixo," Damien disse.

"Como as estrelas em Hollywood!" Stevie Rae disse.

Ok, parece meio brega, o que significa que eu no posso no gostar. A idia era como ns 
nica  legal  e beirando a brega.

"Eu acho que impresses de mo so uma idia excelente. E sabe qual  o lugar perfeito para
elas?" Eles olharam para mim com alegres e brilhantes olhos, a preocupao deles com um
dos amigos de Afrodite se juntar a ns, assim como o medo constante de uma morte repentina
que sempre carregvamos conosco, temporariamente esquecida. "O jardim  o lugar
perfeito."

O sino tocou, nos chamando de volta para a aula. Eu pedi para Stevie Rae dizer a nossa
professora de espanhol, Proffe Garmy, que eu tive que ir ver Neferet, ento vou me atrasar. Eu
realmente queria contar a ela sobre minhas idias enquanto elas ainda estavam frescas na
minha mente. Eu no iria demorar  s daria a ela a base e ver se ela gostava da direo em
que eu estava indo. Talvez... talvez eu at pea a ela para vir no Ritual da Lua Cheia no
domingo, e esteja l quando eu anunciar o novo processo de seleo para associao as Filhas
e Filhos Negros. Eu estava pensando sobre o quo nervosa eu ficaria se Neferet estivesse l,
me observando lanar o circulo e liderar meu prprio ritual, e estava dizendo a mim mesma
que eu tinha que me livrar dos meus nervos... que era a melhor coisa para as Filhas Negras se
Neferet estivesse l para mostrar seu apoio em meus novos ideais e 

"Mas foi o que eu vi!" A voz de Afrodite, carregada pela porta aberta da sala de Neferet, me
tirou dos meus pensamentos e me fez parar. Ela soava horrvel  totalmente chateada e talvez
at assustada.

"Se sua viso no  melhor que isso, ento talvez seja hora de voc parar de compartilhar o
que voc v com os outros." A voz de Neferet era gelada, assustadora, fria, e dura.

"Mas, Neferet, voc perguntou! Tudo que eu fiz foi dizer o que eu vi."

Do que Afrodite estava falando? Ah, diabos. Ela podia ter ido correndo contar a Neferet que
ela tinha visto Loren tocar meu rosto? Eu olhei ao redor para o corredor vazio. Eu deveria sair
daqui, mas de jeito nenhum se a bruxa estava falando de mim  mesmo que parecesse que
Neferet no estava acreditando em nada que ela estava dizendo. Ento ao invs de ir embora
(como uma garota esperta), eu andei rapidamente e silenciosamente para o canto escondido
perto da porta parcialmente aberta. E ento, pensando rpido, eu tirei um dos meus brincos
prateados e o joguei no canto. Eu ia e vinha da aula de Neferet bastante  no  estranho eu
vir procurar um brinco perdido perto da porta dela.

"Voc sabe o que eu quero que voc faa?" As palavras de Neferet estavam to cheiras de
raiva e poder que eu podia eles se espalharem na minha pele. "Eu quero que voc aprenda a
no falar de coisas que so questionveis." Ela disse. Ela estava falando sobre fofocar sobre
Loren e eu?
"Eu  eu s queria que voc soubesse." Afrodite comeou a chorar, e ela disse as palavras
entre o choro. "Eu pensei que talvez pudesse haver algo que voc pudesse fazer para impedir."

"Talvez seja sbio da sua parte pensar isso por causa das suas aes egostas no passado, Nyx
est retendo seus poderes de voc porque voc no  mais a favor dela e o que voc est
vendo agora so imagens falsas."

Eu nunca ouvi esse tipo de crueldade que enchia a voz de Neferet. Nem parecia ela, e me
assustou de um jeito que era difcil definir. O dia que eu fui Marcada, eu sofri um acidente
antes de vir para a House of Night. Quando eu estava inconsciente a deusa me disse que ela
tinha um plano especial para mim, e ento ela beijou minha testa. Quando eu acordei minha
Marca estava completa. Eu tinha uma poderosa conexo com os elementos (embora no
tenha percebido isso at mais tarde), e tambm tinha um novo pressentimento que as vezes
me dizia para fazer ou dizer certas coisas  e algumas vezes me dizia muito claramente para
manter minha boca fechada. Agora meu pressentimento estava me dizendo que a raiva de
Neferet estava toda errada, mesmo que fosse uma resposta a maliciosa fofoca de Afrodite
sobre mim.

"Por favor no diga isso, Neferet!" Afrodite chorou. "Por favor no diga que Nyx me rejeitou!"

"Eu no tenho que te dizer nada. Procure em sua alma. O que est dizendo a voc?"

Se Neferet tivesse dito as palavras gentilmente, elas no seriam nada mais que a sabedoria de
um professor, um sacerdotisa, dando a alguem que estava perturbado uma direo  como
procurar dentro de si, e consertar, o problema. Mas a voz de Neferet era fria e cruel e de
desprezo.

"Est  est me dizendo que eu  eu,uh, cometi erros, mas no que a deusa me odeia."

Afrodite estava chorando tanto que estava ficando cada vez mais difcil entender.

"Ento voc deveria olhar mais atentamente."

O choro de Afrodite aumentou. Eu no conseguia mais ouvir. Deixando meu brinco, eu segui
meu instinto e sai dali.




CINCO



Meu estomago doeu durante toda a aula de espanhol, tanto que eu at descobri como
perguntar a professor Garmy, "puedo it al bao," e passar tanto tempo no banheiro que Stevie
Rae me seguiu at l e perguntou qual o proble.a

Eu sei que eu estava preocupando ela demais  eu quero dizer, se um calouro comea a
parecer doente, isso tende a significar que ele est morrendo. E eu tenho certeza que eu
parecia horrvel. Eu disse a Stevie Rae que eu estava ficando menstruada e que as clicas
estavam me matando  embora no literalmente. Ela no pareceu convencida.
Eu fiquei incrivelmente feliz por ir na minha ultima aula da semana, Equitao. Eu no s
adorava a aula, mas sempre me acalmava. Essa semana eu iria galopar com Persephone, o
cavalo que Lenobia (no precisava chamar ela de professora, ela disse que o nome de uma
antiga rainha vampira era o suficiente) tinha designado para mim na primeira semana de aula,
e praticamente mudado a liderana. Eu trabalhei com a linda gua at ns duas estarmos
suando e meu estomago ficar um pouco melhor, ento levei tempo para escovar e limpar ela,
sem me importar que o sino tinha assinalado o fim do de aula meia hora antes deu sair do
estbulo. Eu fui guardar a escova, e estava surpresa por ver Lenobia sentada numa cadeira fora
da porta. Ela estava esfregando sabo em p em algo que parecia uma limpssima sela.

Lenobia parecia impressionante, mesmo para uma vampira. Ela tinha um cabelo incrvel que ia
at a cintura dela e era to loiro que era quase branco. Os olhos dela eram de um estranho
tom de cinza, como um cu tempestuoso. Ela era pequena, e andava como uma bailarina. A
tatuagem dela era uma intricada serie de nos que se entrelaavam ao redor do rosto dela 
dentro dos desenhos de cavalos arrojados e elevados.

"Cavalos podem nos ajudar a resolver nosso problemas," ela disse sem tirar os olhos da sela.

Eu no tinha certeza do que dizer. Eu gostava de Lenobia. Ok, quando eu comecei a matria
dela ela me assustava; ela era dura e sarcstica, mas depois que a conheci (e provei que
entendia que os cavalos no eram apenas cachorros grandes), eu comecei a apreciar ela com
sua atitude sem besteiras. Na verdade, ela era minha professora favorita, perto de Neferet,
mas ela e eu nunca falamos nada a no ser cavalos. Ento, hesitando, eu finalmente disse,
"Persephone me faz ficar mais calma, mesmo quando no me sinto calma. Isso faz sentido?"

Ela olhou pra cima e ento, seus olhos cinzas se estreitaram com preocupao. "Faz perfeito
sentido." Ela parou, e ento acrescentou, "Voc recebeu muitas responsabilidades em um
perodo de tempo muito curto, Zoey."

"Eu no me importo," eu assegurei a ela. "Eu quero dizer, ser a lder das Filhas Negras  uma
honra."

"Geralmente as coisas que nos trazem as maiores honras tambm podem nos trazer os
maiores problemas." Ela parou de novo e talvez eu estivesse imaginando, mas ela parecia estar
tentando decidir o que dizer ou no. Ento ela arrumou a sua j perfeita coluna ainda mais e
continuou. "Neferet  sua mentora, e  o certo que voc v at ela para conversar, mas as
vezes Altas Sacerdotisas podem ser difceis de conversar. Eu quero que voc saiba que pode vir
at mim  para falar de qualquer coisa."

Eu pisquei surpresa. "Obrigado, Lenobia."

"Eu guardo isso para voc. Vai l. Tenho certeza que seus amigos esto se perguntando o que
aconteceu com voc." Ela sorriu e pegou as escovas da minha mo. "E sinta-se livre para vir at
o celeiro para visitar Persephone a qualquer hora. Eu percebi que geralmente cuidar de um
cavalo pode fazer o mundo parecer menos complexo."

"Obrigado," eu disse de novo.

Quando deixei o celeiro pude jurar que ela falou suavemente atrs de mim algo que soou
muito como "que Nyx abenoe e cuide de voc." Mas isso era simplesmente estranho demais.
 claro, tambm era estranho ela dizer que eu poderia conversar com ela. Calouros formam
laos especiais com seus mentores  e minha mentora era extra-especial sendo a Alta
Sacerdotisa da escola. Claro, gostvamos de outros vampiros, mas se tivssemos um problema
que no podamos resolver sozinhos, levaramos esse problema para nosso mentor. Sempre.

A caminhada do estbulo para o dormitrio no era comprida, mas eu demorei, tentando
esticar o senso de paz que trabalhar com Persephone me deu. Eu vagueei pela calada um
pouco, indo em direo as velhas arvores que se alinhavam no lado oriental do grosso muro
que cercava a escola. Eram quase 4 horas (da manh  claro), e a escurido da noite era
lindamente acessa pela luz da lua.

Eu esqueci o quanto amava andar perto do muro da escola. Na verdade, eu evitei vir aqui no
ultimo ms. Desde que eu tinha visto  ou pensando ter visto  os dois fantasmas.

"Mee-uf-ow!"

"Merda, Nala! No me assuste assim."Meu corao estava batendo feito louco enquanto pus
minha gata nos braos e a acariciei enquanto ela reclamava para mim. "Ol  voc poderia ser
um fantasma." Nala me olhou e ento espirrou no meu rosto, que eu levei como o comentrio
dela da possibilidade dela ser um fantasma.

Ok, o primeiro "avistamento" pode ter sido um fantasma. Eu estava aqui no dia que Elizabeth
morreu o ms passado. Ela foi a primeira da morte de dois calouros que balanaram a escola.
Bem, mais precisamente, me balanaram. Como calouros que poderiam  qualquer um de ns
 cair morto a qualquer hora durante os prximos 4 anos que levava para a Mudana fsica de
humano para vampiro acontecer dentro de nossos corpos, a escola esperava que ns
lidssemos com isso como outro fato da vida de um calouro. Dizer uma reza ou duas pelo
garoto morto. Acender uma vela. Tanto faz. Apenas supere e v fazer suas coisas.

Parecia errado para mim, mas talvez fosse porque eu estivesse a apenas um ms na Mudana
e ainda mais acostumada a ser humana do que vampira, ou at mesmo uma caloura.

Eu suspirei e cocei as orelhas de Nala. De qualquer forma, a noite depois da morte de Elizabeth
eu vi algo que eu pensei ser Elizabeth. Ou o fantasma dela, porque ela definitivamente estava
morta. Ento no nada mais do que uma breve viso, e Stevie Rae e eu conversamos sobre isso
sem decidir o que estava acontecendo. A verdade era que sabamos bem demais que
fantasmas existiam  aqueles que Afrodite conjurou um ms atrs quase tinham matado meu
ex-namorado humano. Ento eu posso muito bem ter visto o fantasma de Elizabeth.  claro eu
tambm posso ter um visto um calouro e, e porque eu o vi a noite e estava aqui a apenas
alguns dias e tinha, nesses poucos dias, passado por todo tipo de merda inacreditvel, eu
podia ter imaginado tudo.

Eu fui at o muro e virei para a direita, indo na direo que eventualmente iria me levar a sala
de recreao, e ento, virei, para o dormitrio das garotas.

"Mas o segundo avistamento definitivamente no foi minha imaginao. Certo, Nala?"A
resposta da gata foi esfregar seu rosto contra o canto do meu pescoo e ronronar como um
cortador de grama. Eu acariciei ela, feliz por ela me seguir. S de pensar no segundo fantasma
ainda me assustava. Como agora, Nala estava comigo. (A similaridade me fez olhar ao redor
nervosamente e acelerar o passo.)

No fazia muito depois que o segundo garoto tinha se afogado em seus prprios pulmes e
sangrado at morrer na frente da turma de literatura. Eu tremi, lembrando o quo horrvel
tinha sido  especialmente por causa da minha nojenta atrao pelo sangue dele. De qualquer
forma, eu vi Elliott morrer. Ento mais tarde naquele dia Nala e eu tnhamos topado com ele
(quase literalmente) no muito longe de onde estvamos agora. Eu pensei que ele era outro
fantasma. A principio. Ento ele tentou me atacar, e Nala (minha preciosa gatinha) se lanou
em cima dele, o que fez ele pular por cima do muro de 6 metros e desaparecer na noite,
deixando Nala e eu totalmente apavoradas. Especialmente depois que eu notei que minha
gata tinha sangue em suas patas. Sangue de fantasma. O que no fazia sentido nenhum.

Mas eu no tinha mencionado a segunda vez para ningum. Nem minha melhor amiga e
colega de quarto Stevie Rae, nem minha mentora e Alta Sacerdotisa Neferet, nem meu
totalmente delicioso namorado novo, Erik. Ningum. Eu queria. Mas ento todas as coisas
aconteceram com Afrodite... eu assumi as Filhas Negras... comecei a sair com Erik...estive
extremamente ocupada com a escola...bl,bl, uma coisa levou a outra e aqui eu estava um
ms depois e no tinha dito nada para ningum. S em pensar em contar para algum agora
parecia idiota em minha prpria mente. "Hey, Stevie Rae/Neferet/Damien/Gmeas/Erik, eu vi
o espectro de Elliott ms passado depois que ele morreu e ele estava muito assustador e
quando ele tentou me atacar Nala fez ele sangrar. Oh, e o corpo dele tinha um cheiro
estranho. Acredite em mim. Eu conheo bem o cheiro de sangue (s outra coisa bizarra sobre
mim, a maior parte dos calouros no tem nsia por sangue). S achei melhor mencionar."

Yeah, certo. Eles provavelmente iriam querer me mandar para o vampiro equivalente a um
psiclogo, e oh, cara, isso no me ajudaria a melhorar minha confiana enorme para liderar as
Filhas Negras? Dificilmente no.

Alm do mais, conforme mais tempo passava, era mais fcil para mim me convencer que
talvez eu tenha imaginado o encontro com Elliott.

Talvez no fosse Elliott (ou seu fantasma ou tanto faz). Eu no conhecia cada um dos calouros
aqui. Poderia ser outro garoto que tinha um feio, cabelo vermelho, e pele rechonchuda e
muito branca. Claro, eu no tinha visto esse garoto de novo, mas ainda sim. E quando ao
estranho cheiro de sangue. Bem, talvez um calouro tivesse um estranho cheiro no sangue.
Como se eu pudesse ser uma expert em um ms? E tambm ambos os "fantasmas" tinha olhos
vermelho brilhantes. O que era isso?

A coisa toda estava me dando dor de cabea.

Ignorando meu assustador sentimento que essa corrente toda de pensamentos estava me
causando, eu comecei a me virar resolutamente do muro (e do assunto dos fantasmas) quando
um movimento foi visto pelo canto do meu olho. Eu congelei. Era uma forma. Um corpo. Era
algum. A pessoa estava parada de baixo do enorme e antigo carvalho que eu encontrei Nala
no ms passado. As costas dele ou dela estava virada para mim, e ele ou ela estava encostado
contra a arvore, cabea curvada.

Deus. Ele no tinha me visto. Eu no queria saber quem ou o que era. A verdade era que eu j
tinha estresse suficiente na minha vida. Eu no precisava da adio de fantasmas de nenhum
tipo. (E, eu prometi a mim mesma, dessa vez eu iria contar a Neferet sobre o estranho
fantasma ensangentado que andava pelos muros da escola. Ela era mais velha. Ela podia lidar
com esse estresse.) O corao batendo to alto que o som estava acima do ronronar de Nala,
eu devagar e silenciosamente comecei a rapidamente me afastar, dizendo a mim mesma
firmemente que eu nunca iria andar aqui no meio da noite sozinha de novo. Nunca. O que eu
era, mentalmente incapaz? Porque eu no aprendi da primeira, ou segunda vez?
Ento meu p bateu no meio de um banco seco. Crack! Eu arfei. Nala deu uma alta reclamao
(eu estava sem perceber esmagando ela contra o meu peito.) A cabea da figura debaixo da
arvore levantou e virou. Eu fiquei tensa me preparando ou para gritar e fugir de um fantasma
malfico de olhos vermelhos, ou para gritar e lutar contra um fantasma malfico de olhos
vermelhos. Das duas maneiras um grito definitivamente estaria envolvido, ento eu suguei o
ar e- "Zoey?  voc?"

A voz era profunda, sexy, e familiar. "Loren?"

"O que voc est fazendo aqui?"

Ele no fez movimento nenhum para se aproximar de mim, ento por trs da pura estranha
inquietao como se eu no estivesse morta de medo um segundo atrs, eu dei nos ombros
indiferentemente, e me juntei a ele debaixo da arvore. "Oi," eu disse, tentando parecer adulta.
Ento eu lembrei que ele tinha me feito uma pergunta e eu estava feliz por estar escuro o
suficiente para meu rosto vermelho no ser totalmente obvio. "Oh, eu estava voltando dos
estbulos e Nala e eu decidimos tomar um caminho mais cumprido." Um caminho mais
cumprido? Eu realmente disse isso?

Eu achei que ele parecia tenso quando andei at ele, mas isso o fez rir e seu rosto totalmente
lindo relaxou. "Um caminho cumprido, huh? Ol de novo, Nala." Ele acariciou o topo da cabea
dela e ela rudemente, mas tipicamente, resmungou para ele e ento pulou dos meus braos
para o cho, se sacudiu, e ainda reclamando, e delicadamente foi para longe.

"Desculpe. Ela no  muito socivel."

Ele sorriu. "No se preocupe. Meu gato, Wolverine, me lembra um velho mau humarado."

"Wolverine?" eu levantei minha sobrancelha.

O sorriso lindo dele ficou todo torto como o de um garoto e, incrivelmente, o deixou ainda
mais lindo. "Yeah, Wolverine. Ele me escolheu como dele quando era terceiranista. Esse foi o
ano que eu era louco pelos X-men."

"Esse nome pode ser o porque dele ser to mal humorado."

"Bem, poderia ser pior. Um ano antes eu no podia parar de ver Homem- Aranha. Ele quase se
chamou Arainha ou Peter Parker."

"Claramente, voc  um grande fardo para seu gato carregar."

"Wolverine iria definitivamente concordar com voc!" Ele riu de novo e eu tentei no deixar
que sua maravilhosa aparncia me fizesse rir histericamente como uma pretendente de uma
banda. Eu estava, no momento, realmente flertando com ele! Fique calma. No diga ou faa
nada idiota.

"Ento, o que voc est fazendo aqui?" eu perguntei, ignorando minha conversa interior.

"Escrevendo haiku* (*poema japons)." Ele levantou a mo e eu notei pela primeira vez que
ele estava segurando um daqueles super caros e legais cadernos de couro para escritores. "Eu
encontro inspirao aqui, sozinho, nas horas antes do amanhecer."
"Oh, Deus! Desculpe. No queria interromper voc. Eu vou apenas me despedir e te deixar
sozinho." Eu acenei (como uma idiota) e comecei a me virar, mas ele pegou meu pulso com
sua mo livre.

"Voc no tem que ir. Eu encontro inspirao em mais coisas do que ficar aqui sozinho."

A mo dele era quente contra meu pulso e me perguntei se ele podia sentir meu pulso pular.

"Bem, eu no quero incomodar voc."

"No se preocupe. Voc no est me incomodando." Ele apertou meu pulso antes de
(infelizmente) me soltar.

"Ok, ento. Haiku." O toque dele me deixou ridiculamente frustrada e tentei recuperar meu
bom senso. "Isso  poesia asitica com um formato vertical, certo?"

O sorriso dele me deixou feliz por ter prestado ateno na aula da ingls da Sra. Wieneckes do
ano passado falando sobre poesia.

"Certo. Eu prefiro o formato normal." Ele parou e seu sorriso mundou. Algo sobre isso fez meu
estomago flutuar, e seus escuros e lindos olhos se prenderam aos meus. "Em falar em
inspirao  voc poderia me ajudar."

"Claro, eu ficaria feliz," eu disse, feliz por no soar to sem flego quanto me sentia.

Ainda olhando nos meus olhos, ele levantou suas mos para acariciar meus ombros. "Nyx
Marcou voc a."

No parecia uma pergunta, mas eu acenei. "Sim."

"Eu gostaria de ver. Se no te deixar desconfortvel."

A voz dele passou por mim. A lgica estava me dizendo que ele s estava pedindo para ver
minhas tatuagens porque elas eram bizarramente diferentes, e que ele no estava de forma
alguma dando em cima de mim. Para ele eu deveria parecer nada mais que uma criana  uma
garota  uma caloura com uma estranha Marca e poderes raros. Isso era o que a lgica estava
me dizendo. Mas os olhos dele, a sua voz, o jeito que as mos dele ainda estavam nos meus
ombros  essas coisas estavam me dizendo algo completamente diferente.

"Eu mostro pra voc."

Eu estava usando minha jaqueta favorita  camura preta e corte que me servia
perfeitamente. Debaixo disso eu usava uma blusa prpura. (Sim,  o fim de novembro, mas eu
no sinto o frio que sentia antes de ser Marcada. Nenhum de ns sente.) Eu comecei a tirar a
jaqueta.

"Aqui, me deixe te ajudar."

Ele estava parado muito perto de mim, na frente e no lado. Ele pegou com sua mo direita o
colar da minha jaqueta com seus dedos, e deslizou para baixo dos meus ombros para ficar
embaixo de meus cotovelos.
Loren deveria estar olhando para meu ombro parcialmente nu, olhando estupidamente para
as tatuagens que nem vampiro ou calouro jamais tiveram. Mas ele no estava. Ele ainda estava
olhando para meus olhos. E ento de repente algo aconteceu comigo. Eu parei de me sentir
uma boba, nervosa e cdf garota adolescente. O olhar nos olhos dele tocaram a mulher dentro
de mim, acordando ela, e enquanto essa nova eu acordava eu encontrei a calma e confiana
em mim mesma que eu raramente encontrei antes. Devagar, eu passei o ombro da minha
camiseta por cima dos ombros para que se juntasse a minha jaqueta. Ento, ainda olhando ele
nos olhos, eu tirei meus longos cabelos do caminho, levantei meu queixo, e virei ligeiramente
meu corpo, dando a ele uma clara viso das costas dos meus ombros, que agora estava
completamente nu a no ser pela fina linha das costas do meu suti.

Ele continuou a olhar nos meus olhos por vrios segundos, e eu pude sentir o frio ar da noite e
a caricia da quase lua cheia da pele exposta do meu peito e ombro e costas. Muito
deliberadamente, Loren se moveu para mais perto de mim, segurando meu ante brao
enquanto olhava nas minhas costas e ombros.

" incrvel." A voz dele era to lenta que era quase um sussurro. Eu senti os ombros dele
ligeiramente traarem os espirais em labirinto, com exceo das runas exticas que ficavam ao
redor das espirais, como as minha Marca facial. "Eu nunca vi nada igual a isso.  como se voc
fosse uma antiga sacerdotisa que se materializou em nossa poca. Somos abenoados por ter
voc, Zoey Redbird."

Ele disse meu nome como uma reza. A voz dele misturada com seu toque me vez tremer.

"Eu sinto muito. Deve estar frio." Gentilmente, mas rapidamente, Loren pegou minha jaqueta
e camiseta.

"Eu no estava tremendo por causa do frio." Eu me ouvi dizer as palavras, e no consegui
decidir se deveria ficar orgulhosa de mim mesma ou chocada com minha audcia.

"Creme e seda como um

Como eu desejo experimentar e tocar

A lua nos observa."

Os olhos dele nunca deixaram os meus enquanto ele recitava o poema. A voz dele, que era
normalmente to experiente, to perfeita, tinha ficado profunda e rouca, como se tivesse
dificuldades de falar. Como se a voz dele tivesse a habilidade de me esquentar, eu fiquei to
corada que pude sentir meu sangue circulando em um rio pelo meu corpo. Minhas coxas
formigaram e foi difcil recuperar o flego. Se ele me beijar eu posso explodir. A idia me
chocou para falar. "Voc acabou de escrever isso?" Dessa vez minha voz soava to sem flego
quanto eu me sentia.

Ele balanou a cabea levemente, um sorriso mal tocou os lbios dele. "No. Foi escrito
sculos atrs por um antigo poeta japons, sobre como a amada dele parecia nua embaixo da
lua."

" lindo," eu disse.

"Voc  linda," ele disse, e acariciou minha bochecha com sua mo. "E hoje a noite voc foi
minha inspirao. Obrigado."
Eu pude me sentir me inclinando em direo a ele, e eu juro que o corpo dele respondeu. Eu
posso no ter muita experincia. E,sim, ainda sou virgem. Mas no sou uma completa idiota
(na maior parte do tempo). Eu sei quando um cara est afim de mim. E esse cara  nesse
momento  est definitivamente afim de mim. Eu cobri as mos dele com as minhas, e
esquecendo sobre tudo, inclusive Erik e o fato de Loren ser um vampiro adulto e eu ser uma
caloura, eu quis que ele me beijasse, quis que ele me tocasse mais. Ns nos olhamos.
Estvamos ambos respirando com dificuldade. Ento, no espao de um segundo, os olhos dele
viraram e mudaram para um escuro e intimo para um escuro e distante. Ele derrubou sua mo
de meu rosto e deu um passo para trs. Eu senti a desistncia dele com um vento frio.

"Foi bom ver voc, Zoey. E obrigado de novo por me permitir ver sua Marca." O sorriso dele
era educado e apropriado. Ele me deu um pequeno aceno que quase foi uma reverencia
formal, e ento se afastou.

Eu no sabia se deveria gritar de frustrao, chorar de vergonha, ou rugir e ficar fula. Franzindo
e murmurando para mim mesma, eu ignorei o fato de minhas mos estarem tremendo e
marchei de volta para o dormitrio. Essa era definitivamente uma emergncia de eu-preciso-
da-minha-melhor-amiga.




SEIS



Ainda murmurando para mim mesma sobre homens e mensagens misturadas, eu entrei na
sala do dormitrio e surpreendentemente Stevie Rae e as Gmeas estavam amontoadas juntos
assistindo TV. Claramente, elas estavam esperando por mim. Eu senti uma incrvel onda de
alivio. Eu no queria que o mundo todo (traduo  as Gmeas e/ou Damien) soubessem o
que tinha acontecido, mas eu ia contar a Stevie Rae cada mnimo,pequeno, detalhe sobre
Loren  e deixar ela me ajudar a descobrir o que diabos isso significava.

"Uh, Stevie Rae,no sei o que fazer sobre nosso,uh, trabalho de sociologia que  para segunda.
Talvez voc pudesse me ajudar com ele. Eu quero dizer, no vai levar tanto tempo e-" eu
comecei, mas Stevie Rae me interrompeu sem tirar os olhos da TV.

"Espere, Z, vem aqui. Voc tem que ver isso." Ela fez meno em direo a TV. Os olhos das
gmeas estavam grudados na tela tambm.

Eu franzi a percebi o quo tensas elas pareciam, fazendo com o que o assunto de Loren
(temporariamente) sasse da minha cabea. "O que est acontecendo?" Eles estavam
assistindo uma reprise do jornal local da FOX 23. Chera Kimiko, a ancora, estava falando e
algumas fotos familiares do Parque Woodward estavam aparecendo na tela. " difcil acreditar
que Chera no seja uma vampira. Ela  incrivelmente linda," eu disse automaticamente.

"Shush e oua o que ela estava dizendo," Stevie Rae disse.

Ainda surpresa por o quo estranho elas estavam agindo, eu fiquei quieta e escutei.
"Ento, para repetir nossa estria principal hoje a noite  a busca continua pelo adolescente da
Union High Chris Ford. O adolescente de 17 anos desapareceu ontem depois do treino de
futebol." A foto na tela era uma foto de Chris usando seu uniforme de futebol. Eu soltei um
pequeno uivo enquanto o nome e o rosto eram registrados na minha mente.

"Hey  eu conheo ele!"

" por isso que chamamos voc aqui," Stevie Rae disse.

"Equipes de busca esto vasculhando a rea entre Utica Squre e Parque Woodward, que 
onde ele foi visto pela ultima vez."

"Isso  muito perto daqui," eu disse.

"Shush!" Shaunee disse.

"Ns sabemos!" Erin disse.

"At agora no a pistas do porque ele estar na rea do Parque Woodward. A me de Chris
disse que nem sabia que o filho conhecia o caminho para o parque Woodward, ela nunca
soube que ele foi l antes. Sra. Ford tambm disse que ela esperava que ele fosse para casa
logo depois do treino. Ele agora est sumido a mais de 24 horas. Se algum tiver informaes
que possam ajudar a policia a localizar Chris, por favor ligue para o Anti-Crime. Voc pode
permanecer annimo."

Chera foi para outra histria e eu descongelei. "Ento, voc o conhece?" Shaunee perguntou.

"Yeah, mas no muito bem. Quero dizer, ele  uma das estrelas do time de futebol da Union e
quando eu estava meio que saindo com Heath  vocs sabem o quarterback do time de Broken
Arrow?"

Elas acenaram impacientemente.

"Bem, ele costumava me arrastar para festas com ele, e todos os jogadores se conheciam,
ento Chris e seu primo Jon eram um bando deles. Diziam os rumores que eles se graduou em
comprar cerveja e comeou a distribuir maconha em reunies secretas." Eu olhei para
Shaunee, que estava mostrando um incomum interesse na noticia." E antes de voc perguntar,
sim, ele  fofo na vida real tanto quanto na foto."

"Uma pena quando algo acontece para um irmo fofo," Shaunne disse, balanando a cabea
suavemente.

"Uma pena quando algo acontece para qualquer cara fofo  no importa a cor, Gmea,"Erin
disse. "No devemos discriminar. Beleza  beleza."

"Voc est certa, como sempre, Gmea."

"Eu no gosto de maconha," Stevie Rae se intrometeu."Cheira mal. Eu tentei uma vez e me fez
tossir at morrer e queimar minha garganta. Alm do mais um pouco da erva caiu na minha
boca. Era nojento.

"Ns no fazemos coisas feias," Shaunee disse.
"Yeah, e maconha  feia. Alm do mais faz voc comer por razo nenhuma.  uma pena que
jogadores de futebol gostosos fazem isso," Erin disse.


"Os faz ser menos gostosos," Shaunee disse.

"Ok, beleza e maconha no so o ponto," eu disse. "Eu tenho um mal pressentimento sobre
esse negocio de desaparecimento."

"Oh, no." Stevie Rae disse.

"Bem merda," Shaunne disse.

"Eu realmente odeio quando ela tem esses pressentimentos," Erin disse.




Tudo o que qualquer uma de ns podia falar era o desaparecimento de Chirs e o quo bizarro
era dele ter sido visto pela ultima vez perto da House of Night. Em comparao ao garoto estar
desaparecido, meu pequeno trauma-drama com Loren parecia insignificante. Quero dizer, eu
ainda queria contar a Stevie Rae sobre isso, mas eu no conseguia me concentrar o suficiente
em nada a no ser o mal pressentimento que estava me enchendo desde que vi as noticias.

Chris est morto. Eu no queria acreditar. Eu no queria saber. Mas tudo dentro de mim dizia
que o garoto seria encontrado, mas seria encontrado morto.

Encontramos Damien no salo de jantar, e a conversa de todos se centrou em Chris e teorias
sobre o seu desaparecimento, que vinham da insistncia das Gmeas que "que o gostoso
provavelmente teve uma briga com um dos seus pais e saiu bebendo cerveja barata em algum
lugar" para as crenas firmes de Damien que ele poderia ter descoberto suas homossexuais e
tinha fugido para Nova Iorque para realizar seu sonho de ser um modelo gay.

Eu no tinha uma teoria. Tudo o que eu tinha era um terrvel pressentimento, que eu no
estava disposta a contar.

Naturalmente, no pude comer. Meu estomago estava me matando. De novo. "Voc est
remexendo sua comida excelente," Damien disse.

"No estou com fome."

"Foi o que voc disse no almoo."

"Ok, bem, estou dizendo de novo!" Eu surtei, e fiquei instantaneamente arrependida quando
Damien pareceu magoado e baixou os olhos para sua gostosa tigela de salada Vietnamita
chamada Bun Cha Gio. As Gmeas levantaram uma sobrancelha para mim, e ento voltaram a
se focar em usar os palitinhos corretamente. Stevie Rae simplesmente me encarou, com uma
preocupao silenciosa em seu rosto.

"Aqui.Eu descobri isso. Eu tenho o pressentimento que  seu."
Afrodite derrubou o brinco prateado no meu prato. Eu olhei para o rosto perfeito dela. Era
estranhamente sem expresso, assim como a voz dela.

"Ento,  seu?"

Eu o peguei e automaticamente toquei seu companheiro, que ainda estava na minha orelha.
Eu esqueci que derrubei essa porcaria para poder fingir encontrar ele enquanto ouvia a
conversa de Afrodite e Neferet.Merda. "Sim. Obrigado."

"No foi nada. Acho que voc no  a nica que tem sentimento sobre as coisas, huh?"

Ela se virou e se afastou saindo do salo pelas portas de vidro e indo para o jardim. Embora
estivesse carregando uma bandeja com seu jantar intocado, ela nem parou para olhar para a
mesa onde seus amigos estavam sentados. Eu notei que eles olharam para ela quando passou,
mas ento olharam apressadamente para longe. Nenhum deles encontrou os olhos dela.
Afrodite comeu do lado de fora no jardim onde estava comendo no ultimo ms. Sozinha.

"Ok, ela  estranha," Shaunee disse.

"Yeah, estranha e psictica e uma bruxa do inferno," Erin disse.

"Seus prprios amigos no querem nada a ver com ela," eu disse.

"Pare de sentir pena dela!" Stevie Rae disse,soando nada caracteristicamente irritada. "Ela 
problema, voc no consegue ver isso?"

"Eu no disse que ela no era," eu disse. "Eu apenas comentei que at os amigos dela viraram
suas costas para ela."

"Perdemos algo?" Shaunee perguntou.

Eu abri a boca para dizer a eles sobre o que eu tinha ouvido, e fui silenciada pela voz de
Neferet, "Zoey, espero que no se importe que te afaste dos seus amigos hoje a noite."

Eu olhei vagarosamente para ela, quase assustada sobre o que eu poderia ver. Quer dizer, da
ultima vez que ouvi a voz dela ela soava incrivelmente odiosa e fria. Meus olhos se ergueram
em direo aos dela. Eles eram um verde lamoso e lindos e seu gentil sorriso estava
comeando a parecer preocupado.

"Zoey?Alguma coisa errada?"

"No!Desculpe. Minha mente estava divagando."

"Eu gostaria que voc jantasse comigo hoje a noite."

"Oh, claro.  claro. Sem problemas; eu gostaria disso." Eu percebi que estava tagarelando, mas
no parecia ter nada que eu pudesse fazer. Eu esperei eventualmente parar. Igual a quando
voc tem diarria para sempre  e eventualmente ela para.

"timo." Ela sorriu para meus amigos. "Eu preciso pegar Zoey emprestada, mas a devolvo em
breve."
Os quatro deram a ela seus sorrisos adoradores de heri e rpidas seguranas que eles
estavam tranqilos.

Eu sei que  ridculo, mas eles me soltarem me fez sentir abandonada e insegura. Mas isso era
idiota. Neferet  minha mentora, e Alta Sacerdotisa de Nyx. Ela  um dos caras bonzinhos.

Eu olhei por cima do ombro para meu grupo. Eles j estavam conversando. Damien estava
segurando seus palitos, obviamente dando as Gmeas outra lio de como comer com eles.
Stevie Rae estava demonstrando para ele. Eu senti olhos em mim e olhei deles para a parede
de vidro que separava o salo de jantar do jardim. Sentada sozinha na noite, Afrodite estava
me observando com uma expresso que era quase de pena.


SETE



O salo de jantar dos vampiros no era como uma lanchonete. Era um salo muito legal que
ficava diretamente na em cima do salo de jantar dos estudantes. Ele, tambm, tinha uma
parede com janelas arqueadas. Mesas de ferro forjado e cadeiras estavam arrumadas na
sacada que tinha vista para o jardim abaixo.O resto do salo tinha bom gosto e decoraes
extremamente caras com uma variedade de mesas de diferentes tamanhos, e at mesmo
algumas tentas feitas de madeira vermelha. No havia bandejas aqui, e nem um Buffet serve-
service.Guardanapos de pano, porcelana, e cristais estavam colocados elegantemente nas
mesas, e compridas, velas brancas queimavam alegremente nos castiais de cristal. Haviam
alguns professores comendo em pequenos grupos silenciosos. Eles acenaram para Neferet
respeitosamente e deram rpidos sorrisos de boas vindas para mim antes de voltar para suas
refeies.

Eu tentei espiar o que eles estavam comendo sem ser obvia, mas tudo que vi foi a mesma
salada Vietnamita que estvamos comendo no andar de baixo, e alguns bolinhos de primavera
que pareciam caros. No havia sinal de carne crua ou nada que lembrasse sangue (bem, a no
ser o vinho tinto). E,  claro, eu nem precisei me incomodar em olhar feito uma idiota. Se eles
estivessem tomando sangue eu teria sentido o cheiro. Eu era intimamente familiar com o
delicioso cheiro de sangue...

"A noite fria te incomodaria se sentssemos da sacada?" Neferet perguntou.

"No, acho que no. Eu no sinto o frio como costumava." Eu dei um belo sorriso para ela, me
lembrando que ela era uma intuitiva e que ela provavelmente estava ouvindo "partes" da
minha idiota conversa mental.

"timo, eu preciso jantar na sacada em todas as estaes." Ela me levou atravs das portas
para uma mesa que j estava colocada para dois. Uma serva magicamente apareceu 
obviamente uma vampira pela sua Marca completa e varias pequenas tatuagens que
emolduravam seu rosto em forma de corao, mas ela parecia bem jovem. "Sim, me traga a
salada Bun Cha Gio e um pouco do mesmo vinho tinto de ontem a noite." Ela parou, e ento
com um sorriso secreto para mim adicionou, "e por favor traga a Zoey um copo de qualquer
coca que voc tiver, desde que no seja diet."

"Obrigado," eu disse a ela.
"S tente no beber muito desse negocio. No  bom para voc." Ela piscou para mim,
fazendo de sua repreenso uma pequena piada.

Eu ri para ela, felizes por ela lembrar do que eu gostava, e comecei a me sentir mais relaxada.
Essa era Neferet  nossa Alta Sacerdotisa. Ela era minha mentora e minha amiga e nos ms
que estive aqui ela nunca foi nada a no ser gentil comigo. Sim, ela soava assustador quando
ouvi ela com Afrodite, mas Neferet era uma Sacerdotisa poderosa, e como Stevie Rae
continuava a me lembrar, Afrodite era uma valentona egosta que merecia estar com
problemas. Diabos! Ela provavelmente estava falando mal de mim.

"Se sentindo melhor?" Neferet perguntou.

Eu olhei nos olhos dela. Ela estava me estudando cuidadosamente.

"Yeah, estou."

"Quando ouvi sobre o adolescente humano desaparecido comecei a me preocupar com voc.
Esse Chris Ford era seu amigo, no era?"

Nada que ela dissesse deveria me surpreender. Neferet era incrivelmente inteligente e tinha
sido dotada de dons pela deusa. Alm disso ela tinha o sexto sentido que todos os vampiros
tinham, e era mais que provvel que ela soubesse literalmente de tudo (ou pelo menos tudo
importante). Provavelmente foi fcil para ela saber que eu tinha minhas prprias intuio
sobre o desaparecimento de Chris.

"Bem, ele no era realmente meu amigo. Fomos a algumas das mesmas festas, mas eu no
gosto muito de festa, ento no o conhecia to bem."

"Mas algo sobre o desaparecimento dele te chateia."

Eu acenei. " s um pressentimento que eu tenho.  bobo.Ele provavelmente brigou com seus
pais e seu pai o castigou ou algo assim, ento ele fugiu.  mais que provvel que ele j esteja
em casa."

"Se voc realmente acreditasse nisso no se sentiria to preocupada." Neferet at a serva
terminar de nos dar nossas bebidas e a comida antes de continuar. "Humanos acreditaram que
vampiros adultos so todos psquicos. A verdade  que embora muitos de ns tenhamos os
dom da predio e da clarividncia, a maior parte da nossa gente simplesmente aprendeu a
ouvir sua intuio  que  algo que a maior parte dos humanos tem lutado para fazer." O tom
dela era como o da sala de aula, e ouvi a ela ansiosa enquanto jantavamos. "Pense sobre isso,
Zoey. Voc  uma boa aluna  tenho certeza que voc lembra das suas aulas de histria o que
historicamente aconteceu com humanos, especialmente mulheres humanas, quando elas
prestam muito ateno em suas intuio e comeam a ouvir "vozes em suas cabeas" ou at
mesmo prever o futuro."

"Eles normalmente so associados por ter um pacto com o demnio, ou algo assim,
dependendo de que poca . Em suma eles pagam o inferno por isso." Eu corei porque eu
disse a palavra com I na frente de uma professora, mas ela no pareceu se importar, ela
apenas acenou em concordancia comigo.
"Sim, exatamente. Eles at atacavam pessoas santas, como Joana DArc.Ento veja que os
humanos aprenderam a silenciar seus instintos. Vampiros, por outro lado, aprenderam a ouvir
e ouvir bem a eles. No passado, quando humanos tentavam caar e destruir nossa raa, foi o
que salvou a vida de muitos de nossos antepassados."

Eu tremi, no querendo pensar sobre o quo dura deve ter sido ser um vampiro 100 anos
atrs.

"Oh, voc no precisa se preocupar, Zoeybird." Neferet sorriu. Ouvir o apelido de minha v
para mim me fez sorrir tambm. "O tempo das fogueiras nunca viro de novo. Podemos no
ser reverenciados como ramos em tempos antigos, mas nunca mais humanos sero capazes
de nos caar e destruir." Por um momento os olhos dela brilharam perigosamente. Eu tomei
um grande gole da minha coca, no querendo ver seus olhos assustadores. Quando ela
continuou, ela voltou ao seu normal  toda a pista de perigo tinha sumido da sua voz e ela era
apenas minha mentora e amiga."Ento, tudo o que isso significa  que eu quero me certificar
que voc oua seus prprios instintos. Se voc tiver um mal pressentimento sobre alguma
situao ou algum, preste ateno. E, claro, se precisar falar comigo, pode vir a qualquer
hora."

"Obrigado, Neferet, isso significa muito."

Ela dispensou meu agradecimento. "Isso  o que significa ser uma mentora e Alta Sacerdotisa 
dois papis que eu completamente espero que voc assuma algum dia."

Quando ela falava sobre meu futuro e sobre eu ser uma Alta Sacerdotisa, eu sempre tinha um
sentimento engraado. Era parcialmente esperana e excitao, e parcialmente medo.

"Na verdade, fique surpresa por voc no ter ido me ver hoje depois que voc terminou na
biblioteca. Voc no decidiu as novas direes das Filhas Negras?"

"Oh,uh, sim. Eu decidi." Eu me forcei a no pensar sobre o encontro com Loren, e o meu
encontro com Loren do muro... de jeito nenhum eu queria que Neferet e sua intuio pegasse
ago sobre...be...ele.

"Eu sinto sua hesitao, Zoey. Voc prefere no dividir o que decidiu comigo?"

`Oh, no! Eu quero dizer, sim. Na verdade, eu fui a sua sala, mas voc estava..." eu falei
rapidamente, lembrando da cena que ouvi. Os olhos dela pareceram ver dentro da minha
alma. Eu engoli com fora. "Voc estava ocupada com Afrodite. Ento fui embora."

"Oh, eu vejo. Agora o seu nervosismo ao meu redor faz muito mais sentido." Neferet suspirou
tristemente. "Afrodite... ela se tornou um problema.  uma pena. Como eu disse em Samhain
quando percebi o quo errada ela tinha se tornado, eu me senti parcialmente responsvel pelo
comportamento dela e sua transformao na criatura negra que ela virou. Eu sabia que ela era
egosta, mesmo quando ela se juntou a escola. Eu deveria ter parado ela mais cedo e ter
assumido um pulso firme com ela." O olhar de Neferet pegou o meu. "O quanto voc ouviu
hoje?"

Um aviso desceu pela minha espinha. "No muito," eu disse rapidamente. "Afrodite estava
chorando muito. Eu ouvi voc dizer a ela para olhar interiormente. Eu sabia que voc no
queria ser interrompida." Eu parei, tendo cuidado para no dizer que isso foi tudo que eu ouvi
 e tendo cuidado de no mentir. E no desviei os olhos dos olhos afiados dela.
Neferet suspirou de novo e bebeu seu vinho. "Eu normalmente no gosto de falar sobre um
calouro para outro, mas esse  um caso nico. Voc sabe que o dom dado pela deusa para
Afrodite era de ver eventos desastrosos?"

Eu acenei, percebendo o verbo no passado que ela usou para mencionar a habilidade de
Afrodite.

"Bem, parece que o comportamento de Afrodite fez com que Nyx retirasse o dom dela.  algo
muito incomum. Uma vez que a deusa toca algum, ela raramente retira o que ela deu."
Neferet encolheu os ombros tristemente. "Mas quem pode saber a mente da grande deusa da
Noite?"

"Deve ser horrvel para Afrodite," eu disse, mais pensando alto do que realmente querendo
fazer um comentrio.

"Eu aprecio sua compaixo, mas no te contei isso para que voc sinta pena de Afrodite. Ao
invs disso, eu te digo para manter sua guarda. As vises de Afrodite no so mais validas. Ela
pode dizer ou fazer coisas que so perturbadoras. Como a lder das Filhas Negras, ser sua
responsabilidade se certificar que ela no perturbe o delicado balano de harmonia entre
nossos calouros.  claro que ns encorajamos vocs a trabalhar seus problemas entre vocs.
Vocs so muito mais do que adolescentes humanos, e esperamos mais de vocs, mas sinta-se
livre para vir at mim se o comportamento de Afrodite se tornar muito"  ela pausou, como se
estivesse considerando a prxima palavra com cuidado  "instvel."

"Eu vou," eu disse, meu estomago comeando a doer de novo.

"timo! Agora, porque voc no me conta seus planos para seu reinado como a lder das
Filhas Negras."

Eu tirei Afrodite da cabea e contei meus planos para o Conselho de Prefeitos e as Filhas
Negras. Neferet ouviu cuidadosamente e estava abertamente impressionada pela minha
pesquisa e o que ela chamou de "reorganizao lgica."

"Ento, o que voc quer de mim  que deixe os professores votar nos dois novos Prefeitos,
porque eu concordo com voc que voc e seus quatro amigos mais que provaram que
merecem e j so um excelente Conselho."

"Sim. O conselho quer nominar Erik Night para a primeira das suas vagas abertas."

Neferet acenou com a cabea. "Erik  uma escolha sbia. Ele  popular com os calouros, e tem
um excelente futuro. Quem voc tem em mente para a ultima posio?"

"A  onde o meu Conselho e eu descordamos. Eu acho que precisamos de algum mais velho,
e eu tambm acho que essa pessoa deve ser algum que pertenceu ao circulo prximo de
Afrodite." Neferet levantou as sobrancelhas surpresa. "Bem, incluir um amigo dela ira reforar
o que eu tenho dito, que eu no vim aqui porque eu tenho sede de poder e armei para roubar
o que era de Afrodite ou nada idiota como isso. Eu s quero fazer a coisa certa. Eu no queria
comear algum tipo de guerra boba. Se um dos amigos dela estiver no meu Conselho, ento o
resto deles pode entender que no  sobre mim passando por cima dela   sobre algo mais
importante que isso."
Neferet considerou pelo que pareceu ser uma eternidade. Finalmente ela disse, "voc sabe
que at os amigos dela a abandonaram."


"Eu percebi isso hoje no salo de jantar."

"Ento qual  a razo de colocar um ex-amigo dela no Conselho?"

"No estou convencida que eles sejam seus ex-amigos. Pessoas agem de forma diferente
privadamente do que em publico."

"De novo, concordo com voc.Eu j fiz o anuncio para a equipe que no domingo as Filhas e
Filhos Negros iro fazer um Ritual da Lua Cheia e uma reunio especial. Eu espero que a maior
parte dos antigos membros participe  por nenhuma outra razo que a curiosidade sobre os
seus poderes."

Eu engoli em seco e acenei. Eu j estava muito ciente que eu era a atrao principal do circo de
aberraes.

"Domingo  a hora certa para voc contar as Filhas Negras sobre sua nova viso. Anunciar que
tem uma vaga sobrando para o Conselho, e que deve ser preenchida por um sestanista. Voc e
eu vamos olhar as inscries e decidir quem se encaixa melhor."

Eu franzi. "Mas no quero que seja apenas nossa escolha. Eu quero que a equipe de
professores vote, assim como os estudantes."

"Eles vo," ela disse suavemente. "Ento vamos decidir."

Eu queria dizer mais, mas seus olhos verdes ficaram frios; eu no tenho vergonha de admitir
que ela me assusta. Ento ao invs de discutir com ela (que era totalmente impossvel) eu
tomei um caminho diferente (como vov diria).

"Eu tambm quero que as Filhas Negras se envolvam com caridade para a comunidade."

Dessa vez as sobrancelhas de Neferet desapareceram completamente atrs de seu cabelo.
"Voc diz comunidade como em comunidade humana?"

"Sim."

"Voc acha que eles vo gostar da sua ajuda? Eles nos evitam. Eles nos detestam. Eles tem
medo de ns."

"Talvez seja porque eles no nos conhecem," eu disse. "Talvez se agirmos mais como parte de
Tulsa, sejamos tratados como parte de Tulsa."

"Voc leu sobre o a sociedade negra de Greenwood em 1920? Aqueles afro-americanos
humanos eram parte de Tulsa, e Tulsa os destruiu."

"No  mais 1920," eu disse. Era difcil olhar nos olhos dela, mas eu sabia, interiormente, que
eu ia fazer a coisa certa. "Neferet, minha intuio est me dizendo que isso  algo que eu devo
fazer."
Eu vi a expresso dela se suavizar."E eu te disse para seguir sua intuio, no foi?"

Eu acenei.

"Que caridade voc vai escolher se envolver  desde que eles realmente permitam que voc se
envolva?"

"Oh, eu acho que eles vo nos deixar ajudar eles. Eu decidi contatar os Gatos de Rua  o
caridade que resgata gatos."

Neferet jogou para trs sua cabea e riu.




OITO

Eu j tinha sado do salo de jantar e estava indo para o dormitrio quando eu percebi que no
tinha dito para Neferet sobre os fantasmas, mas de jeito nenhum eu iria voltar l para cima e
comear o assunto. A conversa que eu j tive com Neferet me deixou completamente exausta,
e apesar do lindo salo de jantar com uma linda vista e cristais e guardanapos de pano, eu
estava ansiosa para sair dali. Eu queria voltar para o dormitrio e contar a Stevie Rae sobre o
que aconteceu com Loren e ento fazer nada a no ser vegetar e assistir reprises ruins na TV e
tentar esquecer (pelo menos por uma noite) que eu tinha um terrvel sentimento sobre o
desaparecimento de Chris e que agora eu era Muito Importante no comando do grupo
estudantil mais importante da escola. Tanto faz. Eu s quero ser eu por um tempo. Como eu
disse a Neferet, Chris provavelmente j estava a salvo em casa. E tinha muito tempo para todo
o resto. Eu suponho que tambm tenha que trabalhar no Ritual da Lua Cheia... meu primeiro
circulo publico e um ritual formal. Eu estomago comeou a doer. Eu ignorei.

Eu estava na metade do caminho para o dormitrio quando lembrei que tambm tinha uma
redao para entregar segunda para a aula de sociologia. Claro, Neferet tinha me liberado da
maior parte dos trabalhos dos terceiranistas para que eu pudesse me focar em ler o livro de
sociologia mais avanado, mas eu estava tendo muito ser "normal" (O que quer que fosse isso
 ol  sou uma adolescente e uma vampira caloura. Como tudo isso pode ser normal?), o que
significava que eu me certificava de entregar os trabalhos quando o resto da aula entregava.
Ento voltei correndo para meu escritrio na sala de aula, onde estava meu armrio e todos os
meus livros. Tambm era a sala de Neferet, mas eu acabei de deixar ela tomando vinho com
vrios outros professores no andar de cima. Para variar eu no tinha preocupaes sobre ouvir
algo horrvel.

Como sempre, a porta no estava trancada. Porque ter fechaduras quando voc tem a intuio
de um vampiro para assustar os abelhudos ao invs disso? A sala estava escura, mas no
importava. Eu s fui Marcada a um ms, mas eu j via to bem com ou sem as luzes. Na
verdade, melhor. Luzes muito intensas machucavam meus olhos  luz do sol era quase
insuportvel.

Eu hesitei enquanto abria meu armrio, percebendo que no via o sol a quase um ms. Eu nem
pensei sobre isso at agora. Huh. Estranho.
Eu estava considerando as bizarrices da minha vida nova quando notei um pedao de papel
que tinha sido enfiado dentro do meu armrio. Ele caiu com a leve brisa que eu criei quando
abri minha porta. Minha mo o segurou, e senti uma onda de choque quando percebi o que
era.

Poesia.

Ou, mais precisamente, um poema. Era curto e a escrita era muito atraente. Eu li e reli,
registrando o que era aquilo. Haiku.

Antiga Rainha desperta

Uma crislida ainda no formada

Suas asas vo se desdobrar?

Eu deixei meus dedos acariciarem as palavras.Eu sabia quem as tinha escrito. S havia uma
resposta lgica. Meu corao se apertou quando sussurrei o nome dele, "Loren..."




" serio Stevie Rae. Se eu te contar, voc tem que jurar que no vai dizer nada a ningum. E
quando digo ningum, me refiro especialmente a Damien e as Gmeas."

"Dang, Zoey, voc pode confiar em mim. Eu disse que juro. O que voc quer que eu faa, abra
uma veia?"

Eu no disse nada.

"Zoey, voc pode realmente confiar em mim. Prometo."

Eu estudei o rosto da minha melhor amiga. Eu precisava conversar com algum  algum que
no  um vampiro. Eu procurei dentro de mim, no ncleo do que Neferet chamava de intuio.
Eu me senti certa e confiante me relao a Stevie Rae. Eu me sentia segura.

"Desculpe.Eu sei que posso confiar em voc.  s que...eu no sei." Eu balancei a cabea,
frustrada com minha prpria confuso. "Ok, coisas estranhas aconteceram hoje."

"Voc quer dizer mais do que a estranheza original que acontece por aqui?"

"Yeah. Loren Blake foi para a biblioteca hoje enquanto eu estava l. Ele foi a primeira pessoa
com quem eu falei sobre minha idia de Conselho de Prefeitos para as Filhas Negras."

"Loren Blake? Como o vampiro mais lindo que a gente j viu?ness.  melhor eu sentar." Stevie
Rae caiu na cama.

" o que eu quero dizer."

"Eu no acredito que voc no disse nada sobre isso at agora. Voc deve estar morrendo."
"Bem, isso no  tudo. Ele...uh... me tocou. E mais de uma vez. Ok, na verdade eu vi ele mais
uma vez hoje.Sozinho. E eu acho que ele me escreveu um poema."

"O que!"

"Yeah, a principio foi perfeitamente inocente e eu no estava imaginando nada demais. Na
biblioteca s conversamos sobre as idias que eu tive sobre as Filhas Negras. Eu no achei que
significasse algo. Mas, bem, ele tocou minha Marca."

"Qual?" Stevie Rae perguntou. Os olhos dela eram enormes e redondos e ela parecia chocada
como se fosse explodir.

"A do meu rosto. Naquela vez."

"Como assim naquela vez!"

"Bem, depois que eu terminei de acariciar Persephone eu no estava com pressa para voltar
para o dormitrio. Ento fui dar uma volta perto do muro oeste. Loren estava l. "

"Ohmeumaravilhosodeus. O que aconteceu?"

"Eu acho que a gente flerto."

"Voc acha!"

"Estvamos rindo e sorrindo um para o outro."

"Parece como flerte para mim. Deus, ele  totalmente lindo."

"Nem me fale. Quando ele sorri eu mal consigo respirar. E olha isso  ele recitou um poema
para mim,"eu disse. "Foi um poema que um homem escreveu sobre sua amante nua por baixo
do luar."

"Voc tem que estar brincado!" Stevie Rae comeou a se arejar com a mo."Vai logo a parte
interessante."

Eu respirei fundo. "Foi muito confuso. Tudo estava indo muito bem. Como eu disse, estvamos
rindo e conversando. Ento ele disse que estava ali sozinho porque  assim que ele se inspira
para escrever haiku  "

"O que  insanamente romntico!"

Eu acenei e continuei. "Eu sei. De qualquer forma, eu disse a ele que eu no queria atrapalhar
a inspirao e incomodar ele, e ele disse que outra coisa que o inspirava que s a noite. E ele
me pediu para ser a inspirao dele."

"Puta merda."

"Exatamente o que eu pensei."

"Naturalmente voc disse que ficaria feliz em inspirar ele."
"Naturalmente," eu disse.

"E..." Stevie Rae ficou prontamente ansiosa.

"E ele pediu para ver minha Marca. A dos meus ombros e costas."

"Ele no pediu."

"Ele pediu."

"Cara, eu teria tirado minha camiseta mais rpido do que voc pudesse dizer Bubba ama
caminhes!"

Eu ri. "Bem, eu no tirei minha camiseta, mas deslizei minha jaqueta para baixo. Na verdade,
ele me ajudou."

"Voc est me dizendo que Loren Blake, Vampiro Poeta Laureate e o homem mais gostoso, te
ajudou a tirar sua jaqueta como um cavalheiro?"

"Yeah. Bem assim." Eu demonstrei colocando minha jaqueta at os cotovelos. "E ento eu no
sei exatamente o que deu em mim, mas de repente eu no estava nervosa e agindo feito
idiota. Eu tirei um lado da minha camiseta para ele. Assim." Eu coloquei minha camiseta para
baixo, expondo minhas costas e ombro e uma boa parte do meu seio (aliviada de novo por
estar usando um bom suti). "Foi quando ele me tocou. De novo."

"Onde?"

"Ele tracejou a minha Marca nas minhas costas e ombro. Ele disse que eu parecia como uma
antiga rainha vampira e recitou um poema para mim."

"Puta merda," Stevie Rae disse de novo.

Eu cai na cama a olhando e suspirando, colocando de volta minha camiseta. "Yeah, foi incrvel
por um tempo. Eu tinha certeza que estvamos conectado. Realmente conectados. Eu acho
que a gente quase se beijou. Na verdade, eu sei que ele queria tambm. E ento, do nado, ele
mudou. Ele ficou todo educado e formal e me agradeceu por mostrar minha Marca e ento eu
me afastei."

"Bem, isso no  grande surpresa."

"Com certeza foi para mim. Quero dizer, nun segundo ele estava me olhando diretamente nos
olhos e enviando enormes sinais que ele me queira e no outro  nada."

"Zoey, voc ainda  uma estudante. Ele  um professor. Essa  uma escola de vampiros e um
mundo diferente da uma escola normal, mas algumas coisas no mudam. Estudantes so fora
de limites para alunos."

Eu mordi o lbio."Ele s  um professor por meio turno."

Stevie Rae virou os olhos. "Como se isso importasse."
"No foi s isso que aconteceu. Eu acabei de encontrar esse poema no meu armrio." Eu
entreguei a ela o pedao de papel com o haiku nele.

Stevie Rae sugou o ar. "Ohminhadeusa.Isso  to romntico que eu podia morrer. Como?
Como ele tocou a Marca em suas costas?"

"Jesseh, como voc acha? Com seus dedos. Ele tracejou as linhas." Eu juro que ainda podia
sentir o calor daquele toque.

"Ele recitou um poema de amor para voc, tocou sua Marca, e ento escreveu outro poema
para voc..." Ela suspirou sonhadora. " como se vocs fossem Romeu e Julieta com todo esse
negocio de amor proibido."Enquanto se abanava dramaticamente ela parou e sentou direito.
"Ah oh, e quando Erik?"

"Como assim, o que tem o Erik?"

"Ele  seu namorado, Zoey."

"No oficialmente," eu disse timidamente.

"Bem, droga, o que o garoto tem que fazer para tornar "oficial"? Se ajoelhar? Ficou bem obvio
nesse ms que vocs esto saindo."

"Eu sei," eu disse miseravelmente.

"Ento voc gosta mais do Loren do que do Erik?"

"No!Sim. Oh, diabos, eu no sei.  como se Loren fosse um mundo diferente. E no  como se
ele e eu realmente possamos sair, ou algo assim." Mas eu no tinha certeza sobre o algo
assim. Loren e eu poderamos nos ver secretamente? Eu queria?

Como se pudesse ler meus pensamentos Stevie Rae disse,"Voc poderia ver Loren escondida."

"Isso  ridculo. Ele provavelmente nem se sente assim sobre mim. "Mas mesmo quando disse
as palavras eu lembrei do calor do corpo dele e o desejo em seus olhos escuros.

"E se ele se sentir, Z?" Stevie Rae me estudou cuidadosamente."Voc sabe, voc  diferente do
resto de ns. Ningum foi Marcado como voc antes. Ningum teve uma afinidade pelos cinco
elementos. Talvez as mesmas regras no se apliquem a voc."

Meu estomago se apertou. Desde que eu cheguei na House of Night eu estive lutando para me
encaixar. E eu realmente queria fazer desse lugar meu novo lar  e ter amigos que eu
considerasse uma famlia. Eu no queria ser diferente e no queria jogar por regras diferentes.
Eu balancei a cabea e falei atravs dos dentes cerrados, "Eu no quero ser assim, Stevie
Rae.Eu s quero ser normal."

"Eu sei," Stevie Rae disse suavemente. "Mas voc  diferente. Todos sabem disso. Alm do
mais, voc no quer que Loren goste de voc?"

Eu suspirei. "Eu no estou certa do que eu quero, a no ser que eu no quero que ningum
descubra sobre Loren e eu."
"Meus lbios esto fechados." Stevie Rae disse, com seu pequeno sotaque Okie, enquanto
imitava fechar seus lbios e jogar a chave fora por cima dos ombros. "Ningum vai conseguir
uma palavra de mim," ela murmurou atravs dos lbios meio fechados.

"Diabos! Isso me lembra, Afrodite viu Loren me tocar."

"Aquela bruxa te seguiu at o muro!" Stevie Rae disse.

"No,no,no. Ningum me viu l. Afrodite entrou no mdia Center quando ele estava tocando
meu rosto."

"Ah, merda."

"Ah, merda, est certo. E tem mais. Lembra quando perdi a aula de espanhol porque eu queria
falar com Neferet? Eu no falei com ela. Eu fui at a sala dela e a porta estava entre aberta,
ento eu pude escutar o que estava acontecendo l dentro. Afrodite estava l."

"Aquela vadia estava dedurando voc!"

"No tenho certeza. S ouvi um pouco do que estavam dizendo."

"Aposto que voc ficou apavorada quando Neferet foi falar com voc no salo de jantar para
que fosse comer com ela."

"Totalmente," eu concordei.

"No  de se admirar que voc estivesse parecendo to enjoada. Jeesh, tudo faz sentido
agora." Ento os olhos dela ficaram maiores. "Afrodite te pos em problemas com Neferet?"

"No. Quando Neferet falou comigo hoje a noite ela disse que as vises de Afrodite eram
falsas porque Nyx retirou o dom dela. Ento o que quer que Afrodite tenha contado a ela,
Neferet no acreditou."

"timo." Stevie Rae parecia querer quebrar Afrodite ao meio.

"No, no  bom. A reao de Neferet foi dura. Ela fez Afrodite chorar. Serio, Stevie Rae,
Afrodite ficou destruda pelo que Neferet disse a ela. Alm do mais, Neferet no parecia como
si."

"Zoey, eu no acredito que vamos fazer isso de novo. Voc tem que parar de sentir pena de
Afrodite."

"Stevie Rae,voc no est entendendo. Isso no  sobre Afrodite,  sobre Neferet. Ela foi cruel.
Mesmo que Afrodite estivesse me dedurando e exagerando o que viu, a resposta de Neferet
foi errada. E estou com um mal pressentimento em relao a isso."

"Voc est com um mal pressentimento sobre Neferet?"

"Sim... no... eu no sei. Apenas no  Neferet.  como uma coisa misturada  tudo vindo ao
mesmo tempo. Chris... Loren...Afrodite... Neferet... alguma coisa est errada, Stevie Rae."
Ela parecia confusa, e eu percebi que precisa de uma analogia Okie para ela entender. "Sabe
como  logo antes de um tornado chegar? Quero dizer, o cu est limpo, mas o vento comea
a se acalmar e mudar de direo. Voc sabe que algo est vindo, mas nem sempre sabe o que.
 assim que me sinto agora."

"Como se uma tempestade estivesse vindo?"

"Sim. Uma enorme."

"Ento voc quer que eu...?"

"Me ajude a cuidar da tempestade."

"Eu posso fazer isso."

"Obrigado."

"Mas primeiro podemos ver filmes? Damien acabou de encomendar Moulin Rouge da Netflix.
Ele est trazendo, e as Gmeas conseguiram por as mos em batatinhas que no so livres de
gordura. Ela olhou para seu relgio do Elvis. "Eles provavelmente esto l embiaxo agora e
irritados porque tem que esperar por ns."

Eu amo o fato que eu pude descarregar o que parecia como um terremoto com Stevie Rae e
em um segundo ela podia ser toda "ohminhadeusa" e no outro falar sobre algo to simples
como batatas e filmes. Ela me fazia sentir normal e adulta e como se tudo no fosse
incrivelmente frustrante. Eu sorri para ela. "Moulin Rouge? No  o que tem McGregor nele?"

"Definitivamente. Eu espero que possamos ver a bunda dele."

"Voc me convenceu. Vamos. E lembre-se"

"Jeesh! Eu sei eu sei. No diga nada sobre nada disso. "Ela parou e juntou as sobrancelhas.
"Ento me deixe dizer mais uma vez. Loren Blake est afim de voc!"

"Terminou?"

"Yeah." Ela riu travessamente.

"Eu espero que algum tenha me trazido coca."

"Sabe, Z, voc  estranha sobre coca."

"Tanto faz, Senhorita Lucky Charms* (*sucrilhos)," eu disse, a empurrando pela porta.

"Hey, Lucky Charms so bons para voc."

"Verdade? Ento, me diga, o que so marshmallows  uma fruta ou um vegetal?"

"Ambos. Eles so nicos  como eu."

Eu estava rindo da boba Stevie Rae e me sentindo melhor do que eu tinha me sentido o dia
toda quando descemos as escadas e fomos para a sala do dormitrio. As Gmeas e Damien
tinham sentado em uma grande TV de tela plana, e eles acenaram para ns. Eu vi que Stevie
Rae estava certa, eles estavam com Doritos e os afundando em molho de cebola (parece
nojento, mas  bem gostoso). Meu bom pressentimento ficou ainda melhor quando Damien
me deu um enorme copo de coca.

"Vocs demoraram," ele disse, dando espao para podermos sentar ao lado dele no sof. As
Gmeas, naturalmente, estavam sentadas em duas cadeiras idnticas que colocaram perto do
sof.

"Desculpe," Stevie Rae disse, e ento acrescentou com um sorriso para Erin, "Eu tive um
movimento do estomago."

"Excelente uso das descries apropriadas, Stevie Rae," Erin disse, parecendo satisfeita.

"Uhg, coloque o filme," Damien disse.

"Espera, eu tenho o controle," Erin disse.

"Espere!" Eu peguei dela antes dela apertar play. O volume estava no mudo, mas eu podia ver
que a Chera Kimiko do canal Fox 23. O rosto dela parecia triste e serio enquanto ela falava
diretamente para a cmera. Embaixo da tela corria a as palavras "corpo de adolescente
encontrado." "Aumente o volume." Shaunee tirou a TV do mudo.

"Repetindo nossa estria principal dessa manh: o corpo do jogador de futebol da Union, Chris
Ford, foi descoberto por dois caiaquistas na tarde de sexta. O corpo esbarrou nas rochas e nos
bancos de areia usadas na barragem da rea da Rua Vinte e Um no Rio de Arkansas para criar a
nova correnteza para recreao. Fontes nos informaram que o adolescente morreu devido a
perda de sangue associado com mltiplas laceraes, e que ele pode ter sido espancado por
um grande animal. Vamos ter mais informaes depois que o exame do legista for liberado."

Meu estomago, que finalmente tinha comeado a se acalmar, se apertou. Eu senti meu corpo
ficar frio. Mas a m noticia no acabou. Os lindos olhos marrons de Chera olharam seriamente
para a cmera enquanto ela continuou.

"No salto desse trgico evento noticias reportam que outro jogador da Union est
desaparecido." A tela mostrou a foto de um cara fofo da Union usando o tradicional uniforme
vermelho e branco. "Brad Higeons foi visto pela ultima vez depois da escola na sexta na
Starbucks na Utica Square onde ele estava postando fotos de Chris. Brad no apenas era
colega de Chris, ele tambm era seu primo."

"Ohminhadeusa! O time de futebol da Union est caindo feito mosca," Stevie Rae disse. Ela
olhou para mim e vi os olhos dela se alargarem. "Zoey, voc est bem? Voc no parece muito
bem."

"Eu tambm o conhecia."

"Isso  estranho," Damien disse.

"Os dois sempre festejavam juntos. Todos os conheciam porque eles eram primos, embora
Chris seja negro e Brad branco."

"Faz perfeito sentido para mim," Shaunee disse.
"Pra mim tambm, Gmea," Erin disse.

Eu mal podia ouvir eles pelo zumbido em meus ouvidos. "Eu... eu preciso ir dar uma volta."

"Eu vou com voc," Stevie Rae disse.

"No, voc fica aqui e assiste o filme. Eu s  eu s preciso de ar."

"Tem certeza?"

"Absoluta. Eu no demoro. Eu volto em tempo de ver a bunda de Ewan." Embora eu quase
pudesse sentir o olhar preocupado que Stevie Rae estava me dando (e ouvir as Gmeas
discutirem com Damien se eles realmente iriam ver a bunda de Ewan), eu sai apressada do
dormitrio para a fria noite de novembro.

Cegamente, me afastei do prdio principal da escola, instintivamente indo para a direo
oposta de onde pudesse me encontrar com pessoas. Eu me forcei a continuar me mexendo e
respirando. O que diabos tem de errado comigo? Meu peito est apertado e meu estomago
est to enjoado que eu tive que engolir com fora para no vomitar. O zumbido nos meus
ouvidos parecem ter melhorado, mas no houve alivio da ansiedade que tinha se apoderado
de mim como um pacote. Tudo dentro de mim gritava, algo no est certo!

Algo no est certo! Algo no est certo!

Enquanto andei gradualmente notei que a noite, que estava limpa, com um cu cheio de
estrelas ajudando a quase lua cheia a iluminar a grossa escurido, de repente se encheu de
nuvens. A suave brisa legal tinha virado fria, fazendo as folhas secas tremerem ao meu redor,
misturando o cheiro de terra e vento com a escurido ... de alguma forma isso me acalmou e o
tumulto de pensamentos desconexos e a ansiedade diminuram o suficiente para mim poder
pensar.

Eu fui para os estbulos. Lenobia disse que eu podia escovar Persephone quando eu precisasse
pensar e ficar sozinha. Eu definitivamente preciso disso, e ter uma direo para ir  e um
destino  era uma pequena coisa boa no meio do caos interno.

Os estbulos eram logo a frente, estendendo-se em forma grande e baixa, e minha respirao
comeou a vir mais fcil quando eu ouvi o som. A principio eu no soube o que era. Era muito
abafado  muito estranho.Ento achei que pudesse ser Nala. Era bem dela me seguir e
reclamar para mim em sua estranha voz de velhinha, at que eu parasse e a pegasse. Eu olhei
ao redor e chamei "gatinha-gatinha" suavemente.

O som ficou mais distinto, mas eu percebi que no era um gato. Um movimento perto do
celeiro pegou meus olhos, e eu vi uma forma que estava sentada no banco perto da porta da
frente. S havia uma luz ali, e era do lado da porta. O banco era logo ali fora na ponta do
alcance da luz amarela.

Eu me movi de novo, e notei que a forma deveria ser uma pessoa...ou um calouro...ou um
vampiro. Estava sentada, mais meio arqueada, quase dobrada em si. O som comeou de novo.
Quanto cheguei mais perto pude ver que era um estranho choro  como se algum estivesse
sentado ali com dor.
Naturalmente, eu quis correr para a direo oposta, mas eu no podia. No seria certo. Alm
do mais, eu senti  o conhecimento interior que me disse que no podia ir embora. Que o que
quer que estivesse acontecendo no banco era algo que eu tinha que encarar.

Eu respirei fundo e me aproximei do banco.

"Uh, voc est bem?"

"No!" A palavra era um assustador e explosivo som sussurrado.

"Posso  posso te ajudar?" Eu perguntei, tentando ver nas sombras quem era que estava
sentado ali. Eu pensei ver um cabelo colorido claro, e talvez algumas mos cobrindo o rosto...

"A gua! A gua  to fria e profunda. No consigo sair... no consigo sair."

Ela tirou as mos do rosto e ento olhou para mim, mas eu j sabia quem ela era. Eu reconheci
sua voz. E eu tambm reconhecia o que estava acontecendo com ela. Eu me forcei a me
aproximar com calma. Ela me encarou. O rosto dela estava coberto de lagrimas.

"Anda, Afrodite. Voc est tendo uma viso. Precisamos ir ver Neferet."

"No!" Ela disse. "No! No me leve a ela. Ela no vai me ouvir. Ela  ela no acredita mais em
mim."

Eu lembrei o que Neferet disse mais cedo sobre Nyx ter retirado os dons de Afrodite. Porque
eu deveria me meter com ela? Quem sabia o que estava acontecendo com Afrodite? Ela
provavelmente estava fazendo algum pattico plano para chamar ateno, e eu no tinha
tempo para essa merda.

"timo. Vamos dizer que eu tambm no acredito em voc, " eu disse a ela. "Fique aqui e
tenha suas vises ou o que for. Eu tenho outras coisas para me preocupar." Eu virei para ir ao
estbulo, e as mos dela se contorceram, e ela agarrou meu pulso.

"Voc tem que ficar!" Ela disse atravs dos dentes cerrados. Obviamente, ela estava tendo
dificuldades para falar. "Voc tem que ouvir a viso!"

"No, eu no tenho." Eu tirei os dedos dela do meu pulso. "O que quer que esteja
acontecendo,  sobre voc  no eu. Lide voc com isso."Dessa vez quando virei me afastei
mais rapidamente.

Mas no rpida o bastante. As prximas palavras dela pareceram me cortar ao meio.

"Voc tem que me ouvir.Se no sua av vai morrer."


NOVE

"Do que diabos voc est falando!" eu gritei para ela.
Ela estava arfando em estranhos pequenas respiraes ofegantes, e os olhos dela estavam
comeando a tremer. Mesmo na escurido eu podia ver o branco deles comear a aparecer. Eu
agarrei os ombros dela e a chacoalhei.

" o que eu vejo!"

Claramente tentando se controlar ela acenou com um pequeno sacudido. "Eu vou," ela disse.
"Apenas fique comigo."

Eu sentei ao lado dela no banco e deixei ela agarrar minha mo, sem me importar que ela
estava me apertando com tanta fora que eu achei que ela fosse quebrar algo  sem me
importar que ela fosse minha inimiga e algum que eu nunca iria confiar  sem me importar
com anda a no ser o fato de que vov pudesse estar em perigo.

"Eu no vou a lugar nenhum," eu disse assustada. Ento lembrei como Neferet tinha
estimulado ela. "Me diga o que voc v, Afrodite."

"gua!  horrvel... to marrom e gelada.  tudo uma confuso... no posso  no posso abrir
as portas de Saturno..."

Eu senti um terrvel choque. Vov tinha um Saturno! Ela o comprou porque era um dos caras
ultra seguros que deveriam sobreviver a tudo.

"Mas onde est o carro, Afrodite? Em que gua ele est?"

"Rio Arkansas," ela disse. "A ponte  vai cair."

Afrodite chorou, soando aterrorizada. "Eu vi o cara na minha frente cair e bater na barca. Est
em chamas! Aqueles garotinhos... os que estavam tentando fazer motoristas de caminhes
buzinarem quando passavam... eles estavam no carro."

Eu engoli com fora. "Ok, qual ponto?Quando?"

O corpo todo de Afrodite ficou tenso. "Eu no consigo sair! Eu no consigo sair!A gua, ..." Ela
fez um horrvel barulho, que eu juro parecia como se ela estivesse se afogando, e ento ela
desmoronou no banco, a mo dela ficando mole na minha.

"Afrodite!" eu chacoalhei ela."Voc tem que acordar. Voc tem que me contar o que viu!"

Devagar, os olhos dela se mexeram. Dessa vez eu no vi o branco dos olhos dela, e quando ela
os abriu eles pareciam normais. Afrodite bruscamente soltou minha mo e tremendo tirou seu
cabelo do rosto. Eu notei que estava mido, e que ela estava coberta de suor. Ela piscou mais
algumas vezes antes de encontrar meus olhos. O olhar dela era firme, mas no podia ouvir
nada a no ser exausto na sua expresso ou em sua voz.

"timo, voc ficou," ela disse.

"Me conte o que voc viu. O que aconteceu com minha av?"

"A ponte que o carro dela estava caiu e ela caiu no rio e se afogou," ela disse firmemente.

"No.No, isso no vai acontecer. Me diga que ponte. Quando. Como. Eu vou impedir."
Os lbios de Afrodite se ergueram na sombra de um sorriso. "Oh, quer dizer que voc de
repente acredita nas minhas vises?"

Medo por vov era como uma dor que cozinhava dentro de mim. Eu agarrei o brao dela e
levantei, a levantando comigo. "Vamos."

Ela tentou se soltar, mas estava fraca, e eu a segurei facilmente. "Onde?"

"Para Neferet,  claro. Ela vai resolver essa merda, e voc vai falar com ela."

"No!" ela quase gritou. "Eu no vou deixar. Eu juro que no. No importa o que, eu vou dizer
que no lembro nada a no ser gua e a ponte."

"Neferet vai arrancar isso de voc."

"No ela no vai! Ela vai ser capaz de te dizer que estou mentindo, que estou escondendo
algo, mas ela no ser capaz de dizer o que. Se voc me levar at ela, sua av morre."

Eu me senti to enjoada que comecei a tremer. "O que voc quer, Afrodite? Voc quer ser
lder das Filhas Negras de novo? timo. Pegue de volta. S me conte sobre a vov."

Um olhar de pura dor passou no rosto plido de Afrodite. "Voc no pode me devolver, s
Neferet pode."

"Ento o que voc quer?"

"Eu s quero que voc me escute para que saiba que Nyx no me abandonou. Eu quero que
voc acredite que minhas vises ainda so reais." Ela encarou meus olhos. A voz dela era
devagar e cansada. "E eu quero que voc me deva. Algum dia voc ser uma poderosa Alta
Sacerdotisa, mais poderosa at que Neferet. Algum dia eu posso precisar de proteo, e 
quando voc me dever vai ser til."

Eu queria dizer que no havia jeito deu proteger ela de Neferet. Agora no  talvez nunca. E eu
no iria querer. Afrodite estava acabada, e eu j testemunhei o quo egosta e odiosa ela
poderia ser. Eu no queria dever a ela; eu no queria nada a ver com ela.

E eu tambm no tinha escolha.

"timo. Eu no vou te levar para Neferet. Agora o que voc viu?"

"Primeiro me de sua palavra que voc ira me dever. E lembre-se, essa no  uma promessa
humana vazia. Quando vampiros do sua palavra  sejam calouros ou adultos   uma
obrigao."

"Se voc me disser como salvar minha av eu te dou minha palavra que irei te dever um
favor."

"Da minha escolha," ela disse com malicia.

"Yeah, tanto faz."
"Voc tem que dizer o juramento completo."

"Se voc me disser como salvar minha av eu te dou minha palavra que irei te dever um favor
da sua escolha."

"Ento est dito; ento ser feito," ela sussurrou. A voz dela mandou calafrios para as minhas
costas, que eu ignorei.

"Me conte."

"Eu tenho que sentar primeiro," ela disse. De repente, tremendo de novo, ela caiu no banco.

Eu sentei ao lado dela e esperei impacientemente enquanto ela se ajeitava. Quando ela
comeou a falar eu senti como se a onda de horror do que ela estava vendo passasse por mim,
e eu sabia dentro da minha alma que ela estava me dizendo a verso verdadeira. Se Nyx estava
irritada com Afrodite, a deusa no estava mostrando isso hoje a noite.

"Esta tarde sua av ira estar em Muskogee Turnpike vindo para Tulsa." Ela parou e balanou a
cabea para o lado, como se estivesse ouvindo o vento ou algo assim. "Seu aniversrio  ms
que vem. Ela vai para a cidade comprar seus presente."

Eu senti uma onda de surpresa. Afrodite estava certa. Meu aniversario  em dezembro  eu
tinha um horrvel aniversrio no dia 24 de dezembro, ento eu nunca realmente o celebrei.
Todos sempre queriam que eu o juntasse com o natal. Mesmo ano passado, quando estava
fazendo 16 anos e deveria ter tido uma enorme festa legal, eu no fiz nada especial. Era
realmente chato... eu me balancei. Agora no era a hora de me prender as minhas
reclamaes de aniversrio.

"Ok, ento ela esta vindo para a cidade esta tarde, e o que acontece?"

Afrodite estreitou os olhos, como se tivesse tentando ver alm da escurido. " estranho. Eu
normalmente posso dizer porque esses acidentes acontecem  como um avio que no
funciona ou algo assim, mas dessa vez eu estava to ligada em sua av, que no tenho certeza
porque a ponte quebra." Ela olhou para mim. "Pode ser porque  a primeira viso que eu tive
quando algum que eu reconheo morre. Me desligou."

"Ela no vai morrer," eu disse firmemente.

"Ento ela no pode estar naquela ponte. Eu lembrei do relgio no painel do carro ele dizia
querem 15:15, ento tenho certeza que acontece a tarde."

Automaticamente olhei para meu relgio, eram 6:10. Vai amanhecer em menos de uma hora
(e eu deveria estar indo para cama), o que significa que vov pode estar acordando. Eu
conhecia o horrio dela. Ela acordava perto do amanhecer e ia dar uma caminhada com a
suave luz do sol. Ento ela voltava para sua aconchegante cabana e comia um leve caf da
manha antes de comear o que quer que fosse que precisasse de trabalho na fazenda de
lavanda. Eu ligaria para ela e me certificaria que ela ficasse em casa, ento ela nem iria se
arriscar dirigindo hoje. Ela estaria segura; eu me certificaria disso. Ento outro pensamento
passou pela minha mente. Eu olhei para Afrodite.

"O que acontece com as outras pessoas? Eu lembro que voc disse algo sobre alguns garotos
em um carro na sua frente, e o carro bate e pega fogo."
"Yeah."

Eu franzi a testa para ela, "Yeah, o que?"

"Yeah, eu estava observando do ponto de vista da sua av e vi um bando de outros carros
carem ao meu redor. Aconteceu rpido, ento no sei dizer quantos eram."

Ela no disse mais nada, e eu balancei a cabea enojada. "E quanto a salvar eles? Voc disse
que garotinhos morrem!"

Afrodite deu nos ombros. "Eu te disse minha viso foi confusa. Eu no consegui ver
exatamente onde estava, e a nica razo que eu sabia quando ,  porque eu vi a data na
coliso da sua av."

"Ento voc vai deixar o resto das pessoas morrer?"

"Porque voc se importa? Sua av vai ficar bem."

"Voc me enoja, Afrodite. Voc se importa com algo a no ser voc mesma?"

"Tanto faz, Zoey. Como se voc fosse to perfeita? Eu no ouvi voc se importar com mais
ningum a no ser sua av."

" claro que fiquei mais preocupada com ela! Eu a amo! Mas eu tambm no quero que mais
ningum morra. E ningum vai se eu puder impedir. Ento, voc precisa descobrir um jeito de
me dizer de que ponte estamos falando."

"Eu j te disse  fica em Muskogee Turnpike. Eu no sei dizer qual."

"Pense mais! O que mais voc v?"

Ela suspirou e fechou os olhos. Eu vi o rosto dela enquanto suas sobrancelhas se enrugavam e
ela pareceu se contrair. Com seus olhos ainda fechados ela disse, "Espere, no. No  em
Turnpike. Eu vi uma placa.  a ponte da I-40 por cima do Rio Arkansas  a que fica logo na
curva de Turnpike perto da Webber Falls." Ento ela abriu os olhos. "Voc sabe quando e
onde. No posso te dizer muito mais. Eu acho que algum tipo de barco, tipo uma barca, bate
na ponte, mas  tudo o que eu sei. Eu no vi nada para identificar a barca. Ento, o que voc
vai fazer para impedir?"

"Eu no sei, mas eu vou," eu murmurei.

"Bem, enquanto voc pensa sobre como salvar o mundo, eu vou voltar para o dormitrio e
fazer as unhas. Unhas estragadas  algo que eu considero trgico."

"Sabe, ter pais horrveis no  exatamente uma desculpa para no ter corao," eu disse. Ela
se virou e eu a vi parar. As costas dele ficaram realmente arrumadas e quando ela olhou por
cima dos ombros para mim eu pude ver que os olhos dela se estreitaram de raiva.

"O que voc saberia sobre isso?"
"Sobre seus pais?No muito a no ser que eles controladores e que sua me  um pesadelo.
Sobre pais problemticos em fetal? Muito. Eu vivo com problemas sobre pais chatos desde que
minha me casou novamente trs anos atrs.  uma merda, mas no  uma desculpa para ser
uma vaca."

"Tente 18 anos de muito mais do que s "problemas sobre pais chatos" e talvez voc comece a
entender algo sobre isso. At l, voc no sabe nada." Enta, como a velha Afrodite que eu
conhecia e no podia confiar, ela virou o cabeo e se afastou, e balanando seu traseiro
pequeno como se eu me importasse.

"Problemas. Essa garota tem grandes problemas." Eu sentei no banco e comecei a remexer na
minha bolsa procurando o celular, feliz por o carregar comigo embora fosse forada a manter
ele no silencioso, sem nem poder vibrar. A razo podia ser resumida em uma palavra. Heath.
Ele era meu humano quase ex-namorado, e desde que ele e minha definitivamente ex-melhor
amiga, Kayla, tentaram me "resgatar" (que foi o que eles falaram  idiotas) da House of Night,
Heath passou dos limites com o nvel da sua obsesso por mim.  claro, no era realmente
culpa dele. Fui eu que experimentei o sangue dele e comecei todo o negocio do Imprint com
ele, mas ainda sim. De qualquer forma, mesmo que as mensagens dele tenham diminudo para
um zilho (ou seja, mais ou menos umas 20), por um, ou dois, ou trs dias, eu ainda no sentia
a vontade de deixar meu telefone ligado e ser incomodada por ele. E, certa o suficiente,
quando o abri haviam duas ligaes perdidas, as duas de Heath. Nenhuma mensagem no
entanto, ento talvez ele esteja demonstrando a habilidade de aprender.

Vov soou sonolenta quando atendeu o telefone, mas assim que percebeu que era eu ela se
alegrou.

"Oh, Zoeybird! to bom acordar com sua voz," ela disse.

Eu sorri para o telefone. "Sinto saudades, vov."

"Eu tambm sinto sua falta, querida."

"Vov, a razo pela qual eu liguei  meio estranha, mas voc vai ter que confiar em mim."

" claro que eu confio em voc," ela respondeu sem hesitar. Ela  to diferente da minha me
que as vezes eu me pergunto como elas podem ser parentes.

"Ok, hoje mais tarde voc estava planejando ir para Tulsa fazer compras, certo?"

Ento houve uma breve pausa, e ela riu. "Suponho que v ser difcil manter surpresas de
aniversrio da minha neta vampira."

"Eu preciso que voc faa algo, vov. Prometa que voc no vai a lugar algum hoje. No entre
no carro. No dirija para lugar nenhum. Fique em casa e relaxe."

"O que est acontecendo, Zoey?"

Eu hesitei, sem ter certeza do que dizer a ela. Ento com aquela sua habilidade de me
entender, ela disse suavemente, "Lembre-se, voc pode me contar qualquer coisa, Zoeybird.
Eu acredito em voc."
Eu no percebi que estava segurando o folego at aquele momento. Soltando o flego eu
disse, "A ponte na I-40 que passe pelo Rio Arkansas perto da Webber Falls vai cair. Voc
deveria estar nela, e voc teria morrido." Eu disse a ultima parte suavemente, quase
sussurrando.

"Oh! Oh, meu!  melhor eu sentar."

"Vov, voc est bem?"

"Eu suponho que esteja agora, mas eu no estaria se voc no tivesse me aviso, que  porque
estou me sentindo com uma leve dor de cabea." Ela deve ter pego uma revista ou algo assim
porque eu pude ouvir ela se ventilando. "Como voc descobriu isso? Voc est tendo vises?"

"No, eu no.  Afrodite."

"A garota que costumava ser lder das Filhas Negras? Eu no achei que vocs duas fossem
amigas."

Eu bufei. "No somos. Definitivamente no. Mas eu a encontrei tendo uma viso e ela me
disse o que viu."

"E voc confia nessa garota?"

"No, mas confio no poder dela, e eu a vi, vov. Era como se ela estivesse l, com voc. Foi
horrvel. Ela viu a batida, e aqueles garotinhos morreram..." Eu tive que parar para respirar. A
verdade de repente me tocou: minha av poderia ter morrido hoje.

"Espere, tinha mais pessoas na batida?"

"Yeah, quando a ponte caiu vrios carros caem no rio."

"Mas e quanto as outras pessoas?"

"Eu vou cuidar disso tambm. Voc fique em casa."

"Eu no deveria ir para ponte e tentar impedir eles?"

"No! Fique longe de l. Eu vou me certificar que ningum se machuque  eu prometo. Mas eu
tenho que saber que voc estar segura," eu disse.

"Ok, querida. Eu acredito em voc. Voc no tem que se preocupar comigo. Eu vou ficar
segura em casa. Voc cuide do que precisar fazer, e se precisar de mim, me ligue. A qualquer
hora."

"Obrigado, vov. Eu te amo."

"Eu tambm te amo, u-we-tsi a-ge-hu-tsa."

Depois de desligar eu passei um tempinho sentada ali, me permitindo parar de tremer, mas
apenas por um pouco. Um plano j estava se formando na minha cabea, e eu no tinha
tempo para surtar. Eu precisava botar meu plano em ao.
DEZ


`Ento porque no podemos contar a Neferet sobre essa confuso? S o que ela tem que fazer
so algumas ligaes, como ela fez ms passado quando Afrodite teve uma viso sobre um
avio cair no aeroporto de Denver," Damien disse, tendo cuidado de manter sua voz baixa. Eu
me apressei de volta ao dormitrio, juntei meu grupo, e deu a eles a verso curta da viso de
Afrodite.

"Ela me fez prometer que no iria falar para Neferet. As duas esto tendo algum tipo de
estranha briga."

"J era hora de Neferet comear a ver que vaca ela ," Stevie Rae disse.

"Vaca odiosa," Shaunne disse.

"Bruxa do inferno," Erin concordou.

"Yeah, bem, o que ela  no importa. So as vises dela e as pessoas que esto em perigo de
morrer," eu disse.

"Eu ouvi que as vises dela no so mais creditveis porque Nyx retirou seu favor em relao a
Afrodite," Damien disse. "Talvez seja por isso que ela te fez prometer no ir a Neferet, porque
isso  algo que ela inventou e ela quer que voc surte e faa algo estranhamente embaraoso
e faa voc parecer incompetente, ou se meta em problemas."

"Eu tambm pensaria isso se no tivesse visto ela ter a viso. Ela no estava fingindo, tenho
certeza."

"Mas ela est dizendo a verdade toda?" Stevie Rae perguntou.

Eu pensei por um segundo. Afrodite j tinha admitido para mim que ela podia esconder partes
da sua viso de Neferet. O que me faz pensar que ela no est fazendo a mesma coisa comigo?
Ento lembrei da brancura em seu rosto, do jeito que ela agarrou minha mo, e o medo na voz
dela enquanto ela se juntava a minha av na morte. Eu tremi.

"Ela estava dizendo a verdade," eu disse. "Vocs vo ter que confiar na minha intuio." Eu
olhei para meus quatro amigos. Nenhum deles estava feliz sobre isso, mas eu sabia que cada
um deles confiava em mim e que eu podia contar com eles. "Ento, o negocio  o seguinte, eu
j liguei para vov. Ela no estar na ponte, mas um bando de pessoas ir. Precisamos
descobrir um jeito de salvar essas outras pessoas."

"Afrodite disse que uma barca vai bater na ponte e fazer ela cair?" Damien perguntou.

Eu acenei.

"Bem, voc poderia fingir ser Neferet e fazer o que ela faz, ligar para quem quer que esteja no
comando da barca e dizer a eles que um dos estudantes teve uma viso sobre a tragdia. As
pessoas escutam Neferet; eles tem medo de no ouvir.  um fato bem conhecido que as
informaes dela salvam vidas humanas."
"J pensei sobre isso, mas no vai funcionar porque Afrodite no viu a barca claramente. Ela
nem tem certeza se  uma barca. Ento no tem como comear a contatar algum. E no
posso fingir ser Neferet.  errado. Eu quero dizer, em falar em pedir para se meter em
problemas. Voc no pode me dizer que quem quer que eu esteja falando no vai retornar a
ligao com algum tipo de relatrio para Neferet. Ento o inferno est a solta."

"Cena horrvel," Shaunee disse.

"Yeah, Neferet poderia descobrir que a bruxa teve outra viso, ento nossa promessa de no
dizer nada  quebrada," Erin disse.

"Ok, ento parar a barca no tem como, e fingir ser Neferet tambm. Isso deixa fechar a ponte
como nossa nica opo," Damien disse.

"Foi o que eu pensei tambm," Eu disse.

"Ameaa de bomba!" Stevie Rae disse de repente. Todos olhamos para ela. "Huh?" Erin
perguntou.

"Explique," Shaunee disse.

"Ligamos para quem quer que os malucos que fazem ameaas de bomba ligam."

"Na verdade isso poderia funcionar," Damien disse. "Quando tem uma ameaa de bomba nun
prdio eles sempre o evacuam. Ento  de imaginar que se houver uma ameaa de bomba na
ponte, a ponte seja fechada, pelo menos at descobrirem que a bomba  falsa."

"Se eu ligar do celular eles no vo saber que sou, vo?" eu perguntei.

"Oh, por favor," Damien disse, balanando a cabea como se eu fosse uma idiota completa."
claro que eles podem rastrear celulares. Isso no  os anos 90."

"Ento o que eu fao?"

"Voc ainda pode usar um telefone. Mas vai ter que ser um descartvel," Damien explicou.

"Que nem uma cmera descartvel?"

"Onde voc esteve?" Shaunne perguntou.

"Quem no sabe sobre celulares descartveis?" Erin disse.

"Eu no sei," Stevie Rae disse.

"Exato," As Gmeas falaram juntas.

"Aqui"  Damien pegou um Nokia que parecia muito nerd do bolso  "use o meu."

"Porque voc tem um descartvel?" Eu estudei o telefone. Parecia normal.

"Eu comprei depois que meus pais surtaram por eu ser gay. At eu ser Marcado e vir aqui eu
senti que eles estavam me castigando para a vida toda. Quero dizer,no que eu esperasse que
eles fossem me trancar num armrio ou algo assim, mas eu estava preparado. Desde ento
sempre carrego um."

Nenhum de ns sabia o que dizer.  uma droga que os pais de Damien tenham surtado tanto
sobre ele ser gay.

"Obrigado, Damien," eu finalmente disse.

"Sem problemas. Quando voc terminar desligue ele e me devolva. Eu vou destruir ele."

"Ok."

"E se certifique de dizer a eles que a bomba est plantada embaixo das linhas de gua. Assim
eles fecham a ponte por tempo o suficiente para mandar os motoristas pararem."

Eu acenei. "Boa idia. Vou dizer a eles que a bomba vai explodir as 15:15, que  a hora exata
em que Afrodite disse que marcava o painel do carro da minha v quando ela bateu."

"Eu no sei quanto tempo essas coisas levam, mas voc provavelmente deveria ligar l pelas
duas e meia, me parece tempo o suficiente para eles fecharem a ponte, mas no tempo
demais para descobrirem que  uma ameaa falsa, e deixas os carros voltarem a para a ponte
cedo demais," Stevie Rae disse.

"Uh, gente," Shaunee disse. "Pra quem voc vai lugar?"

"Diabos, eu no sei."Eu estava sentindo o estresse nos ombros e sabia que eu ficaria com uma
enorme dor de cabea em breve.

"Pesquise no Google," Erin disse.

"No," Damien disse rapidamente. "No queremos nenhum tipo de trao no computador.
Voc s precisa ligar para uma filial local dos FBI. Estar na lista telefnica. Eles vo fazer o que
fazem com as ligaes dos loucos."

"Como os rastrear e colocar eles na cadeia pelo resto da eternidade," eu murmurei mau
humorada.

"No, no vo pegar voc. Voc no est deixando nenhum rastro. Eles no tero motivo para
pensar que  um de ns. Ligue as 14:30. Diga a eles que plantou uma bomba de baixo da ponte
porque..." Damien hesitou.

"Por causa da poluio!" Stevie Rae disse.

"Poluio?" Shaunne disse.

"Eu no acho que deve ser por causa da poluio. Eu acho que deve ser porque voc est
cansada da interferncia do governo nos setores privados," Erin disse.

Eu pisquei para ela. O que diabos ela disse?

"Excelente ponto, Gmea," Shaunne disse.
Erin riu. "Eu pareo meu pai. Ele estaria orgulhoso. Bem, no sobre fingir explodir uma ponte,
mas as outras coisas, yeah."

"Entendemos, Gmea," Shaunee disse.

"Eu ainda acho que deve ser porque voc est cansada da poluio. Poluio  um problema
real," Stevie Rae disse teimosamente.

"Ok, que tal eu dizer que  por causa da interferncia do governo e da poluio em nossos
rios? Isso seria uma razo para por uma bomba numa ponte." Eles me olharam com
expresses em branco. Eu suspirei. "Por causa da poluio no rio."

"Ohhh," eles disseram.

"Vamos ser terroristas nerds," Stevie Rae disse com uma risada.

"Eu acho que isso  uma coisa boa," Damien disse.

"Ento temos um acordo? Eu ligo para o FBI, e mantemos nossa boca fechada sobre a viso de
Afrodite."

Eles acenaram.


"timo. Ok. Eu vou encontrar uma lista telefnica e olhar para o numero do FBI, e ento "

Um movimento pegou o canto da minha viso, e eu olhei para cima para ver Neferet
escoltando dois homens de ternos no dormitrio. Todos ficaram instantaneamente em
silencio, e ouvi um sussurro de "Eles so humanos..." comear a zumbir pelo dormitrio. Ento
no tive tempo para pensar ou escutar, porque era obvio que Neferet e os dois homens
estavam andando diretamente para mim.

"Ah, Zoey, a est voc." Neferet sorriu para mim com seu calor usual. "Esses cavalheiros
precisam falar com voc. Eu acredito que podemos ir para a biblioteca. Isso no deve levar
muito tempo." Neferet gesticulou para os homens e eu seguirmos ela enquanto samos da sala
(com todos olhando abertamente para ns com caras de bobo) para o pequeno aposento que
chamvamos de biblioteca do dormitrio, mas era mais uma sala de computador com algumas
cadeiras confortveis e algumas prateleiras com papel. S haviam duas garotas nos
computadores, e com um rpido pedido Neferet se livrou delas. Elas saram com pressa, e ela
fechou a porta atrs delas, ento virou para nos olhar. Eu olhei para o relgio em cima do
computador. Eram 7:06 de uma manh de sbado. O que estava acontecendo?

"Zoey, esse  o Detetive Marx"  ela apontou para o mais alto dos dois caras  "e Detetive
Martin da diviso de homicdios do departamento de Policia de Tulsa. Eles querem te fazer
algumas perguntas sobre o garoto humano que foi morto."

"Ok," eu disse, me perguntando que tipo de perguntas eles poderiam querer me fazer. Diabos,
eu no sabia nada. Eu nem o conhecia to bem.

"Srta. Montgomery," Detetive Marx comeou, mas ele foi cortado por Neferet.

"Redbird," ela disse.
"Senhora?"

"Zoey legalmente mudou seu sobrenome para Redbird quando se tornou emancipada como
menor ao entrar nessa escola ms passado. Todos os nossos alunos so legalmente
emancipados.  til devido a natureza nica da nossa escola."

O policial deu um breve aceno. Eu no consegui perceber se ele estava ou no incomodado,
mas acho que do jeito que ele continuou a olhar para Neferet a resposta era no.

"Srta. Redbird," ele continuou,"recebemos informaes que voc conhecia Chris Ford e Brad
Higeons.  verdade?"

"Yeah, quero dizer sim," eu corrigi rapidamente. Claramente essa no era uma boa hora para
soar como uma adolescente boboa. "Eu conheo... bem, eu conhecia os dois."

"Como assim, conhecia?" Detetive Martin, o policial baixo, disse afiadamente.

"Bem,  que eu no ando mais com adolescentes humanos, mas mesmo antes de ser Marcada
eu no via muito Chirs ou Brad." Eu me perguntei porque ele estava to tenso, ento percebi
que era porque Chris estava morta e Brad estava desaparecia que o jeito que eu falei no
passado provavelmente soou muito mal.

"Quando foi a ultima vez que voc viu os dois garotos?" Marx perguntou.

Eu mordi o lbios, tentando lembrar. "H meses  desde o inicio da temporada de futebol, e
ento quando duas ou talvez trs festas aconteceram e eles tambm estavam l."

"Ento voc estava com nenhum deles?"

Eu franzi. "No. Eu estava meio que saindo com o quarter-back da Broken Arrow.  a nica
razo pela qual eu conhecia os caras da Union." Eu sorri,tentando relaxar. "As pessoas acham
que os jogadores da Union odeiam os jogadores da BA. No  verdade. A maior parte deles
cresceu juntos. Vrios deles ainda so amigos."

"Srta. Redbird, voc est na House of Night a quanto tempo?" a policial baixo perguntou como
se tentasse ser agradvel.

"Zoey est conosco a quase um ms," Neferet respondeu por mim.

"E nesse tempo Chris ou Brad te visitaram?"

Totalmente surpresa, eu disse. "No!"

"Voc est dizendo que humanos adolescentes no te visitam?" Martin fez a pergunta
rapidamente.

Me pegando com a guarda baixa eu balbuciei feito uma idiota e tenho certeza que parecia
completamente culpada. Graas a Deus, Neferet me salvou.

"Dois amigos de Zoey a viram na primeira semana dela aqui, embora eu no acho que de pra
chamar eles de visitas oficiais," ela disse com um suave sorriso adulto, mirando nos detetives
que claramente dizia garotos sero garotos. Eles acenaram e me encorajaram. "V em frente e
conte sobre seus dois amigos que acharam que seria divertido escalar nossos muros."

Os olhos verdes de Neferet se trancaram nos meus. Eu contei a ela tudo sobre Heath e Kayla
subirem o muro com a ridcula idia de me soltem. Ou pelo menos essa era a idia de Heath.
Kayla, minha ex-melhor amiga, s queria que eu visse que ela estava dando em cima de Heath.
Eu disse a Neferet tudo isso, nada mais. Como eu acidentalmente experimentei o sangue de
Heath - at Kayla me pegar e surtar totalmente. Olhando nos olhos de Neferet eu sabia tanto
como se ela tivesse dito as palavras em voz alta que era para manter o meu pequeno incidente
sobre provar sangue para mim mesma, o que era mais que ok para mim.

"No foi nada demais, foi um ms atrs. Kayla e Heath acharam que deveria vir aqui e me
soltar." Eu parei balanando a cabea como achasse que fossem completamente loucos, e o
policial alto soltou , "Kayla e Heat quem?'

"Kayla Robinson e Heath Luck* (*sorte)," eu disse. (Yeah, o sobrenome de Heath realmente 
Luck, mas a nica coisa que ele teve sorte particularmente  no pegar uma DST.) "De
qualquer forma, Heath  meio devagar as vezes, e Kayla, bem, Kayla  muito boa com sapatos
e cabelo, mas no muito boa com senso comum. Ento eles no pensaram no "Hey, ela est
virando uma vampira e se ela deixar a House of Night ela vai morrer" problema. Ento
expliquei a eles que no s eu no queria ir embora, eu no podia ir embora. E foi isso."

"Nada diferente aconteceu quando voc viu seus amigos?"

"Voc diz quando voltei para o dormitrio?"

"No. Me deixe refazer a pergunta. Nada aconteceu quando voc viu Kayla e Heath?"Martin
disse.

Eu engoli. "No." O que no era exatamente uma mentira. Aparentemente no  incomum
para calouros sentirem nsia por sangue. No deveria ser to cedo na minha Mudana, mas
minha marca tambm no deveria ser completa e eu no deveria ter tatuagens decorativas de
um vampiro adulto tambm. Sem mencionar o fato de que nenhum calouro ou vampiro tinha
sido Marcado nos ombros e costas como eu. Ok, eu no sou exatamente um calouro normal.

"Voc no cortou o garoto e bebeu o sangue dele?" A voz do policial mais baixo era gelado.

"No!' Eu chorei.

"Voc est acusando Zoey de algo?" Neferet disse, se aproximando de mim.

"No, senhora. Simplesmente a questionamos para tentar ter uma idia mais clara da
dinmica dos amigos de Chris Ford e Brad Higeons. Tem vrios aspectos do caso que so raros
e..." O policial baixo continuou enquanto minha mente trabalhava feito louca.

"O que est acontecendo? Eu no tinha cortado Heath; eu o arranhei. E eu no tinha feito de
propsito. E "beber" o sangue dele no foi exatamente o que eu fiz  foi mais uma lambida.
Mas como diabos eles sabia tudo sobre isso? Heath no era muito inteligente, mas eu no
acho que ele ia sair contando as pessoas (especialmente no detetives) que a garota que ele
gostava bebia sangue. No. Heath no teria dito nada, mas 

E eu soube porque eles estavam me fazendo essas perguntas.
"Tem algo que vocs devem saber sobre Kayla Robinson," eu disse de repente, interrompendo
o fala chata do policial baixo. "Ela me viu beijar Heath. Bem, na verdade Heath me beijou. Ela
gosta dele." Eu olhei de um policial para o outro. "Sabe, ela realmente gosta de Heath, como
em querer namorar ele agora que eu estou fora do caminho. Ento quando ele me viu beijar
ele ela ficou fula e comeou a gritar comigo. Ok, eu admito que no fui muito madura. Eu
tambm fiquei fula com ela. Quero dizer,  errado quando sua melhor amiga vai atrs do seu
namorado. De qualquer forma"  eu fiquei incomodada, como se estivesse embaraada de
admitir o que eu ia contar a eles  "eu disse algumas coisas maldosas para Kayla e a assustei.
Ela surtou e foi embora."

"Que tipo de coisa maldosa?" Detetive Marx perguntou.

Eu suspirei. "Algo do tipo que se ela no fosse embora eu ia voar para fora do muro e sugar o
sangue dela."

"Zoey!" A voz de Neferet era afiada. "Voc sabe que isso  inapropriado. J temos problemas o
suficiente de imagem sem voc assustar adolescentes humanos de propsito. No  de se
admirar que a pobre criana tenha falado com a policia."

"Eu sei. Sinto muito." Embora eu soubesse que Neferet estivesse atuando comigo, eu ainda
tive que me conter para no chorar com o poder da voz dela. Eu olhei para os detetives. Os
dois estavam olhando para Neferet com olhos abertos e vidrados. Huh. Ento, at agora ela s
tinha mostrado seu lindo rosto. Eles no faziam idia do tipo de poder que estavam lidando.

"E voc no viu nenhum dos adolescentes desde ento?" o policial alto perguntou depois de
uma pause desconfortvel.

"S mais uma vez, e s foi o Heath, durante o Ritual de Samhain."

"Desculpe, o que?"

"Samhains  o nome antigo para uma noite que voc provavelmente conhece como
Halloween," Neferet explicou. Ela voltou a ser incrivelmente linda e gentil, e eu pude entender
porque os policiais pareciam confusos, mas eles devolveram o sorriso dela como se no
tivessem escolha. Conhecendo os poderes de Neferet  eles podem no ter. "Continue, Zoey,"
ela me disse.

"Bem, tinha vrios de ns e estvamos fazendo o ritual. Tipo uma missa de Igreja ao ar livrem"
eu expliquei. Ok, no tem nada a ver como uma missa de igreja ao ar livre, mas de jeito
nenhum eu ia explicar nosso circulo e chamar os espritos de vampiros carnvoros mortos para
dois policiais humanos. Eu olhei para Neferet. Ela acenou me encorajando. Eu respirei fundo e
mentalmente editei o que aconteceu e falei. Eu sabia que no importava o que eu dissesse.
Heath no lembrava de nada sobre aquela noite  a noite que ele quase foi morto por uma
orla de antigos vampiros fantasmas. Neferet se certificou que essa memria fosse
permanentemente bloqueada. Tudo o que ele sabia  que ele me encontrou com um bando de
outros garotos e ento desmaiou. "De qualquer forma, Heath atrapalhou o ritual. Foi muito
embaraoso, especialmente porque ... bem... ele estava completamente bbado."

"Heath estava bbado?"
Eu acenei."Sim, ele estava bbado. Mas eu no quero meter ele em problemas."Eu j tinha
decido no mencionar a infeliz, mas temporria, experimentao com maconha.

"Ele no est com problemas."

"timo. Eu quero dizer, ele no  meu namorado mas  basicamente um cara legal."

"No se preocupe com isso, Srta. Redbird, s me diga o que aconteceu."

"Nada na verdade. Ele invadiu nosso ritual, e foi embaraoso. Eu disse a ele que ele precisava ir
para casa e no voltar, que tnhamos terminado. Ele fez papel de bobo e desmaiou. Deixamos
ele l,e foi isso."

"Voc no o viu desde ento?"

"No."

"Voc ouviu falar dele de alguma forma?"

"Yeah, ele liga demais e deixa mensagens irritantes no meu celular. Mas est melhorando," eu
adicionei rapidamente. Eu realmente no queria por ele em problemas. "Eu acho que ele
finalmente est entendendo que terminados."

O policial alto fez algumas anotaes, e ento pos a mo no bolso e pegou uma saco de
plstico que tinha algo dentro.

"E quanto a isso, Srta. Redbird? Voc j viu isso antes?"

Ele me entregou o plastico e eu percebi o que estava ali dentro. Era um pingente prateado
com um longo colar de veludo preto. O pingente era da forma de duas luas crescentes de
costas contra a lua cheia incrustado de granada. Era o smbolo triplo da deusa  me, mulher,
e senhora. Eu tinha um igual porque era o colar que a lder das Filhas Negras usava.




ONZE

"Onde voc conseguiu isso?" Neferet perguntou. Eu percebi que ela estava tentando manter a
voz controlada, mas havia uma poderosa, ponta raivosa que era impossvel esconder.

"Esse colar foi encontrado perto do corpo de Chris Ford."

Minha boca abriu, mas eu no conseguia dizer nada. Eu sabia que meu rosto tinha ficado
plido, e meu estomago se apertou dolorosamente.

"Voc reconhece o colar, Srta. Redbird?" Detetive Marx repetiu a pergunta.

Eu engoli e limpei a garganta. "Sim.  o pingente da lder das Filhas Negras."
"Filhas Negras?"

"As Filhas e Filhos Negros  uma organizao exclusiva da escola, feita para os melhores
estudantes," Neferet disse.

"E voc pertence a essa organizao?" ele perguntou.

"Eu sou a lder."

"Ento voc se importaria de mostrar seu colar?"

"Eu  eu no tenho ele comigo. Est no meu quarto." O choque estava comeando a me deixar
tonta.

"Cavalheiros, vocs est acusando Zoey de algo?" Neferet disse. A voz dela era calma, mas a
amea de raiva ultrajada que passou por ela pincelou contra a minha pele, fazendo minha pele
formigar e se arrepiar. Eu pude ver pelos olhares nervosos que os detetives dividiam o que eu
senti tambm.

"Senhora, estvamos simplesmente fazendo perguntas a ela."

"Como ele morreu?" Minha voz era fraca, mas soava incrivelmente alta no tenso silencio que
cercava Neferet.

"De laceraes mltiplas e perda de sangue," Marx disse.

"Algum o cortou com uma faca ou algo assim?" No noticirio eles falaram que Chris pode ter
sido atacado por um animal, ento eu j sabia a resposta da pergunta, mas me senti obrigada a
perguntar.

Marx balanou a cabea. "Os ferimentos eram nada que uma faca pudesse fazer. Eram mais
como aranho de animais e mordidas."

"O corpo dele foi quase todo drenado de sangue," Martin acrescentou.

"E vocs esto aqui porque parece ser o ataque de um vampiro," Neferet disse mal humorada.

"Estamos aqui procurando por respostas, senhora," Marx disse.

"Ento sugiro que faam um exame de lcool no corpo do humano. Pelo pouco que eu sei do
grupo de adolescentes que o garoto tinha como amigos, eles bebiam bastante. Ele
provavelmente ficou intoxicado e caiu no rio. As laceraes podem ter sido feitas pelas rochas,
ou talvez at animais. No  incomum que coiotes sejam encontrados perto do rio, mesmo dos
limites da cidade de Tulsa," Neferet disse.

"Sim, senhora. Testes esto sendo feitos no corpo. Mesmo com o sangue drenado, ainda vai
nos dizer muitas coisas."

"timo. Tenho certeza que uma das muitas coisas que vai te dizer  que o garoto humano era
um bbado, talvez estivesse at alto. Eu acho que vocs deveriam procurar mais razes que
possam ter causado a morte ele ao invs de um ataque de vampiros. Agora, eu assumo que
vocs terminaram aqui?"

"Mais uma pergunta, Srta. Redbird," Detetive Marx perguntou sem olhar para Neferet. "Onde
voc estava na quinta feira entre 8 e 10 horas?"

"Da noite?" eu perguntei.

"Sim."

"Estava na escola. Aqui. Em aula."

Martin me deu um olhar surpreso. "Escola? Nessa hora?"

"Talvez voc devesse fazer seu prprio dever de casa antes de interrogar meus alunos. As
aulas na House of Night comeam as 8 da noite e vo at 3 da manha. Vampiros sempre
preferiram a noite." A ponta de perigo ainda estava na voz de Neferet. "Zoey estava na aula
quando o garoto morreu. Agora terminamos?"

"Por enquanto terminamos Srta. Redbird." Marx virou algumas paginas do bloco de notas em
que esteve escrevendo e acrescentou, "Precisamos falar com Loren Blake."

Eu tentei no reagir ao nome do Loren, mas sei que meu corpo deu um pulo e eu senti meu
rosto esquentar.

"Desculpe, Loren foi embora ontem antes do amanhecer no jato particular da escola. Ele foi
para a Costa Leste para dar apoio aos nossos estudantes que esto na final concurso de
monologo internacional de Shakespearea. Mas eu certamente posso mandar a ele uma
mensagem para ligar a vocs quando voltar no domingo," Neferet disse enquanto andava em
direo a porta, claramente se despedindo dos dois homens.

Mas Marx no se moveu. Ele ainda estava me observando. Devagar ele pegou dentro do bolso
um carto. Me entregando ele disse, "Se voc pensar em algo  qualquer coisa  que voc
acredite que possa nos ajudar a encontrar quem fez isso com Chris, me ligue." Ento ele
acenou para Neferet. "Obrigado pelo seu tempo, senhora. Voltamos no domingo para falar
com o Sr. Blake."

"Levo vocs a sada," Neferet disse. Ela apertou meus ombros, e andando rapidamente at os
dois detetives, os levou para fora do aposento.

Eu fiquei sentada ali tentado reorganizar meus pensamentos. Neferet mentiu, e no s por
omitir que eu bebi o sangue de Heath e Heath quase ser morto durante o ritual de Samhain.
Ela mentiu sobre Loren. Ele no tinha deixado a escola ontem antes do amanhecer. No
amanhecer ele estava no muro junto comigo.

Eu juntei minhas mos tentando impedir que elas tremessem.
Eu no fui durmir at as 10 horas (da manh). Damien, as Gmeas, e Stevie Rae queriam saber
tudo sobre a visita dos detetives, e dizer a eles que estava tudo bem comigo. Eu pensei que
rever os detalhes pudesse me dar uma idia do que diabos estava acontecendo. Eu estava
errada. Ningum conseguiu descobrir porque o colar de liderana das Filhas Negras estava no
corpo de um garoto humano. Sim, eu chequei minhas coisas e o meu estava seguro na minha
caixa de jias. Erin, Shaunee, e Stevie Rae pensaram que de alguma forma Afrodite estava por
trs dos policiais, pegar o colar e talvez at das mortes. Damien e eu no tnhamos certeza.
Afrodite no agentava humanos, mas isso no era a mesma coisa que os seqestrar e matar
um jogador de futebol que no podia exatamente ser escondido na bolsa dela. Ela
definitivamente no saia com humanos. E, sim, ela costumava ter um colar de liderana das
Filhas Negras,mas Neferet tinha pego dela e me dado na noite em que eu me tornei lder das
Filhas e Filhos Negros.

Alm do mistrio do colar, tudo que podemos descobrir era que "A nojenta vaca da Kayla"
(como as Gmeas a chamaram) tinha basicamente contado a policia que eu era a assassina
porque ela tinha cimes que Heath ainda era louco por mim. Obviamente os policias no
tinham nenhum suspeito de verdade e se apressaram para vir aqui por causa da palavra de
uma adolescente invejosa.  claro meus amigos no sabiam nada sobre o problema de beber
sangue. Eu ainda no consegui me fazer contar que eu bebi (lambi, tanto faz) o sangue de
Heath. Ento dei a eles a mesma verso editada que eu dei aos policiais. As nicas pessoas que
sabiam a verdadeira histria sobe o sangue (alm de Heath e a A nojenta vaca da Kayla) eram
Neferet e Erik. Eu contei a Neferet, e Erik me encontrou l depois da minha grande cena com
Heath,ento ele sabia a verdade. Falando nisso  eu de repente queria que Erik voltasse logo
para a escola. Eu estive to ocupada ultimamente que no tive tempo para sentir falta dele, ou
pelo menos no tive at o dia que eu desejei ter algum que no fosse uma Alta Sacerdotisa
que eu pudesse contar o que estava acontecendo.

Domingo, eu lembrei a mim mesma quando tentei adormecer. Erik voltaria no domingo. O
mesmo dia que Loren voltaria. (No, eu no conseguia pensar sobre as coisas que poderiam
estar acontecendo entre Loren e eu, e como isso era parte dos ocupao que me impediu de
sentir falta de Erik.) E porque diabos os detetives precisam falar com Loren? Nenhum de ns
conseguiu descobrir.

Eu suspirei e tentei relaxar. Eu realmente odeio precisar dormir e no conseguir. Mas eu no
conseguia manter minha mente quieta. No havia s a confuso com Chris Ford/Brad Higeons
na minha cabea, mas em breve eu teria que ligar para o FBI e fingir ser uma terrorista.
Acrescente isso ao fato que eu mal pensei sobre o circulo que eu precisava lanar no Ritual da
Lua Cheia que eu deveria liderar, no era de se admirar que eu tinha uma terrvel dor de
cabea devido a tenso.

Eu olhei para o relgio. Eram 10:30. Daqui 4 horas eu precisava levantar e ligar para o FBI, e
ento tentar descobrir como passar o dia enquanto eu esperava para saber as noticias sobre o
acidente da ponte (que com sorte eu fosse impedir), e as noticias sobre o garoto Higeons ser
encontrado (com sorte, vivo), e tentar descobrir como liderar o Ritual da Lua Cheia (com sorte,
sem me envergonhar totalmente).

Stevie Rae, que eu juro podia dormir de p no meio de uma nevasca, roncou suavemente do
outro lado do quarto. Nala estava empoleirada perto da minha cabea no meu travesseiro.
Mesmo ela parou de reclamar par mim e respirava profundamente em seu estranho ronco de
gato. Eu me preocupei brevemente se deveria checar ela por alergias. Ela espirrava bastante.
Mas eu decidi que s estava obsessivamente aumentando meu nvel de estresse. A gata era
to gorda quando um peru. Quero dizer, a barriga dela parecia que ela tinha uma bolsa e
poderia esconder seu filhote de canguru ali. Provavelmente era por isso que ela espirrava.
Carregar toda essa gordura de gato provavelmente no era fcil.

Eu fechei os olhos e comecei a contar carneiros. Literalmente. Deveria funcionar. Certo? Ento
inventei um campo na cabea com um porto e tinha pequenas ovelhinhas brancas que
comearam a pular por ele. (Eu acho que esse  o jeito certo de contar as ovelhinhas.
Ovelhinhas... hee hee.) Depois da ovelha numero 56 minha mente comeou a ficar desfocada e
eu finalmente dormi e tive um vivido sonho onde eu notei que as ovelhinhas estavam usando
o uniforme de futebol da Union. Eles tinham uma pastora que os dirigia at o porto onde eles
pulavam (que agora parecia um pequeno pasto de bodes). A eu que flutuava gentilmente por
cima da cena das ovelhas parecia um super heri. Eu no podia ver o rosto da pastora, mas
mesmo de costas eu podia ver que ela era alta e linda. O cabelo castanho dela ia at a cintura.
Como se ela pudesse me ver observando ela, ela se virou na minha direo com seus olhos
verdes lodosos e olhou para mim. Eu ri.  claro que Neferet estava no comando, mesmo que
fosse s um sonho. Eu acenei para ela, mas invs de responder, Neferet estreitou os olhos de
um jeito perigoso e de repente virou. Parecendo um animal selvagem, ela pegou uma ovelha
jogadora de futebol, a ergueu, e em um movimento a quebrou sua garganta com um fora
incrvel, rasgou a garganta das unhas cumpridas, colocando seu rosto contra a garganta que
sangrava do animal. A eu que sonhava ficou aterroizada assim como bizarramente tentada
pelo que Neferet estava fazendo. Eu queria olhar para longe, mas no podia...eu no ia...
ento o corpo da ovelha comeou a tremer como ondas de calor subindo de um ponto em
ebulio. Eu pisquei e no era mais uma ovelha. Era Chris Ford, e seus olhos mortos estavam
bem abertos, parados e me encarando acusatoriamente.

Eu arfei em horror e tirei meu olhar do sangue, querendo olhar para a paisagem gloriosa do
sonho, mas minha viso ficou presa porque no era mais Neferet que se alimentava da
garganta de Chris. Era Loren Blake, e seus olhos estavam sorrindo para mim sobre o rio
vermelho. Eu no podia olhar para longe. Eu encarei e encarei...

Meu corpo do sonho tremeu quando uma voz familiar passou por mim. Primeiro o sussurro
era to suave que eu no podia ouvir, mas enquanto Loren bebia a ultima gota do sangue de
Chris as palavras se tornaram audveis assim como visveis. Elas danavam no ar ao meu redor
com uma luz prateada que era to familiar quanto a voz.

... Lembre-se, escurido nem sempre trs o mal, assim como luz nem sempre trs o bem.

Meus olhos abriram e eu sentei, respirando com fora. Me sentindo tremer e levemente
enjoada, eu olhei para o relgio. 12:30. Eu dei um gemido. Eu s dormi por duas horas. No
era de se admirar que eu estivesse me sentindo to mal. Quietamente eu fui at o banheiro
que eu dividia com Stevie Rae para jogar gua no meu rosto e tentar lavar minha grogues.
Pena que lavar o horrvel pressentimento do sonho bizarro que eu tive no era to fcil.

De jeito nenhum eu ia ser capaz de dormir agora. Eu andei p por p at a nossa janela e
espirei para fora. Era um dia cinzento. Baixas nuvens escureciam o sol e a luz, a garoa
constante fazendo tudo parecer borrado. Combinava perfeitamente com meu humor, e
tambm fazia a luz do sol ser suportvel. Quanto tempo fazia desde que eu saia na luz do sol
de qualquer forma? Eu pensei sobre isso e percebi que eu no vi mais do que um ocasional
amanhecer em um bom ms. E de repente eu no podia mais ficar do lado de dentro. Eu me
senti claustrofbica, como se estivesse presa num tumba, num caixo.

Eu fui at o banheiro e abri a pequena jarra de vidro em que estava a maquiagem que
escondia completamente a tatuagem dos calouros. Quando cheguei na House Of Night eu tive
um mini ataque de pnico quando percebi que at entrar no terreno da escola, eu nunca tinha
visto um calouro. Nunca. Naturalmente, eu pensei que isso significasse que os vampiros
mantivessem os calouros do lado de dentro dos muros da escola por 4 anos. No demorou
muito para descobrir a verdade: calouros tinham uma certa liberdade, mas se eles
escolhessem sair dos muros da escola eles precisavam seguir duas importantes regras,
primeiro tinham que cobrir sua Marca e no usar nada que mostrasse uma das insgnias das
turmas.

Segundo (e, para mim, mas importante), quando um calouro entra na House Of Night, ele ou
ela deve ficar prximo de um vampiro adulto. A Mudana de humano para vampiro  bizarra e
complexa  nem mesmo com a cincia de hoje era entendida completamente. Mas uma coisa
era certa sobre a Mudana, se um calouro fosse cortado do contado com um vampiro adulto, o
processo aumentava e o adolescente morria. Toda vez. Ento, podamos deixar a escola para
fazer compras ou algo assim, mas se ficssemos longe dos vampiros mais de algumas horas
nossos corpos iriam comear a rejeitar o processo e morreramos. No  de se admirar que
antes deu ser Marcada eu achei nunca ter visto um calouro. Eu provavelmente tinha visto, mas
(a) ele/ela/eles tinham coberto a Marca, e (b) ele/ela/eles entendiam que no podiam
desperdiar tempo como um adolescente normal. Eles estavam l, mas ficariam ocupados e
disfarados.

A razo para o disfarce tambm fazia sentido. No era sobre querer se esconder e se misturar
com os humanos e espionar ou algo ridculo que os humanos iriam assumir. A verdade  que
humanos e vampiros coexistem em um estado de paz inquietante. Mostrar que calouros
deixaram a escola e foram fazer compras e ao cinema como qualquer outro garoto normal era
pedir por problemas e exageros. Eu s podia imaginar o que as pessoas como meu padrasto 
perdedor diriam. Provavelmente os vampiros adolescentes estavam andando em gangues,
fazendo qualquer tipo de comportamento pecaminosos de delinqentes juvenis. Ele era um
idiota. Mas ele no seria o nico humano adulto a surtar. Claramente as regras dos vampiros
faziam sentido.

Decidida, eu encarei, escondendo minhas Marcas safiras que mostravam o mundo em que
vivia. Era incrvel o quo bem aquelas coisas escondiam as Marcas. Enquant minha lua
crescente desaparecia, junto com a rede de espirais azuis que emolduravam meus olhos, eu vi
a velha Zoey reaparecer e no estava certa de como eu me sentia sobre ela. Ok, eu sabia que
haviam muitas outras mudanas em mim do que apenas algumas tatuagens podiam
representara, mas a ausncia das Marcas de Nyx era chocante. Me deu um estranho e,
inesperado senso de perda.

Olhando para trs, eu deveria ter ouvido a minha hesitao interna, esfregado o rosto, pego
um livro, e ido diretamente para cama.

Invs disso, eu sussurrei, "Voc parece bem jovem," para meu reflexo, e pus minha jeans e um
suter preto. Ento eu procurei (silenciosamente  se eu acordasse Stevie Rae ou Nala de jeito
nenhum eu ia poder sair dali sozinha) entre as minhas roupas, at que encontrei um antigo
canguro da Invaso Borg 4D e o coloquei, junto com meu confortvel tnis Puma, e um bon
da OSU* (*faculdade de Ohio) na cabea e com meus culos de sol Maui Jim eu estava ponta.
Antes de poder (sabiamente) mudar de idia, eu peguei minha bolsa e sai de fininho do
quarto.

Ningum estava na sala do dormitrio. Eu abri a porta e respirei fundo para me firmar antes de
sair. Todo aquele negocio de vampiro-pega-fogo-se-o-sol-o-toca era uma mentira ridculo, mas
era verdade que a luz do sol causava dor aos vampiros. Como a caloura que estava
estranhamente "avanada" no processo de Mudana, era definitivamente desconfortvel para
mim, mas cerrei os dentes e sai para a garoa.




O campus parecia totalmente deserto. Era estranho no passar por um estudante ou vampiro
na calada que passava por trs do prdio principal (que ainda me lembrava de um castelo) at
o estacionamento. Meu antigo Bug VW 1966* (*sim, isso  um fusca) foi fcil de encontrar no
meio dos caros carros que os vampiros preferiam. Seu motor confivel bravejou por um
segundo, ento virou e fez barulho como se fosse novinho.

Eu abri a porta da garagem com o controle que Neferet tinha me dado depois que vov trouxe
meu carro. O porto de ferro da escola abriu silenciosamente.

Apesar do fato de que at a fraca e enevoada luz do dia incomodava meus olhos e fez minha
pele formigar, meu humor melhorou assim que eu sai dos portes da escola. No  que eu
odeie a House Of Night nem nada disso. Na verdade, a escola e meus amigos tinham se
tornado minha casa e minha famlia. Era s que eu precisava fazer algo mais. Eu precisava me
sentir normal de novo  normal como em Zoey  Antes de ser Marcada, quando a maior
preocupao era a prova de geometria e o nico "poder" que eu tinha era a habilidade de
encontrar sapatos bonitos em promoo.

Na verdade, compras parecia uma boa idia. Utica Square era a menos de um quilometro da
rua da House of Night, e eu adorava a loja American Eagle. Meu guarda roupa tinha,
tragicamente, super estocado com roupas escuras como prpura, preto, e marinho desde que
eu tinha sido Marcada. Um suter vermelho brilhante era exatamente o que eu precisava.

Eu estacionei no estacionamento menos usado atrs das lojas em que American Eagle ficava
no meio. As arvores eram grandes, ento eu gostei da sombra, junto com o fato que haviam
poucas pessoas no estacionamento. Eu sei que meu reflexo mostrava uma adolescente
normal, mas eu ainda estava Marcada por dentro, e estava mais do que apenas um pouco
nervosa sobre minha primeira viagem a luz do dia no meu antigo mundo.

No que eu esperasse me encontrar com algum que eu conhecesse. Eu era aquela que meus
amigos da escola chamavam de "estranha" e "forasteira" porque eu gostava de fazer compras
nas lojas chiques versus o barulhenta, chato, e cheirando a praa de alimentao  shopping.
Vov Redbird era responsvel por meus gostos fora do comum. Ela custumava chamar de
"viagem de campo" quando ela me levava por Tulsa em um dia divertido de viagem. De jeito
nenhum eu ia me encontrar com Kayla e os alunos da Broken Arrow ou da Utica, e logo o
cheiro familiar da American Eagle estava fazendo sua mgica em mim. Quando eu finalmente
paguei o suter vermelho meu estomago tinha parado de doer, e apesar do fato de ser o meio
do dia e eu no tenha dormido, minha dor de cabea tambm sumiu.

Mas eu estava faminta. Havia uma Starbucks do outro lado da rua da American Eagle. Era na
esquina que emoldurava um bonito jardim no meio da praa. Com o mido, e sombriu dia eu
aposto que ningum estaria sentada nas pequenas mesas de ferro na aberta calada. Eu podia
pedir um cappuccino gostoso, um dos seus enormes muffins de blueberry* (*fruta), uma copia
do Tulsa World* (*jornal), e sentar do lado de forma e fingir que sou uma colegial.
Parecia um timo plano. Eu estava totalmente certa  no havia ningum sentado nas mesas
de fora, e eu sentei na que estava mais perto de uma enorme arvore de magnlia colocando a
quantidade certa de acar no cappuccino enquanto eu mordiscava meu super muffin.

Eu no lembro quando senti a presena dele. Comeou com sutileza, como uma estranha
ceceira embaixo da minha pele. Eu me mexi inquieta na cadeira, tentando me concentrar na
pagina de cinema e pensar que talvez eu pudesse convencer Erik a ir numa sesso no final de
semana que vem... mas eu no conseguia prestar ateno nas reviews dos filmes. A irritante,
coceira por baixo da minha pele no desaparecia. Completamente irritada eu olhei para cima e
congelei.

Heath estava parado embaixo de um poste a menos de 450 metros de mim.




DOZE

Heath estava colocando algum tipo de pster no poste. Eu pude ver o rosto dele claramente e
me surpreendeu o quo bonito ele parecia. Ok, claro, eu o conheo desde a 3 srie e o vi ficar
fofo para bobo para fofo para gostoso, mas nunca vi essa aparncia nele. Em seu rosto havia
um amargo no seu rosto, linhas que no sorriam que o faziam aparecer muito mais velho que
18 anos. Era como se eu tivesse vendo um ponta do homem que ele iria se tornar  e era uma
boa ponta. Ele era alto e loiro, com bochechas altas e um queixo realmente muito forte.
Mesmo a distancia eu percebi os clios grossos que eram surpreendentemente escuros, e ver
as gentis sobrancelhas que o emolduravam.

E ento, como se ele pudesse ver meu olhar, os olhos dele saram do poste e se trancaram no
meu. Eu vi o corpo dele ficar completamente duro, e ento um calafrio passou por ele, como
se algum tivesse jogado um ar gelado contra a sua pele.

Eu deveria ter levantado e entrado na Starbucks, enquanto estava cheio com ondas de pessoas
conversando e rindo, e onde seria impossvel para mim e Heath ficarmos sozinhos. Mas eu no
fui. Eu s fiquei sentada ali enquanto ele soltava os psteres. Eles caram pela calada como
pssaros morrendo enquanto ele andou rapidamente na minha direo. Ele parou na frente da
pequena mesa sem dizer nada pelo que pareceu uma eternidade. Eu no sabia o que fazer,
especialmente porque eu estava inesperadamente nervosa. Finalmente eu no consegui
agentar mais o silencio.

"Ol, Heath."

O corpo dele tremeu como se algum tivesse pulado de trs de uma porta e o matado de
susto.

"Merda!" A palavra saiu da boca dele em uma onda de ar. "Voc realmente est aqui!"

Eu me franzi para ele. Ele nunca foi exatamente brilhante, mas mesmo para ele isso soava bem
idiota. " claro que estou. O que voc achou que eu fosse, um fantasma?"
Ele sentou na cadeira na minha frente como se suas pernas no pudessem mais agentar ele.
"Sim. No. Eu no sei.  que eu te vejo bastante e voc nunca realmente est l. Eu achei que
essa fosse s outra dessas vez."

"Heath, do que voc est falando?" Eu estreiteis meus olhos e cheirei na direo dele. "Voc
est bbado?"

Ela balanou a cabea.

"Alto?"

"No. Eu no bebo a um ms. E parei de fumar tambm."

As palavras pareciam simples, mas eu pisquei e senti como se estivesse tentando ser razovel
com a minha mente. "Voc parou de beber?"

"E fumar. Eu parei com tudo.  uma das razes do porque tenho te ligado tanto. Eu queria que
voc soubesse que eu mudei."

Eu realmente no sabia o que dizer. "Oh, bem. Eu, uh, estou feliz." Eu sei que eu soava uma
retardada, mas o jeito que os olhos de Heath se focaram nos meus foi quase uma coisa fsica. E
tinha mais uma coisa. Eu podia sentir o cheiro dele. No era o cheiro de colnia, ou um cheiro
de homem. Era um profundo, e sedutor cheiro que me lembrava de calor e luz do luar e
sonhos sensuais. Estava vindo dos poros dele e v fez querer colocar minha cadeira do outro
lado da mesa para ficar mais perto dele.

"Porque voc no retornou minhas ligaes? Voc nem me mandou uma mensagem de
resposta."

Eu pisquei, tentando bloquear a atrao que eu estava sentindo por ele e pensar claramente.
"Heath, no tem porque. No pode ter mais nada entre voc e eu," eu disse razoavelmente.

"Voc sabe que tem algo entre ns."

Eu balancei a cabea e abri a boca para explicar para ele o quo errado ele estava, mas ele me
interrompeu.

"Sua Marca! Sumiu."

Eu odiei o tom excitado dele, e automaticamente respondi, "Voc est errado de novo. Minha
Marca no sumiu. S est coberta para que os humanos estpidos por aqui no surtem."Eu
ignorei o olhar de magoa que pareceu tomar o seu rosto adulto e o transformar de volta do
garoto bonito que eu costumava ser louca. "Heath," eu suavizei minha voz. "Minha Marca
nunca vai sumir. Ou eu passo pela Mudana para um vampiro, ou vou morrer nos prximos
trs anos. Essas so minhas duas opes. Nunca ser como antes. Nunca poder a ser o que
costumava entre ns." Eu parei, e ento adicionei gentilmente,"desculpe."

"Zo, eu entendo. O que eu no entendo  porque isso tem a ver com o fim entre ns."

"Heath, isso acabou entre ns antes deu ser Marcada, lembra?" eu disse, exasperada.
Ao invs da sua resposta convencia ele continuou olhando nos meus olhos, e sobre e serio,
disse, "Isso  porque eu estava agindo feito idiota. Voc odiava o fato deu estar sempre
bbado e alto. E voc estava certo. Eu estava fazendo merda. Eu parei com isso. Agora estou
focada no futebol e nas minhas notas para poder entrar na OSU." Ele me deu aquele adorvel
sorriso de gatoinho que derretia meu corao desde a 3 srie. " onde a minha namorada
tambm vai. Ela vai se tornar uma veterinria. Uma vampira veterinria."

"Heath  eu " eu hesitei, me forando a engolir o enorme calombo que estava de repente
queimando minha garganta e me fazendo querer chorar. "Eu no sei se ser uma veterinria  o
que eu ainda quero fazer, e mesmo que seja, isso no significa que possamos ir juntos."

"Voc est vendo outra pessoa." Ele no parecia brabo, ele s parecia extremamente triste.
"Eu no lembro muito daquela noite. Eu tentei, mas sempre que eu penso muito sobre isso,
tudo vira um enorme pesadelo que no faz sentido nenhum e eu fico com uma horrvel dor de
cabea."

Eu estava muito parada. Eu sabia que ele estava falando do ritual de Samhain para o qual ele
me seguiu e onde Afrodite tinha perdido o controle dos vampiros fantasmas. Heath quase
tinha morrido. Erik estava l, e como Neferet disse, ele se provou um guerreiro quando ficou
ao lado de Heath e lutou com os espectros, me dando tempo para lanar meu prprio circulo e
mandar os fantasmas de volta de onde eles tinham fugido. Da ultima vez que eu vi Heath ele
estava inconsciente e sangrando devido as mltiplas laceraes. Neferet me assegurou que iria
curar os ferimentos dele e obscurecer a memria dele. Claramente, a escurido tinha ficado
fina.

"Heath, no pense nesse noite. Aquilo j acabou e  melhor se-"

"Voc estava l com algum," ele me interrompeu. "Voc esta saindo com ele?"

Eu suspirei. "Sim."

"Me de uma chance para te ter de volta, Zo."

Eu balancei a cabea, embora as palavras dele tivessem tocado meu corao. "No, Heath, 
impossvel."

"Porque?" Ele deslizou sua mo pela mesa e a colocu em cima da minha. "Eu no me importo
com o negocio dos vampiros. Voc ainda  a Zoey. A mesma Zoey que eu sempre conheci. A
Zoey que foi a primeira garota que eu beijei. A Zoey que me conhece melhor do que qualquer
um no mundo. A Zoey que eu sonho toda noite."

O cheiro dele passou por mim atravs das mos dele, quente e delicioso, e eu pude sentir o
pulso dele batendo contra meus dedos. Eu no queria dizer a ele, mas eu precisava. Eu olhei
diretamente nos olhos dele e disse, "A razo pela qual voc no me superou  porque quando
provei seu sangue aquela vez no muro da escola eu comecei um Imprint em voc. Ento voc
me quer porque  o que acontece quando um vampiro, ou aparentemente alguns calouros,
bebem sangue de uma vitima humana. Neferet, nossa Alta Sacerdotisa, disse que voc no
teve um Imprint completo comigo, e se eu ficar longe de voc vai sumir e voc ser normal de
novo e vai esquecer de mim, ento  o que eu tenho feito." Eu terminei com pressa. Eu sabia
que ele provavelmente surtaria e me chamaria de monstro ou algo assim, mas eu no tinha
escolha, e agora que ele sabia ele podia colocar toda sua perspectiva e -
A risada dele interrompeu minha conversa interior. Ele jogou sua cabea para trs e estava
rindo com a tpica exuberncia de Heath, e o familiar, e doce, som bobo daquilo fez ficar difcil
no sorrir para ele.

"O que?" Eu disse, tentando franzir a testa.

"Oh, Zo, voc me mata." Ele apertou minha mo. "Eu sou louco por voc desde a 8 srie.
Como se isso tivesse algo haver sobre voc sugar meu sangue?"

"Heath, acredite em mim, comeamos o Imprint."

"Estou bem com isso." Ele riu para mim.

"Voc tambm ficara bem comigo vivendo mais do que voc por varias centenas de anos?"

Feito bobo, ele remexeu suas sobrancelhas para mim."Eu acho que tem coisas piores do que
ter uma gostoso vampira jovem quando eu tiver, tipo, cinqenta."

Eu virei os olhos. Ele era uma figura. "Heath, no  to simples. Tem vrias coisas para se
considerar."

Ele fez um movimento circular em cima da minha mo. "Voc sempre faz as coisas ficarem
muito complicadas. Tem voc e eu.  tudo que precisamos considerar."

"No  tudo o que h, Heath." Uma idia veio para mim e ergui minhas sobrancelhas e dei a
ele um sorriso inocente. "Falando nisso, como vai minha ex melhor amiga Kayla?"

Totalmente no afetado, ele deu nos ombros. "Eu no sei. Eu mal a vejo mais."

"Porque no?" Isso era estranho. Mesmo que ele no estivesse saindo com Kayla, eles andam
nos mesmos grupos por anos, todos andvamos.

"No  a mesma coisa. Eu no gosto das coisas que ela diz." Ele olhou para mim.

"Sobre mim?"

Ele acenou.

"O que ela tem dito?" Eu no consegui decidir se eu estava mais magoada ou fula.

"S coisas." Ele ainda no olhava para mim.

Eu estreitei os olhos percebendo. "Ela acha que eu tenho algo a ver com Chris."

Ele moveu os ombros inquieto. "No voc, ou pelo menos ela no disse voc. Ela acha que so
os vampiros no entanto, mas muitas pessoas tambm."

"Voc acha?" eu perguntei suavemente.

Os olhos dele olharam nos meus. "De jeito nenhum! Mas algo ruim est acontecendo. Algum
est seqestrando jogadores de futebol.  por isso que eu estava aqui hoje. Estou colocando
psteres da foto de Brad. Talvez algum lembre dele se arrastado ou algo assim."
"Eu sinto muito sobre Chris." Eu entrelacei meus dedos nos dele. "Eu sei que voc eram
amigos."

" uma droga. No acredito que ele esta morto." Ele engoliu com fora, e eu sabia que ele
estava tentando no chorar. "Eu acho que Brad tambm est morto."

Eu tambm achava que ele estava, mas eu no podia dizer isso em voz alta. "Talvez no. Talvez
eles o encontrem."

"Yeah, talvez. Hey, o funeral de Chris  na segunda. Voc iria comigo?"

"Eu no posso, Heath. Voc sabe o que aconteceria se um calouro aparecesse no funeral de
um garoto que as pessoas acham que um vampiro matou?"

"Eu acho que seria ruim."

"Sim, seria. E  o que eu estou tentado fazer voc ver. Voc e eu juntos  teramos que lidar
com problemas assim o tempo todo."

"No quando sairmos da escola, Zo. Ento voc poderia usar esse negocio que voc tem no
rosto agora, e ningum saberia."

O que ele estava dizendo provavelmente deveria me irritar, mas ele estava to serio, to certo
que se eu escondesse minhas tatuagens tudo voltaria a ser como antes. E eu no podia ficar
braba porque eu entendia o que ele queria. No era o que eu estava fazendo aqui? Tentar
reviver parte da minha antiga vida?

Mas essa no era mais eu, e dentro de mim que eu no queria ser. Eu gostava da nova Zoey,
mesmo que estivesse dizendo adeus para a velha Zoey e no fosse s difcil, mas um pouco
triste tambm.

"Heath eu no quero esconder minha Marca. No seria quem eu sou." Eu respirei fundo e
continuei. "EU FUI Marca especialmente pela deusa, e Nyx me deu alguns poderes incomuns.
No seria possvel para mim fingir que eu sou a humana Zoey de novo, mesmo que eu
quisesse. E, Heath, eu no quero.

Os olhos dele passaram pelo meu rosto. "Ok. Vamos fazer do seu jeito e mandar as pessoas
que no gostarem pro inferno."

"Essa no sou eu, Heath. Eu no "

"Espere, voc no tem que dizer nada agora. S pense sobre isso. Podemos nos encontrar aqui
de novo em alguns dias." Ele riu. "Eu at venho a noite."

Era muito mais difcil do que eu imaginei dizer a Heath que eu nunca mais o viria de novo. Na
verdade, eu no imaginei que teria que ter essa conversa com ele. Eu pensei que tnhamos
acabo. Sentar aqui com ele parecia estranho  parte normal, parte impossvel. O que na
verdade descrevia nossa relao muito bem. Eu suspirei e olhei para nossas mos dadas, e dei
uma olhada no relgio.
"Oh, merda!" Eu tirei minhas mos dele e peguei minha bolsa e minha bolsa da American
Eagle. Era 14:15. Eu tinha que fazer a ligao para o FBI em 15 minutos."Eu tenho que ir,
Heath. Eu estou realmente atrasada para algo na escola. Eu  eu te ligo mais tarde." Eu
comecei a me afastar com pressa e fiquei surpresa por ele vir comigo.

"No," ele me interrompeu quando comecei a dizer a ele para ir embora. "Te levou at o
carro."

Eu no discuti com ele. Eu conhecia esse tom. Por mais bobo e irritante que Heath pudesse
ser, o seu pai o tinha criado bem. Desde a 3 srie ele era um cavalheiro, abrindo as portas
para mim e carregando meus cadernos, mesmo quando os amigos dele o chamavam de
maricas nerd. Me levar at o carro era s algo que Heath fazia. Ponto.

Meu VW estava estacionando sozinho embaixo de uma grande arvore, bem como quando eu
estacionei. Como sempre, ele me passou e abriu minha porta. Eu no pude me impedir de
sorrir para ele. Quero dizer, havia um motivo pelo qual eu gostei do garoto pelos ltimos trs
anos  ele era realmente doce.

"Obrigado, Heath," eu disse, e fui sentar no banco do passageiro. Eu ia abaixar a janela e dizer
tchau para ele, mas ele j estava dando a volta no carro e em dois segundos ele estava sentado
no lado do passageiro rindo para mim. "Uh, voc no pode vir comigo," eu disse a ele. "E estou
com pressa, ento no posso te dar uma carona."

"Eu sei. Eu no preciso de carona. Eu tenho minha caminhonete."

"Ok, bem. Ento tchau. Te ligo mais tarde."

Ele no se moveu.

"Heath, voc tem que "

"Eu tenho que te mostrar algo, Zo."

"Pode me mostrar rapidamente?" Eu no queria ser maldosa com ele, mas eu realmente tinha
que voltar para escola e fazer aquela ligao. Porque diabos eu no pus o telefone descartvel
de Damien na minha bolsa? Eu bati impaciente na direo enquanto Heath colocava as mos
no bolso da jeans e senta algo.

"Aqui est. Eu comecei a carregar isso a algumas semanas atrs, s por precauo." Ele tirou
algo que tinha uns 5 centmetros e saiu do bolso dele. Estava enrolado no que parecia papelo.

"Heath, verdade. Eu preciso ir e voc..." Minhas palavras morreram quando o ar saiu do meu
corpo. Ele desenrolou a coisinha. A lamina contrastou com a luz e brilhou sedutoramente. Eu
tentei falar, mas minha boca tinha ficado seca.

"Eu quero que voc beba meu sangue, Zoey," ele disse simplesmente.

Um calafrio de um terrvel desejo percorreu meu corpo. Eu estava agarrando o volante com as
duas mos para me impedir de tremer... ou pegar a lamina e cortar sua doce e quente pele,
para que seu delicioso sangue pingasse e pingasse e...
"No!" eu grite, odiando o jeito que o poder na minha voz o fez se encolher. Eu engoli e me
controlei. "S guarde isso e saia do meu carro, Heath."

"Eu no tenho medo, Zo."

"Eu tenho!" Eu quase chorei.

"Voc no tem que ter medo.  apenas voc e eu, como sempre foi."

"Voc no sabe o que est fazendo, Heath." Eu nem conseguia olhar para ele. Eu estava
assustada de que se no ficasse eu no seria capaz de dizer no.

"Sim eu sei. Voc bebeu um pouco do meu sangue aquela noite. Foi... foi incrvel. Eu no
consegui parar de pensar sobre isso."

Eu queria gritar de frustrao. Eu no fui capaz de parar de pensar sobre isso tambm, no
importava o quanto eu pensava. Mas no podia dizer isso a ele. Eu no diria isso a ele. Ao invs
disso, eu finalmente olhei para ele e forcei minhas mos a relaxarem. S de pensar em beber o
sangue dele fazia minha pele parecer apertada e quente. "Eu quero que voc v, Heath. Isso
no  certo."

"Eu no me importo com o que as pessoas pensam, Zoey.Eu amo voc."

E antes de poder impedir ele, ele levantou a navalha e passou pelo lado do pescoo dele.
Fascinada, eu observei a fina linha de sangue escarlate derramando pelo branco da pele dele.

E ento o cheiro me atingiu  rico e escuro e sedutor. Como chocolate, s que mais doce e
selvagem. Em segundos o pequeno carro estava cheio dele. Me atraiu como nada que eu tinha
experimentando antes. No era s que eu queria provar aquilo. Eu precisava provar. Eu tinha
que provar.

Eu nem percebi que estava me mexendo at que Heath falou, mas de repente eu estava
inclinada no pequeno espao entre nossos assentos e o sangue dele me atraiu.

"Sim. Eu quero que voc faa isso, Zoey." A voz de Heath soava profunda e rouca, como se
tivesse dificuldade de controlar sua respirao.

"Eu  eu quero provar, Heath."

"Eu sei, querida. V em frente," ele sussurrou.

Eu no consegui me parar. Minha lngua fez um barulho e eu bebi o sangue do pescoo dele.
TREZE


O gosto explodiu na minha boca. Quando minha saliva tocou a ferida superficial o sangue dele
comeou a fluir mais rapidamente, e com um gemido que eu mal reconheci como meu, eu abri
minha boca e pressionei meus lbios contra a pele dele, lambendo a deliciosa linha escarlate.
Eu senti os braos de Heath passarem ao meu redor enquanto os meus se envolviam ao redor
dos ombros dele para poder segurar ele mais firmemente contra a minha boca. A cabea dele
foi para trs e eu o ouvi gemer "sim." Uma das mos dele segurou minha bunda e a outra foi
para debaixo do meu suter para apertar meu seio.

O toque dele s fez tudo ficar melhor. Calor viajando atravs do meu corpo, me colocando em
chamas. Como se outra pessoa estivesse controlando meus movimentos, minha mo deslizou
do ombro de Heaht, pare o seu peito, para esfregar o duro membro que estava na frente das
jeans dele. Eu suguei o pescoo dele. Idias racionais saram da minha mente. Tudo o que eu
podia fazer era sentir e provar e tocar. Em algum lugar na profundeza da minha mente eu
sabia que estava reagindo num nvel que era quase animalesco em sua necessidade e
ferocidade, mas eu no me importei. Eu queria Heath. Eu o queria como nada mais que eu
queria na vida.

"Oh, Deus, Zo, sim," ele arfou e seus quadris comearam a se mexer junto com a minha mo.

Algum bateu na janela do lado do passageiro. "Hey! Vocs no podem ficar se agarrando
aqui!"

A voz do homem passou por mim, cortando o calor que estava crescendo dentro de mim. Eu vi
um deslumbre do uniforme do guarda de segurana, e comecei a me afastar de Heaht, mas ele
colocou minha cabea no lado do seu pescoo e virou seu corpo para que o guarda, que
obviamente estava parado do lado de fora da porta do passageiro, no pudesse me ver muito
bem, e para que o sangue que estava pingando do pescoo de Heath ficasse complemente
escondido.

"Vocs garotos me ouviram!" o cara gritou. "Saiam daqui antes de pegar o nome de vocs e
ligar para seus pais."

`Sem problemas, senhor," Heath gritou naturalmente. Incrivelmente, ele soava perfeitamente
normal, s um pouco sem ar. "Estamos indo embora."

" melhor. Estou de olho em vocs dois. Droga de adolescentes..." ele murmurou enquanto ele
se afastava.

"Ok, ele est longe o bastante para no conseguir ver o sangue," Heath disse enquanto relaxou
seu aperto em mim.

Instantaneamente eu me afastei, me pressionando contra a porta, o mais longe possvel de
Heath que eu pudesse. Com mos tremulas eu abri minha bolsa e peguei um leno entregando
para ele, sem o tocar.

"Pressione isso contra o seu pescoo para parar de sangrar."
Ele fez o que eu disse.

Eu abri minha janela, colocando minhas mos juntas, e respirando o ar puro profundamente,
tentando bloquear o cheiro do sangue de Heath da minha mente.

"Zoey, olha para mim."

"Eu no posso, Heath." Eu engoli as lagrimas que queimavam na minha garganta. "Por favor v
embora."

"No at voc me olhar e ouvir o que eu tenho para te dizer."

Eu virei a cabea e olhei para ele. "Como diabos voc pode estar to calmo e parecendo to
normal?"

Ele ainda estava pressionando o leno contra o seu pescoo. O rosto dele estava corado e o
cabelo dele estava bagunado. Ele sorriu para mim, e eu no achei que algum dia vi algum
que parecia to adorvel.

"Fcil, Zo. Ficar com voc  totalmente normal para mim. Voc me deixa louco a anos."

Eu tive a toda a eu-no-estou-pronta-para-transar-com-voc conversa com ele quando tinha
quinze anos e ele tinha quase 17. Ele disse naquela poca que entendia e estava disposto a
esperar   claro isso no significa que ns no tenhamos ficado de forma pesada  mas o que
tinha acabado de acontecer no carro foi diferente. Foi mais quente. Eu sabia que se eu me
permitisse continuar a ver ele eu no seria uma virgem por muito mais tempo, e no porque
Heath fosse me pressionar. Seria porque eu no seria capaz de controlar minha nsia por
sangue. A idia me assustava tanto quanto me fascinava. Eu fechei os olhos e esfreguei minha
testa. Eu estava ficando com dor de cabea. De novo.

"O seu pescoo di?" eu perguntei, espiando ele atravs dos meus dedos como se estivesse
vendo um filme de luta idiota.

"No. Estou bem, Zo. Voc no me machucou nem um pouco." Ele se inclinou e puxou minha
mo da frente do meu rosto. "Tudo ficara bem. Pare de se preocupar tanto."

Eu queria acreditar nele. E, de repente eu percebi, que eu tambm queria ver ele de novo. Eu
suspirei. "Eu vou tentar. Mas eu realmente tenho que ir. Eu no posso me atrasar de volta para
a escola."

Ele pegou minha mo nele. Eu podia sentir o pulsar do sangue dele, e sabia que ele estava
pulsando com meu prprio corao, como se eu e ele tivssemos ficando internamente
sincronizados. "Me prometa que voc vai me ligar," ele disse.

"Eu prometo."

"E voc vai me encontrar aqui de novo essa semana."

"Eu no sei quando posso vir. Nessa semana vai ser difcil para mim."
Eu esperei que ele discutisse comigo, mas ele apenas acenou e apertou minha mo. "Ok, eu
entendo. Viver 24 horas por dia na escola  provavelmente uma droga. Que tal isso: Sexta
jogamos contra a Jenks em casa. Voc poderia me encontrar na Starbucks depois do jogo?"

"Talvez."

"Voc vai tentar?"

"Sim."

Ele riu e se inclinou para me dar um rpido beiko. "Essa  a minha Zo! Te vejo sexta." Ele saiu
do carro e antes de fechar a porta se abaixou e disse, "Eu amo voc, Zo."

Enquanto dirigi para longe eu pude ver ele pelo meu espelho retrovisor. Ele estava parado no
meio do estacionamento, o leno pressionado contra o seu pescoo, dando tchau para mim
com um aceno.

"Voc no tem idia do que est fazendo, Zoey Redbird," eu disse alto para mim mesma
enquanto o cu cinza se abria e derramava chuva por cima de tudo.

Era 14:35 quando eu entrei de fininho de volta para nosso quarto. O fato deu estar com o
tempo curto foi na verdade bom. No me deu a chance de pensar demais no que eu tinha que
fazer. Stevie Rae e Nala ainda estavam dormindo. Na verdade, Nala tinha abandonado minha
cama vazia e estava empoleirada ao lado da cabea de Stevie Rae no travesseiro dela, o que
me fez sorrir. (A gata era uma notaria abraadora de travesseiros.) Silenciosamente eu abri a
gaveta da minha mesa do computador e agarrei o telefone descartvel de Damien, junto com
o pedao de papel onde escrevi o numero do FBI, e ento fui para o banheiro.

Eu respirei fundo algumas vezes, me acalmando, lembrando do conselho de Damien: Seja
rpida. Soe um pouco irritada, e meio louca, mas no parea uma adolescente. Eu disquei o
numero. Quando um homem que soou um oficial atendeu, "Federal Bureau of Investigation.*
(*Agncia Federal de Investigao) Como posso te ajudar? " Eu baixei a voz e a deixei afiada,
cortando minhas palavras como se tivesse que ter cuidado para me segurar por causa da
quantidade de dio que estava crescendo entre elas (que  como Erin, com seu inesperado e
bizarro conhecimento policial, descreveu como eu deveria fingir me sentir). "Eu quero reportar
uma bomba." Eu continuei falando, sem dar tempo para ele me interromper, mas falando
devagar e claramente porque eu sabia que nossa ligao estava sendo gravada. "Meu grupo,
Natureza Jihad* (*guerra santa, no islamismo) (Shaunee inventou esse nome), a plantou
abaixo da linha de gua em uma das torres de comando (palavra que Damien inventou) da
ponte que cursa o Rio Arkansas na I-40 perto da Webber Falls. Est armada para explodir as
1515 (Usar o horrio militar foi outra brilhante idia de Damien). Estamos assumindo completa
responsabilidade por esse ato de desobedincia civil (mais uma contribuio de Erin, embora
ela tenha dito que terrorismo no  um ato de desobedincia civil, ...bem... terrorismo, que 
definitivamente diferente) prostestando contra o governo a interferncia dos Estados Unidos
nas nossas vidas e contra a poluio dos rios americanos. Fique atento porque esse  apenas
nosso primeiro ataque!" Eu desliguei. Ento rapidamente virei o pedao de papel rasgado e
disquei o outro telefone que estava escrito.

"Fox News Tulsa!" disse uma mulher alegre.

Essa parte na verdade foi minha idia. Eu achei melhor ligar para uma estao de TV local para
termos uma chance melhores de ter a ameaa reportada rapidamente pela estao, e ento
podamos manter um olho nas noticias e talvez saber quando (ou se) nossa tentativa de fechar
a ponte tinha sido um sucesso. Eu respirei fundo e me lancei no resto do plano.

"Um grupo terrorista conhecia como Natureza Jihad ligou para o FBI com informaes de que
eles plantaram uma bomba na ponte da I-40 no Rio Arkansas perto de Webber Falls. Est
armada para explodir as 15:15 hoje." Eu cometi o erro de fazer uma pausa durante uma frao
de segundo, e a mulher, que de repente no parecia feliz, disse,"Quem  voc, senhora, e de
onde voc conseguiu essa informao?"

"Abaixo a interveno do governo e a poluio e viva o poder das pessoas!" Eu gritei e ento
desliguei. Imediatamente eu desliguei o celular. Ento meus joelhos no se seguravam mais e
eu cai na tampa fechada na privada. Eu consegui. Eu realmente consegui.

Duas batidas soaram contra a porta do banheiro, seguido pelo suave som fanhoso do sotaque
de Stevie Rae.

"Zoey? Voc est bem?"

"Yeah," eu disse fracamente. Eu me forcei a levantar e ir at a porta. Eu a abri a porta para ver
o rosto amassado de Stevie Rae olhando ao redor de mim como um sonolento coelho.

"Voc ligou?" ela sussurrou.

"Yeah, e no temos que sussurrar.  apenas voc e eu." Nala bocejou e fiz um mal humorado
mee-uf-ow para mim no meio do travesseiro de Stevie Rae."E Nala."

"O que aconteceu? Eles falaram algo?"

"No depois da parte do "Ol FBI." Damien disse que eu no deveria dar a chance deles
falarem, lembra?"

"Voc disse a eles que ramos a Natureza Jihad?"

"Stevie Rae. No somos a Natureza Jihad. S estamos fingindo ser."

"Bem, eu ouvi voc gritando abaixo o governo e a poluio, ento pensei... talvez... na verdade
no sei o que eu pensei. Eu acho que s fui pega pelo momento."

Eu virei os olhos."Stevie Rae,eu s estava fingindo. A moa do canal de noticias perguntou
quem eu era e eu acho que meio que surtei. E, sim, eu disse a eles tudo que dissemos que eu
deveria. Eu espero que funcione." Eu tirei meu canguru e o pendurei nas costas da cadeira
para secar.

Stevie Rae de repente registrou que meu cabelo estava molhado e minha Marca coberta, algo
que eu totalmente esqueci quando me apressei para fazer a ligao. Diabos.

"Voc foi em algum lugar?"

"Yeah," eu disse relutantemente. "Eu no consegui dormir, ento foi para a American Eagle na
Utica e comprei um suter novo." Eu apontei para a sacola da American Eagle jogada no canto.

"Voc deveria ter me acordado. Eu teria ido com voc."
Se ela no tivesse soado to magoada eu teria tempo para pensar o quanto eu ia contar a
sobre Heath antes de falar,"eu me encontrei com ex-namorado."

"Ohminhadeusa! Me conte tudo." Ela se jogou na cama, olhos brilhando. Nala reclamou e
pulou do travesseiro dela para o meu. Eu peguei uma toalha e comecei a secar meu cabelo.

"Foi na Starbucks. Ele estava pendurando psteres com a foto de Brad."

"E?O que aconteceu quando ele viu voc?"

"Conversamos."

Ela virou os olhos. "Anda  o que mais?"

"Ele parou de beber e ficar alto."

"Isso, isso  forte. Ele beber e fumar no foi o motivo de voc parar de ver ele pra comear?"

"Yeah."

"Hey, e quando a Vadia Kayla e ele?"

"Heath disse que no est vendo ela por causa das merdas que ela diz sobre vampiros."

"V! Estavamos certo sobre ela ser o motivo que aqueles policias estiveram aqui perguntado
de voc," Stevie Rae disse.

" o que parece."

Stevie Rae estava me vendo mais atentamente. "Voc ainda gosta dele, no gosta?"

"No  to simples."

"Bem,na verdade, parte disso  simples. Quero dizer, se voc no gosta dele,  basicamente
isso. Voc no ver ele de novo. Simples," Stevie Rae disse logicamente.

"Eu ainda gosto dele," eu admiti.

"Eu sabia!" Ela fez uma pequena dancinha na cama. "Cara, voc tem um zilho de caras, Z. O
que voc vai fazer?"

"Eu no fao idia,' eu disse miseravelmente.

"Erik volta da competio de Shakespeare amanh.

"Eu sei. Neferet disse que Loren foi apoiar Erik e o resto do pessoal daqui, ento isso significa
que ele volta amanha tambm. E eu disse a Heath que o entraria sexta depois do jogo."

"Voc vai contar a Erik sobre ele?"

"Eu no sei."
"Voc gosta de Heath mais do que de Erik?"

"Eu no sei."

"E quanto a Loren?"

"Stevie Rae, eu no sei." Eu esfreguei a dor de cabea que parecia ter se firmando em mim.
"Podemos no falar sobre isso por um tempo  pelo menos at eu descobrir o que fazer."

"Ok. Vamos." Ela agarrou meu brao.

"Onde?" eu pisquei para ela, totalmente confusa. Ela foi de Heath para Erik para Loren e ento
deixou para l to rpido.

"Voc precisa da sua dose de Count Chocula, e eu preciso dos meus Lucky Charms. E ambas
precisamos ver a CNN e as noticias locais."

Eu comecei a passar pela porta. Nala se esticou, miou mal humoradamente, e ento
relutantemente me seguiu. Stevie Rae balanou a cabea para ns duas.

"Anda vocs duas. Tudo vai parecer melhor depois que voc tiver seu Count Chocula."

"E uma coca," eu disse.

Stevie Rae estragou seu rosto como se ela tivesse de sugar limo. "Para o caf da manha?"

"Eu tenho o pressentimento que esse vai ser um dia de coca."




QUATORZE

Graas a Deus, no tivemos que esperar muito antes de ouvir algo. Stevie Rae, as Gmeas, e eu
estvamos assistindo o Show do Dr. Phil e exatamente as 15:30 (Stevie Rae e eu estvamos na
segunda tigela e eu na terceira coca) quando a Fox News interrompeu o programa com uma
Reportagem Especial.

"Aqui  Chera Kimiko com noticias inditas. Soubemos que logo depois das 14:30 desta tarde o
filial de Oklahoma do FBI recebeu uma ameaa de bomba de um grupo terrorista que se auto
proclama Natureza Jihad. A Fox News descobriu que o grupo alega ter plantado uma bomba na
ponte da I-40 do Rio Arkansas no muito longe de Webber Falls. Vamos ao vivo com Hannah
Downs para mais noticias."

Ns quatro sentamos muito paradas e assistimos a cmera filmar uma reprter jovem que
estava parada na frente de uma ponte que parecia normal. Bem, era normal exceto pela horda
de homens uniformizados que estavam vasculhando ao redor. Eu respirei aliviada. A ponte
definitivamente estava fechada.
"Obrigado,Chera. Como vocs podem ver a ponte toda foi fechada pelo FBI e a policia loca,
incluindo time ATF de Tulsa. Eles esto fazendo uma profunda busca pela suposta bomba."

"Hannah, eles j encontraram alguma coisa?" Chera perguntou.

" muito cedo para dizer, Chera. Eles acabaram de lanar os barcos do FBI."

"Obrigada, Hannah." A cmera voltou para o noticirio. "Vamos te manter informado nessa
histria indita quando tivermos mais informaes da suposta bomba, ou do seu grupo
terrorista. At l, a FOX retorna voc para..."

"Uma ameaa de bomba. Isso foi inteligente."

As palavras foram faladas to suavemente e eu estava to concentrada na TV que levou um
segundo para a voz de Afrodite ser registrada por mim. Quando foi eu olhei para cima
rapidamente. Ela estava parada a minha direita, s um pouco atrs do sof onde Stevie Rae e
eu estvamos sentadas.Eu esperava que o rosto dela estivesse com o sua usual arrogncia,
ento fiquei surpresa quando ela acenou levemente, de forma quase respeitosa, para mim.

"O que voc quer?"A voz de Stevie Rae era afiada, e eu notei que vrias que estavam ocupadas
assistindo TV em seus grupos pararam o que estavam fazendo para olhar. Mas Afrodite
imediatamente mudou sua expresso, ela notou tambm.

"De um ex-refrigerador? Nada!" ela disse.

Eu senti Stevie Rae se endurecer ao meu lado. Eu sabia que ela odiava ser lembrada que
Afrodite e seu grupo da Filhas Negras usaram o sangue dela no ritual que tinha dado
totalmente errado ms passado. Ser usada como um "refrigerador" no  uma coisa boa  e
ser chamado de um  um insulto.

"Hey, sua bruxa vadia do inferno," Shaunne disse em um tom doce e amigvel. "Isso nos
lembra, parece que o novo grupo das Filhas Negras  "

"Que seriamos ns e no voc e suas amigas vadias," Erin acrescentou.

"...Tem uma nova vaga para um refrigerador amanha," Shaunee continuou suavemente.

"Yeah, e j que voc no  mais nada, o nico jeito de entrar no ritual e ser um lanche," Erin
disse. "Voc est aqui para se inscrever para o trabalho?"

"Se voc estiver, desculpe. No tem como dizer por onde voc andou e no gostamos de
coisas nojentas," Shaunee disse.

"Vai se fuder, vadia," Afrodite respondeu.

"Nem se voc implorar," Shaunee disse.

"Ya ho," Erin terminou.

Stevie Rae s ficou sentada ali, parecendo plida e chateada. Eu queria bater a cabea de
todas elas juntas.
"Ok, parem." Todos calaram a boca. Eu olhei para Afrodite. "Nunca mais chame Stevie Rae de
refrigerador de novo." Ento me virei para as Gmeas. "Calouros serem usados durante nossos
rituais  uma das coisas que eu vou cortar, ento no precisamos de um garoto para agir como
nosso sacrifcio. O que significa que ningum vai ser um lanche." Ok, eu no tinha realmente
gritado com as Gmeas, mas elas me deram olhares idnticos de magoa e choque. Eu suspirei.
"Estamos todos no mesmo lado," eu disse quietamente, me certificando que minha voz no
fosse at as garotas que obviamente estavam escutando. "Ento seria bom a gente parar de
brigar."

"No se engane. No estamos do mesmo lado  nem de perto." Ento, com uma risada que
era mais com um resmungo, ela se afastou.

Eu observei ela ir embora e logo antes dela ir para porta da frente ela olhou para mim,
encontrou meus olhos, e piscou.

O que foi isso? Ela parecia quase divertida, como se fossemos amigas e estivssemos s
brincando. Mas isso no era possvel. Era? "Ela me da calafrios," Stevie Rae disse.

"Afrodite tem problemas," eu disse, e as 3 olharam para mim como se eu tivesse acabado de
dizer que Hitler no foi to mal. "Gente, eu realmente quero que a nova Filhas Negras seja um
grupo que aproxima as pessoas, no um grupo metido e to exclusivo que s alguns so
escolhidos para se juntar." Eles me encararam. "Foi o aviso dela que salvou minha av e vrias
outras pessoas hoje."

"Ela s te contou porque ela quer algo de voc. Ela  odiosa, Zoey. Nunca pense que ela no
," Erin disse.

"Por favor no me diga que voc est pensando em deixar ela voltar as Filhas Negras," Stevie
Rae disse.

Eu balancei a cabea."No. E mesmo que eu quisesse, o que eu no quero," eu adicionei
rapidamente, "de acordo com nossas novas regras ela no se qualifica como membro. As Filhas
e Filhos Negros tem que manter nossos ideais por seu comportamento."

Shaunne bufou. "De jeito nenhum a bruxa sabe ser autentica, fiel, sbia, sria, e sincera sobre
nada a no ser seus odiosos planos."

"Para dominao mundial," Erin disse.

"E no ache que elas esto exagerando," Stevie Rae me disse.

"Stevie Rae, ela no  minha amiga. Eu s...eu no sei..." Eu me debati, tentando transformar
as palavras do instinto que to freqentemente sussurrava para mim e me dizia o que fazer,
em palavras. "Eu acho que eu sinto pena dela as vezes. E eu tambm acho que a entendo um
pouco. Afrodite s quer ser aceita, mas ela age da forma errada. Ela acha que manipulao e
mentiras misturadas com controle podem forar as pessoas a gostar dela.  o que ela v em
casa, e  o que a faz como  agora."

"Desculpe, Zoey, mas isso  bobagem," Shaunne disse. "Ela  velha demais pra agir como uma
idiota porque ela tem uma me problemtica."

"Por favor. S por favor com a culpe-a-mame-porque-sou-uma-vaca merda," Erin disse.
"Sem querer ser maldosa nem nada, mas voc tem uma me problemtica tambm, Zoey, e
voc no deixa ela, ou seu padrasto-perdedor, mexer com voc," Stevie Rae disse. "E Damien
tem uma me que no gosta mais dele porque ele  gay."

"Yeah, e ele no se tornou uma bruxa odiosa e vadia," Shaunne disse. "Na verdade, ele  o
oposto. Ele  tipo... tipo..." Ela pausou, olhando para Erin para ajuda. "Gmea, qual  o nome
da personagem de Julie Andrews em O som da musica?"

"Maria. E voc est certa, Gmea. Damien  como aquela freira legal. Ele precisa relaxar um
pouco ou ele nunca vai conseguir nada."

"Eu no acredito que vocs esto discutindo minha vida amorosa," Damien disse.

Todos pulamos com culpa e murmuramos, "desculpe."

Ele balanou a cabea enquanto Stevie Rae e eu dvamos espao para ele sentar no nosso
lado. "E saibam que eu no quero s "conseguir algo" como vocs to nojentamente
descreveram. Eu quero uma relao duradoura com algum que eu realmente goste, e estou
disposto a esperar por isso."

"J, frulein," Shaunee sussurrou.

"Maria," Erin murmurou.

Stevie Rae tentou esconder sua risada com uma tosse.

Damien estreitou os olhos para as trs. Eu decidi que era minha deixa para falar.

"Funcionou." Eu disse rapidamente. "Eles fecharam a ponte." Eu tirei o celular dele do meu
bolso e o entreguei para ele. Ele chegou para se certificar que estivesse desligado e acenou.

"Eu sei, eu vi as noticias e vim para c." Damien olhou para o relgio digital no DVD que ficava
junto com a TV, ento ele riu para mim. "So 15:20. Conseguimos."

 Ns 5 sorrimos um para o outro. Era verdade; eu estava aliviada, mas eu ainda tinha um
sentimento de preocupao que eu no parecia me livrar que era mais do que apenas estresse
por Heath. Talvez eu precisasse de uma quarta coca.

"Ok, bem, isso foi cuidado.Ento porque vocs esto sentadas aqui falando da minha vida
amorosa?" Damien disse.

"Ou da falta dela," Shaunee sussurrou para Erin, que tentou, sem sucesso (com Stevie Rae) no
rir.

As ignorando, Damien levantou e olhou para mim. "Bem, vamos."

"Huh?"

Ele virou os olhos e balanou a cabea. "Eu tenho que fazer tudo? Voc tem uma performance
espiritual amanha, o que significa que temos uma sala de recreao para transformar. Voc
achou que Afrodite ia se voluntariar para arrumar as coisas pra voc?"
"Acho que no pensei sobre isso." Como se eu tivesse tido tempo?

"Bem, pense agora." Ele pegou minha mo e me levantou. "Temos que trabalhar."

Eu agarrei minha coca e seguir Damien at o muito fria, e cheia de nuvens tarde de sbado. A
chuva tinha parado, mas as nuvens estavam ainda mais escuras.

"Parece que vai nevar," eu disse, olhando para o cu lodoso.

"Oh,cara, bem que eu queria. Eu amo neve!" Stevie Rae girou ao redor com seus braos
esticados, parecendo uma garotinha.

"Se mude para Connecticut. Voc ter mais neve do que consegue agentar. Fica bem
cansativo depois de meses e meses de frio e umidade. Por favor.  por isso que ns pessoas do
norte somos to mal humoradas," Shaunee disse divertida.

"No me importa o que voc diz. Voc no pode estragar para mim. Neve  mgica. Eu acho
que faz a terra parecer como um fofo cobertor branco." Ela abriu seus braos e gritou, "Eu
quero neve!"

"Yeah, bem, eu quero aqueles quatrocentos  e- quinze - dolres jeans que eu vi no catalogo
da Victorias Secret," Erin disse. "O que prova que nem sempre podemos ter o que queremos,
neve ou jeans legais."

"Ohhhh, Gmea, talvez entre em liquidao. Essas jeans so bonitas demais para desistir."

"Ento porque voc no pega sua jeans favorita e v se consegue reproduzir a estampa voc
mesma? No pode ser to difcil, sabe," Damien disse logicamente (e muito gay).

Eu estava abrindo a boca para concordar com Damien quando o primeiro floco de neve caiu na
minha cabea. "Hey, Stevie Rae, o seu desejo se tornou realidade. Est nevando."

Stevie Rae gritou alegremente. "Yeah! Neve mais forte!"

E ela definitivamente foi atendida. Quando chegamos na sala de recreao, grandes flocos de
neve estavam cobrindo tudo. Eu tinha que admitir que Stevie Rae estava certa. A neve era
como um cobertor mgica que cobria a terra. Tornou tudo suave e branco, e at mesmo
Shaunne (da mau humorada, e cheia de neve Connecticut) estava rindo e tentando pegar os
flocos com a lngua.

Estvamos todos rindo quando chegamos na sala de recreao. Havia vrios garotos l dentro.
Alguns estavam jogando sinuca, outros vdeo games das antigas maquinas de rcade. Nossa
risada e se escovar para tirar a neve fez vrios dele parar o que estavam fazendo e abrir as
cortinas que abrigavam a grande sala da luz do sol.

"Yep!" Stevie Rae gritou o obvio. "Est nevando!"

Eu apenas sorri e fui at a pequena rea da cozinha atrs do prdio, com Damien, as Gmeas,
e a louca por neve Stevie Rae me seguindo. Eu sabia que havia um deposito na cozinha, e
dentro as coisas que as Filhas Negras mantinham para seus rituais.  melhor comear a
arrumar as coisas, e  melhor comear a fingir que eu sei o que diabos estou fazendo.
Eu ouvi a porta se abrir e ento fechar atrs de mim, e estava surpresa por ouvir a voz de
Neferet.

"A neve  bem bonita, no?"

Os garotos parados perto das janelas responderam Neferet com respeitosos acenos. Eu estava
surpresa por me sentir um pouco incomodada, o que eu instantaneamente reprimi, enquanto
parei e virei para cumprimentar minha mentora. Como patinhos, minha gangue me seguiu.

"Zoey, timo. Estou feliz por encontrar voc aqui." Neferet falou com uma afeio to obvia
para mim que o incomodo que eu sentia de repente sumiu. Neferet era mais que minha
mentora. Ela era como uma me para mim, e era egosta da minha parte ficar irritada por ela
vir procurar por mim.

"Ol, Neferet," eu disse de forma acolhedora. "Estvamos nos aprontado para arrumar a sala
para o ritual de amanh a noite."

"Excelente!Esse era um dos motivos pelo qual eu queria te ver. Se voc precisar de qualquer
coisa para o ritual, por favor no hesite em pedir. E eu definitivamente estarei aqui amanh a
noite, mas no se preocupe"  ela sorriu para mim de novo  "no vou ficar para o ritual todo
s o tempo suficiente para mostrar meu apoio por sua viso para as Filhas Negras. E ento vou
deixar as Filhas e Filhos Negros em suas mos capazes."

"Obrigado, Neferet," eu disse.

"Agora, a segunda razo pela qual queria encontrar voc e seus amigos"  ela dividiu seu
sorriso brilhante com meu grupo  " que quero apresentar nosso novo estudante para voc."
Ela fez uma meno, e um garoto que eu no tinha notado at agora devagar foi para frente.
Ele era fofo, de um jeito estudioso, com cabelo cor de areia e olhos azuis muito bonitos.
Claramente ele era um nerd, mas um nerd adorvel em potencial (traduo:ele toma banho,
escova os dentes, ele tem uma pele boa e o cabelo no est cortado como de um perdedor
completo). "Eu gostaria que vocs todos conhecessem Jack Twist. Jack, essa  minha caloura,
Zoey Redbird, lder das Filhas Negras, e seus amigos e Conselho de Prefeitos, Erin Bates,
Shaunee Cole, Stevie Rae Johnson, e Damien Maslin." Neferet gesticulou apontado para cada
um, e "oi" foi dito ao redor. O garoto novo parecia um pouco nervoso e plido, mas fora isso
ele tinha um sorriso legal e no parecia socialmente incapaz ou nada disso. Eu estava me
perguntando porque Neferet tinha me procurado para apresentar o garoto quando ela
explicou.

"Jack  um poeta e um escritos, e Loren Blake vai ser o mentor dele, mas Loren no voltar da
sua viagem at amanha. Jack tambm vai ser o colega de quarto de Erik Night. Como voc
sabe, Erik tambm volta s amanha. Ento achei que seria bom se vocs cinco mostrassem a
Jack o lugar e se certifiquem que ele se sinta bem vindo e se ajeite aqui."

" claro, ficaramos felizes," Eu disse sem hesitar. Nunca  divertido ser o garoto novo.

"Damien, voc pode mostrar a Jack onde  o quarto de Erik, no pode?"

"Claro, sem problemas," Damien disse.

"Eu sabia que podia contar com Zoey e seus amigos." O sorriso de Neferet era incrvel. Parecia
iluminar a sala sozinho e me fez ficar de repente orgulhosa que todos os garotos ao redor
estivessem vendo Neferet mostrar um favor to obvio para ns. "Lembre-se, se precisar de
qualquer coisa amanha, s me avise. Oh, porque  o seu primeiro ritual eu pedi a cozinha
preparar algo especial para voc e as Filhas e Filhos Negros para depois. Deve ser uma linda
celebrao por voc, Zoey."

Eu fiquei sobrepujada pela considerao dela, e no pude me impedir de comparar com o frio
jeito despreocupado que minha me me tratava. Diabos, a verdade era que minha me no se
importava o bastante para me tratar como alguma coisa mais. Eu a vi apenas uma vez durante
um ms inteiro, e depois da cena idiota que o marido perdedor tinha feito com Neferet,
parecia que eu no iria ver ela de novo to cedo. Como se eu me importasse? No. No
quando tenho bons amigos e uma mentora como Neferet me apoiando.

"Eu realmente agradeo, Neferet," eu disse, engolindo com fora o calombo de emoes que
tinha se construdo na minha garganta.

" meu prazer e o mnimo que posso fazer por minha caloura no seu primeiro Ritual da Lua
Cheia como a lder das Filhas Negras." Ela me deu um rpido abrao, e ento saiu da sala,
acenando gentilmente para os garotos que a saudavam respeitosamente.

"Wow," Jack disse. "Ela  realmente incrvel."

"Claro que ," eu disse. Ento eu ri para meus amigos (e o novato)."Ento, prontos para
trabalhar? Temos muitas coisas para arrumar aqui." Eu vi o pobre Jack ficar completamente
perdidio. "Damien,  melhor voc dar a Jack um rpido resumo do ritual dos vampiros para ele
no ficar perdido." Eu comecei a andar de volta para a cozinha (de novo), e ouvi Damien
comear sua pequena atuao de professor, comeando com os fatos sobre o Ritual da Lua
Cheia.

"Uh, Zoey, posso te ajudar?"

Eu olhei por cima do ombro. Drew Partain, um pequeno, e atltico garoto que eu reconheci
porque eu e ele ramos da mesma turma de esgrima (ele  um esgrimista incrvel  to bom
quanto Damien, e isso  algo), estava parado com um grupo de caras perto da parede com
janelas. Ele sorria para mim, mas eu notei que ele ficava olhando para Stevie Rae. "Tem vrias
coisas para serem arrumadas. Eu sei porque os rapazes e eu costumvamos ajudar Afrodite a
arrumar a sala."

"Huh," eu ouvi Shaunee dizer. Antes de Erin poder adicionar o tom sarcstico, eu disse, "Yeah,
podemos usar uma ajuda." E ento eu testei eles. "Mas meu ritual vai ser diferente. Damien
pode mostrar o que eu quero dizer." Eu esperei pelos olhares desdenhosos que os caras
costumavam jogar em Damien e para alguns outros garotos gays na escola, mas Drew s deu
nos ombros e disse, "tudo bem por mim. S nos diga o que fazer." Ele riu e piscou para Stevie
Rae, que riu e corou.

"Damien, eles so seus," eu disse.

"Est com certeza congelando em algum lugar," Damien sussurrou, mal movendo os lbios.
Ento, em sua voz regular ele disse, "bem, a primeira coisa que Zoey no gosta  que isso
parea um necrotrio com todas as maquinas empurradas na parede e cobertas com tecido
preto. Ento vamos ver se conseguimos colocar a maior parte deles na cozinha e no corredor."
O grupo de Drew comeou a trabalhar junto com Damien e o novato, e Damien voltou a sua
mini-lio.
"Vamos pegar as velas e as colocar aqui," eu disse ao caras, e fiz meno para as Gmeas e
Stevie Rae me seguirem.

"Damien morreu e foi direto para o cu de gays," Shaunee disse assim que samos do campo
de audio.

"Hey, j era hora daqueles garotos parerem de agir como ignorantes e se comportar como se
tivessem algum senso," eu disse.

"Ela no quer dizer isso, embora eu concorde com voc," Erin disse. "Ela quis dizer o Sr. Jack o
novato-cara-fofo-e-gay Twist."

"Porque voc acha que ele  gay?" Stevie Rae perguntou.

"Stevie Rae, eu juro que voc tem que melhorar seus horizontes, garota," Shaunee disse.

"Ok, eu tambm estou perdida. Porque voc acha que Jack  gay?" eu perguntei.

Shaunee e Erin dividiram um longo olhar de sofrimento, e ento Erin explicou, "Jack Twis 
gostoso Jack Gyllenhall o cowboy totalmente gay de Brokeback Mountain."

"E por favor! Qualquer um que escolha esse nome e parece um nerd fofo desse jeito 
totalmente, e completamente jogando no time de Damien."

"Huh," eu disse.

"Bem, eu vou," Stevie Rae disse. "Voc sabe, eu nunca vi esse filme. No foi para o Cinema 8
de Henrietta."

"No diga?" Shaunee disse.

"Por favor. Estou chocada," Erin disse.

"Bem, Stevie Rae. Eu acredito que  hora para um bom DVD mostrando esse excelente tapa,"
Shaunee disse.

"Os caras se beijam?"

"Deliciosamente," Shaunee e Erin falaram juntas.

Eu tentei, mas falhei miseravelmente de no rir da expresso no rosto de Stevie Rae.


QUINZE



Estavamos quase terminando de arrumar a sala quando algum ligou a TV no noticiario da
noite. Ns cinco dividimos olhares rpidos  para o que eles estavam chamando de "a bomba
travessa da Nature Jihad" como histria principal. Embora soubesse que minha ligao no
podia ser rastreada, e tenha visto Damien "acidentalmente" derrubar e esmagar o seu celular,
eu s respirei mais facilmente quando Chera Kimiko repetiu que at agora a policia no tinha
pistas sobre a identidade do grupo terrorista.

Em uma histria relacionada ao Rio Arkansas a Fox News reportou que essa tarde Samuel
Johnson, capito de uma barca de transporte do frio, teve um ataque cardaco enquanto
pilotava a barca. Foi uma "coincidncia de sorte" que o trafego no rio foi segurado pela policio
e os paramdicos estarem to perto. A vida dele foi salva, e nenhum dano foi feito a barca ou a
ponte.

"Era isso!" Damien disse. "Ele teve um ataque cardaco e bateu a barca na ponte."

Eu acenei entorpecida. "E isso prova que a viso de Afrodite era verdade."

"No que isso seja uma boa noticia," Stevie Rae disse.

"Eu acho que ," eu disse. "Desde que Afrodite nos conte sobre as vises dela, pelo menos
podemos levar elas a srio."

Damien balanou a cabea. "Tem que haver uma razo para Neferet acreditar que Nyx retirou
seu dom de Afrodite.  uma pena no podermos contar a ela sobre isso, ento talvez ela
explicasse o que est acontecendo, ou talvez at mudasse de idia sobre Afrodite."

"No, eu dei minha palavra de que no diria nada."

"Se Afrodite realmente estava mudando de bruxa para no bruxa, ela mesma v falar com
Neferet," Shaunee disse.

"Talvez voc devesse falar com ela sobre isso," Erin disse. Stevie Rae fez um barulho rude.

Eu virei meus olhos para Stevie Rae, mas ela no notou porque Drew estava vindo at ns e ela
estava muito ocupada corando para prestar ateno em mim.

"Que voc acha, Zoey?" ele perguntou sem tirar os olhos de Stevie Rae.

Que voc tem uma queda pela minha colega de quarto,  o que eu queria dizer,mas eu achei
que ele era meio fofo e Stevie Rae corou claramente mostrando que tambm achava, ento eu
decidi contra mortificar ela. "Parece bom," eu disse.

"No parece muito ruim daqui tambm," Shaunee disse, dando um olhar de cima abaixo para
Drew.

"Concordo, Twin," Erin disse, mexendo as sobrancelhas para Drew.

O garoto no notou nenhuma das Gmeas. Parecia que tudo que ele notava era Stevie Rae.

"Estou faminto," ele disse.

"Eu, tambm,' Stevie Rae disse.

"Ento, que tal algo para comer?" Drew perguntou.
"Ok," Stevie Rae disse rapidamente, ento ela pareceu lembrar que todos estvamos parados
ali olhando para ela, e o rosto dela ficou ainda mais corado. "Deus,  hora da janta.  melhor
todos irmos comer algo." Com um nervoso gesto, ela passou seus dedos pelos seus cabelos e
chamou Damien, que estava profundamente engajado numa conversa com Jack. (Pelo que eu
ouvi eles gostavam dos mesmos tipos de livros e estavam debatendo que Harry Potter  o
melhor. Claramente, eles eram nerds parecidos.) "Damien, vamos comer. Voc e Jack no
esto com fome?"

Jack e Damien trocaram olhares, e Damien respondeu, "Yeah, estamos indo."

"Ok," Stevie Rae disse, ainda rindo para Drew. "Acho que todos estamos com fome."

Shaunee suspirou, e foi para a porta. "Por favor. O jovem hormnio do amor nessa sala  o
suficiente para me deixar com dor de cabea."

"Eu sinto como se estou no filme Lifetime. Espere por mim, Gmea," Erin disse.

"Porque as Gmeas esto to cnicas sobre amor?" Perguntou Damien quando ele e Jack
cruzaram a sala para se juntar a ns.

"Elas no esto. Esto apenas brabas porque os ltimos caras que saram com elas eram
chatos," Damien disse.

Como um grupo, samos para a mgica noite de neve de novembro. Os flocos tinham mudado
e estavam menores, mais ainda estavam caindo aos montes, fazendo a House of Night parecer
ainda mais misteriosa e mais parecida com um castelo do que o usual.

"Yeah, as Gmeas so duras com os caras.  como se eles tivessem trabalho dobrado," Stevie
Rae disse. Eu notei que ela estava andando bem prxima de Drew e que ocasionalmente os
braos deles se tocavam.

Eu ouvi vrios murmrios de concordncia dos caras que estavam ajudando a arrastar os
moveis na sala de recreao. E eu imaginei que seria intimidante para qualquer cara (vampiro
ou humano) sair com uma das Gmeas.

"Voc lembra quando Thor convidou Erin para sair?" disse um dos amigos de Drew, cujo nome
eu acho que  Keith.

"Yeah, ela o chamou de lmure. Sabe, como os imbecis lmures daquele filme da Disney,"
Stevie Rae disse, rindo.

"E Walter saiu com Shaunee nun total de 2 encontros e meio. Ento, no meio da Starbucks, ela
o chamou de processador Pentium 3," Damien disse.

Eu dei a ele um olhar totalmente sem entender.

"Z, estamos no Pentium 5 at agora.

"Oh."

"Erin ainda o chama de Devagar McDevarinstain* (*Piadinha referente a Grays Anatomy) toda
vez que o v," Stevie Rae disse.
"Claramente vai ser necessrio dois caras muito especiais para sarem com as Gmeas," eu
disse.

"Eu acho que existe algum para todo mundo," Jack disse de repente. Todos viramos para ele
e ele corou. Antes de qualquer um responder a ele eu falei, "Eu concordo com Jack." Mas
descobrir qual deles  a parte difcil, eu adicionei silenciosamente para mim mesma.

"Totalmente!" Stevie Rae disse com seu jeito alegre e otimista de sempre."Absolutamente,"
Damien disse, piscando para mim. Eu sorri para ele.

"Hey!" Shaunee saiu de trs de uma arvore."Do que vocs estavam falando?"

"Da sua vida amorosa inexistente!" Damien respondeu alegremente.

"Verdade?" Ela disse.

"Verdade," Damien disse.

"Que tal falar de quanto frio e molhado voc est?"Shaunee disse.

Damien franziu. "Huh?Eu no estou."

Erin saiu do outro lado da arvore, com uma bola de neve na mo. "Voc ficar!" Ela gritou,
jogando e atingindo Damien no meio do peito.

 claro que a guerra de bola de neve comeou. O pessoal correu para se esconder enquanto
juntavam novas bolas de neve e miravam em Shaunee e Erin. Eu comecei a me afastar.

"Eu disse a voc que neve  timo!" Stevie Rae disse.

"Bem, ento vamos esperar por uma nevasca," Damien gritou, mirando em Erin. "Muito neve
e neve. Muito melhor para disputa de bola de neve!" Ele jogou a bola, mas Erin era rpida e
pulou para se proteger em tempo de no ser atingida bem na cabea.


"Onde voc est indo, Z?" Stevie Rae perguntou de trs do arbusto ornamental. Eu notei que
Drew estava do lado dela, jogando bolas contra Shaunee.

"Para o media Center  eu tenho que ver as palavras para o ritual amanha, ento vou pegar
algo para comer e voltar para o dormitrio quando acabar."Eu continuei me afastando cada
vez mais rpido."Odeio perder a diverso, mas..." e eu voltei para dentro, fechando a porta em
tempo de ouvir os trs plop plop plop de trs bolas de neve contra a madeira.




Eu no estava s dando uma desculpa para sair da guerra de bola de neve. Amanha eu teria
que lanar um circulo e liderar um ritual que pode ser to antigo quando a lua.

Eu no sabia o que diabos estava fazendo.
Ok, claro. Eu lancei um circulo com meus amigos um ms atrs como uma pequena
experincia para ver se eu tinha uma afinidade com os elementos, ou se eu estava maluca. At
eu sentir o poder do vento,fogo, gua, terra, e esprito passarem por mim e meus amigos
testemunharem isso, e pus de lado a idia de estar maluca. No que eu seja totalmente cinitica
nem nada, mas por favor.Apenas por favor (como as Gmeas diriam). Ser capaz de sentir o
poder dos cinco elementos era bizarro. Eu quero dizer, minha vida no era um filme dos X-
Men (embora eu definitivamente gostaria de passar um tempo de qualidade com Wolverine).

O media Center estava previsivelmente vazio;era,afinal de contas, sbado a noite. S nerds
total passavam a noite de sbado no media Center. Sim, eu sabia muito bem o que isso me
fazia. Eu j decidi onde comear a procurar. Eu peguei o catalogo no computador e procurei
por livros antigos de feitios e rituais, ignorando qualquer um recentemente publicado. Eu
fiquei particularmente atrada pelo titulo Ritos Msticos da Lua de Cristal por Fiona. Eu mal
reconheci o nome dela como uma das Vampiras Poetas Laureates dos anos 1800 (tinha uma
foto legal dela no nosso dormitrio). Eu escrevi o numero do livro e o encontrei numa
prateleira obscura, empoeirada e sozinha. Eu pensei que era um excelente sinal ser um
daqueles livros de capa de couro e bem grosso. Eu queria um fundamento e tradio para que
sobre minha liderana as Filhas Negras soubessem algo mais do que a influencia moderna de
Afrodite.

Eu abri meu bloco de notas, e peguei minha caneta favorita, o que me fez pensar sobre o que
Loren tinha dito sobre preferir escrever poesia a mo do que no computador... e me fez pensar
sobre Loren tocando meu rosto... e minhas costas... e a conexo que passou entre ns. Eu sorri
e senti minhas bochechas ficarem quentes, e ento percebi que estava sentada ali rindo e
corado como uma retardada por um cara que era velho demais para mim, e um vampiro. As
duas coisas me deixavam nervosa (como deveriam). Quero dizer, ele era totalmente lindo, mas
ele tinha 20 e poucos. O que,infelizmente, s o fazia ser mais delicioso, especialmente depois
da minha breve mas suja cena de beber sangue e ficar com Heath.

Eu bati minha caneta contra a pagina em branco. Ok, eu estive beijando e passando um tempo
com Erik. Sim, eu gostava dele. No, eu no tinha ido muito longe. Uma razo era que apesar
da evidencia ao contrario, eu normalmente no agia feito uma vadia. Outra razo era que eu
ainda estava muito ciente do incidente que eu vi com Afrodite, a ex namorada de Erik, de
joelhos na frente dele tentando dar um boquete, e eu no queria que houvesse confuso pela
parte de Erik de que eu definitivamente no era uma vadia como Afrodite. ( Eu ignorei a
memria de mim esfregando o calombo nas calas de Heath.) Ento, eu definitivamente
estava atraida por Erik, que todos achavam ser meu namorado oficial, embora no tenhamos
feito muito sobre aquela atrao.

Minha mente mudou para Loren. L fora com a luz do luar minha pele nua para ele, Loren me
fez sentir como mulher  no uma inexperiente, nervosa garota, que  como eu tendia a me
sentir perto de Erik. Mas quando vi o desejo nos olhos de Loren eu me senti linda e poderosa e
muito, muito sexy. E eu tinha que admitir a mim mesma que eu gostava muito desse
sentimento.

E como diabos Heath se encaixava em tudo iss? Eu me sentia diferente sobre Heath tanto
quanto sobre Erik ou Loren. Heath e eu tnhamos uma histria. Nos conhecamos desde
crianas, e estavamos saindo, indo e voltado, nos ltimos anos. Eu sempre me sentia atrada
por Heath, e ficamos muito, mas ele nunca me excitou antes do jeito que ele excitou quando
cortou seu pescoo e me fez beber o sangue dele.
Eu tremi e automaticamente mordi os lbios. S de pensar nisso me fez sentir quente e
aterrorizada ao mesmo tempo.Eu definitivamente queria ver ele de novo. Mas era porque eu
ainda gostava dele, ou por causa da intensa nsia de sangue que eu sentia por ele?

Eu no tinha idia.

Verdade, eu gostava de Heath a anos. Ele era meio bobo as vezes, mas geralmente de um jeito
fofo. Ele me tratava bem, e eu gostava de sair com ele  pelo menos essas coisas eram verdade
antes dele comear a beber e ficar alto. Ento sua bobeira virou idiotice, e eu parei de confiar
nele. Mas ele disse que parou com isso, ento isso no significava que ele voltou a ser o cara
que eu gostava tanto? E se fosse, o que diabos eu deveria fazer sobre (1) Erik, (2) Loren, (3) o
fato que beber o sangue de Heath era completamente contra as regras da House of Night, e (4)
eu definitivamente ia beber mais do sangue dele.

Meu suspiro suou suspeitosamente como um choro. Eu realmente precisava falar com algum.

Neferet? De jeito nenhum. Eu no ia contar para um vampiro adulto sobre Loren. Eu deveria
admitir que bebi o sangue de Heath (de novo  suspiro) e provavelmente tinha intensificado o
Imprint entre ns. Mas eu no podia. Pelo menos ainda no. Eu sei que era egosta, mas eu
no queria me meter em problemas com ela enquanto ainda estava tendo estabelecer a
liderana das Filhas Negras.

Stevie Rae?Ela era minha melhor amiga, e eu queria contar a ela, mas se eu realmente ia falar
com ela ento eu teria que admitir que bebi o sangue de Heath. Duas vezes. E o quanto eu
queria beber de novo. Isso no iria assustar ela? Me assustava. Eu no agentava imaginar
minha melhor amiga olhando para mim como um monstro. Alm do mais, eu no achei que ela
fosse entender  no de verdade.

Eu no podia contar a vov. Ela definitivamente no ia gostar do fato de Loren ter 20 e poucos.
E eu no conseguia imaginar falar com ela sobre a parte da luxuria com a nsia de sangue.

Ironicamente, eu percebi que a nica pessoa que no surtaria sobre a nsia por sangue, e
definitivamente ia entender sobre a parte da luxuria era  Afrodite. E, estranhamente, parte
de mim queria falar com ela, especialmente depois de descobrir que as vises dela eram
verdadeiras. Eu tinha um pressentimento em relao a Afrodite que estava me dizendo que
tinha muito mais acontecendo com ela que o fato dela poder definitivamente ser uma vadia
odiosa. Ela irritou Neferet  isso era obvio. Mas Neferet tinha dito a Afrodite, em palavras frias
e odiosas, que Nyx tinha retirado seu favor em relao a ela, e ela deixou claro para mim (e
praticamente a escola toda) que as vises de Afrodite eram falsas. Mas eu tinha prova de que
elas no eram. Isso me deu um assustador pressentimento, mas eu estava comeando a
imaginar o quanto eu realmente podia confiar em Neferet.

Forando meus pensamentos de volta ao Media Center e a pesquisa que eu tinha que fazer, eu
abri o antigo livro de ritual, e um pedao de papel caiu dele. Eu peguei i papel, achando que
algum garoto tinha deixado notas nele e congelei. Meu nome estava escrito em cima com uma
elegante letra que eu definitivamente conhecia.
Para Zoey.


Atraente Sacerdotisa.


A noite no pode bloquear seu sonho escarlate. Aceite o desejo que chama.



As palavras do poema mandaram um calafrio para mim. O que diabos? Como algum, ainda
mais Loren que deveria estar na Costa Leste, iria saber que eu ia pegar o livro!

Minha mo tremia, ento larguei papel e devagar reli o poema. Se eu tirasse o fato de que era
incrivelmente romntico que o Vampiro Poeta Laureate estava me escrevendo poesia e lesse o
poema sem estar totalmente surpresa por quo sexy ele era eu percebi algo to perturbador
quanto o haiku estar aqui pra comeo de conversa. A noite no pode bloquear seu sonho
escarlate. Eu estava ficando absolutamente louca, eu essa linha faz parecer que Loren sabe
sobre mim beber sangue? E de repente o poema parecia errado .... perigoso .... como um aviso
que no estava escrito, e eu comecei a me perguntar sobre o poeta. E se Loren no tivesse
escrito ele? E se foi Afrodite? Eu a ouvi falar com seus pais. Ela deveria estar trabalhando para
me expulsar da liderana das Filhas Negras. Isso seria parte do plano dela? (Jeesh, "o plano
dela." Eu estava comeando a soar como uma histria em quadrinhos bem ruim.")

Ok, Afrodite me viu com Loren, mas como ela poderia saber sobre o haiku? E tambm, como
Afrodite saberia que eu voltaria para o media Center procurar esse antigo livro em particular?
Isso parecia mais como uma estranha parte dos poderes psquicos que um vampiro adulto
pode ter  embora eu no tivesse idia de como. Eu quero dizer, eu nem sabia que ia escolher
esse livro at uns minutos atrs.

Nala pulou na mesa do computador, me dando um belo susto. Ela reclamou e se esfregou
contra mim.

"Ok, ok. Vou trabalhar." Mas enquanto pesquisava no velho livro por rituais e feitios
tradicionais minha mente continuou dando voltas sobre o poema e o sentimento inquieto que
parecia ter permanentemente se alojado dentro de mim.




DEZESSEIS


Eu estava carregando Nala para fora do media Center  a gata estava to adormecida que nem
se incomodou de reclamar para mim quando eu a peguei. Eu olhei o relgio e sai da aposento,
e no conseguia acreditar que vrias horas tinham passado. No era de se admirar que minha
traseira e meu pescoo estivessem to duros. Mas ficar temporariamente desconfortvel no
importava porque eu descobri o que fazer no Ritual da Lua Cheia. Foi um enorme peso tirado
das minhas costas. Eu ainda estava nervosa, e no passei muito tempo considerando o fato
que quando eu fizesse o ritual eu o faria na frente de vrios adolescentes, cuja maioria
provavelmente no estava muito feliz por mim ter tomado a liderana de Afrodite. Eu s
precisava me manter focada no ritual, e lembrar os incrveis sentimentos que me preenchiam
quando eu invocava os 5 elementos. Com sorte.

Eu abri a pesada porta da escola e entrei num outro mundo. Estava nevando bastante, e deve
ter nevado o tempo todo que estive no media Center. O terreno da escola estava
complemente coberto por um confortvel branco. O vento estava chicoteando e a visibilidade
era terrvel. As luzes que marcavam o obscuro caminho no eram muito mais que pontos
brilhantes de luz amarela contra a branca escurido. Eu provavelmente deveria ter voltado
para o prdio e feito meu caminho at o hall da escola e da l para o dormitrio, ficando do
lado de dentro o mximo que pudesse, e ento dar uma rpida corridinha at o dormitrio das
meninas, mas eu no queria. Eu pensei sobre como Stevie Rae tinha estado. A neve era
realmente mgica. Mudava o mundo, o fazia mais silencioso, suave, mais misterioso. Como
uma caloura, eu j tinha adquiro um pouco da proteo dos vampiros contra o frio, o que
costumava a me assustar. Quero dizer, me fazia pensar de frias criaturas mortas, que existiam
bebendo sangue dos vivos  totalmente nojento, mesmo que eu ficasse bizarramente atrada
pela idia. Agora eu sabia mais sobre o que eu estava me tornando, ento eu entendia que
minha proteo contra o frio era mais um metabolismo alto que ser uma morta viva. Vampiros
no esto mortos. Eles s Mudam. Eram os humanos que gostavam de provocar os mitos
apavorantes sobre os mortos vivos, o que eu estava comeando a achar mais do que um pouco
irritante. De qualquer forma, eu realmente gostei de ser capaz de andar da nevasca sem sentir
que ia congelar. Nala se apertou contra mim, ronronando alto quando enrolei meus braos
contra ela de forma protetora. A neve abafou meus passos e pareceu por um momento que eu
estava sozinha em um mundo onde preto e branco existiam juntos para formar uma cor nica
apenas para mim.

Eu s dei alguns passos quando eu suspirei e teria me batido na testa se meus braos j no
estivessem ocupados com minha gata. Eu precisava ir para o deposito de feitios e rituais da
escola e pegar um pouco de eucalipto. Pelo que eu li no velho livro de rituais, eucalipto 
associado a cura, proteo, e purificao  trs coisas que eu achei importante evocar durante
meu primeiro ritual como lder das Filhas Negras. Eu suponho que pudesse pegar eucalipto
amanha, mas eu iria precisar dele amarrado como uma corpo como parte do feitio que eu
estava planejando lanar, e... bem... era provavelmente inteligente praticar para no derrubar
nada durante o ritual ou,pior, de repente descobrir que o eucalipto no era to flexvel quanto
eu esperava e quebrar em pedaos quando eu tentasse fazer um n e ento eu ficaria
vermelha e iria querer me arrastar para fora da sala de recreao e me amontoar numa
posio fetal e chorar...

Eu tirei aquela linda imagem da cabea, virei, e comecei a fazer o caminho para voltar ao
prdio principal. Foi quando eu vi uma forma.Chamou minha ateno porque no pertencia ali
 e no s porque era incomum outro calouro ser bobo o bastante para ser pego andando no
meio de uma tempestade. O que me pareceu mais estranho era que aquela pessoa, porque
definitivamente no era um gato ou um arbusto, no estava andando na calada. Ele estava
andando para a sala de recreao, mas estava cortando caminho pelo gramado. Eu parei e me
apertei contra a neve que caia. A pessoa estava usando uma longa capa escura com um capuz
puxado para cima como um chapu.

Uma vontade de seguir ele me atingiu com tal fora que eu perdi o ar. Era quase como se eu
no tivesse vontade prpria, e eu sai da calada e corria atrs da pessoa misteriosa, que tinha
alcanado a ponta da linha de arvores que cresciam junto ao muro.

Meus olhos se alargaram. No instante que a figura entrou nas sombras, quem quer que fosse,
ele ou ela, comeou a se mover com uma velocidade nada humana, a capa caindo atrs
selvagemente por causa do vento fazendo ela parecer asas. Vermelho? Eu vi flashes escarlate
contra partes de pele branca? Neve atingiu meu olho e minha viso focou borrada, mas eu
segurei Nala com mais fora e comecei a correr rpido, embora eu soubesse que estava sendo
levada para uma rea ao lado leste do muro que tinha a porta escondida. O mesmo lugar que
eu vi os dois fantasmas ou espectros ou o que seja. O lugar que eu disse a mim mesma que eu
no queria ir de novo, muito menos sozinha.

Sim, eu deveria dar meia volta e marchar diretamente para o dormitrio. Naturalmente, eu
no fui.

Meu corao estava batendo feito louco e Nala estava resmungando no meu ouvido quando
eu entrei na linha das trs arvores e continuei a correr junto ao muro, o tempo todo pensando
o quo absolutamente insano era eu estar aqui fora seguindo o que era provavelmente algum
garoto que estava tentando sair da escola de fininho, e na pior nas hipteses um fantasma
seriamente assustador.

Eu perdi a pessoa de vista, mas eu sabia que estava me aproximando da porta escondida,
ento diminui a velocidade, automaticamente ficando nas sombras mais profundas e me
movendo de arvore em arvore. Estava nevando ainda mais agora, e Nala e eu estvamos
cobertas de branco e eu estava comeando a sentir o frio. O que eu estou fazendo aqui? No
importava o que minha intuio estava me dizendo, minha mente estava dizendo que eu
estava agindo feito louca e que eu precisava me levar (e minha tremula gata) de volta para o
dormitrio. Isso no era da minha conta. Talvez um dos professores estivesse checando... eu
no sei... o territorio para se certificar que algum calouro maluco (como eu) no estivesse
andando pela tempestade.

Ou talvez algum tivesse se enfiado na escola depois de matar brutalmente Chris Ford e
seqestrar Brad Higeons, e agora estava fugindo de fininho de novo, e se eu o/a confrontasse
eu seria morta tambm.


Yeah, certo. Em falar de uma super imaginao.

E ento ouvi as vozes.

Eu diminui a velocidade, praticamente andando com a ponta dos ps at que finalmente os vi.
Haviam duas figuras paradas perto da porta escondida que estava aberta. Eu pisquei com
fora, tentando ver mais claramente atravs da cortina branca. A pessoa mais perto da porta
era a que eu estava seguindo, e agora ele no estava correndo (com uma ridcula velocidade) e
eu pude ver que ele estava parado firmemente, meio abaixado com uma postura meio
curvada. Eu troquei minha ateno para a outra figura, e eu senti o calafrio que estava
acariciando minha pele com a neve afundando em minha alma. Era Neferet.

Ela parecia misteriosa, e poderosa com seu cabelo voando ao redor dela e a neve cobrindo seu
longo vestido preto. Ela estava virada para mim, ento pude ver que a expresso dela era
firme, quase irritada, e ela estava falando seriamente com a pessoa de capa, usando suas mos
expressivamente. Silenciosamente, eu me movi para mais perto, felizes por estar usando uma
roupa preta para me misturar bem com as sombras perto da parede. Dessa nova posio eu
ouvi pedaos do que Neferet estava dizendo.

"... tenha mais cuidado com o que voc faz! Eu no vou..." eu ouvi parada, tentando ouvir
atravs do vento, e percebi que a brisa estava me trazendo mais do que apenas as palavras de
Neferet. Eu podia sentir o cheiro mesmo por cima do cheiro da neve que caia. Era seco, um
cheiro de mofo, estranhamente deslocado nessa noite fria e molhada. "... muito perigoso,"
Neferet estava dizendo. "Obedea ou..." Eu perdi o resto da frase, e ela parou. A figura de capa
respondeu com um estranho gruindo, que era mais animal do que humano.

Nala, que estava empoleirada de baixo do meu queixo e parecia ter adormecido, de novo, de
repente mexeu a cabea com rapidez. Eu me abaixei ainda mais atrs das arvores em cujas
sombras eu estava me escondendo enquanto Nala comeou a rosnar.

"Shhh," eu sussurrei para ela e tentei a acariciar para que se acalmasse. Ela se aquietou, mas
pude sentir que o pelo nas costas dela tinham levantado e seus olhos se estreitaram em
bolinhas raivosas enquanto ela encarava a pessoa de capa.

"Voc prometeu!"

O som gutural da voz do homem misterioso fez minha pele se arrepiar. Eu espiei atrs da
arvore em tempo de ver Neferet levantar a sua mo como se fosse bater nele. Ele foi se
encostar contra o muro, fazendo o capuz cair do seu rosto, e meu estomago se apertou com
tanta fora que eu pensei que fosse vomitar.

Era Elliott. O garoto morto cujo "fantasma" tinha atacado Nala e eu ms passado.

Neferet no bateu nele. Ao invs disso ela gesticulou violentamente em direo a porta
escondida. Ela levantou a voz, ento tudo o que ela disse foi carregado pelo vento.

"Voc no pode mais ter! Dessa vez no est certo. Voc no entende tais coisas, e voc no
pode me questionar. Agora saia daqui. Se voc me desobedecer de novo voc ir sentir minha
ira, e a ira de uma deusa  terrvel de se contemplar."

Elliott se afastou de Neferet. "Sim, deusa," ele sussurrou.

Era ele; eu sabia que era. Embora sua voz fosse rouca eu reconheci. De alguma forma Elliott
no tinha morrido, e ele no tinha Mudando para um vampiro adulto. Ele era outra coisa. Algo
terrvel.

Embora ele fosse nojento, a expresso de Neferet se suavizou. "Eu no desejo ficar enraivecida
com meu filho. Voc sabe que  minha grande alegria."

Revoltada, eu observei quando Neferet se inclinou para frente e acariciou o rosto de Elliott. Os
olhos dele comearam a brilhar com aquele cor de sangue antigo, e mesmo a distancia eu
pude ver que o corpo inteiro dele tremia. Elliott era baixo, gordinho, nada atraente cuja pele
muito branca e cabelo ruivo eram estranhos. Ele ainda era essas coisas, mas agora as plidas
bochechas dele eram magras e seu corpo era arqueado, como se tivesse se curvado para
dentro. Ento Neferet teve que se abaixar para beijar os lbios dele. Totalmente enojada, eu
ouvi Elliott gemer de prazer. Ela se ergueu e riu. Era um som escuro e sedutor.

"Por favor, deusa!" Elliott lastimou.

"Voc sabe que no merece."

"Por favor, deusa!" ele repetiu. O corpo dele estava tremendo violentamente.
"Muito bem, mas lembre-se. O que uma deusa d, ela tambm pode tirar."

Incapaz de parar de ver, eu vi Neferet levantar seu brao e dobrar sua manga. Ento ela passou
a unha no ante brao, deixando uma linha escarlate que imediatamente comeou a pingar
sangue. Eu senti a seduo do sangue dela. Quando ela segurou seu brao, o oferecendo a
Elliott, eu me pressionei contra o tronco da arvore, me forando a ficar parada e escondida
enquanto ele caia de joelhos diante dela, fazendo sons selvagens e gemidos, e comeava a
sugar o sangue de Neferet. Eu tirei meus olhos dele para olhar para Neferet. Ela jogou sua
cabea para trs e seus lbios estavam abertos como se ter o grotesco Elliott sugando seu
sangue fosse uma experincia sensual.

Dentro de mim eu sentia um desejo. Eu queria abrir a pele de algum e ...

No! Eu me abaixei completamente atrs da arvore. Eu no me tornaria um monstro. Eu no
seria uma aberrao. Eu no podia deixar essa coisa me controlar. Devagar e silenciosamente
eu comecei a voltar, me recusando a olhar para os dois de novo.

DEZESSETE


Eu ainda estava me sentindo abalada, confusa, e mais do que um pouco enjoada do estomago,
quando finalmente cheguei no dormitrio. Amontoados de garotos estavam empoleirados na
sala assistindo TV e bebendo chocolate quente.Eu peguei uma toalha de um armrio perto da
porta e me juntei a Stevie Rae,as Gmeas, e Damien que estavam sentados assistindo nosso
programa de TV favorito Project Runway, e comecei a secar a reclamona Nala. Stevie Rae no
percebeu que eu estava quieta. Ela estava muito ocupada falando sobre como a guerra de bola
de neve que eu evitei mais cedo tinha virado uma enorme batalha depois do jantar que durou
at algum jogar uma bola que atingiu uma janela do escritrio de Dragon. Dragon era o que
todos chamavam de professor de esgrima, e ele no  um vampiro que qualquer calouro quer
irritar.

"Dragon terminou a guerra de bola de neve." Stevie Rae riu. "Mas foi muito divertido."

"Yeah, Z, voc perdeu uma briga incrvel," Erin disse. "Derrubamos Damien e seu namorado,"
Shaunee disse.

"Ele no  meu namorado!" Damien disse, mas seu pequeno sorriso pareceu acrescentar um
silencioso "ainda" no fim da frase.

"Tanto..."

"...faz, "falaram as Gmeas.

"Eu acho que ele  fofo," Stevie Rae disse.

"Eu tambm," Damien disse, ficando corado.

"O que voc acha dele,Zoey?" Stevie Rae perguntou.

Eu pisquei para Stevie Rae. Era como se e tivesse dentro de um tanque no meio de um furaco,
e todo mundo estivesse do lado de fora sem noo adorando o maravilhoso tempo.
"Est tudo bem, Zoey?" Damien disse.

"Damien, voc pode me conseguir um pouco de eucalipto?" eu disse bruscamente.

"Eucalipto?"

Eu acenei. "Yeah, alguns cabos, e um pouco de salva tambm. Eu preciso dos dois para o ritual
de amanha."

"Yeah, sem problemas," Damien disse, me observando mais atentamente.

"Voc j sabe o que fazer com o ritual,Z?" Stevie Rae perguntou.

"Eu acho que sim." Eu pausei e respirei fundo. Ento encontrei o olhar questionador de
Damien. "Damien, j houve algum caso de um calouro que pareceu morrer, mas mais tarde foi
encontrado vivo?"

Para o credito dele, Damien no surtou e me perguntou se eu fique maluca. Eu pude sentir que
as Gmeas e Stevie Rae estavam me encarando como se eu tivesse dito que ia para a verso
vampira de Girls Gone Wild* (*um programa de televiso em que garotas enlouquecem,
mostram os peitos e do pra todo mundo) mas eu as ignorei e continuei focada em Damien.
Todos sabamos que ele passava horas estudando, e ele lembrava tudo que lia. Se algum de
ns soubesse a resposta para essa bizarra pergunta, seria ele.

"Quando o corpo de um calouro comea a rejeitar a Mudana no tem como parar. Isso est
claro em todos os livros.  tambm o que Neferet nos disse, Zoey."Eu nunca o vi soar to srio.
"Qual o problema?"

"Por favor, por favor, por favor me diga que voc no est se sentindo doente!" Stevie Rae
praticamente chorou.

"No! Nada disso," eu disse rapidamente. "Estou bem. Prometo."

"O que est acontecendo?" Shaunee disse.

"Voc est nos assustando," Erin disse.

"No  minha inteno," eu disse a eles. "Ok, isso vai sair tudo errado, mas eu acho que vi
Elliott."

"Huh!"

"O que!" as Gmeas falaram juntas.

"Eu no entendo," Damien disse. "Elliott morreu ms passado."

Stevie Rae alargou os olhos. "Como Elizabeth!" ela disse. Antes deu poder dizer algo, ela falou,
uma longa sentena sem respirar, "Ms passado Zoey achou que tinha visto o fantasma de
Elizabeth no muro leste mas no falamos nada porque no queramos assustar vocs."
Eu abri a boca para explicar sobre Elliott  e Neferet. E fechei de novo. Eu deveria ter
percebido antes de dizer uma nica paralavra para eles que eu absolutamente no podia
contar sobre Neferet. Vampiros eram todos intuitivos em algum grau. Alta Sacerdotisa Nefert
era incrivelmente intuitiva. Tanto que ela geralmente parecia ser capaz de ler a mente das
pessoas. De jeito nenhum meus amigos podiam andar pela escola que eu a vi deixar Elliott o
vivo morto nojento sugar o sangue dela sem Neferet saber tudo que estava na mente deles.

O que eu testemunhei hoje a noite eu manteria completamente para mim.

"Zoey?" Stevie Rae pos sua mo no meu brao. "Voc pode nos contar." Eu sorri para ela e
desejei com todo o corao que eu pudesse.

"Eu achei ter visto o fantasma de Elizabeth ms passado. E hoje a noite eu vi Elliott," eu
finalmente disse.

Damien franziu. "Se voc viu fantasmas porque me perguntou sobre calouros se recuperarem
da rejeio da Mudana?"

Eu olhei nos olhos do meu amigo e menti. "Porque parecia mais fcil do que acreditar que eu
estava vendo fantasmas  ou pelo menos at eu falar. Ento eu soei louca."

"Ver um fantasma teria me apavorado," Shaunee disse.

Erin acenou concordando de forma entusiasmada.

"Foi como com Elizabeth?" Stevie Rae peguntou.

Pelo menos no tinha que mentir sobre isso. "No. Ele parecia mais real, mas eu vi os dois no
mesmo lugar, perto do muro leste, e os olhos dos dois eram de uma cor vermelho estranho."

Shuanee tremeu.

"Eu com certeza vou ficar longe do assustador muro leste," Erin disse.

Damien, sempre o estudioso, acariciou o queixo como um professor. "Zoey, talvez voc tenha
outra afinidade. Talvez voc possa ver calouros mortos."

Eu teria pensado que isso era possvel, mesmo que fosse nojento, se no tivesse viso o suposto
fantasma, solido e totalmente real, beber o sangue da minha mentora. Ainda sim, era uma boa
teoria, e um excelente jeito de manter Damien ocupado."Voc pode estar certo," eu disse.

"Ugh," Stevie Rae disse. "Eu espero que no."

"Eu tambm. Mas voc poderia fazer uma pesquisa para mim, Damien?"

" claro. Eu tambm vou checar qualquer referencia sobre assombrao de calouros."

"Obrigada, eu agradeo."

"Sabe, eu acho que li algo sobre uma antiga historia grega sobre espritos de vampiros que
andavam por entre antigas tumbas de..."

Eu no prestei ateno na lio de Damien, mas estava feliz por ver que Stevie Rae e as
Gmeas estavam mais envolvidas ouvindo as histrias de fantasmas dele e ento me fazendo
perguntas mais especificas. Eu odiava mentir para eles, especialmente j que eu teria gostado
de contar tudo a eles. O que eu vi realmente me assustou. Como diabos eu ia enfrentar
Neferet de novo?

Nala esfregou seu rosto contra o meu e ento sentou no meu colo. Eu olhei a TV e a acariciei
enquanto Damien continuava sua histria sobre antigos vampiros fantasmas. E ento eu
percebi o que eu estava vendo e ento passei por Stevie Rae para pegar o controle que estava
em cima da mesa ao lado dela, fazendo Nala mee-uf-ow reclamar incomodada e sair do meu
colo. Eu nem tive tempo para acalmar ela, mas rapidamente aumentei o volume.

Era Chera Kimiko de novo em uma reprise do noticirio da tarde.

"O corpo do segundo adolescente da Union High School, Brad Higeons, foi encontrado pelo
segurana de um museu essa tarde em um riacho que passa pelo terreno do Museu Philbrook.
A causa da morte no foi oficialmente revela ainda, mas fontes contaram ao Fox News que o
garoto morreu de perda de sangue e mltiplas laceraes."

"No.." eu senti minha cabea rodar. Tinha um terrvel sino nos meus ouvidos.

"Esse  o rio que cruzamos quando fomos para o Philbrook para o Ritual de Samhain ms
passado," Stevie Rae disse.

" na rua aqui de baixo," Shaunee disse.

"As Filhas Negras costumavam ir at l escondidas para fazer os rituais," Erin disse.

Ento Damien disse o que todos estvamos pensando. "Algum est tentando fazer parecer
que vampiros esto matando garotos humanos."

"Talvez eles estejam." Eu no queria dizer isso em voz alta, e pressionei meus lbios fechados,
imediatamente sentindo culpa por ter escapado.

"Porque voc diria isso, Zoey?" Stevie Rae parecia chocada.

"Eu-eu no sei. Eu realmente no queria," eu gaguejei, sem ter certeza do que eu quis dizer
quando disse isso.

"Voc est com medo, s isso," Erin disse.

" claro que voc est. Voc conhecia os dois," Shaunee disse. "E alm de tudo isso, voc viu
um fantasma hoje."

Damien estava me estudando de novo. "Voc teve um pressentimento sobre Brad antes de
saber da morte dele, Zoey?" ele perguntou quietamente.

"Sim.No." Eu suspirei."Eu achei que ele estava morta assim que ouvi que ele foi seqestrado,"
eu admite.

"Algo especifico veio com o sentimento? Voc sabe mais alguma coisa?" Damien disse.

Como se a pergunta de Damien espetado minha memria, os pedaos de palavras que ouvi
Neferet dizer passaram na minha mente: ... muito perigoso... Voc no pode ter mais... Voc
no pode entender... E voc no pode me questionar... Eu senti um terrvel calafrio que no
tinha nada a ver com a tempestade l de fora. "Nada especifico veio com o pressentimento. Eu
tenho que ir para o meu quarto,"eu disse, de repente incapaz de olhar para eles. Eu odiava
mentir, e duvidava que eu pudesse continuar mentindo se ficasse com eles por mais tempo.
"Eu tenho que terminar as palavras para o ritual de amanh," eu disse com uma desculpa
furada. "E eu no dormi muito ontem a noite. Estou cansada."

"Ok, sem problemas. A gente entende," Damien disse.

Eles estavam to obviamente preocupados comigo que eu mal pode olhar eles nos olhos.
"Obrigado, gente," eu murmurei e sai da sala. Eu estava na metade das escadas quando Stevie
Rae me alcanou.

"Voc se importa que eu volte para o quarto agora tambm? Eu estou com uma dor de
cabea. Eu s quero dormir. Eu no vou te incomodar enquanto voc estuda nem nada."

"No, eu no me importo," eu disse rapidamente. Eu olhei para ela. Ela parecia mesmo um
pouco plida. Stevie Rae era to sensvel que mesmo que ela no conhecesse Chris ou Brad, a
morte deles claramente estavam chateando ela.Eu pus meus braos ao redor dela e apertei
quando passamos pela nossa porta. "Hey, tudo vai ficar bem."

"Yeah, eu sei. S estou cansada." Ela olhou para mim, mas ela no parecia to alegre como o
usual.

No falamos muito enquanto colocamos nosso pijama. Nala entrou pela porta de gatos, pulou
na minha cama, e estava dormindo quase to rpido quando Stevie Rae, o que foi um alivio
porque eu no tinha que fingir escrever as palavras para o ritual que eu j tinha terminado.
Tinha outra coisa que eu precisava fazer, e eu no queria explicar nenhuma parte disso para
ningum, nem minha melhor amiga.




DEZOITO


Meu livro de Sociologia Vampira 415 estava exatamente onde eu o deixei na prateleira de
livros em cima da mesa do meu computador. Era um livro de nvel de um snior ou, como
chamavam aqui, sestanista. Neferet o tinha me dado logo depois que eu cheguei quando foi
obvio que a Mudana acontecendo no meu corpo estava agindo num ritmo diferente do que
dos calouros normais. Ela queria me tirar da aula de sociologia dos terceiranistas e me mudar
para a aula mais avanada, mas eu consegui convencer ela do contrario, dizendo que eu j era
diferente o bastante, eu no precisava de mais nada para fazer de mim uma aberrao maior
do que o resto do pessoal aqui. Nosso compromito era que eu iria ler o livro do nvel 415,
capitulo por capitulo, e fazer perguntas a ela.

Ok, bem, eu queria fazer isso, mas houveram tantas coisas (assumir as Filhas Negras, namorar
Erik, trabalhos regulares, e coisas assim), e eu fiz um pouco menos do que olhar para meu livro
na prateleira.

Com um suspiro que soava quase to cansado quanto eu me sentia, eu levei o livro para a
cama e me ajeitei com uma montanha de travesseiros. Apesar dos horrveis eventos do dia, eu
tive que lutar para manter meus olhos abertos enquanto eu olhava o ndice e achava o que eu
estava procurando: nsia por sangue. Haviam vrias paginas depois da palavra, ento marquei
o ndice, virando a primeira pagina listada,e comecei a ler. Primeiro eram coisas que eu j tinha
descoberto sozinha: quando um calouro entra mais afundo na Mudana, desenvolve o gosto
por sangue. Beber sangue passa de ser algo horrvel para algo delicioso. Quando um calouro
est bem avanado no processo da Mudana, ela pode detectar o cheiro de sangue a distancia.
Por causa de mudanas no metabolismo, drogas e lcool tem menos efeito nos calouros, e
enquanto esses efeitos dissipam, eles iram descobrir que os efeitos de beber sangue
aumentam.

"No  brincadeira," eu disse. Mesmo beber sangue de calouros misturados com vinho tinha
me dado um incrvel barato. Beber o sangue de Heath foi como fogo explodindo
deliciosamente em mim. Eu pulei a leitura. Eu j sabia sobre essas coisas de ser gostoso. Ento
meus olhos viram uma nova linha, e eu parei na pagina.



SEXUALIDADE E NSIA POR SANGUE


Embora a freqncia de necessidade dependa da idade, sexo, e fora geral do vampiro, adultos
precisam periodicamente se alimentar de sangue humano para permanecerem saudveis e
sos. , por tanto, lgico que a evoluo, e nosso adorada deusa,Nyx, tenha se assegurando
que o processo de beber sangue seja prazeroso, tanto para o vampiro quanto para o humano
doador. Como j aprendemos, a saliva do vampiro age como um anti coagulante para o
sangue humano. A saliva de um vampiro tambm aumenta as endorfinas enquanto o sangue 
bebido, o que simula a zona de prazer do crebro, tanto humana quanto vampiro, e pode at
mesmo simular um orgasmo.




Eu pisquei e esfreguei minha mo no rosto. Bem, diabos! No era de se admirar que eu tenha
tido uma reao to vadia ao Heath. Ficar excitada enquanto bebia sangue est programado
nos meus genes que esto Mudando. Fascinada, eu continuei a ler.




Quanto mais velho o vampiro, mais endorfinas so liberadas durante o processo de beber
sangue, e mais intensas so a experincia de prazer para o humano e o vampiro.

Vampiros especularam durante sculos que o frenesi de beber sangue  o motivo principal dos
humanos terem difamado nossa raa. Humanos se sentem ameaados pela nossa habilidade
de trazer a eles um prazer to intenso durante um ato considerado perigoso e horrvel, ento
eles nos rotularam como predadores. A verdade,  claro,  que vampiros podem controlar sua
nsia por sangue, ento a poucos danos fsicos para o humano doador. O perigo est no
Imprint que freqentemente ocorre durante o ritual de beber sangue.
Completamente enojada, eu virei para a prxima sesso.


IMPRINTING

Um imprint entre um vampiro e um humano no ocorre toda vez que um vampiro se alimenta.
Muitos estudos foram realizados para tentar detectar exatamente do porque alguns humanos
Imprint e alguns no, mas existem vrios fatores determinantes, como ligao emocional,
relao entre humano e vampiro pr-Mudado, idade, orientao sexual, e freqncia que se
bebe o sangue, no h como prever com certeza vai ou no Imprint em um vampiro.



O texto continuou falando sobre como vampiros devem ter cuidado quando bebem de um
doador vivo, versus pegar sangue dos bancos de sangue, que  um negocio altamente secreto
e pouqussimos humanos esto cientes de que ele existe (aparentemente esses humanos so
muito bem pagos pelo seu silencio). O livro de sociologia franzia em beber sangue dos
humanos e havia vrios avisos sobre o quo perigos era ter um Imprint com um humano, e
como no s o humano estaria emocionalmente ligado ao vampiro, mas o vampiro tambm
est ligado ao humano. Isso me fez sentar direito. Com um enjo no estomago eu li sobre
como uma vez que o Imprint acontece o vampiro pode sentir as emoes do humano, e em
alguns casos pode tambm/ou rastrear o humano. Ento o texto saiu pela tangente falando
como Bram Stoker teve um Imprint com uma Alta Sacerdotisa vampira, mas que ele no
entendia o comprometimento dela com Nyx que vinha antes do lao deles, e em uma onda de
raiva ciumenta a traiu ao exagerar os aspectos negativos de um Imprint com seu famoso livro.
Drcula.

"Huh. Eu no fazia idia," eu disse. Ironicamente, Drcula era um dos meus livros favoritos
desde que o li quando tinha 13 anos. Eu pulei o resto da sesso at que veio a parte que eu
mordi o lbio enquanto lia devagar.



CALOURO  IMPRINT VAMPIRO


Como discutido no capitulo anterior, devido a possibilidade de Imprint, calouros so proibidos
de beber sangue de humanos doadores, mas eles podem experimentar entre si. Foi
comprovado que calouros no podem ter um Imprint entre si. No entanto,  possvel que um
vampiro adulto tenha um Imprint com um calouro. Isso leva a complicaes emocionais e
fsicas quando o calouro completa a Mudana que normalmente no so benficas para
nenhum dos vampiros; por tanto, beber sangue entre um calouro e um vampiro adulto 
estritamente proibido.


Eu balancei a cabea, aterrorizada de novo por ter visto sangue sendo bebido entre Neferet e
Elliott. Deixando de lado o fato de Elliott estar morto, o que ainda me confundia, Neferet era
uma poderosa Alta Sacerdotisa. No tinha como ela deixar um calouro beber dela (mesmo um
morto).

Teve um capitulo sobre como quebrar um Imprint, que eu comecei a ler, mas era muito
deprimente. Aparentemente envolvia a ajuda de uma poderosa Alta Sacerdotisa, muita dor
fsica, especialmente por parte do humano, e mesmo assim o humano e o vampiro tinham que
ter cuidado para ficar longe um do outro ou o Imprint poderia retornar.

Eu de repente me senti super fadigada. Quanto tempo fazia desde que eu realmente tinha
dormido? Mais de um dia. Eu olhei para o relogio. Eram 6:10. Iria comear a amanhecer em
breve. Me sentindo dura e velha eu levantei e pus o livro de volta na prateleira. Ento abri um
lado das pesadas cortinas que cobriram completamente a janela e bloqueavam a luz de fora.
Ainda estava nevando, e a luz hesitante do pr amanhecer o mundo parecia inocente e
sonhador. Era difcil imaginar que coisas to horrveis como adolescentes sendo mortos e
calouros mortos sendo reanimados pudesse acontecer l fora. Eu fechei os olhos e inclinei
minha cabea contra a vidraa legal. Eu no queria pensar em nenhuma dessas coisas agora.
Eu estava to cansada... to confusa... to incapaz de bolar a resposta que eu precisava.

Minha mente adormecida vagou. Eu queria deitar, a mas a janela legal era boa contra a minha
testa. Erik voltaria em menos de um dia. O pensamento me deu tanto dor de prazer e de culpa,
o que,  claro, me fez pensar em Heath.

Eu provavelmente Imprinted nele. A idia me assustava, mas tambm me seduzia. Seria to
horrvel ficar emocionalmente e fisicamente ligada a um Heath sbrio? Antes de conhecer Erik
(ou Loren) minha resposta definitivamente seria no, no seria horrvel. Agora no era o
horror que me preocupava. Era o fato deu ter que esconder a relao de todos.  claro que eu
podia mentir... a idia passou como uma fumaa venenosa na minha mente super estressada.
Neferet e at mesmo Erik que eu fui posta numa situao um ms atrs em que eu bebi o
sangue de Heath  antes de saber qualquer coisa sobre nsia de sangue e Imprint. Eu podia
fingir que eu Imprint nele l. Eu j tinha mencionado a possibilidade para Neferet. Talvez eu
pudesse arranjar um jeito de continuar vendo tanto Heath quanto Erik...

Eu sabia que meus pensamentos eram errados. Eu sabia que ver os dois era desonesto tanto
com Erik quando com Heath, mas eu estava to dividida! Eu realmente estava comeando a
gostar de Erik, alm do mais ele vivia no meu mundo e entendia os problemas da Mudana e
de abraar uma vida totalmente nova. Pensar sobre terminar com ele fazia meu corao doer.

Mas pensar sobre no ver Heath de novo, nunca provar o sangue dele de novo... me fez sentir
como se eu estivesse tendo um ataque de pnico. Eu suspirei de novo. Se isso era ruim para
mim, provavelmente era um zilho de vezes pior para Heath. Afinal de contas, faz um ms
desde que o vi, e todo esse tempo ele tem carregado uma lamina em seu bolso s caso me
encontrasse. Ele parou de beber e fumar por causa do que tinha acontecido conosco. E ele
estaria ansioso para se cortar e me deixar beber seu sangue. Lembrando, eu tremi, e no por
causa da frieza da janela, na qual eu ainda pressionava minha testa. Desejo me fez tremer. O
livro de Soc tinha descrito as razes por trs da nsia por sangue em palavras lgicas e
imparciais que nem comeavam a representar a verdade.

Beber o sangue de Heath era incrivelmente excitante. Algo que eu queria fazer de novo e de
novo. Logo. Agora, na verdade. Eu mordi meu lbio para me impedir de gemer enquanto
pensava em Heath  a dureza do corpo dele e o incrvel gosto do seu sangue.

E de repente enquanto parte da minha mente levantou, como uma sequencia tirada de uma
grande histria. Eu podia sentir aquela parte de mim procurando...caando...rastreando... at
que chegou em um quarto escuro e pairou em cima de uma cama. Eu suguei o ar. Heath!

Ele estava deitado de costas. O cabelo loiro dele estava desarrumado, o fazendo parecer um
garotinho. Ok, qualquer um poderia achar que ele era totalmente lindo. Quero dizer, vampiros
eram conhecidos por serem incrivelmente lindos e charmosos, e at mesmo um vampiro iria
admitir que Heath tinha uma alta pontuao na escala deles de beleza.

Como se ele pudesse sentir minha presena, ele se agitou no sono, virando sua cabea e
chutando para longe o cobertor que o cobria. Ele estava nu a no ser por uma boxer azul que
tinha sapos verdes gordos. A viso deles me fez sorrir. Mas o sorriso congelou no meu rosto
quando eu notei que eu agora podia ver a linha rosa que passava ao lado do pescoo dele.

Foi onde ele se cortou com a lamina e fez eu sugar o sangue dele. Eu quase podia sentir o
gosto de novo  o calor e a riqueza, como chocolate derretido, s que um zilho de vezes
melhor.

Incapaz de me impedir, eu gemi, e no mesmo instante Heath gemeu no seu sono.

"Zoey..."ele murmurou sonhador, e se mexeu inquieto de novo.

"Oh, Heath," eu sussurrei. "Eu no sei o que fazer sobre ns." Eu sabia muito bem o que eu
queria fazer. Eu queria ignorar minha exausto, entrar no meu carro, dirigir at a casa de
Heath, entrar pela janela do quarto dele (no  como se eu no tivesse feito isso antes), abrir a
ferida recm fechada em seu pescoo, e deixar o doce sangue dele passar por minha boca
enquanto eu pressionava meu corpo contra o dele e fazia amor pela primeira vez na vida.

"Zoey!" Dessa vez os olhos de Heath abriram. Ele gemeu de novo e sua mo foi para o duro
calombo em suas cuecas e ele comeou a 

Meus olhos abriram e eu estava de volta em meu quarto com minha testa pressionada contra
a janela, respirando com dificuldade.

Meu telefone tocou uma musica que dizia que eu tinha recebido uma mensagem. Minhas
mos tremiam enquanto eu o abria e lia: Eu te senti aqui. Prometa me encontrar na sexta.

Eu respirei fonte e respondi a Heath com duas palavras que fizeram meu estomago pular de
excitao: Eu prometo.

Eu fechei o telefone e o desliguei. Ento, forando para longe a imagem de Heath com seu
corte no pescoo, quente e desejoso, obviamente me querendo tanto quanto eu o queria, eu
sai da janela e fui para cama. Inacreditavelmente, meu relgio me dizia que agora eram 8:27.
Eu estive parada na janela por mais de duas horas! No era de se surpreender que meu corpo
estivesse to duro e dolorido. Eu fiz uma nota mental para pesquisar mais sobre o Imprint e a
conexo entre humano e vampiro na prxima vez que fosse para o media Center (que era
melhor ser cedo). Antes deu desligar o abajur eu olhei para Stevie Rae.Ela estava virada de
lado, suas costas para mim, mas sua respirao profunda me disse que ela ainda estava
dormindo. Bem, pelo menos meus amigos no sabiam o quo viciada por sangue e excitada eu
estava me tornado.

Eu queria Heath.

Eu precisava de Erik.

Eu estava intrigada por Loren.

Eu no fazia idia do que eu ia fazer com a baguna que minha vida tinha se tornado.
Eu esmaguei meu travesseiro numa bola. Eu estava to cansada que eu sentia que algum
tinha me drogado, mas minha mente no se calava. Quando acordasse ia ver Erik de novo e
provavelmente Loren. Eu tinha que encarar Neferet. Eu iria fazer meu primeiro ritual para um
grupo de garotos que provavelmente ficaram felizes por me ver falhar, ou pelo menos me
envergonhar miseravelmente, e sempre havia a possibilidade das duas coisas aconteceram.
Ento tinha a estranheza de saber que eu vi o que s poderia ser o fantasma de Elliott se
comportando de um jeito nada de fantasma. Sem mencionar outro adolescente humano que
estava morto e parecia cada vez que um vampiro tinha algo a ver com isso.

Eu fechei os olhos e disse ao meu corpo para relaxar e minha mente para se concentrar em
algo agradvel, como... como... o quo linda a neve era...

Devagar, a exausto tomou conta e finalmente, agradecida, eu cai em um sono profundo.




DEZENOVE

Algum batendo na porta me acordou do sonho sobre gatos e flocos de neve.

"Zoey! Stevie Rae!Voc vo se atrasar!" A voz de Shaunee parecia abafada mas urgente pela
porta, como um alarme irritante coberto por uma toalha.

"Ok, ok, estou indo," eu respondi enquanto tentava me livrar das cobertas com Nala
reclamando alto. Eu olhei para meu alarme, que eu no me incomodei de programar para
tocar. Quero dizer, no era como se fosse um dia de aula e eu normalmente no dormia mais
de 8 ou 9 hora e 

"Diabos!" Eu pisquei. Claramente, eram 22:59. Eu dormi mais de 12 horas? Eu tropecei at a
porta, parando para balanar a perna de Stevie Rae.

"Mumph," ela murmurou adormecida.

Eu abri a porta. Shaunee estava olhando para mim.

"Por favor em ficar dormindo a droga do dia todo!Vocs duas tem que parar de ficar
acordadas at tarde se no conseguem levantar. Erik vai se apresentar em meia hora."

"Ah, diabos!" Eu esfreguei o rosto, tentando me forar a acordar. "Eu esqueci disso."

Shaunee virou os olhos. " melhor voc se apressar e se vestir. E colocar muita maquiagem
nesse rosto plido e fazer algo sobre esse seu cabelo. O namorado tem procurado por voc."

"Ok, ok. Merda! Estou indo. Eu encontro voc e Erin "

Shaunee levantou a mo, me cortando. "Por favor. Sempre te cobrimos. Erin est no auditrio
guardado lugares na primeira fileira enquanto falamos."
" voc, mame? Eu no quero ir para escola hoje..." Stevie Rae murmurou, claramente no
estando acordado.

Shaunee bufou.

"Vamos nos apressar. Vocs s guardem lugares para ns." Eu fechei a porta e corri at Stevie
Rae. "Acorde!" Eu chacoalhei o ombro dela. Ela fez um barulho e franziu para mim.

"Huh?"

"Stevie Rae, so 22 horas. Dormimos de mais e estamos ridiculamente atrasadas."

"Huh?"

"S acorde de uma vez!" Eu surtei, descontando minha frustrao por ter dormido demais
nela.

"O que-" Ela olhou para o relgio, e ento pareceu finalmente entender.
"Ohminhadeusa!Estamos atrasadas."

Eu virei os olhos. " o que eu estou tentando te dizer. Eu vou vestir algo e mexer no cabelo e
fazer a maquiagem.  melhor voc ir para o chuveiro.Voc parece terrvel."

"Ok." Ela se arrastou para o banheiro.

Eu pus uma jeans e um suter preto, e ento fui fazer cabelo e maquiagem. Eu no conseguia
acreditar que tinha totalmente esquecido o fato de que Erik iria se apresentar seu monologo
Shakesperiano que ele levou na competio. Na verdade, eu no estava preocupada com a
colocao dele, o que no era da etiqueta de uma boa namorada.  claro no era como se eu
no tivesse outras coisas na cabea, mas ainda sim. Todos pensavam que eu era uma garota de
sorte que tinha pego Erik depois que ele escapou da nojenta teia de aranha de Afrodite (e por
teia quero dizer virilha). Diabos, eu achava que tinha sorte de t-lo, algo que era difcil lembrar
quando eu estava sugando o sangue de Heath e flertando com Loren.

"Desculpe por dormir demais,Z." Stevie Rae saiu do banheiro numa onda de vapor, a toalha
enrolada em seu cabelo loiro curto. Ela estava vestida muito parecida comigo, e ela ainda
devia estar meio adormecida porque ela parecia plida e cansada. Ela deu um enorme bocejo
e se esticou como um gato.

"No,  minha culpa." Eu me senti mal pelo jeito que eu surtei com ela. "Eu deveria saber que
com o pouco que eu tenho dormido eu deveria ligar o alarme." Eu suponho que no deveria
estar surpresa por Stevie Rae no estar dormindo muito tambm. Ela  minha melhor amiga e
definitivamente sabe quando eu estou super estressada. Provavelmente ns duas
precisvamos de um bom, longo sono como de um coma.

"Eu fico pronta num segundo. Eu s vou por um rmel e um gloss. Meu cabelo seca em dois
segundos," Stevie Rae disse.

Saimos em cinco minutos. No havia tempo para o caf da manha, samos com pressa do
quarto e praticamente corremos at o auditrio. Sentamos nos lugares que Erin tinha
guardado para ns assim que as luzes se apagaram, anunciando que havia 2 minutos antes do
inicio do programa comear, e para as pessoas tomarem seus lugares.
"Erik ficou aqui esperando por voc at um segundo atrs," Damien disse. Eu estava feliz por
ver que ele estava sentado do lado de Jack. Os dois realmente faziam um bom casal.

"Ele est brabo?" eu perguntei.

"Eu diria que confuso  uma descrio melhor," Shaunee disse.

"Ou preocupado. Ele parece preocupado tambm," Erin acrescentou.

Eu suspirei. "Voc no falou que dormi demais?"

"Da a razo do porque ele estar preocupado, "Shaunne disse.

"Eu contei a ele sobre a morte dos seus dois amigos. Erik entende que tem sido difcil para
voc, e  por isso que ele est preocupado," Damien disse, franzindo para Shaunee e Erin.

"S estou diznedo; Z, Erik  muito gostoso para ser deixado de lado," Erin disse. "Concordo,
Gmea," Shaunee disse.

"Eu no  " eu falei, mas as luzes me cortaram de novo.

A professora de teatro, Professora Nolan, foi para o palco e passou um tempo explicando a
importncia dos atores serem treinados nos clssicos, e falou sobre o quo prestigioso era a
competio de monlogos de Shakespeare que era para vampiros ao redor do mundo. Ela nos
lembrou que cada uma das 25 House of Night espalhadas pelo mundo mandaram seus 5
competidores mais fortes, o que significa que era um total de 125 talentosos calouros que
estavam competindo entre si.

"Jeesh, eu no fazia idia que Erik tinha que competir contra tantas pessoas," eu sussurrei para
Stevie Rae.

"Erik provavelmente arrasou. Ele  incrvel," Stevie Rae respondeu. Ento ela bocejou de novo
e tossiu.

Eu franzi para ela. Ela parecia acabada. Como ela ainda podia estar cansada?

"Desculpe." Ela sorriu com vergonha. "Eu tenho um sapo na garganta."

"Shhh!" As Gmeas falaram juntas.

Eu voltei minha ateno de volta para a Prof. Nolan.

"O resultado da competio foi liberado hoje, quando todos os nossos estudantes voltaram
para suas escolas. Eu irei anunciar a colocao de cada um dos nossos 5 finalistas e os
apresentar. Cada uma vai apresentar seu monologo da competio. Eu no posso comear a
dizer a vocs como estou orgulhosa do nosso time. Cada um deles fez um trabalho
excepcional." A prof. Nolan brilho de alegria. Ento ela apresentou o primeiro a se apresentar,
uma garota chamada Kaci Crump. Ela era uma quartanista que eu no conhecia muito bem
porque no dormitrio ela era quieta, embora ela parecesse ser legal. Eu no achava que ela
fosse membro das Filhas Negras, e fiz uma nota mental de mandar um convite para ela se
juntar. A prof. Nolan anunciou tinha ficado na posio 52 na competio com seu monologo de
Beatrice de Muito Barulho por Nada.

Eu achei que ela era boa, mas foi ultrapassada pela prxima, Cassie Kramme, uma quintanista
que ficou na colocao 25. Ela apresentou o famoso discurso de Portia de O mercador de
Veneza que comea com, "A qualidade da misericrdia no est estendida..." eu reconheci
porque eu o escolhi como o monologo que eu memorizei no meu ano de novata na SIHS. Uh, a
atuao de Cassie definitivamente arrasou. Eu tambm achava que ela no era membro das
Filhas Negras. Huh. Parece que Afrodite no queria muita competio para ser a rainha do
drama. Grande surpresa.

O prximo era um garoto que eu conhecia porque ele era amigo de Erik. Cole Clifton era alto,
loiro, e totalmente lindo. Ele terminou em 22 com sua traduo do discurso "mas suave, que
luz que por entre as janelas quebra..." de Romeu. Ok, ele era muito bom. Muito, muito bom.
Eu ouvi Shaunee e Erin (especialmente Shaunee) fazerem muitos barulhos apreciativos, e a
salva de palmas foi furiosa quando ele terminou. Huh... vou falar com Erik sobre arranjar
Shaunee com Cole. Em minha opinio mais garotos brancos deveriam namorar garotas negras.
Era bom para expandir o horizonte deles (especialmente com os garotos de Oklahoma).

Em falar de mulher de cor  a prxima a se apresentar foi Deino. Ela era uma mistura caia
morto de cabelo-lindo-de-morrer e uma pele de um leve chocolate. Ela tambm fazia parte do
circulo interior de Afrodite, ou costumava ser. Eu fui apresentada a ela no Ritual de Lua Cheia
de Afrodite. Daino era uma das trs melhores amigas de Afrodite. Elas se renomearam como
as trs irms mitolgicas de Gorgon and Scylla: Deino, Enyo, Pempheredo. Traduo, os nomes
significam Terrvel, Pronta para Guerra e Vespa.

Os nomes definitivamente se encaixavam. Elas eram odiosas, e vacas egostas que tinham
fugido de Afrodite durante o Ritual de Samhain, e at onde eu podia ver, no tinham se falado
desde ento. Ok, Afrodite tinha feito merda, e ela definitivamente era de ser temida, mas eu
podia fazer merda e ser uma vadia e eu no acho que Stevie Rae,as Gmeas, ou Damien iriam
se afastar de mim. Ficar fulos comigo  sim, definitivamente. Dizer que perdi a cabea  
claro. Mas se afastar  de jeito nenhum.

Professora Nolan apresentou Daino, dizendo que ela terminou nun incrvel 11, e ento Deino
comeou o monologo da morte de Cleopatra. Eu tenho que admitir ela era boa. Muito boa.
Vendo ela eu fiquei to deslumbrada com o talento dela que comecei a me perguntar o quanto
do odioso comportamento dela tinha sido influencia de Afrodite. Desde que eu assumi as
Filhas Negras nenhum dos amigos prximos de Afrodite causou nenhum problema. Na
verdade, agora que eu pensei sobre isso, eu percebi que Terrvel, Pronta para Guerra e Vespa
estavam sendo discretas. Huh.Bem, eu disse que queria incluir algum do circulo de Afrodite
em meu Conselho de Prefeitos. Talvez Deino fosse a escolha certa. Eu posso perguntar a Erik
sobre ela. Com Afrodite fora do poder eu poderia dar a chance a Deino (assim como
sinceramente desejar que o nome dela no fosse to perturbador).

Eu ainda estava considerando como contar a meus amigos (que tambm eram meus Prefeitos)
que eu estava pensando em convidar Terrvel para nosso Conselho quando a Prof. Nola
retornou para o palco e esperou pela audincia se aquietar. Quando ela comeou a falar seus
olhos brilharam de excitao e pareciam prontos para explodir.Eu senti um pouco de
adrenalina passar por mim. Erik tinha terminado entre os 10 primeiros!

"Erik Night  o ultimo a se apresentar. Ele tem um incrvel talento desde o dia em que foi
Marcada 3 anos atrs. Eu estou orgulhosa de ser sua professora e mentora," ela disse,
brilhando. "Por favor dem a ele uma boas vindas de heri que ele merece por ter tirado
primeiro lugar na Competio Internacional de Monlogos de Shakespeare!"

O auditrio explodiu quando Erik entrou, sorrindo, no palco. Eu mal podia respirar. Como eu
posso ter esquecido o qual lindo ele ? Alto  mais alto que Cole  cabelos pretos com um
adorvel corte de Superman, e olhos azuis to brilhantes que eram como olhar para o cu no
vero. Como os outros que se apresentaram, ele estava vestido de preto, com a insgnia de
quintanista de Nyx no seu peito do lado esquerdo como a nica coisa que quebrava a cor
escura. E, vou te contar, ele fazia o preto parecer bom.

Ele andou at o centro, parou, sorriu diretamente (e obviamente) nos meus olhos, e piscou
para mim. Ele era to gostoso que eu achei que fosse morrer. Ento ele curvou a cabea e
quando voltou ele no era o velho Erik Night de 18 anos, vampiro calouro, quintanista na
House of Night, mais. De alguma forma, na frente dos meus olhos, ele se tornou o guerreiro
Moorish que estava tendo explicar para um salo cheio de incrdulos o quanto a princesa
Venetian tinha se apaixonado por ele, e ele por ela.

"O pai dela me ama; frequentemente me convida;

Ainda questiona a histria da minha vida

De ano a ano, as batalhas, cercos, fortunas

Que eu passei."

Eu no podia tirar os olhos dele, assim como ningum no auditrio enquanto ele se
transformou em Othello. Eu tambm no consegui me impedir de comparar ele com Heath. Do
seu jeito, Heath era to talentoso e sucedido quanto Erik. Ele era um quarterback do Broken
Arrow, com uma futura faculdade incrvel e talvez ate mesmo futebol profissional no seu
futuro. Heath era um lder. Erik era um lder. Eu cresci vendo Heath jogar bola, tinha ficado
orgulhosa dele, e tinha torcido por ele. Mas nunca fiquei aterrada com o talento dele como eu
ficava pelo de Erik. E a nica vez que Heath me fez sentir como eu no pudesse respirar foi
quando ele cortou sua pele e ofereceu seu sangue para mim.

Erik pausou seu monologo, e se moveu mais para frente at estar parado na ponta do palco,
to perto que se eu levantasse eu poderia tocar ele. Ento ele olhou nos meus olhos e
completou o discurso de Othello para mim, como se fosse a ausente Desdemona enquanto ele
falou:

"Ela deseja que no tivesse ouvido, ainda sim ela deseja

O paraso q fez tal homem; ela me apavora,

E me deseja, se eu tivesse um amigo que a deseja,

Eu deveria ensinar a ele como contar minha histria,

E isso a cortejaria.

Com essa dica eu digo:

Ela me amou devido aos perigos que passei,
E eu amo que ela no os menospreze. "

Erik tocou seus dedos em seus lbios, ento estendeu sua mo para mim como se fosse para
oferecer um beijo formal, e ento pressionou seus dedos em cima do corao e se curvou. A
audincia irrompeu em de p aplausos. Stevie Rae ficou feliz do meu lado, limpando as
lagrimas e rindo.

"Isso foi to romntico que eu quase fiz xixi nas calas,"ela gritou.

"Eu tambm!" eu ri.

E ento a Prof. Nolan voltou para o palco, terminando as apresentao e direcionando todos
para a recepo com vinho e queijo que estava arrumada no lobby.

"Vem, Z," Erin disse, agarrando uma das minhas mos.

"Yeah, vamos ficar com voc porque aquele amigo de Erik que interpretou Romeu 
incrivelmente gostoso," Shaunee disse quando agarrou minha outra mo. As Gmeas
comearam a passar pela multido, gritando com os garotos que andavam devagar como
buzinas um pequeno barco. Eu olhei sem poder fazer nada para Damien e Stevie Rae.
Claramente eles teriam que se virar. As Gmeas eram uma fora alm do controle.

Ns disparamos para a ponta da multido tentando sair do auditrio como trs rolhas vindo a
superfcie. E de repente Erik estava ali, entrando no lobby pela entrada dos atores. Nossos
olhos se encontraram e ele instantaneamente parou de falar com Cole e foi direto na minha
direo.

"Mmm,mmm,mmm. Ele  totalmente timoooo," Shaunee murmurou.

"Como sempre, estamos em completo acordo, Gmea," Erin suspirou sonhadora.

Eu no podai fazer nada a no ser ficar ali e sorrir como uma idiota enquanto Erik nos
alcanava. Com uma fasca muito travessa nos olhos ele pegou minha mo, a beijou, e ento
fez uma reverencia e proclamou em sua voz de ator que foi carregada ao redor do salo, "Ol,
minha doce Desdemona."

Eu senti minhas bochechas ficarem quentes, e eu ri. Ele estava me colocando em seus braos,
mas de uma forma muito adequada para o publico quando eu ouvi uma odiosa risada familiar.
Afrodite, parecendo incrvel em sua saia curta, botas de cano longo, e um suter esquivo,
estava rindo enquanto (na verdade, ela rebolava mais do que andava  quero dizer, a garota
podia balanar a bunda) passava por ns. Por cima do ombro de Erik eu encontrei os olhos
dela e, com uma voz suave que teria soado amigvel se no estivesse saindo da boca dela ela
disse, "se ele est te chamando de Desdemona, ento sugiro que voc tenha cuidado. Se
sequer parecer que voc est traindo ele, ele vai te estrangular na sua cama. Mas voc nunca
trairia ele, trairia?" Ento ela virou seu longo, e perfeito cabelo loiro e se afastou.

Ningum disse nada por um segundo, ento as Gmeas, ao mesmo tempo, falaram,
"Problemas. Ela tem problemas," e ento todo mundo riu.

Todos menos eu. Tudo o que eu podia pensar era o fato de que ela tinha visto Loren e eu no
media Center, e que definitivamente podia parecer que eu estava traindo Erik. Ela estava me
avisando que ia contar a Erik? Ok, eu no estava preocupada com ele me estrangulando na
minha cama, mas ele acreditaria nela? E tambm, Afrodite muito-perfeita apario me
lembrou que eu estava usando um jeans amassado e um suter colocado com pressa. Meu
cabelo e maquiagem definitivamente pareceram melhores. Na verdade, eu acho que ainda
tenho a marca de um travesseiro na bochecha.

"No deixe ela te atingir,"Erik disse gentilmente.

Eu olhei para ele. Ele estava segurando minha mo e sorrindo para mim. Eu mentalmente me
chacoalhei. "No se preocuep, ela no vai," eu disse brilhantemente. "De qualquer forma,
quem se importa com ela? Voc ganhou a competio! Isso  incrvel, Erik. Estou orgulhosa de
voc!" Eu abracei ele, adorando o cheiro limpo dele e o como a altura dele me fazia sentir
pequena e delicada. E ento nosso pequeno bolso de privacidade desapareceu conforme mais
e mais pessoas saam do auditrio.

`Erik,  to legal que voc ganhou!" Erin disse. "Mas no  nenhuma surpresa. Voc
definitivamente arrasa no palco."

"Totalmente. Assim como o amigo ali." Shaunee acenou com o queixo em direo de Cole. "Ele
 um Romeo timo."

Erik riu. "Vou dizer a ele o que voc disse."

"Voc tambm pode dizer a ele que se ele quiser uma acar marrom como sua Julieta ele no
precisa olhar mais longe do que bem aqui." Ela apontou para si e mexeu nos lbios

"Gmea, se Julieta fosse negra eu no acredito que as coisas tivessem tido um final to ruim
entre ela e Romeo. Quero dizer, ns teramos mostrado mais senso do que beber aquela
poo para dormir e passar por todo o drama s por causa de um problema com os pais."

"Exatamente," Shaunne disse.

Nenhum de ns disse o obvio  que Erin, com seu cabelo loiro e olhos azuis, definitivamente
NO ERA NEGRA. Estamos muito acostumados com ela e Shaunee serem to parecidas para
questionar a estranheza delas.

"Erik, voc foi incrvel!" Damien se apressou com Jack o seguindo logo atrs.

"Parabens," Jack disse envergonhado, com definitivamente com entusiasmo.

Erik sorriu para eles. "Obrigado, gente. Hey, Jack. Estava muito nervoso antes da apresentao
para dizer que estou feliz que esteja aqui. Serei um bom colega de quarto."

O rosto fofo de Jack se iluminou, e eu apertei a mo de Erik. Essa era um das razes do porque
eu gostava tanto dele. Alm de ser lindo e alto, Erik era um cara autentico. Havia muitos caras
na posio dele (ridiculamente popular) que teriam ou ignorado esse colega de quarto
terceiranista, ou, pior, ficaria visivelmente fulo por ter que dividir um quarto com um "bicha."
Erik no era assim, e eu no pude impedir de o comparar com Heath, que provavelmente teria
surtado por ter que dividir um quarto com um garoto gay. No que Heath odiasse ou algo
assim, mas ele era um adolescente Okie tpico, que tende a ter uma mente pequena sobre
homofobia. O que me fez perceber que nunca perguntei a Erik de onde ele era. Jeesh, eu era
uma namorada horrvel.
"Voc me ouviu, Zoey?"

"Huh?" A pergunta de Damien calou minha tagarelice interior, mas no, eu no o ouvi.

"Ol! Terra para Zoey! Eu perguntei se voc percebeu que horas so. Voc lembra que o Ritual
da Lua Cheia comea a meia noite?"

Eu olhei para o relgio na parede. "Ah, diabos!" Era 23:05. Eu ainda precisava trocar de roupa
e ento ir at o salo de recreao, acender as velas do circulo, me certificar que as 5 velas dos
elementos estivesse no lugar, e ver a mesa da deusa. "Erik, sinto muito, mas tenho que ir. Tem
um milho de coisas para fazer antes do ritual comear." Eu fiz contato com visual com cada
um dos meus amigos. "Vocs tem que vir comigo," Eles acenaram como a cabea de uma
boneca. Eu me virei para Erik. "Voc vai no ritual, no vai?"

"Sim. E isso me lembra. Eu te comprei algo em Nova Iorque. Pera s um segundo, que eu vou
pegar."

Ele se apressou de volta para a entra dos atores no auditrio.

"Eu juro que ele  bom demais para ser verdade, "Erin disse.

"Vamos esperar que o amigo dele seja como ele," Shaunee disse, mandando um sorriso de
flerte para Cole, que eu notei que ele respondeu.

"Damien, voc pegou o eucalipto e salva para mim?" Eu j estava me sentindo nervosa.
Diabos! Eu deveria ter comido. Meu estomago estava vazio como uma caverna s esperando
para se apertar.

"No se preocupe, Z. Eu peguei o eucalipto e at o atei junto com a salva para voc," Damien
disse.

"Tudo ser perfeito,voc vai ver,"Stevie Rae disse. "Yeah, voc no precisa ficar nervosa,"
Shaunee disse.

"Estaremos l com voc," Erin disse.

Eu sorri para eles, incrivelmente feliz por eles serem meus amigos. E ento Erik voltou. Ele me
entregou uma caixa branca que ele estava carregando. Eu hesitei antes de ouvir o que
Shaunee disse, "Z, se voc no abrir, abro eu."

"Pode ter certeza." Erin disse.

Ansiosa, eu tirei o lao decorativo que o mantinha fechado, e abri a tampa, e arfeit (junto com
todo mundo que estava perto para ver). Dentro da caixa estava o vestido mais lindo que eu j
vi. Era preto, mas tecido num material com pequenas particular metlicas de prata, para que
sempre que a luz o tocasse, ele brilhasse e reluzisse como as estrelas da noite.

"Erik, isso  lindo." Eu soei engasgada porque eu estava tentando no fazer papel de boba e
comear a chorar.
"Eu queria que voc tivesse algo especial para o seu primeiro ritual como lder das Filhas
Negras," ele disse.

Nos abraamos de novo antes dos meus amigos e eu termos que nos apressar at o salo de
recreao. Eu apertei o vestido contra o meu perito e tentei no pensar sobre o fato de que
enquanto Erik estava me comprando um presente incrvel eu estive ou sugando o sangue de
Heath ou flertando com Loren. E enquanto eu tentava no pensar nisso, eu tentei ignorar a voz
culpada dentro da minha cabea que ficava dizendo, de novo e de novo, Voc no merece
ele... voc no merece ele.... voc no merece ele...




VINTE


"Shaunee,Erin, e Stevie Rae  vocs comeam a acender as velas. Damien, se voc colocas as
velas coloridas em posio vou me certificar que tudo esteja pronto na mesa da Nyx."

"Fcil " Shaunee disse

"Fcil," Erin completou.

"Japons," Stevie Rae acrescentou, fazendo as Gmeas virarem os olhos.

"As velas de elementos ainda esto no deposito?" Damien perguntou.

"Yep," eu respondi enquanto ia para a cozinha. Eu estava feliz por j ter arrumado uma grande
travessa de frutas, queijos, e carnes para a mesa de Nyx. Eu precisava apenas pegar uma
garrafa de vinho do refrigerador, e arrumar o arranja no mesa colocada no centro de um
enorme circulo feito de velas brancas. A mesa tinha uma taa ornamentada pea, assim como
uma linda estatueta da deusa, junto com,um elegante isqueiro, e a vela que representava
esprito, o ultimo elemento que eu ia chamar na circulo. A mesa simbolizava a riqueza das
bnos que Nyx da a seus filhos, vampiros e calouros. Eu gostei de arrumar a mesa da deusa.
Me deixou clama, algo que eu precisava muito essa noite. Eu arranjei a comida e o vinho, e
repassei na mente as palavras para o ritual que eu ia usar  olhar para o relgio e meu
estmago se apertou  15 minutos. Calouros j estavam comeando a vir na sala de recreao,
mas esto sendo submissos e esperam nos cantos do grande sala em grupos enquanto eles
observam as Gmeas e Stevie Rae acender as velas brancas que estavam na circunferncia do
circulo. Talvez eu no fosso a nica nervosa por causa de hoje a noite. Era uma grande
mudana liderar as Filhas Negras. Afrodite era a lder a 2 anos, e nesse tem o grupo se tornou
faccioso e esnobe, onde calouros que no faziam "parte" da multido eram gozados.

Bem, as coisas mudaram hoje a noite.

Eu olhei para meus amigos. Todos nos apresamos para mudar de roupa antes de vir para a sala
de recreao, e todos tinham escolhido usar preto para manter o tema do incrvel vestido que
Erik me deu. Eu me olhei um zilho de vezes. O vestido era simples, mas perfeito. Tinha uma
gola redonda que era baixa, mas no baixa o do estilo vadio do vestido que Afrodite usou no
seu ritual. Era de manga comprida e marcava meu corpo at a cintura, e dali caia em grandes
ondas at o cho. As partculas prateadas reluziam com a luz sempre que eu me mexia.O que
tambm reluzia sempre que eu me mexia era o colar prateado ao redor do meu pescoo. Cada
Filha e Filho Negro tinha um colar similar, com duas excees  minhas trs luas tinham
granada incrustada, e o meu era o colar que foi exatamente o mesmo colar que foi encontrado
no corpo de um adolescente humano. Ok, no era exatamente o meu colar que tinha sido
encontrado. Era como o meu. Exatamente igual ao meu.

No. Eu no ia pensar em coisas negativas hoje a noite. Eu iria me concetrar apenas em coisas
boas, e em me preparar para liderar meu primeiro ritual publico. Damien voltou para a sala
principal com uma grande travessa em que ele balanava as 4 velas que representavam cada
elemento: amarelo para ar, vermelho para o fogo, azul para gua, e verde para terra. Eu j
tinha posto a vela prpura para o esprito em cima da mesa de Nyx. Eu sorri e pensei em qual
maravilhosos meus amigos pareciam, vestidos de maneira chique em preto com seus colares
prateados das Filhas Negras. Stevie Rae j tinha tomado seu lugar no circulo onde a terra
deveria ficar. Damien entregou a ela a vela verde. Eu estava observando eles, ento no houve
erro no que eu vi. Quando Stevie Rae tocou sua vela, os olhos dela se alargaram e ela deixou
escapar um estranho som que era uma mistura entre um grito e um engasgo. Damien deu um
passo to apressado que ele teve que equilibrar as outras velas para impedir elas de cair.

"Voc sentiu?" A voz de Stevie Rae soava estranha, apresada e amplificada.

Damien parecia abalado, mas ele acenou e disse, "Yeah, e eu tambm senti o cheiro."

Os dois viraram para olhar para mim.

"Uh, Zoey, voc pode vir aqui um segundo?" Damien perguntou. Ele soava normal de novo, e
se eu no tivesse vendo o que tinha acontecido entre os dois eu teria achado que nada demais
estava acontecendo a no ser que talvez eles precisassem de ajuda com as velas.

Mas eu tinha visto,que foi o porque deu no ter gritado no centro do circulo para perguntar o
que eles queriam. Ao invs disso eu me apressei at eles e mantive a voz baixa. "O que est
acontecendo?"

"Conte a ela," Damien disse para Stevie Rae.

Ainda com os olhos bem espantados, assustada, e mais do que um pouco plida, Stevie Rae
disse, "Voc consegue sentir o cheiro?"

Eu franzi. "Cheiro? O que "E ento eu senti o cheiro  grama recm cortada, mel, e algo mais
que eu juro me lembrava o cheiro da terra recm lavrada na fazenda da vov.

"Eu sinto," eu disse hesitantemente, me sentindo confusa. "Mas eu no chamei a terra para o
circulo." Minha afinidade, ou poder, dada por Nyx me dava a habilidade de materializar os 5
elementos. Mesmo depois de um ms, eu no tinha certeza do que envolvia todo aquele
poder, mas uma coisa que eu sabia era que quando eu lanava um circulo e chamava cada um
dos elementos, todos se manifestavam de forma fsica. O vento me envolvia quando eu
chamava o ar. Fogo fazia minha pele brilhar de calor (e, francamente, me fazia suar). Eu podia
sentir a frieza do mar quando eu evocava a gua. E quando eu chamava a terra para o circulo
eu sentia o cheiro de coisas da terra e at mesmo grama de baixo dos meus ps (mesmo
usando sapatos, o que era realmente estranho).
Mas, como eu disse, eu no tinha comeado a lanar o circulo, ento no tinha chamado
nenhum elemento, ainda sim Stevie Rae, Damien, e eu estvamos claramente sentindo o
cheiro de coisas da terra.

Ento Damien sugou o ar e o rosto dele se tornou um enorme sorriso. "Stevie Rae tem uma
afinidade pela terra!"

"Huh?" eu disse brilhantemente.

"De jeito nenhum," Stevie Rae disse.

"Tente isso," Damien continuou, sua excitao crescendo a cada segundo. "Feche seus olhos,
Stevie Rae, e pense sobre a terra." Ele olhou para mim. "Voc no pense."

"Ok," eu disse rapidamente. A excitao dele era contagiosa. Seria fantstico se Stevie Rae
tivesse uma afinidade pela terra. Ter a afinidade com um elemento era um poderoso dom
dado por Nyx, e eu definitivamente iria amar se minha melhor amiga fosse abenoada dessa
forma por nossa deusa.

"Ok." Stevie Rae soava sem flego, mas ela fechou os olhos.

"O que est acontecendo?" Erin disse.

"Porque ela est de olhos fechados?" Shaunee disse. Ento ela cheirou o ar. "E porque est
cheirando a feno por aqui? Stevie Rae, eu juro que se voc estiver usando algum perfume
rstico eu vou bater em voc. "

"Shhh!" Damien pos o dedo nos lbios e a mando se calar. "Achamos que Stevie Rae pode ter
desenvolvido uma afinidade pela terra."

Shaunee piscou. "Nuh uh!"

"Huh," Erin disse.

"Eu no consigo me concentrar com vocs falando," Stevie Rae disse, abrindo os olhos e
encarando as Gmeas.

"Desculpe," elas murmuram.

"Tente de novo," eu a encorajei.

Ela acenou. Ento ela fechou os olhos e se enrugou se concentrado enquanto pensava sobre a
terra. Eu no pensei sobre isso, o que foi difcil porque em alguns segundos o ar estava cheio
com o cheiro de grama recm cortada, e flores, e eu at podia ouvir passaras cantando feito
loucos e 

"Ohmeudeus! Stevie Rae tem uma afinidade pela terra!" eu gritei. Os olhos de Stevie Rae se
abriram e ela cobriu a boca com as duas mos, parecendo chocada e excitada.

"Stevie Rae, isso  incrvel!" Damien disse, e em um segundo tidis ns estavamos dando os
parabns e abraando ela enquanto ela chorava lagrimas de alegria.
E ento aconteceu. Eu tive um dos meus pressentimentos. E dessa vez (graas a Deus) era um
bom.

"Damien, Shaunne, Erin  eu quero que vocs tomem seus lugares no circulo." Eles me deram
olhares questionadores, mas devem ter reconhecido meu tom de voz porque
instantaneamente fizeram o que eu pedi. Eu no era a chefe deles exatamente, mas meus
amigos respeitavam que eu estava treinando para algum dia ser a Alta Sacerdotisa, ento eles
obedientemente foram para seus lugares no circulo que eu tinha apontado para cada um deles
quando s ramos nos cinco, e eu estava lanando um circulo para tentar descobrir se eu
realmente tinha uma afinidade, ou se s tinha pouco senso e uma bela imaginao.

Quando eles tomaram seus lugares eu olhei ao redor para os garotos que j estavam na sala de
recreao. Eu definitivamente ia precisar da ajuda de fora. Ento Erik entrou na sala com Jack,
e eu ri e fiz meno para eles virem at mim.

"O que foi,Z? Voc parece que vai explodir," Erik disse, e ento ele baixou a voz, e no meu
ouvido disse, "E voc est linda nesse vestido tanto quanto achei que ficaria."

"Obrigada,eu o adoro!" Ento eu dei um rpido giro que era meio de flerte com Erik, e
parcialmente pura felicidade pelo que eu tinha quase certeza que ia acontecer. "Jack, voc por
favor pode ir at Damien pegar a bandeja de velas que ele est segurando e trazer elas aqui no
meio do circulo?"

"Yep," Jack disse e correu para fazer o que eu pedi. Ok, ele no correu de verdade, mas foi
bem alegrinho.

"O que est acontecendo?" Erik perguntou.

"Voc vai ver." Eu ri, mal capaz de suprimir minha excitao.

Quando Jack voltou com as velas eu pus a bandeja na mesa de Nyx. Eu me concentrei por um
segundo, e decidi que meus instintos diziam que fogo era a escolha certa. Ento eu peguei a
vela vermelha e a entreguei a Erik. "Ok, eu preciso que voc entregue essa vela para Shaunee."

Erik enrugou a testa. "S levar at ela?"

"Yeah. Entregue para ela e preste ateno."

"No que?"

"Eu prefiro no dizer."

Ele deu nos ombros e me deu um olhar que dizia que mesmo que ele me achasse gostosa ele
tambm achava que eu tinha perdido a cabea, mas ele fez o que eu pedi e andou at Shaunee
que estava parada na parte sul do circulo  a rea que eu chamava do elemento do fogo. Ele
parou na frente dela. Shaunee olhou para mim.

"Pegue a vela dele," eu falei para ela, me concentrado em quo lindo Erik parecia para no
pensar em fogo.

Shaunee deu nos ombros. "Ok," ela disse.
Ela pegou a vela vermelha de Erik. Eu estava observando ela atentamente, mas no era
necessrio. O que aconteceu foi to obvio que vrios garotos parados ao redor do lado de fora
do circulo arfaram com Shaunee. No instante que a mo dela tocou a vela houve um barulho
de whooosh. Seu longo cabelo preto comeou a levantar e a se quebrar como se estivesse
cheio de eletricidade esttica, e sua linda pele chocolate brilhou como se tivesse sido acessa
por dentor.

"Eu sabia!" eu disse, praticamente pulando pra cima e pra baixo de excitao.

Shaunee olhou para seu corpo brilhando e encontrou meus olhos. "Eu estou fazendo isso, no
estou?"

"Voc est!"

"Eu tenho uma afinidade pelo fogo!"

"Sim, voc tem!" Eu gritei feliz.

Eu ouvi vrios oohs e ahhs de todos parados na multido, mas eu no tinha tempo para eles
agora. Seguindo meu instinto eu apontei para Erik voltar para o centro do circulo, o que ele fez
com um enorme sorriso no rosto.

"Essa pode ser a coisa mais legal que eu j vi," ele disse.

"S espere. Se eu estiver certa, e eu acho que estou, tem mais." Eu dei a ele a vela azul. "Agora
leve essa para Erin."

"Seu desejo  uma ordem," ele disse com uma reverencia. Se mais algum se curvasse daquele
jeito em publico teria parecido idiota. Erik parecia super quente  parte cavalheiro, parte
pirata bad boy. Eu estava pensando sobre o quo gostoso Erik era quando Erin e Shaunee
fizeram dois guinchos gmeos de felicidade quase ao mesmo tempo.

"Olhe para o cho!" Erin estava apontando para o cho de azulejo da sala de recreao. Em
uma area circular ao redor dela estava se ondulando e parecia estar se enrolando contra os
ps dela, embora nada realmente estivesse molhado, fazendo parecer que Erin estava parada
no meio de uma costa ocenica fantasma. Ento ela me olhou com seus olhos azuis que
brilhavam . "Oh, Z! gua  minha afinidade!"

Eu ri para ela. "Sim, !"

Erik voltou para mim. Dessa vez eu nem tive que pedir para ele pegar a vela amarela.

"Damien, certo?" ele disse.

"Totalmente certo."

Ele foi at Damien, que estava parada na parte leste do circulo onde o elemento do ar deveria
se manifestar. Erik ofereceu a vela amarela para Damien. Damien no a tocou. Ao invs disso,
ele olhou para mim por cima de Erik. O garoto parecia assustado.

"Est tudo bem, v em frente e pegue," eu disse a ele.
"Tem certeza que vai ficar tudo bem?" Ele olhou nervoso ao redor para o que agora era uma
enorme multido de calouros que assistiam com expectativa.

Eu sabia o que estava errado. Damien estava com medo de falhar, que ele no receberia a
mgica que estava acontecendo com as garotas. Na aula de sociologia aprendemos que 
incomum um dom to forte como uma afinidade por um elemento ser dada a um homem. Nyx
dava dons a homens com uma fora excepcional, e a afinidade deles normalmente tem a ver
com o fsico, como Dragon, nosso instrutor de esgrima, que tinha o dom de uma excepcional
rapidez e uma viso precisa.Ar era definitivamente uma afinidade feminina, e no seria nada
menor que incrvel para Nyx dar o dom a Damien da afinidade com o ar. Mas eu tinha um
calmo sentimento de felicidade dentro de mim. Eu acenei para Damien e tentei passar minha
confiana para ele."Tenho certeza. Ficarei ocupada pensando no quo fofo Erik  enquanto
voc chama o ar," eu disse.

Enquanto Erik ria por cima do ombro para mim Damien respirou fundo, e parecendo como se
tivesse que agarrar uma bomba, ele pegou a vela de Erik.

"Soberbo! Glorioso! Fantastico!" Damien usava seu vocabulrio enquanto seu cabelo marrom
levantava e suas roubas voavam pelo vendo repentino que o cercou. Quando ele me olhou de
novo lagrimas de felicidade estavam caindo pelas bochechas dele. "Nyx me deu um dom. Eu,"
ele anunciou cuidadosamente, e eu sabia o que ele estava dizendo naquela palavra  que ele
percebeu que Nyx o achava digno mesmo que seus pais no achassem, e mesmo que na maior
parte da sua vida as pessoas tenham gozado dele porque ele gosta de caras. Eu tive que piscar
com fora para me impedir de chorar feito beb.

"Sim, voc," eu disse firmemente.

"Seus amigos so espetaculares, Zoey." A voz de Neferet foi carregada pelo barulho de
excitao dos garotos que agora estavam indo em direo aos 4 novos talentos descobertos.

A Alta Sacerdotisa estava parada dentro da entrada do salo de recreao, e eu me perguntei a
quanto tempo ela estava ali. Eu pude ver que haviam alguns professores com ela, mas eles
estavam nas sombras da porta e era difcil dizer quem eram exatamente. Ok. Voc pode fazer
isso. Voc pode encarar ela. Eu engoli com fora e forcei meus pensamentos a se focarem em
meus amigos e o milagre que tinha acabado de acontecer com eles.

"Sim, meus amigos so espetaculares!" Eu concordei entusiasmada.

Neferet acenou. " o certo que Nyx, com sua sabedoria, tenha te dado um dom, uma caloura
com poderes to incomuns, e para um grupo de amigos que tambm so abenoados com
poderes impressionantes." Ela dramaticamente ergueu os braos. "Eu prevejo que esse grupo
de calouros ira fazer histria. Nunca antes tanto foi dado para tantos ao mesmo tempo e
lugar." O sorriso dela incluiu todos ns e ela realmente parecia uma me amorosa. Eu teria
sido pega como todos os outros pelo seu calor e beleza se no tivesse sido pela viso da fina
linha vermelha no seu corte que ainda estava se curando que estava em seu ante brao. Eu
tremi e forcei meus olhos e pensamentos da evidencia de que o que eu tinha testemunhado
definitivamente no tinha sido um fragmento da minha imaginao.

Uma boa coisa, tambm, porque Neferet virou sua ateno para mim.

"Zoey, eu acredito que essa  a hora perfeita para anunciar seu plano para as Filhas e Filhos
Negros." Eu abri minha boca para comear a explicar o que eu tinha em mente (embora eu
tenha planejado anunciar as mudanas que eu queria fazer depois de lanar o circulo e dar aos
`velhos' membros algumas provas de que eu tinha recebido um dom de Nyx), mas ningum
prestou ateno em mim. A ateno de todos estavam em Neferet enquanto ela entrou na
sala e parou no muito longe de Shaunne para que a manifestao da minha amiga do fogo
acendesse a Alta Sacerdotisa como um holofote feito de chamas. Com a mesma poderosa e
sedutora voz que ela usava durante os rituais, Neferet falou. S que dessa vez ela estava
usando minhas palavras  minhas idias.

"Est na hora das Filhas Negras ter uma fundao. Foi decidido que Zoey Redbird ira comear
uma era e uma nova tradio com sua liderana. Ela ira formar um Conselho de Prefeitos,
composto por vrios calouros, no qual ela seria a lder. Os outros membros do conselho sero
Shaunee Cole, Erin Bates,Stevie Rae Johnson, Damien Maslin, e Erik Night. Havera mas um
Prefeito a ser escolhido do antigo circulo de amizade de Afrodite para representar meu desejo
por unio entre os calouros."

O desejo dela? Eu cerrei os dentes e tentei encontrar meu lugar feliz enquanto Neferet parou
para deixar morrer os sons gerais de felicidade (que incluram as Gmeas, Stevie Rae,Damien,
Erik, e Jack, batendo palmas). Jessh. Ela estava fazendo parecer que ela era responsvel pelas
idias que eu pesquisei por semanas!

"O Conselho de Prefeitos ser responsabilidade do novo grupo de Filhas e Filhos Negros, que
inclui ter certeza de que desse dia em diante os membros tero de seguir as seguintes idias:
eles devem ser autnticos pelo ar; eles devem ser fieis pelo fogo; eles devem ser sbios pela
gua; eles devem ser empticos pela terra; e eles devem ser sinceros pelo esprito. Se as Filhas
e Filhos negros no seguirem esses novos ideais, ser responsabilidade os Prefeitos do
Conselho decidir uma penalidade, que pode incluir expulso do grupo." Ela parou de novo, e
eu percebi o quo srios e prestando ateno todos estavam, que era a reao que eu
esperava para quando eu fizesse esse anuncio durante o Ritual da Lua Cheia. "Eu tambm
decidi que nossos calouros devem se envolver mais na comunidade. Afinal de contas,
ignorncia gera medo e dio. Ento eu quero que as Filhas e Filhos Negros comecem a
trabalhar com caridade local. Depois de muita considerao eu decidi que a organizao
perfeita seria os Gatos de Rua, o resgate para gatos de rua."

Houve risadas por causa disso, que foi a reao que Neferet teve quando eu disse a ela minha
deciso para fazer as Filhas Negras se envolverem com caridade Eu no conseguia acreditar
que Neferet estava pegando o credito por tudo que eu tinha dito a ela na noite no jantar.

"Eu vou deixar vocs agora. Esse  o ritual de Zoey, e s estou aqui para mostrar meu apoio
para meus calouros talentosos." Ela me deu um sorriso gentil, que eu me fiz retornar. "Mas
primeiro eu tenho um presente para o novo Prefeito do Conselho." Ela bateu as mos e 5
vampiros homens que eu nunca vi antes saram das sombras da entrada. Eles estavam
carregando o que parecia um grosso azulejo retangular que devia ter 30 centmetros de
largura e uns 10 centmetros de espessura. Eles o colocaram no cho perto dos ps dela e
desapareceram pela porta. Eu encarei as coisas. Eram de uma cor creme e pareciam estar
molhados. Eu no fazia idia do que eram. A risada de Neferet passou ao nosso redor, fazendo
meus dentes cerrarem. Mais ningum achava que ela soava totalmente protetora?

"Zoey, estou chocada por no reconhecer sua prpria idia!"

"Eu  no. Eu no sei o que so," eu disse.
"So quadrados de cimento molhado. Eu lembrei que voc me disse que queria que cada
membro do Conselho de Prefeitos tivesse uma impresso de sua mo para que a impresso
seja preservada para sempre. Hoje seis ou sete membros do novo Conselho podem fazer isso."

Eu pisquei para ela. timo. Ela finalmente me deu o credito por algo, e isso era idia de
Damien. "Obrigado pelo presente," eu disse, e ento adicionei rapidamente, "E foi idia de
Damien fazer as impresses das mos, no minha."

O sorriso dela era cegante, e ento ela virou para Damien e eu no tive que olhar para ele para
saber que ele estava praticamente pulando de prazer. "E que idia incrvel Damien." Ento ela
se dirigiu a sala toda de novo. "Eu estou satisfeita por Nyx ter dotado esse grupo to
completamente. E eu digo bnos para todos vocs, boa noite!" Ela foi para o cho com uma
graciosa cortesia. Ento, pelas palmas dos calouros, ela se ergueu e fez uma maginifica sada
com a saia esvoaando.

O que me deixou parada no meio do circulo me sentindo estar super arrumada e com nenhum
lugar para ir.




VINTE E UM


Demorou uma eternidade para todo mundo sentar para o ritual comear, especialmente
porque eu no podia mostrar como eu realmente estava me sentindo  que era fula. No s
ningum ia entender, mas tambm no acreditaria no que eu estava comeando a ver: que
tinha algo negro e errado sobre Neferet. E porque algum iria entender ou acreditar em mim?
Eu era, afinal de contas, s uma garota.No importava que poderes Nyx tinha me dado eu
totalmente no estava na mesma liga que a Alta Sacerdotisa. Alm disso, ningum alm de
mim testemunhou os pequenos pedaos que estavam se juntando para fazer uma terrvel
figura.

Afrodite iria me entender e acreditar em mim. Eu odiava que essa idia fosse verdade.

"Zoey, me diga quando estiver pronta para comear a musica,"Jack falou do canto de trs da
sala de recreao onde estava o equipamento de udio. Apararentemente era bom com
eletrnicos, ento instantaneamente dei a ele a incumbncia de cuidar da musica para o ritual.

"Ok, s um segundo. Que tal eu acenar para voc quando estiver pronta?"

"timo por mim!" ele disse com um sorriso.

Eu dei alguns passos para trs, percebendo que, ironicamente, eu estava parada quase
exatamente onde Neferet tinha estado no muito tempo atrs. Eu tentei limpar minha mente
da confuso e negatividade que eu estava cercada. Meus olhos viajaram ao redor do circulo.
Tinha uma boa quantidade de gente presente  na verdade mais do que esperei que
aparecesse. Eles tinham se aquietado, embora ainda tivesse um ar de excitao na sala. As
velas brancas em suas vasilhas altas iluminavam o circulo em uma limpa e brilhosa luz. Eu
podia ver meus quatro amigos parados em suas posies, esperando com expectativa para
mim comear o ritual. Eu me foquei neles e no incrvel dom que eles tinham recebido, e me
aprontei para acenar a Jack.
"Eu pensei em voluntariar meus servios para voc."

A voz profunda de Loren me fez pular e fazer um barulho extremamente nada atraente. Ele
estava parado atrs de mim na entrada.

"Merda, Loren! Voc me assustou tanto que eu quase me mijei!" Eu disse antes de poder
controlar minha boca de nerd. Mas eu estava falando a verdade, Loren me fez quase desmaiar
de medo.

Aparentemente ele no se importou com a minha incapacidade de controlar minha boca. Ele
me deu um longo sorriso sexy. "Eu pensei que voc sabia que eu estava aqui."

"No. Eu estava um pouco distrada."

"Estressada, eu aposto."Ele tocou meu brao em um gesto que provavelmente parecia
inocente. Sabe, amigvel e profissional dando apoio. Mas parecia carinho, um carinho muito
quente. O sorriso escondido dele me fez imaginar sobre a intuio dos vampiros. Se ele
pudesse ler qualquer parte da minha mente eu iria morrer. "Bem, estou aqui para ajudar o seu
estresse."
Ele estava brincando? S a viso dele me fez perder a cabea. Livre de estresse perto de Loren
Blake? Dificilmente.

"Verdade? Como voc vai fazer isso?" eu perguntei com a sombra de um sorriso de flerte,
muito ciente que a sala toda estava nos observando e que a sala toda inclua meu namorado.

"Eu farei para voc o que fao para Neferet."

O silencio passou entre ns enquanto minha mente imaginava exatamente o que ele fazia para
Neferet. Graas a Deus, ele no me deixou pensar muito.

"Toda Alta Sacerdotisa tem um poeta que recita antigos versos para evocar a presena de uma
Musa quando ela entra no ritual. Hoje, estou me oferecendo para recitar para um Alta
Sacerdotisa em treinamento muito especial. Alm do mais acredito que tem alguns mal
entendidos que temos que esclarecer."

Ele cruzou o seu punho no corao em um gesto de respeito que as pessoas geralmente usam
quando complementam Neferet. Diferente de uma confiante e legal Alta Sacerdotisa, e muito
como uma nerd, eu s fiquei parada ali olhando para ele. Quero dizer, eu no fazia idia do
que ele estava falando. Mal entendidos? Como se algum acreditasse que eu soubesse o que
diabos eu estava fazendo?

"Mas preciso da sua permisso," ele continuou. "Eu no quero me intrometer no seu ritual."

"Oh, no!" Ento eu percebi que ele deveria achar que meu silencio e ento meu oh,
significasse no, e eu me segurei. "O que eu quero dizer  que no, voc definitivamente no
est se intrometendo, e sim, eu aceito sua oferta. Graciosamente," eu acrescentei, me
perguntando como eu me senti adulta e sexy perto desse homem.

O sorriso dele me fez querer derreter numa piscina aos ps dele. "Excelente. Quando estiver
pronta, me diga e vou comear a introduo." Ele olhou para onde Jack estava rindo para ns.
"Se importa se eu falar com o seu assistente sobre a breve mudana de planos?"
"No," eu disse, me sentindo surreal. Quando Loren passou por mim o brao dele tocou o meu
intimamente. Eu estava imaginando o flerte que estava acontecendo entre ns? Eu olhei para
o circulo e vi que todos estavam me encarando. Relutantemente, eu encontrei Erik onde ele
estava parado perto de Stevie Rae. Ele sorriu para mim e piscou. Ok, no parecia que Erik tinha
notado nada errado com o comportamento de Loren em relao a mim. Eu olhei para Shaunee
e Erin. Elas estavam seguindo Loren com olhos de fome. Elas devem ter sentido eu olhar para
elas, porque elas conseguiram tirar os olhos da bunda de Loren. Elas balanaram suas
sobrancelhas para mim e riram. Elas tambm, estavam agindo completamente normal.

Era s eu que estava agindo estranha sobre Loren.

"Se controle!" Eu disse a mim mesma. Concentre-se...concentre-se.... concentre-se....

"Zoey, estou pronto quando voc estiver." Loren se moveu para perto de mim.

Eu respirei fundo me acalmando e levantei a cabea. "Estou pronta."

Os olhos escuros dele seguraram os meus. "Lembre-se, confie nos seus instintos. Nyx fala com
o corao de suas sacerdotisas." Ento ele deu alguns passos na sala.

" uma noite para alegria!" A voz de Loren no era s expressiva mas tambm era um
comando. Ele tinha a mesma habilidade de Erik para cativar a sala usando apenas sua voz.
Todos instantaneamente silenciaram, esperando ansioso por suas prximas palavras. "Mas
devemos saber que a alegria desta noite  encontrada apenas nos dons que Nyx to
visivelmente permitiu que se manifestassem aqui. Uma parte da alegria de hoje a noite nasceu
duas noites atrs quando nossa lder decidiu sobre o futuro que ela queria para as Filhas e
Filhos Negros."

Eu me senti uma onda de surpresa. Eu acho que mais ningum sabia o que ele estava dizendo
 que eu, e no Neferet, tinha criado a idia para os novos padres das Filhas Negras, mas eu
gostei da tentativa dele de acertar as coisas.

"Em celebrao de Zoey Redbird, e sua nova viso para as Filhas Negras, estou honrado para
abrir seu primeiro ritual como a Prefeita Principal e Alta Sacerdotisa em treinamento com um
poema clssico sobre alegria de ser um recm nascido, que foi escrito por meu chara de
sobrenome o poeta William Blake." Loren olhou para mim e murmurou, Sua vez! Ento ele
acenou para Jack, que rapidamente ligou o som do equipamento.

O mgico som da musica de Enya "Aldebaran" encheu a sala. Eu engoli meu nervosismo, e
comecei a andar para frente, fazendo um caminho do lado de fora do circulo, como eu vi
Neferet e Afrodite fazerem no ritual que elas lideraram. Como elas tinham feito, eu me movi
com a musica, fazendo pequenos giros e movimentos de dana. Eu estava surtando sobre essa
parte do ritual  quero dizer, eu no sou desajeitada, mas eu tambm no sou a Sr. Lider de
Torcida/ Esquadro pompom. Graas a Deus, foi muito mais fcil do que eu achei que seria. Eu
escolhi essa musica em particular porque  linda, com uma boa batida, e porque eu fiz uma
pesquisa no Google por Aldebaran e descobri que era uma estrela gigante  e eu pensei que
uma musica que celebrava uma noite estrelada era apropriado. Era uma boa escolha, porque
parecia que a musica me carregava, movendo meu corpo graciosamente pela sala e superando
meu nervosismo e estranheza. Quando a voz de Loren comeou a recitar o poema, ele,
tambm, ecoou no som da musica, como o meu corpo estava fazendo, e eu senti como se
estivssemos fazendo mgica juntos.
"Eu no tenho nome,


Eu tenho dois dias.

Do que devo te chamar?

Eu sou um ser feliz,

Alegria  meu nome.

Doce alegria te sucede!"



As palavras do poema me animaram. Enquanto me movi em direo ao centro do circulo eu
senti como se estivesse literalmente personificando a emoo.



"Linda alegria!

Doce alegria de dois dias de idade,

Doce alegria eu te chamo;

Vs faz sorrir..."

Ecoando as palavras do poema, eu sorri, amando o senso de mgica e mistrio que pareceu
me preencher junto com a musica e a voz de Loren.

"Eu canto o tempo  Doce alegria te sucede!"


De alguma forma o time do Loren foi perfeito, e seu poema terminou quando alcancei a mesa
de Nyx no meio do circulo. Eu s estava um pouco sem ar enquanto sorria ao redor do circulo
e dizia, "Bem vindos ao primeiro Ritual da Lua Cheia das novas Filhas e Filhos Negros!"

"Merry meet!" todos responderam automaticamente.

Sem me dar a oportunidade de hesitar, eu peguei o isqueiro ornamentado e me movi
propositalmente at Damien. Ar era o primeiro elemento a ser chamado no circulo, assim
como o ultimo a partir quando o circulo era fechado. Eu podia sentir a excitao de Damien e
expectativa como se fossem uma fora fsica.

Eu sorri para ele, engolindo com fora para limpar a secura da minha garganta. Quando eu
falei eu tentei projetar minha voz como Neferet. Eu no tenho certeza se fiz um bom trabalho.
Vamos apenas dizer que fiquei feliz pelo circulo ser relativamente pequeno e a sala estar
silenciosa.
"Eu chamo o elemento do ar para nosso circulo, e eu peo que ele nos guarde com seus
ventos. Venha para mim, ar!"

Eu toquei o isqueiro na vela de Damien e ela se acendeu, embora eu e ele estivssemos de
repente parados no meio de um vendaval que levantou nosso cabeo e passou brincando no
meu lindo vestido. Damien riu e sussurrou, "Desculpe,  tudo novo para mim que  difcil para
mim no ser um pouco exuberante."


"Eu entendo completamente," ele sussurrou em resposta. Ento eu me virei para a direita e fui
at Shaunee, que estava parecendo anormalmente seria, como se estivesse se aprontando
para fazer uma prova de matemtica. "Relaxe," eu sussurrei, tentando no mover os lbios.

Ela acenou, ainda parecendo assustada.

"Eu chamo o elemento do fogo para nosso circulo e peo que queime brilhantemente aqui
com a luz da fora e da paixo, trazendo guarda e nos cuidando. Venha at mim, fogo!"

Eu comecei a tocar o isqueiro na vela vermelha de Shaunee, mas antes deu chegar at l ela se
acendeu com uma luz branca que levantou e passou pela jarra que a segurava.

"Oopsie," Shaunne murmurou.

Eu tive que morder a bochecha para no rir, e me movi rapidamente para a minha direita onde
Erin estava esperando com sua vela azul diante dela como se fosse um pssaro que voaria para
longe se ela no o segurasse.

"Eu chamo a gua para esse circulo e peo que voc nos guarde com seu oceano de mistrio e
magestade, e nos nutra como sua chuva faz para a grama e as arvores. Venha at mim, gua!"

Eu acendi a vela de Erin, e foi a coisa mais estranha. Eu juro que foi como se eu repente fosse
transportada para o meio de uma costa ou um lago. Eu podia sentir o cheiro da gua e podia
sentir ela contra a minha pele, embora eu soubesse que estivesse no meio de uma sala e no
podia estar perto de gua.

"Acho que deveria diminuir um pouquinho," Erin disse suavemente.

"Nah," eu sussurrei. Ento fui at Stevie Rae. Eu achei que ela parecia meio plida, mas ela
tinha um grande sorriso no rosto quando me movi para o espao perto dela.

"Estou pronta!" ela disse, to alto que os garotos parados perto de ns riram suavemente.

"timo," eu disse. "Ento eu chamo a terra para o circulo, e peo que voc nos guarde com
sua fora de pedra e a riqueza que enche seus campos. Venha para mim, terra!" Eu acendi a
vela verde e fui lavada pelo cheiro da campina  cercada por canto de pssaros e flores.

" to legal!" Stevie Rae disse.


"Assim como isso." A voz de Erik me surpreendeu quando olhei para ele e ele apontou o
circulo. Confusa, eu segui a mo dele para ver um lindo fio de luz conectar todos os meus
quatro amigos  as quatro personificaes dos elementos  e fazendo uma ligao de poder
em cada vela que j tinha acesso a circunferncia.

"Como foi com a gente sozinhos, s que mais forte." Stevie Rae sussurrou as palavras, mas eu
pude ver pelos o olhar de assombro de Erik que ele a ouviu. Eu acho que tinha algumas
explicaes para fazer, mas agora definitivamente no era hora para me preocupar com isso.

Eu me movi rapidamente de volta a mesa de Nyx no centro do circulo para completar o ritual.
Eu olhei para a vela prpura que estava na mesa.

"Finalmente, eu chamo o esprito para o nosso circulo e peo que voc se junte a ns trazendo
sabedoria e verdade com voc, para que as Filhas e Filhos Negros sejam guardados pela
integridade. Venha at mim, esprito!" Eu acendi a vela. Eu brilhei ainda mais do que Shaunne,
e o espao ao meu redor foi preenchido com o cheiro e sons de todos os quatro elementos.
Eles me preencheram, me fazendo sentir mais forte, calma e firme, enquanto me energizavam.
Com mos firmes eu peguei o galho de eucalipto e salva. Eu o acendi com a vela espiritual,
deixei queimar por um tempo, e ento o soprei para que a fragrncia para que a fumaa viesse
em ondas ao meu redor. Ento eu olhei para o circulo e comecei meu discurso. Eu estava
preocupada com o que ia fazer j que Neferet tinha aparecido e literalmente roubado grande
parte do que eu planejava dizer. Mas agora, no meio do circulo lanado, cheia do poder dos 5
elementos, minha confiana tinha sido restaurada enquanto criava o que dizer na minha
cabea.

Eu passei o galho ao meu redor, enquanto andava pelo circulo, encontrando os olhos dos
garotos tentado fazer todos se sentirem bem vindos.

"Hoje e quero mudar as coisas do tipo desde o tipo de incenso que queimamos, at o abuso de
nossos colegas de aula."
Eu falei devagar, deixando minhas palavras e a fumaa se misturarem ao grupo que ouvido.
Todos eles sabiam que na liderana de Afrodite o incenso usado durante o ritual das Filhas
Negras tinha sido misturado com maconha, assim como sabiam que Afrodite adorava sangrar
um pobre garoto que eles chamavam de "refrigerador" e "lanchinho" e misturar seu sangue
com o vinho que todos bebiam. Nenhum dos dois ia acontecer desde que eu fosse a lder.

"Eu escolhi queimar o eucalipto e a salva hoje a noite por causa das propriedades que as ervas
contem. Por sculos o eucalipto tem sido usado pelos ndios americanos para cura, proteo e
purificao, assim como eles usam a salva para repelir espritos negativos, energias e
influencias. Hoje a noite eu peo que os cinco elementos de mais poder a essas ervas aumente
a energia delas."

De repente o ar ao meu redor se moveu, atraindo a fumaa do galho em ondulaes e ondas
carregados pelo circulo como se uma mo gigante tivesse passado pela corrente de ar. Os
calouros no circulo murmuraram de medo, e eu mandei um agradecida e silenciosa reza para
Nyx, agradecendo a ela por permitir que o poder dos elementos se manifestasse to
claramente.

Quando o circulo se aquietou de novo eu continuei.

"A lua cheia  um tempo mgico quando o vu entre o conhecido e o desconhecido  fino, e
podem at ser levantadas. Isso  misterioso e maravilhoso, mas hoje a noite eu quero me focar
em outro aspecto da lua cheia  essa  uma excelente hora para completar, ou terminar as
coisas.
O que eu quero terminar hoje a noite e a antiga m reputao das Filhas e Filhos Negros.
Como essa linda lua cheia que parte de ns terminou, e um novo tempo comea."

 Eu continuei andando me movendo ao redor do circulo na direo do relgio. Escolhendo
minhas palavras com cuidado, eu disse, "Daqui por diante as Filhas e Filhos Negros ser um
grupo cheio de integridade e propsito, e eu acredito que os calouros que Nyx escolheu para
terem afinidades representando os ideais do nosso novo grupo."Eu sorri para Damien. "Meu
amigo Damien  a pessoa mais autentica que eu conheo, mesmo que ser verdadeiro consigo
mesmo seja uma coisa difcil de fazer. Ele representa bem o ar." O vento ao redor de Damien
aumentou quando ele sorriu para mim.
Eu me virei para Shaunne. "Minha amiga Shaunee  a pessoa mais fiel que eu conheo. Se ela
estiver do seu lado, ela estar l estando voc errado ou certo  se voc estiver errado ela vai
te falar, mas ela no vai te abandonar. Ela representa o fogo bem." A pele mocha de Shaunee
brilhava e seu corpo brilhava como chama.
Eu fui para Erin. "Minha amiga Erinlinda as vezes engana as pessoas para que pensem que ela
tem um oitimo cabelo, mas nenhum crebro. Isso no  verdade. Ela  uma das pessoas mais
sbias que eu conheo, e Nyx provou que ela olha para o interior quando escolheu Erin. Ela
representa a gua bem." Quando eu passei por ela eu podia ouvir o som das ondas na costa.
Eu parei na frente de Stevie Rae. Ela estava parecendo cansada, com olheiras na pele plida
embaixo dos olhos, o que fazia sentido. Obviamente, ela estava se preocupando demais sobre
mim  como sempre. "Minha amiga Stevie Rae sempre sabe quando estou feliz ou triste,
estressada ou relaxada. Ela se preocupa comigo; ela se preocupa com todos os seus amigos, as
vezes ela  emptica e eu estou feliz por saber que ela tem a terra da onde ela pode tirar fora.
Ela representa a terra bem."

Eu sorri para Stevie Rae,e ela sorriu para mim, piscando com tanta fora para no chorar.Ento
andei para o centro do circulo quando soltei o galho com a fumaa e peguei a vela prpura.
"Eu no sou perfeita, e no fingir ser. O que eu prometo eu sinceramente quero o melhor para
as Filhas e Filhos Negros, e para todos os calouros da House of Night."

Eu estava me aprontado para dizer que eu esperava representar o espirito bem quando a voz
de Erik passou pelo circulo.

"Ela representa o esprito bem!" Meus quatro amigos concordaram em voz alta, e eu fiquei
satisfeita (e mais do que um pouco surpresa) por ouvir os outros calouros concordarem com
eles.




VINTE E DOIS

Quando eu comecei a falar de novo todos se calaram. "Cada um de vocs que acredita que
podemos melhorar os ideais das Filhas e Filhos Negros, e ira sentar o mximo para ser
autentico, fiel, sbio, compreensivo, e sincero  pode continuar sua ligao com o grupo. Mas
quero que saibam que novos calouros vo se juntar a ns, e eles no sero julgados pela
aparncia ou por quem  seu melhor amigo. Tomem sua deciso, e falem comigo ou outro
Prefeito para nos informar se voc vai ficar no grupo." Eu pus os olhos em alguns dos antigos
valentes de Afrodite e acrescentei, "no vamos colocar o passado contra voc. Como voc
age daqui por diante  o que conta."Algumas garotas olharam para o outro lado de forma
culpada, e alguns outros estavam tentando no chorar. Eu fiquei especialmente feliz por ver
Deino encontrar meu olhar firme e acenar tristemente  talvez ela no fosse to "terrvel"
afinal de contas.

Eu soltei a vela prpura e peguei a grande taa cerimonial cheia de vinho tinto. "E agora vamos
beber em celebrao a lua cheia, e a um fim que leva a um novo comeo." Enquanto andei
pelo circulo oferecendo vinho para cada calouro, eu recitei a reza do Ritual da Lua Cheia que
eu encontrei no velho Ritos Msticos e a Lua de Cristal por Fiona, a vampira poeta Laureathe do
inicio dos 1800.

"Leve luz da lua

Misterio da profunda terra

Poder da gua que flui

Calor da chama que queima

Em nome de Nyx te chamamos!"


Eu me foquei nas palavras do lindo antigo poema, e sinceramente esperei que hoje a noite
fosse realmente o inicio de algo especial.



"Curando o doente

Corrigindo o errado


Limpando a impuridade


Desejando a verdade


Em nome de Nyx te chamamos!"


Eu me movi rapidamente ao redor do circulo, e fiquei feliz pela maioria deles sorrir para mim e
murmurar "Abenoado seja" depois de tomar um gole da taa. Acho que ningum se importou
que hoje a noite o no houvesse sangue de um calouro no vinho. (Eu me recusei a pensar o
quanto eu teria adorado o gosto do sangue de um calouro misturado com o vinho.)


"Sinal do gato

Ouvir um golfinho


Velocidade de cobra
Misterio da fnix

Em nome de Nyx te chamamos


E pedimos e conosco voc seja abenoada!"


Eu bebi o resto do vinho e coloquei a taa na mesa. Em ordem reversa, eu agradeci a cada um
dos elementos e os mandei de volta enquanto virei para Stevie Rae,Erin, Shaunee, e
finalmente Damien que apagaram suas velas. Ento completei o ritual dizendo,"Esse Rito da
Lua Cheia acabou. Merry meet and merry part and merry meet again!"

Os calouros responderam, "Merry meet and merry part and merry meet again!"

E foi isso. Meu primeiro ritual como lder das Filhas Negras acabou.

Eu estava na verdade me sentindo um pouco vazia e quase triste  sabe, como o
desapontamento que voc tem quando est esperando pelas frias, e ento chega e voc
percebe que no tem nada pra fazer agora que no tem aula. Bem, honestamente eu s tinha
um segundo para me sentir assim antes dos meus amigos virem at a mim, todos falando ao
mesmo tempo sobre as impresses de mo e o cimento secando rpido demais.

"Por favor. Deixe minha Gmea chamar um pouco de agora para encharcar o cimento porque
ele teve a coragem de secar antes de marcamos nossas mos," Shaunee disse.

Erin acenou. " para isso que estou aqui, Gmea. Isso e ser um incrvel exemplo de senso de
moda."

"Os dois so muito importantes, Gmea."

Damien deu uma grande e exagerada virada de olhos.

"Gente, vamos apenas fazer a impresso e sair daqui. Meu estomago est meio doendo e
estou com um dor de cabea de matar," Stevie Rae disse.

Eu acenei em completo entendimento com Stevie Rae. Acordamos to tarde que no tivemos
de comer nada. Eu tambm estava faminta.E eu provavelmente teria uma dor de cabea
devido a privao do caf tambm se eu no comesse e bebesse algo logo.

"Eu concordo com Stevie Rae.Vamos nos apressar e fazer nossas impresses de mos, e ento
podemos nos divertir na outra sala com comida."

"Neferet pediu as cozinheiras fazem algo especial. Eu enfiei a cabea l mais cedo e parecia
tudo muito gostoso," Damien disse.

"Bem, ento vamos. Parem de enrolar," Stevie Rae reclamou enquanto quase tropeava por
cima do cimento.

"Qual o problema com ela?" Damien sussurrou.
"Claramente ela est tendo problemas de TPM," Shaunee disse.

"Yeah, eu notei antes que ela estava meio plida e inchada, mas eu no queria ser maldosa e
dizer algo," Erin disse.

"Vamos apenas fazer as marcas e comer," eu disse, pegando meu prprio quadrado de
cimento, feliz por Erik ter escolhido o que estava do meu lado. "Um, eu pus peguei toalhas da
cozinha para vocs limparem as mos quando terminarem," disse Jack, que estava parecendo
muito fofo e nervoso segurando um bando de toalhas brancas. Eu sorri para ele. "Isso  muito
gentil da sua parte, Jack. Ok, vamos fazer isos!"

Me aproximando eu percebi que o cimento tinha sido jogado no que parecia moldes de
carbono, e achei que seria fcil tirar o carbono quando o cimento secasse. Eu ainda gostava da
idia de Damien de colocar nossas impresses no jardim do lado de fora do salo de jantar 
como uma estranha calada.

O cimento definitivamente ainda estava molhado, e havia muitas risadas acontecendo quando
fizemos nossas impresses e usamos os galhos que Jack pegou (o garoto certamente era til)
para escrever nossos nomes.

Enquanto estvamos limpando nossas mos com as toalhas e olhando nosso trabalho, Erik se
inclinou perto de mim e disse, "Estou realmente feliz por Neferet ter me escolhido como
Prefeito do Conselho."

Eu mantive a boca fechada e acenei. Se eu contasse a ele que na verdade eu tinha o escolhido,
com Damien, Stevie Rae, e as Gmeas concordando, eu provavelmente jogaria o ar
diretamente na vela dele. Neferet era grande. E no machucaria ningum (exceto meu ego)
deixar ele pensar que foi ela que o escolheu. Eu estava pronta para mudar de assunto e
chamar todos para ir a outra sala com comida quando ouvi um estranho som a minha direita.
Quando eu percebi que som era aquele eu senti meu corao se apertar.

Stevie Rae estava tossindo.

Damien foi diretamente para minha direita. Ento vieram as Gmeas. Stevie Rae tinha
escolhido um bloco de cimento bem no canto a direita, perto da entrada da sala com comida.
Vrios garotos j estavam comendo, mas alguns deles ficaram para nos ver marcar nossas
mos e falar, ento haviam vrias outras pessoas entre Stevie Rae e eu, mas eu pude ver que
ela ainda estava de joelhos na frente do seu bloco de cimento. Ela deve ter sentido meus olhos
porque ela sentou nos calcanhares e olhou para mim. Eu pude ouvir ela limpar a garganta. Ela
me deu um sorriso cansado e eu vi ela se encolher e dizer as palavras, sapo na garganta. Ento
eu lembrei o que ela tinha dito durante as apresentaes de monlogos. Ela estava tossindo l
tambm.

Sem olhar para ele eu disse a Erik, "V chamar Neferet. Rpido!"

Eu levantei e comecei a me mover em direo a ela. Stevie Rae j tinha feito sua impresso e
assinado, e estava limpando as mos na toalha. Antes deu poder chegar at ela um som de
uma tosse dolorida saiu dela. Os ombros dela tremeram. Ela tinha a toalha pressionada contra
a boca.
Ento eu senti o cheiro, e foi como se eu tivesse batido numa parede invisvel. O cheiro de
sangue passou por mim, sedutor, atraente, e horrvel. Eu parei e fechei os olhos. Talvez se eu
ficasse bem parada e no abrisse os olhos eu pudesse me convencer que isso era s um sonho
ruim, que eu podia acordar em algumas horas, ainda nervosa sobre o Ritual da Lua Cheia, com
Nala roncando pacificamente no meu travesseiro e Stevie Rae roncando to pacificamente
quanto na cama ao meu lado.

Eu senti um brao se colocar ao meu redor, eu ainda sim no me mexi.

"Ela precisa de voc, Zoey." A voz de Damien tremeu s um pouco. Eu abri meus olhos e o
encarei. Ele j estava chorando.

"Eu no acho que posso fazer isos."

Ele segurou meu ombro com fora. "Sim, voc pode. Voc precisa."

"Zoey!" Stevie Rae chorou.

Sem outro pensamento, eu me soltei de Damien e corri para minha melhor amiga. Ela estava
de joelhos apertando a toalha encharcada de sangue no peito. Ela tossiu e vomitou de novo, e
mais sangue saiu da boca e nariz dela.

"Pegue mais toalhas!" Eu disse a Erin, que estava sentada com o rosto branco do lado de
Stevie Rae.Ento eu me encolhi na frente de Stevie Rae. "Vai ficar tudo bem. Eu prometo. Vai
ficar tudo bem."

Stevie Rae estava chorando, e suas lagrimas eram manchadas de vermelho. Ela balanou a
cabea. "No vai. No pode ser. Estou morrendo." A voz dela era fraca e gaguejada enquanto
ela tentava falar atravs da hemorragia em seus pulmes e garganta.

"Eu vou ficar com voc. Eu no vou deixar voc ficar sozinha," eu disse.

Ela pegou minha mo e eu estava chocada por ver o quo fria ela estava. "Estou com medo, Z."

"Eu sei, eu tambm estou com medo. Mas vamos passar por isso juntas. Eu prometo."

Erin me entregou uma pilha de toalhas. Eu tirei a toalha encharcada de sangue das mos de
Stevie Rae, e comecei a limpar o rosto e boca dela com uma limpa, mas ela continuou a tossir
de novo e eu no consegui acompanhar. Tinha sangue demais. E agora Stevie Rae estava
tremendo tanto que ela no conseguia segurar a toalha. Com um choro, eu pus as mos dela
no meu colo e enrolei meus braos ao redor dela, e como se ela fosse uma criana de novo, eu
comecei a balanar ela, dizendo a ela de novo e de novo que tudo ficaria bem, que eu no iria
deixar ela.

"Zoey, isso pode ajudar." Eu esqueci que haviam outras pessoas na sala, ento a voz de
Damien me surpreendeu. Eu olhei para cima e vi que ele estava segurado a vela verde que
representava a terra. Ento de algum jeito, a onda de medo desapareceu, meus instintos
assumiram e eu me senti muito calma.

"Vem aqui, Damien. Segure a vela perto dela."
Damien caiu de joelhos, e inconsciente da piscina de sangue que nos cercava e nos
encharcava, ele ficou prximo de Stevie Rae, segurando a vela na frente do rosto dela. Eu me
senti mais calma, ento eu vi Erin e Shaunee se ajoelharem do meu lado, e eu tirei fora da
presena delas.

"Stevie Rae,abra seus olhos, querida," eu disse suavemente.

Com um horrvel suspiro, os olhos de Stevie Rae se abriram. A parte branca dos olhos dela
estava totalmente vermelha e mais lagrimas rosas caram pelas bochechas sem cor dela, mas
seus olhos viram a vela, e se mantiveram ali.

"Eu chamo o elemento terra para ns agora." Minha voz ficou mais forte e mais alta enquanto
eu falava. "E eu peo que a terra esteja com essa caloura especial, Stevie Rae Johnson, que foi
dotada com a afinidade pelo emento. A terra  nossa casa  nossa provedora  e  para a terra
que algum dia voltaremos. Hoje eu pelo que a terra segure e conforte Stevie Rae,e faa ela
voltar para casa pacificamente."

Com uma onda de ar todos ns de repente fomos envolvidos pelos cheiros e sons de um
pomar. Eu senti o cheiro de maas e feno, e ouvi o cantarolar de pssaros e o zunido de
abelhas.

Os lbios avermelhados de Stevie Rae se apertaram. Os olhos dela nunca deixaram a vela
verde, mas ela sussurro, "eu no estou mais com medo, Z."

Ento eu ouvi a porta da frente abrir e Neferet estava abaixada ao meu lado. Ela comeou a
mover Demien e as Gmeas para fora do caminho e pegou os braos de Stevie Rae.

Minha voz explodiu na sala com seu poder, e eu vi at Neferet se afastar surpresa. "No!
Vamos ficar com ela. Ela precisa do seu elemento e precisa de ns."

"Muito bem," Neferet disse. "J est quase no final de qualquer forma. Me ajude a dar isso
para ela beber para que possa ser sem dor."

Eu ia pegar o frasco cheio de um liquido branco quando Stevie Rae falou surpreendentemente
claro. "Eu no preciso. Desde que a terra veio aqui eu no estou mais com dor."

" claro que no h, criana." Neferet tocou a bochecha ensangentada de Stevie Rae e eu
senti o corpo dela relaxar e parar de tremer completamente. Ento a Alta Sacerdotisa olhou
para cima. "Ajude Zoey a colocar ela na maca. Mantenham-se juntas. Vamos para a
enfermaria." Neferet me disse.
 Eu acenei. Mos fortes pegaram Stevie Rae e eu, e em segundos eu fui colocada na maca com
Stevie Rae nos meus braos. Cercada por Damien, Shaunee, Erin, e Erik, fomos carregados para
dentro da noiute. Mais tarde, eu lembrei de tantas coisas estranhas sobre a viagem da sala de
recreao at a enfermaria  como estava nevando muito, mas pareceu que nenhum floco nos
tocou. E parecia quieto demais, como se a terra estivesse se segurando porque ela j estava
lamentando. Eu continuei sussurrando para Stevie Rae,dizendo a ela que tudo ficaria bem, e
que no tinha nada para se ter medo. Eu lembro dela se inclinando e vomitando sangue do
lado da maca e como as gotas escarlates pareciam contra a neve branca que caia.

Ento estvamos dentro da enfermaria, e fomos levantadas da maca e colocadas na cama.
Neferet gesticulou para meus amigos se aproximarem. Damien foi para o lado de Stevie
Rae.Ele ainda estava segurando a vela verde acessa, e ele a levantou para que se ela abrisse os
olhos dele, Stevie Rae pudesse ver. Eu respirei fundo. O ar ao nosso redor estava cheio do
cheiro de maas e pssaros cantando.

Ento Stevie Rae abriu os olhos. Ela piscou algumas vezes, parecendo confusa, ento ela olhou
para mim e sorriu.

"Voc vai dizer a minha me e ao meu pai que eu os amo?" Eu podia entender ela, mas ela
soava fraca, e a voz dela estava cheia de um terrvel exausto.

" claro que eu vou," eu disse rapidamente.

"E faz outra coisa para mim?"

"Qualquer coisa."

"Voc no tem uma me ou um pai de verdade, ento voc diria a minha me que  filha dela
agora? Eu acho que eu me preocuparia menos se eu soubesse que vocs tem uma a outra."

Lagrimas estavam rolando pelas minha bochechas e eu tive que respirar vrias vezes antes de
responder ela. "No se preocupe com nada. Vou dizer a eles."

Os olhos dela brilharam e ela sorriu de novo."timo. Mame vai fazer biscoitos de chocolate
para voc." Com um esforo obvio, ela abriu os olhos de novo olhou para Damien, Shauneee, e
Erin, "Fique com Zoey. No deixem os separem."

"No se preocupe," Damien sussurrou atravs das lagrimas.

"Vamos cuidar dela para voc," Shaunee conseguiu dizer. Erin estava apertando a mo de
Shaunee e chorando muito, mas ela acenou em concordncia e sorriu para Stevie Rae.

"timo," Stevie Rae disse. Ento ela fechou os olhos. "Z, eu acho que vou dormir um pouco
agora, ok?"

"Ok, querida," eu disse.

Os olhos dela se abriram mais uma vez e ela olhou para mim. "Voc vai ficar comigo?"

Eu a abracei. "Eu no vou a lugar nenhum. Apenas descanse. Estaremos aqui com voc."

"Ok..." ela disse suavemente.

Stevie Rae fechou os olhos. Ela respirou com dificuldade mais algumas vezes.

Ento eu senti ela ficar completamente mole nos meus braos e ela no respirou mais. Os
lbios dela se abriram s um pouco, como se ela estivesse sorrindo. Sangue saia da sua boca,
olhos, nariz, ouvidos, mas eu no conseguia sentir o cheiro. Tudo que eu podia sentir era o
cheiro da terra. Ento, como uma onda de vento, a vela verde apagou, e minha melhor amiga
morreu.
VINTE E TRS


"Zoey, querida, voc tem que soltar ela."

A voz de Damien no foi realmente registrada na minha mente. Quero dizer, eu podia ouvir as
palavras, mas era como se ele estivesse falando uma estranha lngua estrangeira. Nada fazia
sentido.

"Zoey, porque voc no tem com a gente agora?"

Essa era Shaunne. Erin no devia ter falado junto? Eu mal formei um pensamento quando eu
ouvi, "Yeah, Zoey, voc precisa ver com a gente." Oh, a est Erin.

"Ela est em choque. Falem com calma para tentar fazer ela soltar o corpo de Stevie
Rae,"Neferet disse.

O corpo de Stevie Rae.As palavras ecoaram estranhamente na minha mente. Eu estava
segurando algo. Eu sabia disso. Mas meus olhos estavam fechados e eu estava com muito,
muito frio. Eu no queria abrir eles, e eu nunca mais queria ficar quente.

"Eu tenho uma idia." A voz de Damien rolou na minha mente como a bola de uma maquina
de pinball. "No temos velas e nem um circulo sagrado, mas no  como se Nyx no esteja
aqui. Vamos ajudar nossos elementos para ajudar ela. Eu vou primeiro."

Eu senti uma mo segurar a minha, e ento eu ouvi Damien murmurar algo sobre o vento
carregar para longe o cheiro de morte e desespero. O vento passou ao meu redor, e eu tremi.

"Eu vou agora. Ela parece estar com frio." Era Shaunee. Outra coisa tocou meu brao e depois
de algumas palavras que eu no entendi, eu me senti cercada de calor, como se estivesse
parada muito perto de uma lareira.

"Minha vez," Erin disse. "Eu chamo a gua e peo que voc lave dos meus amigos e da futura
Alta Sacerdotisa a tristeza e a dor que ela est sentindo. Eu sei que nem tudo pode ir embora
agora, mas voc pode por favor levar o bastante para que ela possa suportar continuar?" As
palavras dela se registraram mais claramente na minha mente, mas eu ainda no queria abrir
meus olhos.

"Ainda tem mais um elemento no circulo."

Eu fiquei surpresa por ouvir Erik. Parte de mim queria abrir meus olhos para poder olhar para
ele, mas o resto de mim, muito de mim, se recusou a se mexer.

"Mas Zoey sempre manifesta o esprito," Damien disse.

"Agora Zoey no pode manifestar nada sozinha. Vamos dar a ela uma ajuda." Duas mos fortes
tocaram meus ombros, junto com as outras mo que seguravam meus braos. "Eu no tenho
afinidade por essas coisas, mas me importo com o que acontece com Zoey, e ela foi dotada
com uma afinidade pelos cinco elementos," Erik disse. "Ento eu, junto com todos os seus
amigos, pedimos que o elemento de esprito ajude a acord-la para poder superar a morte da
sua melhor amiga."

Como um choque eltrico, meu corpo de repente foi atingido, preenchido com um incrvel
senso de noo. Contra meus olhos fechados eu vi o rosto sorridente de Stevie Rae. No
estava cheio de sangue e plido, como estava da ultima vez que ela sorriu para mim. A imagem
que eu vi era da saudvel e feliz Stevie Rae, e ela estava andando at a linda mulher familiar
enquanto ria de alegria.

Nyx, eu pensei, Stevie Rae est sendo abraada pela deusa.

E ento abri meus olhos.

"Zoey! Voc voltou para ns!" Damien chorou.

"Z, voc precisa soltar Stevie Rae agora," Erik disse tristemente.

Eu olhei para Damien e para Erik. Ento meus olhos foram para Shaunee e Erin. Os meus
quatro amigos estavam me tocando, e todos estavam chorando. Ento eu percebi no que
estava segurando. Devagar, eu olhei para baixo.

Stevie Rae parecia pacifica. Ela estava muito plida, e seus lbios estavam ficando azuis, mas
seus olhos estavam fechados e seu rosto relaxado, embora estivesse coberto de sangue. O
sangue no estava mais pingando dos orifcios dela, e parte da minha mente percebeu que ela
tinha um cheiro errado  estragado, velho, morto. Quase como mofo.

"Z," Erik disse. "Voc tem que soltar ela."

Eu encontrei os olhos dele. "Mas eu disse a ela que ficaria com ela." Minha voz soava estranha
e arranhada.

"Voc ficou. Voc ficou com ela o tempo todo. Ela se foi agora, no tem mais nada que voc
possa fazer."

"Por favor, Zoey," Damien disse.

"Neferet precisa limpar ela para que fique bem para a me dela a ver," Shaunee disse.

"Voc sabe que ela no iria que a me e o pai a vissem coberta de sangue," Erin disse.

"Ok, mas... mas eu no sei como deixar ela ir." Minha voz se rachou e eu senti novas lagrimas
carem pelas minhas bochechas.

"Eu vou pegar ela de voc, Zoeybird." Neferet deixou os braos para cima, como se estivesse
pronta para receber um beb que eu estava segurando. Ela parecia to triste e linda e forte 
to familiar  que eu esqueci todas as perguntar que eu tinha sobre ela e simplesmente acenei
e devagar me inclinei para frente. Neferet deslizou seus braos debaixo do corpo de Stevie Rae
e o afastou de mim. Ela mudou seu aperto em Stevie Rae,e ento virou e colocou ela na cama
vazia ao lado da minha.

Eu olhei para mim mesma. Meu vestido preto estava encharcado de sangue que j estava
endurecendo e secando. As partculas prateadas tentaram brilhar com a luz da sala, mas ao
invs da luz pura que eles davam antes, agora elas brilhavam com um tom de cobre. Eu no
podia continuar olhando para eles. Eu tinha que me mexer. Eu tinha que sair dali e tirar esse
vestido. Eu pus meus ps do lado da cama e tentei levantar, mas a sala rodou ao meu redor.
Ento mos fortes dos meus amigos estavam de volta nos meus braos, e eu me senti
ancorada a terra atravs do calor deles.

"Levem ela de volta para o quarto. Tirem esse vestido dela e a limpem. Ento se certifiquem
que ela v para cama e a mantenham quente e quieta." Neferet estava falando sobre mim
como se eu no estivesse ali, mas eu no me importei. Eu no queria estar ali. Eu no queria
nada disso. "Dem isso para ela beber antes de ir para cama. Vai ajudar ela dormir sem ter
pesadelos." Eu senti as mos suaves de Neferet na minha bochecha. O calor que passou do
corpo dela para mim foi um choque, e eu instintiavamente me afastei. "Fique bem, Zoeybird,"
Neferet disse gentilmente. "Te dou minha palavra que voc ira se recuperar disso." Eu no
olhei para ela mas eu sabia que ela tinha virado sua ateno de volta para meus amigos.
"Levem ela para o dormitrio agora."

Eu estava me movendo para frente. Erik estava do meu lado com sua mo segura debaixo do
meu cotovelo, Damien estava na minha esquerda, me segurando com fora tambm. As
Gmeas estavam atrs perto de ns. Ningum falou enquanto eles me levavam para fora da
sala. Eu olhei de volta para ver o corpo sem vida de Stevie Rae na cama. Quase parecia que ela
estava dormindo, mas eu sabia mais. Eu sabia que ela estava morta.

Ns cinco deixamos a enfermaria e entramos na noite gelada. Eu tremi, e paramos por tempo
suficiente para Erik tirar sua jaqueta e colocar envolta dos meus ombros. Eu gostei do cheiro, e
tentei pensar nisso e no nos calouros apressados que passavam e como sempre que nos
aproximvamos de cada um deles, estivessem em grupos ou sozinhos, eles saiam da calada,
curvavam a cabea, e silenciosamente colocavam seu punho direito em seus coraes.

Chegamos no dormitrio no que pareceu ser segundos. Quando entramos na sala principal as
garotas que estavam assistindo TV e sentadas em grupos se calaram completamente. Eu no
olhei para nenhuma delas. Eu s deixei Erik e Damien me guiarem para as escadas, mas antes
de chegarmos l Afrodite estava bloqueando o caminho. Eu pisquei com fora para focar o
rosto dela. Ela parecia cansada.

"Sinto muito pela morte de Stevie Rae.Eu no queria que ela morresse," Afrodite disse.

"No diga merda nenhuma para ns, vadia fudida!" Shaunee resmungou. Ela e Erin foram para
frente, parecendo querer quebrar a cara de Afrodite.

"No, espera," eu me fiz dizer, e elas hesitaram. "Eu preciso falar com Afrodite."

Meus amigos olharam para mim como se eu tivesse perdido a cabea, mas eu sai dos braos
que estavam me segurando e dei alguns passos trmulos para longe do meu grupo. Afrodite
hesitou, e ento ela me seguiu.

"Voc sabia o que ia acontecer com Stevie Rae?" eu perguntei, mantendo a voz baixa. "Voc
teve uma viso sobre ela?"

Afrodite balanou a cabea devagar. "No. S tinha um pressentimento. Eu sabia que algo
terrvel ia acontecer hoje a noite."

"Eu tambm os tenho," eu disse suavemente.
"Pressentimento sobre coisas ou pessoas?"

Eu acenei.

"So mais difceis que minhas vises  no to especficos. Voc teve um pressentimento
sobre Stevie Rae?" ela perguntou.

"No. Eu no fazia idia, embora agora eu possa olhar para trs e ver sinais de que algo estava
errado com ela."

Afrodite encontrou meus olhos. "Voc no poderia ter impedido. Voc no poderia ter salvado
ela. Nyx no queria que voc soubesse porque no havia nada que voc pudesse fazer."

"Como voc sabe? Neferet diz que Nyx abandonou voc," eu disse. Eu sabia que estava
propositalmente sendo cruel. Eu no me importei. Eu queria que ela sofresse tanto quanto eu.

Ainda me olhando diretamente nos olhos,Afrodite disse, "Neferet mente." Ela comeou a se
afastar, mas mudou de idia e voltou. "E no beba o que ela te deu," ela disse. Ento ela saiu
da sala.

Erik, Damien, e as Gmeas estavam comigo em um segundo. "No oua ao que aquela bruxa
diz a voc," Shaunee bufou de raiva. "Se ela disse algo ruim sobre Stevie Rae vamos quebrar a
cara dela," Erin disse.

"No. No foi nada disso. Ela s disse que sente muito, s isso."

"Porque voc queria falar com ela?" Erik perguntou. Ele e Damien estavam me segurando de
novo, e agora estavam me levando escada acima.

"Eu queria saber se ela teve uma viso sobre a morte de Stevie Rae," eu disse.

"Mas Neferet deixou claro que Nyx virou as costas para Afrodite," Damien disse.

"Eu queria perguntar mesmo assim." Eu ia comentar que Afrodite estava certa sobre o
acidente que quase aconteceu com minha av, mas eu no podia dizer nada na frente de Erik.
Chegamos na porta do meu quarto  nosso quarto  Stevie Rae e meu, e eu parei. Erik abriu a
porta para mim entrar.

"No!" eu arfei. "Eles levaram as coisas dela! Eles no podem fazer isso!"Tudo que era de
Stevie Rae tinha sumido  da lmpada de cowboy at seu pster de Kenny Chesney, ao relgio
de Elvis. As prateleiras por cima da mesa de computar dela estavam vazias. O computador dela
sumiu. Eu sabia que se olhasse seu armrio, todas as roupas dela tambm teriam sumido.

Erik pos seus braos ao meu redor. " o que eles sempre fazem. No se preocupe, eles no
jogaram fora as coisas dela. S tiraram daqui para no deixar voc triste. Se tem algo dela que
voc queira, e a famlia dela no se importar, eles vo dar para voc."

Eu no sabia o que dizer. Eu no queria as coisas de Stevie Rae.Eu queria Stevie Rae.

"Zoey, voc realmente precisa tirar essas roupas e ir tomar um banho quente,"Damien disse
gentilmente.
"Ok," eu disse.

"Enquanto voc est no banho vamos pegar algo pra voc comer," Shaunee disse.

"No estou com fome."

"Voc precisa comer. Vamos pegar algo simples, como sopa. Ok?" Erin disse. Ela parecia to
chateada, e estava to obviamente tentando fazer algo, qualquer coisa, para me fazer sentir
melhor que eu acenei. Alm do mais, eu estava cansada demais para discutir com algum.
"Ok."

"Eu ficaria, mas j passa do toque de recolher e eu no posso ficar do dormitrio das garotas,
Erik disse.

"Est tudo bem. Eu entendo."

"Eu queria ficar tambm, mas bem, no sou uma garota de verdade," Damien disse. Eu sabia
que ele estava tentando me fazer sorrir, ento fiz meus lbios se mexerem. Eu imaginei que eu
parecia um daqueles assustadores e tristes palhaos que tinham um sorriso pintado no rosto
junto com uma lagrima.

Erik me abraou, e Damien tambm. E ento eles saram.

"Voc precisa que alguma de ns fique enquanto voc toma banho?" Shaunee perguntou.

"No, estou bem."

"Ok. Bem..." Shaunee parecia que ia chorar de novo.

"J voltamos." Erik pegou a mo de Shaunee e elas saram do quarto, fechando a porta
suavemente, com um click final.

Eu me mexi cuidadosamente, como se algum tivesse me "ligado," mas tinha colocado na
velocidade baixa. Eu tirei meu vestido, suti, e calcinha e a coloquei numa cesta com um
plstico que ficava no canto de nosso  eu quero dizer, meu  quarto. Eu fechei o plstico e
coloquei perto da porta. Eu sabia que as Gmeas iam jogar fora para mim. Eu fui para o
banheiro e queria ir direto para o chuveiro, mas meu reflexo me pegou e eu parei, me
olhando. Eu tinha me transformado numa estranha familiar de novo. Eu parecia horrvel. Eu
estava plida, e tinha olheiras. As tatuagens no meu rosto, costas, e ombros sobressaiam, o
contraste safira com o branco da minha pele e as manchas de sangue que cobriam meu corpo.
Meus olhos pareciam enormes e negros. Eu no tinha tirado o colar das Filhas Negras. O
prateado da corrente e o cobre da grana transluziu com a luz.

"Porque?" eu sussurrei. "Porque voc deixou Stevie Rae morrer?"

Eu no esperava uma resposta, e nenhuma veio. Ento eu fui para o chuveiro e fiquei parada
ali por um longo tempo, deixando minhas lagrimas se misturarem com a gua e o sangue ser
levado pelo ralo.
VINTE E QUATRO


Quando eu sai do banheiro Shaunee e Erin estavam sentadas na cama de Stevie Rae.Havia uma
bandeja entre elas com uma tigela de sopa, algumas bolachas, e uma lata de coca, normal. Elas
estavam falando em voz baixa, mas assim que entrei no quarto elas se calaram.

Eu suspirei e sentei na minha cama. "Se vocs comearem a agir anormalmente ao meu redor
eu no vou ser capaz de suportar."

"Desculpe," ela murmuraram juntas, olhando com timidez uma para a outra. Ento Shaunee
me entregou a bandeja. Eu olhei para comida como se no conseguisse lembrar o que fazer
com ela.

"Voc precisa comear para poder tomar o negocio que a Neferet nos deu para dar a voc,"
Erin disse.

"Alm do mais, pode fazer voc se sentir melhor," Shaunee disse.

"Eu no acho que algum dia vou me sentir melhor."

Os olhos de Erin se encheram de lgrimas que rolaram pelas bochechas dela. "No diga isso,
Zoey. Se voc nunca mais se sentir melhor isso vai significar que nenhum de ns vai se sentir
tambm."

"Voc tem que tentar, Zoey. Stevie Rae ficaria irritada se voc no tentasse," Shaunee disse,
atravs das lagrimas.

"Voc est certa. Ela ficaria." Eu peguei a colher e comecei a remexer a sopa. Era de galinha, e
fez um caminho familiar e quente pela minha garganta, expandindo no meu corpo e
espantando alguns dos terrveis calafrios que eu estava sentindo.

"E quando ela ficava irritada aquele terrvel sotaque saa de controle," Shaunee disse.

Isso fez Erin e eu sorrirmos.

"Bem seja boaaazinhaa," Erin falou fanhosa, repetindo as palavras que Steve Rae disse as
Gmeas um zilho de vezes.

Ns sorrimos com isso, e a sopa comeou a parecer mais fcil de engolir. Na metade da tigela,
eu tive um pensamento repentino. "Eles no vo fazer um funeral nem nada disso para ela,
vo?"

As Gmeas balanaram a cabea. "No," Shaunee disse. "Eles nunca fazem," Erin disse.

"Bem, Gmea, eu acho que alguns dos pais fazem, mas isso  na cidade natal deles."

"Verdade, Gmea," Erin disse. "Mas eu no acho que ningum daqui vai viajar para..." ela
parou, pensando. "Qual o nome daquela cidadezinha rstica de onde Stevie Rae veio?"
"Henrietta," eu disse. "Lar das Galinhas Lutadoras."

"Galinhas Lutadoras?" as Gmeas falaram juntas.

Eu acenei."Deixava Stevie Rae maluca. Mesmo com sua rusticidade ela no achava legal ser
uma Galinha Lutadora."

"Galinhas lutam?" Shaunee perguntou.

Erin deu nos ombros. "Como eu vou saber, Gmea?"

"Eu achava que s galos brigam," eu disse. Ns todas nos olhamos e falamos, "Galos!"* (a
palavra em ingls para galo  cocks, o que tambm significa pnis) e ento comeamos a rir,
que rapidamente foi misturado com lagrimas. "Stevie Rae teria achado isso hilrio," eu disse
quando recuperei o flego.

"Vai realmente ficar tudo bem, Zoey?" Shaunee perguntou.

"Vai?" Erin ecoou.

"Eu acho que sim," eu disse.

"Como?" Shaunee perguntou.

"Eu realmente no sei. Acho que vamos ter que levar um dia por vez."

Surpreendentemente eu terminei minha sopa. Eu me sentia melhor  mais quente, mais
normal. Eu tambm estava incrivelmente cansada. As Gmeas devem ter notado meus olhos
ficando pesados, porque Erin pegou minha bandeja. Shaunee me entrou um pequeno frasco
com um liquido leitoso.

"Neferet disse que voc deveria beber isso, que vai te ajudar a dormir sem ter pesadelos," ela
disse.

"Obrigado." Eu peguei dela, mas no bebi. Ela e Erin s ficaram ali olhando para mim. "Eu vou
tomar num minuto. Depois que eu for para o banheiro. S deixe minha coca a caso tenha um
gosto ruim."

Isso pareceu satisfazer elas. Antes de sarem Shaunee disse, "Zoey, podemos fazer mais
alguma coisa por voc?"

"No, obrigado."

"Nos ligue se precisar de qualquer coisa, certo?" Erin disse. "Prometemos a Stevie Rae..." a voz
dela morreu e Shaunee terminou por ela, "Ns prometemos que cuidaramos de voc, e ns
cumprimos nossas promessas."

"Eu ligo," eu disse.

"Ok," elas falaram. "Noite..."

"Noite," eu falei para a porta fechada.
Assim que elas saram eu derramei o liquido cremoso na pia e joguei o frasco fora.

Ento eu estava sozinha. Eu olhei para o meu relgio, 6 horas. Era incrvel como as coisas
podiam mudar em apenas algumas horas. Eu tentei no pensar, mas os flashes da morte de
Stevie Rae continuaram a brincar na minha mente, como se fosse um filme de terror grudado
dentro dos meus olhos. Eu pulei quando meu celular tocou, e chequei o identificador de
chamadas. Era o nmero da minha av! Alivio passou por mim. Eu abri o telefone e lutei para
no comear a chorar.

"Estou to feliz por voc ter ligado, vov!"

"Pequena Ave, eu tive um sonho com voc. Est tudo bem?" O tom de preocupao dela me
disse que ela j sabia que no estava, o que no me surpreendeu. A minha vida toda minha
av e eu tivemos uma ligao.

"No. Nada est certo," eu sussurrei e comecei a chorar de novo. "Vov, Stevie Rae morreu
hoje a noite."

"Oh, Zoey! Eu sinto tanto!"

"Ela morreu nos meus braos, vov, minutos depois de Nyx dar a ela a afinidade com a terra."

"Deve ter sido um grande conforto para ela que voc tenha estado l no final." Eu pude ouvir
que vov tambm estava chorando agora.

"Todos estavamos com ela, todos os meus amigos."

"E Nyx devia estar com ela tambm."

"Sim," minha voz ficou presa nun soluo. "Eu acho que a deusa estava, mas eu no entendo,
vov. No faz sentido Nyx dar um dom a Stevie Rae, e ento deixar ela morrer."

"Morte nunca faz sentido quando acontece com os jovens. Mas eu acredito que sua deusa
estava perto de Stevie Rae, mesmo com a sua morte acontecendo to cedo, e agora ela esta
descansando pacificamente com Nyx."

"Eu espero que sim."

"Eu queria poder visitar voc, mas com toda essa neve as estradas esto impossveis. Que tal
eu jejuar e rezar por Stevie Rae hoje?"

"Obrigada, vov. Eu sei que ela iria gostar."

"E, querida, voc tem que superar isso."

"Como, vov?"

"Honrando a memria dela vivendo a vida que ela ficaria orgulhosa por voc viver. Viva por ela
tambm."
" difcil, vov, especialmente quando os vampiros querem que a gente esquea de quem
morreu. Eles tratam isso como paraleleppedos, algo para parar um pouquinho, e ento
continuar."

"Eu no quero contradizer sua Alta Sacerdotisa, ou nenhum dos vampiros adultos, mas isso
parece uma viso mope. A morte  mais difcil se, se torna desconhecida."

" o que eu acho. Na verdade,  o que Stevie Rae tambm achava." Ento eu tive uma idia,
junto com o pressentimento de que era a coisa certa a fazer. "Eu posso mudar isso. Com ou
sem permisso, eu vou me certificar de que a morte de Stevie Rae seja honrada. Ela vai ser
mais do que s um paraleleppedo."

"No se meta em problemas, querida."

"Vov, eu sou a caloura mais poderosa da histria dos vampiros. Eu acho que eu posso me
meter em problemas por algo que eu sinto que est errado."

Vov pausou, e ento disse, "Eu acho que voc pode estar certa sobre isso, Zoeybird."

"Eu amo voc, vov."

"Eu tambm te amo, u-we-tsi a-ge-hu-tsa." A palavra Cherokee para filha me fez sentir amada
e segura. "E agora eu quero que voc tente dormir. Saiba que estarei orando por voc, e
pedindo ao esprito de nossos ancestrais para cuidar e confortar voc."

"Obrigada, vov. Tchau."

"Tchau, Zoeybird."

Eu fechei o telefone suavemente. Eu me sentia melhor agora que tinha falado com vov. Antes
parecia haver um grande e invisvel peso pressionando o meu peito. Agora que parte disso
estava fora era mais fcil respirar. Eu comecei a deitar, e Nala entrou pela porta de gato, pulou
na minha cama, e instantemente comeou a me-uf-ow-ing para mim. Eu a acariciei e disse o
quo feliz eu estava por ver ela ali, e ento ela olhou para a cama vazia de Stevie Rae. Ela
sempre ria da rabugice de Nala, e dizia que ela soava como uma mulher velha, mas ela tinha
amado a gata tanto quanto eu. Lagrimas saram dos meus olhos e eu me perguntei se havia um
limite de quanto algum poderia chorar. Ento meu telefone tremeu me dizendo que eu tinha
uma nova mensagem. Eu esfreguei os olhos e abri o telefone.

Vc est bem? Algo estah errado.

Era Heath. Bem, pelo menos agora no havia duvidas de que eu e ele estvamos ligados por
um Imprint. E o que diabos eu ia fazer sobre isso eu no tinha idia.

Dia ruim. Minha melhor amiga morreu. Eu respondi para ele.

Demorou tanto tempo que eu no achei que ele fosse responder. Ento meu telefone
finalmente vibrou de novo.

Meus amigos morreram tambm.
Eu fechei os olhos. Como posso ter esquecido que dois amigos de Heath tinham recentemente
sido mortos?

Desculpe. Eu respondi.

Eu tb. Vc quer que eu vah te ver?

O instantneo e poderoso sim! que passou pelo meu corpo me surpreendeu, mas eu suponho
que no deveria. Seria maravilhoso ficar nos braos de Heath... na seduo escarlate do
sangue de Heath...

No, eu digitei rapidamente, minhas mos tremendo. Voc tem aula.

Nuh uh DIA DE NEVE!

Eu sorri, e passei um doce segundo ou dois desejando poder voltar para o tempo quando um
dia de neve significa um mini-feriado vagabundeando pela neve com meus amigos, e ento
indo assistir filmes alugados e comer pizza. Meu celular vidrou de novo, quebrando minha
fantasia.

Vou te fazer sentir melhor sexta

Eu suspirei. Eu esqueci completamente que tinha prometido a Heath encontrar ele depois do
jogo na sexta. Eu no deveria encontrar ele. Na verdade, eu deveria ir at Neferet e confessar
tudo sobre Heath e fazer ela me ajudar a consertar as coisas.

Neferet mente. A voz de Afrodite passou pela minha mente. No. Eu no podia ir at Neferet,
e por mais razes do que apenas o aviso de Afrodite. Algo parecia errado em relao a
Neferet. Eu no podia confiar nela. Meu telefone vibrou.

Zo?

Eu suspirei. Eu estava to cansada que estava ficando difcil se concentrar. Eu comecei a
responder e dizer a Heath que eu no podia encontrar ele, no importava o quanto eu
gostaria. Eu at apertei o N o  e o O. Ento eu parei, apaguei tudo, e digitei: OK.

Que diabos. Eu sentia que minha vida estava to descosturada quanto a borda de uma saia
antiga. Eu no queria dizer no a Heath, e me preocupar com nosso Imprint era s uma das
muitas coisas para me preocupar agora.

OK! Veio sua rpida resposta.

Eu suspirei de novo, desliguei o telefone, e sentei pesadamente na cama, acariciando Nala,
olhando para o nada, e desejando desesperadamente poder voltar o relgio em um dia... ou
talvez at um ano... Eventualmente eu notei que, por qualquer que fosse a razo, os vampiros
que pegaram as coisas de Stevie Rae tinham esquecido o antigo, acolchoado feito a mo que
ela mantinha na sua cama. Eu pus Nala no meu travesseiro e levantei, tirando o acolchoado da
cama de Stevie Rae.Ento Nala e eu nos aconchegamos por cima dele.

Eu senti como se cada molcula do meu corpo estivesse cansada, mas eu no podia dormir. Eu
acho que eu sentia falta dos suaves roncos de Stevie Rae e da sensao de no estar sozinha.
Uma tristeza se apoderou de mim e era to profunda que eu pensei que iria me afogar nela.
Duas batidas suaves na minha porta. E ento ela se abriu devagar. Eu meio que sentei para ver
Shaunee e Erin, as duas de pijama e pantufas, agarradas a seus travesseiros e cobertores.

"Podemos dormir com voc?" Erin perguntou.

"No queramos ficar sozinhas," Shaunee disse.

"Yeah, e achamos que voc tambm no iria querer ficar sozinha," Erin terminou.

"Vocs tm razo. Eu no quero." Eu engoli mais lagrimas. "Entrem."

Elas entraram, com apenas uma pequena hesitao, subiram na cama de Stevie Rae. O enorme
gato cinza delas, Bellzebub, subiu com elas. Nala levantou sua cabea do travesseiro para olhar
para ele, e ento, como se ele estivesse muito abaixo do nvel de rainha dela para ela notar,
ela se aconchegou e foi dormir.

Eu estava me preparando para dormir quando outra suave batida veio a porta. Dessa vez ela
no abriu, ento eu disse, "Quem ?"

"Eu."

Shaunee, Erin, e eu piscamos uma para a outra. Ento eu corri at a porta e a abri para
encontrar Damien parado no corredor usando pijamas de flanela com ursos rosa como
estampa. Ele parecia meio mido, e flocos de neve no derretidos estavam em seu cabelo. Ele
estava carregando um saco de dormir e um travesseiro. Eu agarrei o brao dele e o coloquei
rapidamente para dentro do quarto. O gato gordinho dele, Cameron, entrou com ele.

"O que voc est fazendo aqui, Damien? Voc sabe que vai ter muitos problemas se for pegou
aqui."

"Yeah, j passou muito tempo do toque de recolher," Erin disse.

"Voc pode estar aqui para nos desvirginar," Shaunee disse. Ento ela e Erin olharam uma para
a outra e comearam a rir, o que me fez sorrir. Era estranho ter um sentimento feliz no meio
de tamanha tristeza, que foi provavelmente o motivo para a risada das Gmeas e meu sorriso
desaparecem rapidamente.

"Stevie Rae no iria querer que deixssemos de ser felizes," Damien disse no silencio
desconfortvel. Ento ele andou para o meio do quarto espalhou seu saco de dormir no cho
entre as camas. "E estou aqui porque precisamos ficar juntos. No porque eu quero pegar
nenhuma de vocs, mesmo que todas ainda sejam virgens, embora eu tenha apreciado o seu
vocabulrio."

Erin e Shaunee bufaram, mas pareciam mais divertidas do que ofendidas, e eu fiz uma nota
para fazer a eles perguntas sobre sexo mais tarde.

"Bem, fico feliz que voc tenha vindo, mas vamos ter vrios problemas tirando voc daqui
quando todos estiverem comendo o caf e se apressando antes da aula,' eu disse, tentando
bolar planos de fuga na mente.

"Oh, no se preocupe com isso. Os vampiros falaram que a aula est cancelada hoje por causa
da neve. Ningum vai se apressar para ir a lugar nenhum. Eu s vou sair com vocs."
"Cancelada? Quer dizer que no teramos que acordar, se vestir, e descer antes de descobrir
que no haveria aula? Isso  uma droga," eu disse.

Eu podia ver o sorriso na voz de Damien. "Eles anunciaram na estao de radio local como as
escolas normais fazem. Mas voc e Stevie Rae escutam as noticias enquanto voc pega..."
Damien parou, e eu percebi que ele comeou a fazer a pergunta como se Stevie Rae ainda
estivesse viva.

"No," eu disse rapidamente, tentando encobrir o engano dele. "Ns costumvamos ouvir
musica country. E sempre me fazia me apressar e me vestir rapidamente para fugir."Meus
amigos riram suavemente. Eu esperei at todos se calarem de novo, e ento disse, "Eu no vou
esquecer ela, e no vou fingir que a morte dela no significa nada para mim."

"Nem eu," Damien disse.

"Eu tambm no," Shaunee disse.

"Idem, Gmea," Erin disse.

Depois de um tempo eu disse, "Eu no achei que isso podia acontecer com um calouro que
ganhou uma afinidade de Nyx. Eu  eu achei que isso no aconteceria."

"No  garantido que algum sobreviva a mudana, nem mesmo aqueles que receberam dons
da deusa," Damien disse quietamente.

"Isso s significa que temos que ficar juntos,' Erin disse.

" o nico jeito de passarmos por isso," Shaunee disse.

" o que faremos ento  ficarmos juntos," eu disse finalmente.

"E prometer que se o pior acontecer, e mais algum de ns no consiga, os outros no
permitiram que ele seja esquecido."

"Prometemos," meus trs amigos disseram solenemente.

Todos olhamos para biaxo. O quarto no parecia mais to solitrio, e antes de dormir eu
sussurrei, "Obrigado por no me deixar ficar sozinha..." e no tinha certeza se estava
agradecendo a meus amigos, minha deusa, ou a Stevie Rae.


VINTE E CINCO


Estava nevando no meu sonho. Primeiro eu achei que isso era legal. Quero dizer, era
realmente lindo... parecia o mundo parecer a Disney e ser perfeito, como se nada ruim
pudesse acontecer, ou se acontecesse fosse apenas temporrio, porque todos sabem que a
Disney  a favor do felizes para sempre...
Eu andei devagar, sem sentir o frio. Parecia ser logo antes do amanhecer, mas era difcil dizer
com o cu todo enevoado e cinza. Eu coloquei a cabea para trs e olhei para como a neve se
amontoava nos galhos de velho carvalho, e fazia o muro leste parecer suave, e menos
imponente.

O muro leste.

No meu sonho eu hesitei quando percebi onde estava. Ento eu vi as figuras, encapuzadas e
com capa, paradas nun grupo de quatro pessoas na frete na porta escondida do muro.

No! Eu disse para a eu do sonho, Eu no quero estar aqui. No to cedo depois da morte de
Stevie Rae. Depois da ultima vez que dois calouros morreram eu vi seus fantasmas ou espritos
ou corpos mortos vivos ou o que quer que eles fossem. Mesmo que eu tivesse recebido o dom
de ver os mortos de Nyx. Chega era chega! Eu no queria 

A menor figura de capa virou e minha discusso interna saiu da minha mente. Era Stevie Rae!
S que no era ela. Ela parecia muito plida e magra. E tinha outra coisa sobre ela. Eu encarei,
e minha hesitao inicial foi sobrepujada pela terrvel necessidade que eu tinha de entender.
Quero dizer, se realmente fosse Stevie Rae, ento eu no precisava ter medo dela. Mesmo
estranhamente mudada pela morte, ela ainda era minha melhor amiga. No era? Eu no pude
me impedir de ir para frente at ficar parada a apenas 30 centmetros de distancia do grupo.
Eu segurei o flego, esperando que eles se virassem para mim, mas ningum me notou. No
meu mundo de sonho era como se eu fosse invisvel para eles. Ento me aproximei ainda mais,
incapaz de tirar os olhos de Stevie Rae. Ela parecia terrvel  frentica  e ela continua a se
mexer inquieta, passando os olhos ao redor como se estivesse extremamente nervosa ou com
muito medo.

"No deveramos estar aqui. Deveramos ir embora."

Eu pulei ao ouvir o som da voz de Stevie Rae. Ela inda tinha o sotaque Okie, mas nada mais era
reconhecvel. O tom era grosso, faltando qualquer emoo a no ser um nervosismo
animalesco.

"Voc no  nossa donaaaa," uma das outras figuras de capa disse, cerrando os dentes para
Stevie Rae. Oh, ugh! Era aquela criatura Elliott. Embora o corpo dele estivesse estranhamente
encurvado, ele parou perto dela de forma agressiva. Os olhos dele comearam a brilhar com o
vermelho sujo. Eu estava com medo por ela, mas ela no deixou ele a intimdar, ao invs disso
Stevie Rae cerrou os prprios dentes, o olhar dela queimava em um vermelho escarlate, e ela
deu um feio resmungo. Ento ela disse para ele,"A terra responde a voc? No!" Ela andou
para frente, e Elliott automaticamente deu vrios passos para trs. "E at responder, voc vai
me obedecer! Isso  o que ela disse."

Elliott fez uma estranha reverencia servil que as outras duas figuras de capa imitaram. Ento
Stevie Rae apontou para a porta escondida. "Agora, vo rapidamente." Mas antes de qualquer
um deles se mover eu ouvi uma voz familiar do outro lado do muro.

"Hey, algum de vocs conhece Zoey Redbird? Eu preciso dizer a ela que estou aqui e-"

A voz de Heath se quebrou quando as quatro criaturas, com uma super velocidade, saram pela
porta atrs dele.
"No! Parem! O que diabos vocs vo fazer?" eu gritei. Meu corao estava batendo to forte
que doa enquanto eu corria para a porta em tempo de ver eles agarrando Heath. Eu ouvi
Stevie Rae dizer, "Ele nos viu. Agora ele vem com a gente."

"Mas ela disse mais nenhum!" Elliott gritou enquanto mantinha o aperto em Heath que se
debatia.

"Ele nos viu!" Stevie Rae repetiu. "Ento ele vem conosco at ela dizer o que fazer com ele!"

Eles no discutiram com ela, e com uma fora sobre humana eu o arrastaram para longe. A
neve pareceu engolir os gritos dele.

Eu sentei de repente na cama, respirando com fora, suando e tremendo. Nala ronronou. Eu
olhei para o quarto e me senti momentaneamente em pnico. Eu estava sozinha! Eu tinha
sonhado com tudo que tinha acontecido ontem? Eu olhei para a cama vazia de Stevie Rae, e
pela falta de todas as coisas dela no quarto. No. Eu no sonhei. Minha melhor amiga estava
morta. Eu deixei o peso da tristeza se apoderar de mim, e eu sabia que eu iria carregar ele
comigo por um longo tempo.

Mas as Gmeas e Damien no tinham dormido aqui? Ainda grogue, eu esfreguei os olhos e
olhei para o relgio. 17 horas. Eu devo ter adormecido entre 6:30 e 7. Sheesh, eu
definitivamente dormi o bastante. Eu levantei, fui para a janela, e espiei para fora.
Incrivelmente, ainda estava nevando, e embora fosse cedo, os postes de luz estavam
iluminando a noite e brilhando com pequenas aureolas de neve.Calouros estavam fazendo
coisas tpicas de garotos  fazendo bonecos de neve e guerra de bola de neve. Eu vi algum
que achei ser aquela Cassie Kramme a garota que tinha se sado to bem na competio de
monologo fazendo anjos de neve com outras garotas. Stevie Rae teria adorado. Ela teria me
feito acordar horas atrs e teria me feito ir com ela no meio de toda a diverso (se eu quisesse
ou no). Pensar sobre isso, me fazia no saber se eu queria chorar ou sorrir.

"Z? Voc est acordada?" Shaunee deu uma tentativa atrs da porta entre aberta.

Eu fiz meno para ela entrar. "Onde vocs foram?"

"Levantamos a algumas horas. Estavamos vendo uns filmes. Quer vir com a gente? Erik e Cole,
aquele amigo totalmente tttttiiimooo dele, vo vir." Ento ela olhou ao redor culpada, como
se lembrasse que Stevie Rae tinha partido e pedisse desculpa por agir de forma to normal.
Algo dentro de mim me fez falar.

"Shaunee, temos que continuar. Temos que sair e ser felizes e viver nossas vidas. Nada 
garantido, a morte de Stevie Rae prova isso. No podemos desperdiar o tempo que foi nos
dado. Quando eu disse que ia me certificar de que ela fosse lembrada, eu no quis dizer que
iramos ficar tristes para sempre. Eu quis dizer que lembraria da felicidade que ela trouxe para
ns, e manter o sorriso dela perto do meu corao. Sempre."

"Sempre," Shaunee concordou.

"Se voc me der um segundo eu vou por uma jeans e encontro vocs l embaixo."

"Ok," ela disse com um sorriso.
Quando Shaunee saiu, uma parte da minha atuao feliz diminui. Eu falei srio sobre o que
disse a ela, mas a parte de agir  que seria difcil. Alm do mais, eu estava tendo dificuldades
para esquecer o pesadelo. Eu sabia que era s um sonho, mas ainda me incomodava. Era como
se eu pudesse ouvir os ecos dos gritos de Heath no opressivo silencio do meu quarto. Me
movendo automaticamente, eu vesti minha jeans mais confortvel e camiseta mais quente
que eu comprei da loja da escola algumas semanas atrs. Por cima do meu corao eu tinha a
insgnia de Nyx parada com as mos erguidas na lua, e de alguma forma me fez sentir melhor.
Eu escovei o cabelo e olhei meu reflexo no espelho. Eu parecia um coc. Ento eu coloquei
uma base nas minhas olheiras, um rimel e um gloss que cheirava a morango. Me sentindo mais
pronta para encarar o mundo, eu desci.

E parei no fim da escada. A cena era familiar, e ainda sim completamente mudada. Garotas
amontuadas perto das TVs. Elas deveriam estar conversando, e estavam, mas definitivamente
era suave. Meu grupo de amigos estava sentado perto da TV que mais gostvamos: as Gmeas
em suas cadeiras combinando, Damien e Jack (muito aconchegados) estavam sentados no
cho perto do sof, Erik estava no sof, e eu fiquei surpresa por ver que seu tttttiiimooo
amigo, Cole, pegou uma cadeira e estava sentado entre as Gmeas. Eu senti meus lbios se
erguerem. Ou ele era muito corajoso ou ele era um idiota.Todos estavam conversando
suavemente, e definitivamente no estavam prestando ateno no Retorno da Mumia, que
estava passando na TV. Ento, a no ser por duas coisas, era uma cena perfeitamente familiar.
Primeiro, eles estavam sendo muito quietos. Segundo, Stevie Rae deveria estar sentada no
sof com seus ps pra cima e dizendo a todos para ficarem quietos para poder ver o filme.

Eu engoli as lagrimas, sentindo minha garganta queimar. Eu tinha que continuar. Ns tnhamos
que continuar.

"Oi, gente," eu disse, tentando soar normal.

Dessa vez no houve um silencio desconfortvel com a minha presena. Ao invs disso houve
um desconfortvel todos-falando-ao-mesmo-tempo.

"Oi, Z!"

"Zoey!"

"E a, Z!"

Eu consegui no virar os olhos quando sentei do lado de Erik. Ele pos seus braos ao meu redor
e apertou, o que me fez sentir estranhamente melhor mas culpada. Melhor  porque ele era
totalmente doce e gostoso e eu ainda estava surpresa por ele parecer gostar tanto de mim.
Culpada  bem, isso poderia ser resumido em uma palavra: Heath.

"timo! Agora que Z est aqui podemos comear a maratona," Erik disse.

"Voc a nerdtona," Shaunee disse com uma bufada.

" o final de semana que poderamos chamar de semana nerd," Erin disse.

"Me deixe adivinhar." Eu olhei para Erik. "Voc trouxe os DVDs."

"Sim eu trouxe!"
O resto do grupo gemeu em uma dor exagerada.

"O que significa que vamos assistir, Star Wars,' eu disse.

"De novo," o amigo dele, Cole, murmurou.

Shaunee arqueeou uma sobrancelha perfeita para Coe. "Voc est dizendo que no  um
grande f de Star Wars?"

Ele sorriu para Shaunee, e mesmo da onde eu estava sentada eu podia ver o brilho de flerte
nos olhos dele. "Assistir a verso mais longa com os cortes do diretor de Star Wars pela
milsima vez no  o motivo deu ter vindo aqui. Eu sou seu f, mas no do Darth ou do Chew-
bacca."

"Voc est dizendo que a Princessa Leia serve pra voc?" Shaunee respondeu.

"No, sou mais colorido que isso,' ele disse, se inclinando na direo dela. "Eu tambm no
estou aqui por que sou f de Star Wars," Jack disse, dando a Damien um olhar adorvel.

Erin riu. "Bem, sabemos que a Princessa Leia no serve pra voc."

"Graas a Deus," Damien disse.

"Eu queria que Stevie Rae estivesse aqui," Erik disse. "Ela estaria toda, Gente, vocs no esto
sendo muito legaaaisss."

As palavras de Erik fizeram todos se calarem. Eu olhei para ele e vi que ele corou, como se
tivesse percebido o que disse s depois que falou. Eu sorri e descansei minha cabea no ombro
dele.

"Voc est certo. Stevie Rae estaria nos xingando como uma me."

"E ento ela faria pipoca e diria para a gente dividir bem, "Damien disse. "Embora ela fosse
dizer gentilmente."

"Eu gostava do jeito que Stevie Rae avacalhava a lngua inglesa," Shaunee disse.

"Yeah, ela transformava em uma palavra Okie, "Erin disse.

Todos sorrimos uns para os outros, e eu senti um pouco de calor comear a surgir no meu
peito.  assim que comea  era assim que amos lembrar de Stevie Rae  com sorrisos e amor.

"Uh, posso sentar com vocs?"

Eu olhei para cima e vi o fofo Drew Partain parado nervosamente na ponta do nosso grupo. Ele
parecia plido e triste, e seus olhos estavam vermelhos como se tivesse chorado. Eu lembrei
do jeito que ele tinha olhado para Stevie Rae, e senti uma pontada de simpatia por ele.

"Claro!" Eu disse gentilmente. "Pegue uma cadeira." Ento uma idia me fez acrescentar,
"Tem espao perto de Erin."
Os olhos azuis de Erin se alargaram um pouco, mas ela se recuperou rapidamente. "Yeah,
pegue uma cadeira, Drew. Mas fique avisado, estamos assistindo Star Wars."

"Tudo bem por mim, "Drew disse, dando a Erin um hesitante sorriso. "Baixo, mas fofo," eu
ouvi Shaunee sussurrar para Erin, e eu acredito que vi Erin corar.

"Hey, eu vou fazer pipoca. Alm do mais, eu preciso da minha "

"Coca!" Damien, as Gmeas, e Erik falaram juntos.

Eu me desembaracei dos braos de Erik e fui para a cozinha, me sentindo mais leve desde que
Stevie Rae comeou a tossir. Tudo ficaria bem. A House of Night era minha casa. Meus amigos
eram minha famlia. Eu seguiria meu conselho e levaria um dia por vez  um problema por vez.
Eu iria descobrir um jeito de resolver meus problemas com namorado. Eu faria meu melhor
para evitar Neferet (sem ficar obvio demais que eu estava a evitando) at descobrir o que
estava acontecendo com ela e o Elliott no morto (que era o suficiente para dar a qualquer um
pesadelos  no era de se admirar que eu tenha tido um sonho to terrvel sobre Stevie Rae e
Heath).

Eu pus um saco de pipoca com mantega extra em cada um dos nossos quatro microondas e
peguei enormes tigelas enquanto elas comeavam a estourar. Talvez eu devesse lanar outra
circulo privado e pedir a Nyx por ajuda e entendimento para o problema no nojento do Elliott.
Meu estomago se apertou quando percebi que eu estaria sem Stevie Rae. Como eu ia lidar
com substituir ela? Isso me fez sentir enjoada, mas tinha que ser feito. Se no agora, para o
meu ritual privado, eu teria que encontrar algum antes do prximo Ritual da Lua Cheia. Eu
fechei meus olhos contra a dor de sentir saudades de Stevie Rae e da realidade de continuar
sem ela. Por favor me mostre o que fazer, eu rezei silenciosamente para Nyx.

"Zoey, voc precisa vir para a sala."

Meus olhos saltaram abertamente quando a voz de Erik passou por mim. O olhar no rosto dele
fez minha adrenalina subir e passar pelo meu corpo. "O que est acontecendo?"

"S vem aqui." Ele pegou minha mo e me tirou com pressa da cozinha. " o noticirio."

Embora a sala estivesse cheia de gente, tinha ficado completamente silenciosa. Todos estavam
olhando para a TV, onde Chera Kimiko estava olhando para a cmera e falando solenemente.

"...a policia esta avisando o publico para no entrar em pnico, embora esse seja o terceiro
adolescente a desaparecer. Eles esto investigando, e asseguraram ao Fox News que tem
vrias pistas viveis. Para repetir esse blotem especial, um adolescente da Broken Arrow,
outro jogador de futebol, est desaparecido. Seu nome  Heath Luck."

Meus joelhos no mais me sustentavam, e eu teria cado se Erik no tivesse passado seus
braos ao redor da minha cintura e me ajudado a chegar at o sof. Eu senti que no
conseguia recuperar o flego enquanto Chera continuou:

"A caminhonete de Heath foi encontrada do lado de fora da House of Night, mas a Alta
Sacerdotisa, Neferet, assegurou a policia que ele no entrou na escola, e que ele no foi visto
por ninguem l.  claro a muita especulao sobre o desaparecimento dele, especialmente
desde que o relatrio do legista para a causa da morte dos outros dois garotos seqestrados
foi perda de sangue devido a muitas mordidas e laceraes. E embora seja verdade que
vampiros no mortem quando pegam o sangue de humanos, as laceraes so consistentes
com a de um vampiro se alimentado.  importante lembrarmos ao publico que vampiros tem
um contrato legal com humanos de no se alimentar de nenhum humano sendo contra a
vontade dele. Teremos mais dessa historia as 10 horas, e  claro quando mais noticias
estiverem disponveis..."

"Alguem pegue uma tigela, eu vou vomitar!" Eu consegui gritar por cima do zunido na minha
cabea. Uma tigela foi posta em minhas mos e eu vomitei as tripas para fora dentro dela.


VINTE E SEIS

"Aqui, Zoey, vai te ajudar se voc passar isso pela boca." Cega eu peguei o que quer que fosse
que Erin me entregou, aliviada quando vi que era s gua fria. Eu gospi na nojenta de vomito.

"Ugh,m tire isso daqui," eu disse, suprindo minha nsia quando senti o cheiro do vomito. Eu
queria cobrir o rosto com as mos e comear a chorar, mas eu sabia que a sala toda estava
olhando para mim, ento eu devagar ajeitei os ombros e coloquei meu cabelo atrs das
orelhas. Eu no tinha o luxo de me dissolver em um ataque de pnico. Minha mente j estava
processando as coisas que eu precisava fazer  tinha que fazer. Por Heath, ele era o que
importava agora, no eu, e no minha necessidade para esteria. "Eu tenho que ver Neferet,"
eu disse segura e levantei, surpresa de ver o quo firme meus joelhos tinham se ficado.

"Eu vou com voc," Erik disse.

"Obrigado, mas primeiro eu preciso escovar os dentes e colocar um sapato." (eu tinha
colocado s um par de meias grossas quando desci para ver TV.)Eu sorri para Erik. "Eu vou
correndo at o meu quarto e j volto." Eu pude sentir as Gmeas se aprontando para me
seguir. "Ficarei bem. S me dem um segundo." Ento virei e corri subindo as escadas.

Eu no parei no meu quarto, mas continuei indo pelo corredor, virei a direita, e parei na frente
do nmero 124. Eu levantei meu punho, mas no tinha batido quando a porta abriu.

"Eu pensei que seria voc." Afrodite me deu um olhar frio, mas deu um passo para o lado.
"Entre."

Eu entrei, surpresa pelas cores bonitas do interior do quarto. Eu acho que esperei que ele
fosse escuro e assustador, como um preto.

"Voc tem um flor? Eu acabei de vomitar e seriamente me enojei."

Ela apontou com o queixo para o armrio de remdios em cima da pia. "Ali. O copo na pia est
limpo."

Eu lavei minha boca, aproveitando a oportunidade para organizar meus pensamentos. Quando
terminei virei para olhar para ela. Decidindo no perder tempo com merda, eu fui direto ao
ponto. "Como voc sabe se uma viso  real ou s um sonho?"

Ela sentou em uma das camas e colocou seu longo e perfeito cabelo para trs. " um
sentimento dentro de voc. Vises nunca so fceis ou confortveis ou flores enroladas como
nos filmes. Vises so uma merda. Pelo menos as reais. Basicamente, se te faz sentir que nem
merda, provavelmente  real e no s um sonho." Os olhos azuis dela olharam para mim
cuidadosamente. "Ento, voc est tendo vises?"

"Eu pensei ter tido um sono a noite passada, um pesadelo na verdade. Hoje eu acho que era
uma viso."

Afrodite virou os lbios apenas um pouco. "Bem, isso  uma merda para voc."

Eu mudei de assunto. "O que est acontecendo com Neferet?" O rosto de Afrodite ficou
cuidadosamente em branco. "Como assim?"

"Eu acho que voc sabe exatamente do que estou falando. Tem algo errado com ela. Eu quero
saber o que."

"Voc  a protegida dela. A favorita dela. A nova garota de ouro dela. Voc acha que eu vou
dizer alguma merda para voc? Eu posso ser loira, mas eu definitivamente no sou idiota."

"Se  assim que voc realmente se sente, porque voc me alertou sobre beber o remdio que
ela me deu?"

Afrodite olhou para o outro lado. "Minha primeira colega de quarto morreu seis meses depois
que cheguei aqui. Eu tomei o remdio. Ele  ele me afetou. Por um longe tempo."

"Como assim? Como afetou voc?"

"Me fez me sentir engraada, desapegada. Parou minhas vises. No permanentemente, s
por algumas semanas. E ento foi difcil para mim lembrar at como ela parecia." Afrodite
parou. "Venus. O nome dela era Venus Davis." Os olhos dela encontraram os meus
novamente. "Ela foi a razo pela qual escolhi meu novo nome como Afrodite. ramos
melhores amigas e achamos que era legal." Os olhos dela estavam cheios de tristeza. "Eu me
fiz lembrar de Venus, e eu achei que voc iria querer lembrar de Stevie Rae."
"Eu quero. Eu vou. Obrigado."

"Voc deveria ir. No ser bom para nenhuma de ns se souberem que voc est aqui falando
comigo," Afrodite disse.

Eu percebi que ela provavelmente estava certa, e eu me virei para a porta. A voz dela me
parou.

"Ela faz voc pensar que ela  boa, mas ela no . Nem tudo que  luz  bom, e nem tudo que
 escurido  sempre ruim."

Escurido nem sempre equivale ao mal, assim como a luz nem sempre trs o bem. As palavras
que Nyx tinha dito para mim no dia que fui Marcada estavam espelhadas no aviso de Afrodite.

"Em outras palavras, tenha cuidado perto de Neferet e no confie nela," eu disse.

"Yeah, mas eu no disse isso."
"Disse o que? Nem estamos tendo essa conversa." Eu fechei a porta atrs de mim e corri para
meu quarto onde lavei meu rosto e escovei os dentes, coloquei um sapato, e ento corri para a
sala.

"Pronta?" Erik perguntou.

"Vamos tambm," Damien disse, incluindo as Gmeas, Jack, e Drew.

Eu comecei a dizer para eles no, mas no consegui fazer a palavra sair. A verdade era que eu
estava feliz por eles estarem aqui, felizes por eles obviamente sentirem a necessidade para
juntar foras ao meu redor e me proteger. Eu me preocupei por muito tempo que meus
poderes extras e minha estranha Marca escolhi pela deusa fosse me rotular como uma
aberrao e eu no me encaixasse, no teria nenhum amigo. Mas o oposto parecia estar
acontecendo.

"Ok, vamos." Fomos para a porta. Eu no tinha certeza absoluta do que eu ia dizer a Neferet.
Tudo o que eu sabia  que eu no podia continuar a manter a boca fechada, e que eu tinha o
terrvel pressentimento de que meu "sonhp" tinha sido uma viso, e que tinha mais sobre os
"espritos" que eu andava vendo do que apenas fantasmas. Mas acima de tudo, eu tinha medo
que eles tivessem levado Heath. O que isso dizia sobre o que Stevie Rae tinha se tornado fez
meu interior tremer, mas no mudava o fato de que Heath estava desaparecido, e que eu
achava que sabia quem tinha levado ele (se no o que tinha levado ele).

No tnhamos chegado na porta ainda quando ela abriu e Neferet escorreu para dentro da sala
com uma onda do cheiro de neve no ar. Ela era seguida pelos Detetives Marx e Marin. Eles
estavam usando jaquetas azuis que estavam fechadas at o queixo deles. O chapu deles
estava coberto com a neve branca e seus narizes estavam vermelhos. Neferet, como sempre,
parecia perfeitamente posicionada, perfeitamente limpa, e perfeitamente no controle.

"Ah, Zoey, bom. Isso me poupa de ter que te procurar. Os dois detetives tem duas noticias
ruins, e eles tambm gostariam de falar com voc por um segundo."

Eu nem olhei para Neferet, e eu pude sentir ela endurecer enquanto eu respondia diretamente
para os detetives. "Eu j ouvi as noticias sobre o desaparecimento de Heath. Se tiver qualquer
coisa que eu puder fazer para ajudar, eu farei."

"Podemos usar a biblioteca de novo?" Detetive Marx perguntou. " claro,' Neferet disse
suavemente.

Eu comecei a seguir Neferet e os Detetives para a biblioteca, mas eu parei e olhei para Erik.

"Estaremos aqui," ele disse.

"Todos ns," Damien disse.

Eu acenei. Me sentindo melhor, eu fui para a biblioteca. Eu mal entrei no aposento quando o
Detetive Martin comeou a me interrogar.

`Zoey, voc pode me dizer onde estava entre as 6:30 e 8:30 dessa manha?"
Eu acenei. "Eu estava l em cima no meu quarto. Perto dessa hora estava falando no telefone
com a minha av, e ento Heath e eu trocamos mensagens algumas vezes." Eu peguei meu
celular de dentro das jeans. "Eu no deletei as mensagens. Voc pode ver se quiser."

"Voc no tem que dar a ele seu telefone, Zoey," Neferet disse. Eu me fiz sorrir para ela.

"Est tudo bem. Eu no me importo."

Detetive Martin pegou meu telefone e comeou a passar pelo arquivo de mensagens,
copiando algumas mensagens. "Voc viu Heath essa manh?" Detetive Marx perguntou. "No.
Ele perguntou se podia vir me ver, mas eu disse no para ele."

"Aqui diz que voc estava planejando ver ele na sexta," Detetive Martin disse.

Eu podia sentir os olhos afiados de Neferet em mim. Eu respirei fundo. O nico jeito deu fazer
isso era me manter o mais perto da verdade que eu pudesse.

"Yeah, eu ia sair com ele sexta depois do jogo."

"Zoey, voc sabe que existem regras estritas sobre continuar a sair com humanos da sua vida
passada." Eu notei, pela primeira vez, o nojo que enchia a voz dela quando ela disse humanos.

"Eu sei. Sinto muito." De novo, eu disse a verdade, s omitindo o fato do Imprint, e o detalhe
do eu-no-confio-mais-em-voc. " s que Heath e eu temos tanta histria juntos que  difcil
parar de falar com ele completamente, embora eu soubesse que eu preciso. Eu achei melhor
encontrar com ele e dizer na cara dele, de uma vez por todas, que no podamos mais nos ver.
Eu teria contado a voc, mas eu queria cuidar disso sozinha."

"Ento, voc no o viu hoje de manha?" Detetive Marx repetiu.

"No. Depois que terminamos com as mensagens eu fui dormir."

"Algum pode testemunhar que voc ficou no seu quarto o tempo todo?" Detetive Martin
perguntou, me entregando meu telefone."
A voz de Neferet era gelada. "Cavalheiros, eu j expliquei a vocs a terrvel experiencia que
Zoey passou ontem. A colega de quarto dela morreu. Ento, como algum pode testemunhar
onde ela estava se "

"Um, com licena, Neferet, mas na verdade eu no estava dormindo sozinha. Minhas amigas
Shaunee e Erin no queriam ficar sozinhas, ento vieram para meu quarto e dormiram
comigo." Eu no comentei sobre Damien. No tinha porque meter ele em problemas.

"Oh, isso foi gentil da partedelas," Neferet disse gentilmente, mudando do modo vampira
assustadora para me preocupada. Eu tentei no pensar sobre o quo no enganada eu estava
por ela.

"Voc tem alguma idia de onde Heath pode estar?" perguntou o Detetive Marx (eu ainda
gostava mais dele).

"No. A caminhonete dele foi encontrada no muito longe do muro da escola, mas a neve est
caindo tanto que qualquer rastro de onde ele pode ter estado foi completamente coberto."
"Bem, eu acho que invs de perder tempo interrogando minha caloura, a policia deveria
passar mais tempo procurando o adolescente na sarjeta," Neferet disse em um tom
improvisado que me fez querer gritar.

"Senhora?" Marx disse.

"Me parece claro o que aconteceu. O garoto estava tentando ver Zoey, de novo. E s foi no
ms passado que ele e aquela namorada dele subiram nos nossos muros dizendo que iam
resgatar ela da escola." Neferet acenou a mo dispensando." Ele estava bbado e alto, ele
provavelmente estava bbado e alto nessa manha tambm. A neve foi muito para ele, e ele
provavelmente caiu na sarjeta em algum lugar. No  ai onde os bbados normalmente
terminam?"

"Senhora, ele  um adolescente, no um bbado. E seus pais e amigos dizem que ele no bebe
a mais de um ms."

A suave risada de Neferet deixou obvio o quanto ela no acreditava nele.
Surpreendentemente, Marx ignorou ela e me estudou com cuidado. "Como , Zoey? Vocs
dois saram durante alguns anos, certo? Voc consegue pensar em algum lugar para onde ele
possa ter ido?"

"No por aqui. Se a caminhonete dele estivesse sumida na estrada Grove Oak em BA eu
poderia dizer a voc em que festa ele estava." Eu no quis dizer isso como uma piada,
especialmente depois do que Neferet falou sobre Heath, mas o detetive pareceria estar
tentando no sorrir, o que de repente o fez parecer gentil, e mais aberto. Antes de mudar de
idia, eu falei, "mas eu tive um sonho estranho essa manh que pode no ser um sonho e sim
algum tipo de viso sobre Heath."

No silencio a voz de Neferet soou cortante e dura. "Zoey, voc nunca antes demonstrou uma
afinidade para vises ou profecias."

"Eu sei." Eu propositalmente me fiz soar insegura e um pouco assustada (a parte do assustada
no era exatamente um fingimento). "Mas  muito estranho eu ter sonhado com Heath perto
do muro leste, e ele ser pego l."

"O que pegou ele, Zoey?" A voz de Detetive Marx era urgente. Ele definitivamente estava me
levando a serio.

"Eu no sei." O que definitivamente no era uma mentira. "Eu no sei se eram calouros ou
vampiros. Em meu sonho 4 pessoas de capa o arrastavam para longe."

"Voc viu para onde eles foram?"

"No, eu acordei gritando pelo Heath." Eu no tive que fingir as lagrimas que encheram meus
olhos. "Talvez voc devesse procurar tudo perto da escola. Tem algo l, algo pegando
adolescentes,mas no  ns."

" claro que no  ns." Neferet se aproximou de mim e colocou um brao ao meu redor,
dando tapinhas em meu ombro e fazendo sons suaves de me. "Cavalheiros, eu acho que Zoey
j fez mais do que o suficiente para um dia s. Porque eu no apresento vocs a Shaunee e
Erin, que, eu tenho certeza, vo colaborar como libi dela."
libi. A palavra parecia fria.

"Se voc lembrar de mais alguma coisa, ou tiver outros sonhos estranhos, por favor no hesite
em me contatar, qualquer hora dia ou noite,"Detetive Marx disse.

Essa era a segunda vez que ele dava seu carto  ele certamente era persistente. Eu peguei o
carto dele e o agradeci. Ento enquanto Neferet o guiava pra fora da biblioteca o Detetive
Marx hesitou e voltou at mim.

"Minha irm gmea foi Marcada e Mudou 15 anos atrs," ele disse suavemente. "Ela e eu
ainda somos prximos, embora ela devesse esquecer sua famlia humana. Ento quando eu
digo que voc pode me ligar a qualquer hora, e me contar qualquer coisa, voc pode acreditar
em mim. Voc tambm pode confiar em mim."

"Detetive Marx?" Neferet parou na porta.

"S estou agradecendo Zoey de novo, e dizendo a ela como sinto pela colega de quarto dela,"
ele disse suavemente enquanto ele caminhava pelo aposento.

Eu fiquei onde eu estava, tentando organizar meus pensamentos. A irm de Marx era uma
vampira? Bem, isso no era to bizarro. O que era bizarro era que ele ainda a amava. Talvez eu
pudesse confiar nele.

A porta fechou e eu pulei surpresa. Neferet estava parada de costas, me observando com
cuidado.

"Voc Imprint no Heath?"

Eu tive um instante de frio e branco pnico. Ela ia ser capaz de me ler. Eu estava me engando.
No tinha como eu ser prea para a Alta Sacerdotisa. Ento eu senti uma onda de uma brisa
impossvel... o calor de um fogo invisvel... o frescura da chuva de primavera.... a doura verde
de uma campina frtil... e o poderosa fora preenchendo meu esprito. Com uma nova
confiana eu olhei para os olhos de Neferet.

"Mas voc disse que eu no tive um Imprint. Voc me disse que o que aconteceu com ele e
comigo no muro no foi o suficiente para um Imprint." Eu me certifiquei que minha voz soasse
confusa e chateada.

Os ombros dela relaxaram quase imperceptivelmente. "Eu no acho que voc teve um Imprint
com ele. Ento, voc est dizendo que no esteve com ele desde ento? Voc no se
alimentou dele de novo?"

"De novo!" Eu me deixei soar chocada enquanto sentia o perturbador, e ainda sim sedutor
pensamento de me alimentar de Heath. "Mas eu realmente no me alimentei dele daquela
vez, me alimentei?"

"No, no,  claro que no," Neferet me garantiu. "O que voc fez foi muito insignificante, de
fato.  s que seus sonhos me fizeram imaginar se voc esteve com seu namorado de novo."

"Ex-namorado," eu disse quase automaticamente. "No. Mas ele tem me ligado e mandado
vrias mensagens ultimamente, ento achei que seria melhor encontrar ele e tentar fazer ele
entender, de uma vez por todas, que no podemos mais nos ver. Sinto muito. Eu deveria ter
contado a voc, mas eu queria resolver isso sozinha. Quero dizer, eu me meti nessa confuso.
Eu deveria ser capaz de sair dela."

"Bem, eu elogio seu senso de responsabilidade, mas no acho sbio fazer os detetives
pensarem que seu sonho pode ter sido uma viso."

" que parecia to real," eu disse.

"Tenho certeza que sim. Zoey, voc tomou o remdio que eu te pedir para tomar ontem a
noite?"

"Voc diz aquela coisa leitosa? Yeah, Shaunee me deu." E ela tinha dado, mas eu joguei aquela
merda no ralo da pia.

Neferet parecia ainda mais relaxada. "timo. Se voc continuar tento sonhos perturbadores,
venha at mim e vou te dar uma mistura mais forte. Isso deveria manter os pesadelos longe de
voc, mas eu claramente subestimei a dosagem que voc precisa."

A dosagem no foi tudo que ela subestimou.

Eu sorri. "Obrigado, Neferet. Eu agradeo por isso."

"Bem, voc deve voltar a seus amigos agora. Eles protegem muito voc, e tenho certeza que
esto preocupados."

Eu acenei e fui com ela at a sala, tomando cuidado para no mostrar meu nojo quando ela
me abraou na frente de todos e disse tchau com o calor de uma me. Na verdade, ela era
exatamente como uma me, mais especificamente minha me, Linda Heffer. A mulher tinha
me trado por um homem e se importava mais consigo e com as aparncias do que comigo. A
similaridade entre Neferet e Linda estavam se tornando cada vez mais claras.


VINTE E SETE


Nos reunimos no nosso pequeno grupo depois que eles saram, e no falamos muito enquanto
a sala voltava ao normal. Eu notei uma mudana no local. O DVD de Star Wars foi esquecido,
pelo menos essa noite.

"Voc est bem?" Erik finalmente perguntou suavemente. Ele pos seus braos ao meu redor e
eu me aninhei contra ele.

"Yeah, eu acho que sim."

"Os policias tinham noticias sobre Heath?" Damien perguntou.

"Nada mais do que j ouvimos," eu disse. "Ou se eles tem, no me falaram."

"Podemos fazer alguma coisa?" Shaunee perguntou.
Eu balancei a cabea. "Vamos apenas assistir o canal local e ver o que o jornal das 10 tem a
dizer."

Eles murmuram oks e todos sentaram para assistir a marota de reprises de Will and Grace
enquanto espervamos pelo noticirio. Eu olhei para a TV, e pensei sobre Heath. Eu tinha um
mal pressentimento sobre ele? Definitivamente. Mas era o mesmo pressentimento que eu tive
sobre Chris Ford e Brad Higeons? No, eu acho que no. Eu no sabia como explicar. Meu
instinto dizia que Heath estava em perigo, mas no dizia que ele estava morto. Ainda.

Quanto mais eu pensava em Heath, mais inquieta eu ficava. Quando o noticirio local comeou
eu mal consegui ficar sentada vendo a histria de como uma nevasca inesperada fez com que
Tulsa e a rea ao redor ficasse completamente branca. Eu fiquei inquieta enquanto assistamos
as imagens das estradas, sinistramente vazias e parecendo quase como um pos-meteoro-ou-
guarra-nuclear.

No havia nada novo sobre Heath a no ser um relatrio de como o tempo estava dificuldade
as buscas.

"Eu tenho que ir." As palavras saram da minha boca e eu estava de p antes da minha mente
lembrar que eu no fazia idia de onde eu iria e como chegar l.

"Ir onde, Z?" Erin perguntou.

Minha mente se debateu e se deu conta de uma coisa  uma pequena ilha de contentamento
em um mundo que tinha ficado estressante e confuso e louco.

"Eu vou para os estbulos." Erik parecia to vazio quanto todo mundo. "Lenobia disse que eu
podia escovar Persephone sempre que eu quisesse." Eu movi meus ombros. "Escovar ela me
faz ficar calma, e agora eu podia usar um pouco de calma."

"Bem, ok. Eu gosto de cavalos. Vamos escovar Persephone, Erik disse.

"Eu preciso ficar sozinha." As palavras soaram to mais duras do que eu queria que eu sentei
perto dele e deslizei minha mo na dele. "Eu sinto muito. Eu s preciso de tempo para pensar,
e isso  algo que eu tenho que fazer sozinha."

Os olhos azuis dele pareciam tristes, mas ele me deu um pequeno sorriso. "Que tal eu te levar
at o estbulo, e ento voltar at aqui e cuidar das noticias para voc enquanto voc pensa?"

"Eu gostaria disso."

Eu odiei o olhar de preocupao no rosto dos meus amigos, mas eu no podia fazer muito para
ressegurar eles. Erik e eu no nos incomodados de usar casacos. O estbulo no era muito
longe. O frio no teria chance de nos incomodar.

"Essa neve  incrvel," Erik disse depois que andamos um pouco pela calada. Alguem tinha
tentado tirar ela, porque estava menos profunda na calada que nos arredores, mas a neve
estava caindo tanto que quem limpou no conseguiu acompanhar e a neve j estava no nosso
calcanhar.

"Eu lembro que estava nevando assim quando eu estava na sexta ou stima srie. Foi durante
o feriado de natal e foi uma droga no perdermos aula."
Erik deu uma vaga resposta, tpica de um cara, e ento andamos em silencio. Normalmente,
nosso silencio no era constrangedor, mas esse parecia estranho. Eu no sabia o que dizer 
como consertas as coisas.

Erik limpou a garganta. "Voc ainda gosta dele, no? Quero dizer, mais do que apenas um ex-
namorado."

"Sim." Erik merecia a verdade, e eu estava cheia de mentiras.

Chegamos na porta do estbulo, e paramos perto das luzes. A entrada nos protegeu da maior
parte da neve, e parecia que estvamos parados numa bolha dentro de um globo de neve.

"E quanto a mim?" Erik perguntou.

Eu olhei para ele. "Eu tambm gosto de voc. Erik, eu queria poder consertar isso, fazer todas
as coisas ruins desaparecerem, mas no posso. E eu no vou mentir para voc sobre Heath. Eu
acho que tive um Imprint com ele."

Eu vi surpresa nos olhos de Erik."Daquela nica vez no muro? Z, eu estava l, e voc mal
provou o sangue dele. Ele s no quer perder voc,  por isso que est to obcecado. No que
eu o culpe," ele acrescentou com um sorriso torto.

"Eu o vi de novo."

"Huh?"

"Foi a alguns dias atrs. Eu no consegui dormir, ento fui para a Starbucks na Utica Square
sozinha. Ele estava l colocando psteres de Brad. Eu no queria ver ele, e se eu soubesse que
ele estaria l eu no teria ido. Eu te prometo isso, Erik."

"Mas voc o viu."

Eu acenei.

"E voc se alimentou dele?"

"S  s meio que aconteceu. Eu tentei negar, mas ele se cortou. De propsito. E eu no
consegui me parar." Eu mantivesse meu olhar honesto no dele, pedindo a ele que entendesse.
Agora que eu estava confrontado a possibilidade de Erik e eu terminarmos, eu percebi o
quanto eu no queria que isso acontecesse, o que definitivamente no ajudou na minha
confuso ou no meu nvel de estresse porque eu ainda me importava com Heath."Eu sinto
muito, Erik. Eu no pedi que isso acontecesse, mas aconteceu, e agora tem coisas entre Heath
e eu, e eu no tenho certeza sobre o que vou fazer sobre isso."

Ele suspirou profundamente e tirou um pouco de neve do meu cabelo. "Ok, bem, tem algo
entre voc e eu tambm. E algum dia, se ns conseguirmos passar pela porcaria da Mudana,
seremos iguais. Eu no vou me tornar um velho enrugado e morrer dcadas antes de voc.
Estar comigo no ser algo que outros vampiros vo fofocar sobre, e humanos iro te odiar
por isso. Ser normal. Ser o certo." Ento as mos dele estavam atrs do meu pescoo e ele
estava me puxando para perto dele. Ele me beijou com fora. Ela tinha um gosto frio e doce.
Meus braos foram para os ombros dele e eu o beijei de volta. A principio eu s queria fazer a
dor que eu causei a ele desaparecer. Ento nosso beijo se aprofundou, e pressionamos nossos
corpos juntos. Eu no estava sobrepujada por uma cega nsia por sangue por ele, como o que
aconteceu entre Heath e eu, mas eu gostava do jeito que o beijo de Erik me fazia sentir, um
gentil calor e leve. Diabos, no final das contas eu gostava dele. Muito. Alm do mais, ele tinha
razo. Ele e eu seriamos o certo juntos. Heath e eu no.

O beijo terminou com ns dois respirando com dificuldade. Eu coloquei a bochecha de Erik na
minha mo. "Eu realmente sinto muito."

Erik virou a cabea e beijou minha mo. "Vamos superar isso."

"Eu espero que sim," eu sussurrei, mais para mim do que para ele. Ento me afastei dele e pus
minha mo na velha maaneta. "Obrigada por me trazer at aqui. Eu no sei quando eu volto.
Voc no deve esperar por mim. "Eu comecei a abrir a porta.

"Z, se voc realmente teve um Imprint com Heath voc pode ser capaz de achar ele," Erik
disse. Eu parei e me virei para Erik. Ele parecia cansado e infeliz, mas ele no hesitou para
explicar. "Enquanto estiver escovando a gua, pense em Heath. Chame por ele. Se ele for
capaz ele vira at voc. Se no e seu Imprint for forte o bastante, voc pode ter uma idia de
onde ele est."

"Obrigado, Erik."

Ele sorriu, mas no parecia feliz. "At mais, Z." Ele se afastou e a neve o engoliu.

O cheiro do feno mistura com o limpo cheiro de cavalo seco, contrastava dramaticamente com
a fria neve do lado de fora. O estbulo estava turvamente iluminado por alguns lmpadas. Os
cavalos estavam fazendo barulhos sonolentos de mastigao. Alguns deles estavam
assoprando pelo nariz, o que parecia um pouco como ronco. Eu olhei ao redor procurando por
Lenobia enquanto tirava a neve da minha camiseta e cabelo e me movia para pegar a escova,
mas era bem obvio que, com exceo dos cavalos, eu estava sozinha.

timo. Eu precisava pensar, e no explicar o que eu estava fazendo ali no meio de uma
tempestade de neve no meio da noite.

Ok, eu disse a Erik a verdade sobre Heath e ele no terminou comigo.  claro, dependendo do
que acontecesse com Heath, ele ainda podia me largar. Como essas garotas vadias saem com
uma dzia de caras ao mesmo tempo? Dois era exaustivo. A memria do sorriso sexy de Loren
e incrvel voz passou por minha mente cheia de culpa. Eu mordi o lbio e peguei a escova e um
pente. Na verdade, eu meio que estava vendo trs caras, o que era insano. Eu decidi ento que
j tinha problemas o suficiente sem acrescentar o estranho flerte que pode ou no estar
acontecendo entre Loren e eu na mistura. S de pensar em Erik descobrindo que mostrei toda
aquela pele para Loren... Eu tremi. Me fez querer me chutar. De agora em diante eu iria evitar
Loren, e se no pudesse evitar ele eu o trataria como qualquer outro professor, o que significa
nada de flerte. Agora eu s precisava descobrir o que fazer com Erik e Heath.

Eu abri o estbulo de Persephone e disse a ela o quo bonita e doce ela era, quando ela me
deu um sonolento e surpreso ronco e se lambeu meu rosto depois que eu a beijei suavemente
no nariz. Ela suspirou e ficou parada com trs patas quando eu comecei a escovar ela.

Ok, de jeito nenhum eu podia descobrir nada sobre sair com Erik e Heath at Heath estar
seguro. ( Eu me recusei a considerar que ele poderia nunca ficar seguro  nunca ser
encontrado vivo.) Eu comecei a aquietar a tagarelice e mistura e confuso que estava na minha
mente. Na verdade, eu no precisa que Erik me dissesse que eu poderia ser capaz de encontrar
Heath. Essa possibilidade era uma das muitas que estavam me deixando to inquieta hoje a
noite. A verdade covarde, era que eu estava com medo  medo do que eu poderia encontrar e
do que eu poderia no encontrar, e com medo de no ser forte o bastante para lidar com isso.
A morte de Stevie Rae me deixou quebrada, e eu no tinha certeza se eu podia salvar algum.

Mas no era como se eu tivesse escolha.

Ento... pensando em Heath... eu comecei lembrando que fofo que ela era no primeiro grau.
Na terceira srie o cabelo dele era bem mais loiro do que agora, e ela tinha tipo um zilho de
redemoinhos. Que costumavam ficar na cabea dele como um ninho de pato. A terceira srie
foi quando ele me disse pela primeira vez que ele me amava e algum dia ia casar comigo. Eu
estava na segunda srie, e eu no levei ele a srio. Quero dizer, eu era quase dois anos mais
nova, mas era quase 30 centmetros mais alta. Ele era fofo, mas tambm era um garoto, o que
significa que ele era irritante.

Ok, ento ele podia ainda ser irritante, mas ele cresceu e estufou. Em algum lugar no meio da
terceira srie e o primeiro ano eu comecei a levar ele a srio. Eu lembrei da primeira vez que
ele realmente me beijou, e o jeito excitado e feliz que ele me fez sentir. Eu lembrei o quo
quente e doce ele era, e como ele me fazia sentir linda, mesmo quando eu estava
terrivelmente gripada e meu nariz vermelho. E como ele era um cavalheiro. Heath abria portar
e carregava meus livros desde que tinha nove anos.

Ento eu pensei sobre a ultima vez que eu o vi. Ele tinha tanta certeza que pertencamos
juntos e to sem medo de mim que ele se cortou e ofereceu seu sangue para mim. Eu fechei
meus olhos e me inclinei contra a suave costela de Persephone, pensando em Heath e
deixando as memrias dele passar por minhas plpebras como uma tela de cinema. Ento as
imagens do nosso passado mudaram e eu tive um vago senso de escurido e umidade e o frio
 e medo se apoderando de mim. Eu arfei, mantendo meus olhos ligeiramente fechados. Eu
queria me focar nele, como eu tinha naquela vez em que de alguma forma eu o vi no seu
quarto, mas essa conexo entre ns era diferente. Era menos clara, mais cheia de emoes
obscuras do que desejo. Eu me concentrei mais, e fiz o que Erik disse para mim fazer. Eu
chamei Heath.

Em voz alta, assim como tudo dentro de mim, e disse, "Heath, venha at mim. Estou
chamando voc, Heath. Eu quero que voc venha at mim agora. Onde voc estiver, saia da a
e venha at mim!"

Nada. No houve resposta. Nenhum resultado. Nenhum sendo a no ser um profundo e frio
medo. Eu chamei de novo. "Heath! Venha at mim!" Dessa vez eu senti uma onda de
frustrao, seguida por desespero. Mas no tive nenhuma imagem dele. Eu sabia que ele no
podia vir at mim, mas eu no sabia onde ele estava.

Porque eu fui capaz de ver ele muito mais fcil antes? Como eu tinha feito? Eu estava
pensando em Heath como agora. Eu estava pensando sobre...

Sobre o que eu estava pensando? Ento senti meu peito ficar quente quando percebi o que
tinha me atrado pra ele antes. Eu no estava pensando sobre o quo fofo ele era quando
garoto ou o quo bonita ele me fazia sentir. Eu estava pensando sobre beber o sangue dele...
me alimentar dele... e a nsia por sangue que isso causou.
Ok, ento...

Eu respirei fundo e pensei no sangue de Heath. Era um desejo liquido, quente e grosso e
eltrico. Fez meu corpo ganhar vida em lugares que s tinham comeado a se excitar antes. E
esses lugares estavam famintos. Eu queria beber o doce sangue de Heath enquanto ele
satisfazia meu desejo pelo toque dele, o corpo dele, o seu gosto...

A desconjunta imagem que eu tinha da escurido se clareou com tal brutalidade que foi um
choque. Ainda estava escuro, mas no era problema nenhum para minha viso noturna. A
principio eu no entendi o que estava vendo. O lugar era estranho. Era mais como uma
pequena alcova numa caverna ou um tnel do que uma sala. As paredes eram redondas e
midas. Havia alguma luz, mas estava vindo de uma turva e suave lanterna que estava pendura
em um gancho rstico. Todo o resto era uma escurido completa. O que eu achei que era uma
pilha de roupas sujas se moveu e lamentou. Dessa vez no era como se eu tivesse vendo
atravs de um fio. Era como se eu estivesse flutuando, e quando eu reconheci o lamento o
meu corpo que pairava foi at ele.

Ele estava curvado em um colcho manchado. Suas mos e joelhos estavam presos com fita
adesiva e ele estava sangrando de vrios ferimentos em seus braos e pescoo.

"Heath!" Minha voz no era audvel, mas ele virou minha cabea como se eu tivesse gritado
para ele.

"Zoey?  voc?" E ento os olhos dele se alargaram e ele sentou direito, olhando
ansiosamente ao redor. "Saia daqui, Zoey! Eles so loucos. Eles vo matar voc como mataram
Chris e Brad." Ento ele comeou a lutar, tentando desesperadamente rasgar a fita, embora
tudo que estivesse acontecendo era ele fazer seus pulsos sangrarem.

"Heath, pare! Est tudo bem  estou bem. Eu no estou aqui, no de verdade." Ele parou de
lutar e virou os olhos ao redor como se estivesse tentado me ver.

"Mas eu posso ouvir voc."

"Dentro da sua cabea.  onde voc me ouve, Heath.  porque voc e eu tivemos um Imprint e
agora estamos ligado."

Inesperadamente, Heath riu. "Isso  legal, Zo."

Eu virei os olhos mentalmente. "Ok, Heath se concentre. Onde voc est?"

"Voc no vai acreditar nisso, Zo, mas estou debaixo de Tulsa."

"O que isso significa, Heath?"

"Lembra da aula de histria do Shaddox? Ele nos contou sobre os tneis que foram cavados de
baixo de Tulsa no sculo 20 por causa daquela coisa nada de lcool."

"Proibio," eu disse.

"Yeah, isso. Eu estou em um deles."
Eu no soube o que dizer por um segundo. Eu vagamente lembrava de aprender sobre os
tneis na aula de histria, e fiquei surpresa por Heath  que no era exatamente um aluno
excelente  lembrasse disso.

Como se ele entendesse minha hesitao ele riu e disse, "Era sobre esconder bebida. Eu achei
legal."

Depois de outra virada de olhos mental eu disse, "S me diga como chegar a, Heath."

Ele balanou a cabea bruscamente e um olhar muito familiar de teimosia de assentou no
rosto dele. "De jeito nenhum. Eles vo matar voc. V chamar a policia e pea a eles
mandarem o time da SWAT ou algo assim."

Isso era exatamente o que eu queria fazer. Eu queria pegar o carto do Detetive Marx do meu
bolso, ligar para ele, e fazer ele salvar o dia.

Infelizmente, eu no podia.

"Quem so "eles"?" eu perguntei.

"Huh?"

"As pessoas que pegaram voc? Quem so eles?"


"No so pessoas, e no so vampiros embora bebam sangue, mas no so como voc, Zo.
Eles so " ele parou de repente."Eles so outra coisa. Algo errado."

"Eles tem bebido seu sangue?" A idia me deixava furiosa numa intensidade que eu estava
tendo dificuldades de controlar minhas emoes. Eu queria rasgar algum e gritar, Ele
pertence a mim! Eu me forcei a respirar fundo vrias vezes enquanto ele respondia.

"Yeah, eles tem." Heath riu. "Mas eles reclamam muito sobre isso. Eles dizem que meu sangue
no tem um bom gosto. Eu acho que a razo principal  porque ainda estou vivo."Ento ele
engoliu com fora e o rosto dele ficou um tom mais plido. "No  como quando voc bebe
meu sangue, Zo. Isso  bom. O que eles fazem    nojento. Eles so nojentos."

"Tem quantos deles?" Eu disse atravs dos dentes cerrados.

"Eu no tenho certeza.  to escuro aqui e eles sempre vem em grupos estranhos, todos juntos
como se tivessem medo de ficarem sozinhos. Bem, a no ser por trs deles. Um se chama
Elliott, uma se chama Venus  que  completamente estranho  e a outra se chama Stevie
Rae."

Meu estomago deu um n. " Stevie Rae tem um cabelo loiro?"

"Yeah. Ela que est no comando."

Heath comprovou meus medos. Eu no podia chamar a policia.

"Ok, Heath. Eu vou sair daqui. Me diga como encontrar o tnel."
"Voc vai chamar a policia?"

"Sim," eu menti.

"No. Voc est mentindo."

"Eu no estou!"

"Zo, eu sei que voc est mentindo. Eu posso sentir.  essa coisa de ligao." Ele riu.

"Heath. Eu no posso chamar a policia."

"Ento no vou te dizer onde estou."

Ecoando pelo fim do tnel veio um agito que me lembrou o som de um experimento com ratos
no laboratrio de cincias enquanto eles corriam pelo labirinto que ns construmos na aula
de biologia. O riso de Heath sumiu, assim como a cor que tinha retornado as suas bochechas
enquanto conversvamos.

"Heath no temos tempo para isso." Ele comeou a balanar a cabea. "Me escute! Eu tenho
poderes especiais. Aqueles " Eu hesitei, sem ter certeza do que chamar o grupo de criaturas
que de alguma forma inclua minha melhor amiga morta. "Aquelas coisas no vo ser capazes
de me machucar."

Heath no disse nada, mas ele no parecia convencido e o som parecido com o de ratos estava
ficando mais alto.

"Voc disse que sabe que estou mentindo por causa da nossa ligao. Voc tem que ser capaz
de perceber o que eu estou dizendo a verdade." Ele parecia prestes a falar besteira, ento
acrescentei, "Pense mais. Voc disse que lembra um pouco da noite que voc me encontrou
em Philbrook. Eu te salvei aquela noite, Heath. Nada de policia. Nem vampiros adultos. Eu
salvei voc, e eu posso fazer de novo." Eu estava feliz por soar mais certa do que eu me sentia.
"Me diga onde voc est."

Ele pensou um pouco, e eu estava pronta para gritar com ele (de novo) quando ele finalmente
disse, "Voc sabe onde  o velho deposito no centro?"

"Yeah, voc pode ver ele de Centro de Artes onde fomos ver Fantasma no meu aniversrio,
ano passado, certo?"

"Yeah. Eles me prenderam num poro. Eles passaram por algo que parece uma porta trancada.
 velha e rstica, mas leva para cima. O tnel comea da rede de drenagem de l."

"timo, eu "

"Espere, isso no  tudo. Tem vrios tneis. So mais como cavernas. No  como eu imaginei
que fossem na aula de histria. Eles so escuros e molhados e nojentos. Pegue o da direita, e
ento continue virando a direita. Estou no fim de um desses."

"Ok. Eu vou estar a assim que puder."

"Tenha cuidado, Zo."
"Eu vou. Fique seguro."

"Vou tentar." O assobio foi acrescento por barulhos de pessoas correndo. "Mas voc
provavelmente deveria se apressar."




VINTE E OITO


Eu abri meus olhos e estava de volta no estbulo com Persephone. Eu estava respirando com
fora e suando, e a gua estava me tocando com seu nariz e fazendo suaves relinchos
preocupados. Minhas mos tremiam enquanto eu acariciava sua cabea e esfregava seu
pescoo, dizendo a ela que tudo ficaria bem, embora eu tivesse certeza de que no ficaria.

O velho deposito no centro era a uns 9 ou 10 quilmetros de distancia, em uma parte escura e
desusada da cidade debaixo de uma grande e assustadora ponte que ligava uma parte da
cidade com a outra. Costuma ser muito usada, com um pedgio e passageiros de trem indo e
vindo sem parar. Mas nas ultimas dcadas todo o trafego de passageiros parou (eu sabia
porque vov me levou numa viagem de trem no meu aniversrio de treze anos, e tivemos que
ir de carro at a cidade de Oklahoma para pegar o trem l) e o sistema de trens
definitivamente tinha definhado. Em circunstancias normais, levaria apenas alguns minutos
para ir da House of Night at o deposito.

Hoje eu no estava lidando com circunstncias normais.

O noticirio das 10 horas disse que as estradas estavam bloqueadas, e isso tinha sido a  eu
olhei meu relgio e pisquei surpresa  a duas horas atrs. Eu no podia perder tempo aqui. Eu
suponho que podia andar, mas a urgncia estava me dizendo que isso no era bom o bastante.

"Pegue o cavalo."

Persephone e eu nos assustamos com o som da voz de Afrodite. Ela estava inclinada contra a
porta do estbulo parecendo plida e desgostosa. "Voc est horrvel," eu disse.

Ela quase sorriu. "Vises so uma droga."

"Voc viu Heath?" Meu estomago se apertou de novo. Afrodite no tinha vises de felicidade e
luz. Ela via morte e destruio. Sempre.

"Sim."

"E?"

"E se voc no pegar esse cavalo e ir at onde ele est, Heath vai morrer." Ela parou,
encontrando meus olhos. "Isso , a no ser que voc no acredite em mim."

"Eu acredito em voc." Eu disse sem hesitao.
"Ento saia daqui."

Ela entrou no estbulo e me entrou um freio que eu no notei que ela estava segurando.
Enquanto eu o colocava em Persephone, Afrodite desapareceu para voltar com uma sela e um
pelego. Silenciosamente, o colocamos em Persephone, que parecia sentir nossa intensidade
porque estava completamente parada. Quando ela estava pronta eu tirei ela do estbulo.

"Chame seus amigos primeiro," Afrodite disse.

"Huh?"

"Voc no pode derrotar aquelas coisas sozinha."

"Mas como eles vo comigo?" Meu estomago doa, eu estava to assustada que minhas mos
tremiam, e eu estava tendo problemas para entender o que diabos Afrodite estava dizendo.

"Eles no podem ir com voc, mas inda podem te ajudar."

"Afrodite, eu no tenho tempo para charadas. O que diabos voc quer dizer?"

"Merda, eu no sei!" Ela parecia to frustrada quando eu. "Eu s sei que eles podem ajudar
voc."

Eu abri meu celular e, seguindo meus instinto e fazendo uma reza silenciosa pelo guia de Nyx,
eu digitei o nmero de Shaunee. Ela atendeu na primeira chamada.

"O que foi, Zoey?"

"Eu preciso que voc Erin e Damien vo para algum lugar juntos e chamem seus elementos,
como fizeram por Stevie Rae."

"Sem problemas. Voc vai se encontrar conosco?"

"No. Eu vou buscar o Heath." Para o credito dela, Shaunee hesitou apenas por um segundo
ou dois, e ento diss, "Ok. O que podemos fazer?"

"S fiquem juntos, manifestem seus elementos, e pensem em mim."Eu estava ficando muito
boa em soar calma mesmo quando achava que minha cabea podia explodir.

"Zoey, tenha cuidado."

"Eu vou. No se preocupe." Yeah, eu vou me preocupar o suficiente para ns duas.

"Erik no vai gostar disso."

"Eu sei. Diga a ele... diga a ele... diga que eu, uh, falo com ele quando voltar." Eu no fazia idia
do que mais eu podia dizer.

"Ok, eu vou dizer a ele."

"Obrigado, Shaunee. Vejo voc mais tarde," eu disse e desliguei. Ento olhei para Afrodite. "O
que so aquelas criaturas?"
"Eu no sei."

"Hoje foi a segunda viso que tive sobre eles. Da primeira vez eu vi os outros dois caras sendo
mortos." Afrodite tirou seu cabelo loiro do rosto.

Instantaneamente eu fiquei fula. "E voc no disse nada sobre isso porque eles so apenas
humanos adolescentes e no valem a pena?"

Os olhos de Afrodite brilharam com raiva. "Eu contei a Neferet. Eu contei tudo a ela  sobre os
garotos humanos  sobre aquelas coisas  tudo. Foi quando ela comeou a dizer que minhas
vises eram falsas."

Eu sabia que ela estava dizendo a verdade, assim como eu sabia que havia algo negro sobre
Neferet.

"Desculpe," eu disse curtamente. "Eu no sabia."

"Tanto faz," ela disse. "Voc precisa sair daqui ou seu namorado vai morrer."

"Ex-namorado," eu disse.

"De novo eu digo tanto faz. Aqui, eu te dou um apoio."

Eu deixei ela me elevar at a sela.

"Leve isso com voc." Afrodite me entregou um grosso, cobertor de cavalo feito de l. Antes
de poder protestar ela disse, "No  pra voc. Ela vai precisar."

Eu enrolei o cobertor ao meu redor, tomando conforto em seu cheiro da cavalo. Eu segui
enquanto Afrodite abriu a porta do estbulo. Ar gelado e neve entraram em um pequeno
tornado, me fazendo tremer, embora fosse mais pelos nervos e apreenso do que pelo frio.

"Stevie Rae  um deles," Afrodite disse.

Eu olhei para ela, mas ela estava olhando para a noite. "Eu sei," eu disse.

"Ela no  quem costumava ser."

"Eu sei," eu repeti, embora dizer as palavras em voz alta machucasse o meu corao.

"Obrigado por isso, Afrodite."

Ela olhou para mim e a expresso dela era chata e impossvel de ler. "No comece a agir como
se fossemos amigas nem nada disso," ela disse.

"No iria pensar nisso," eu disse.

"Quero dizer, definitivamente no somos amigas."

"No, definitivamente no." Eu tenho certeza que a vi tentar no sorrir.
"Desde que tenhamos isso em mente," Afrodite disse. "Oh," ela acrescentou. "Lembre-se de
colocar silencio e escurido em seu redor para que os humanos tenham dificuldade de te ver
quando estiver indo para l. Voc no tem tempo para ser parada."

"Eu vou. Obrigada por me lembrar," eu disse.

"Ok, bem, boa sorte," Afrodite disse.

Eu peguei as rdeas, respirei fundo, e ento apertei minhas coxas, fazendo Persephone ir.

Eu entrei nun mundo que era feito inteiramente de escurido branca. Branca definitivamente
era a descrio certa para isso. A neve tinha mudado de grandes e amigveis flocos para
afiados pedaos de neve e gelo. O vento era firme, fazendo a neve cair de lado. Eu pus o
cobertor por cima da minha cabea para ficar parcialmente protegida da neve e me inclinei
para frente, chutando Persephome em um rpido trote. Rpido! Minha mente gritava para
mim. Heath precisa de voc!

Eu cortei caminho pelo estacionamento e fui por trs do terreno da escola. Os poucos carros
ainda na escola estavam cobertos de neve, e os postes de luz que brilhavam perto deles os
fazia parece besouros em uma porta de tela. Eu apertei o boto para abrir o porto. Eu tentei
abrir tudo, mas uma corrente de neve entrou e Persephone e eu mal tivemos espao para nos
apertar para sair por ele. Eu virei ela para direita e fiquei parada por um momento debaixo da
coberta de carvalhos que emolduravam as terras da escola.

"Somos silenciosos...fantasmas... ningum pode nos ver. Ningum pode nos ouvir."Eu
murmurei contra o vento, e fique chocada quando a area ao meu redor ficou parada. Com uma
idia repentina eu continuei. "Vento, seja calmo perto de mim. Fogo, esquente meu caminho.
gua, acalme a neve em meu caminho. Terra, me proteja quando puder. E esprito, me ajude a
no ceder aos meus medos." As palavras mal saram da minha boca quando vi um pequeno
flash de energia ao meu redor. Persephone roucou e se agitou um pouco para o lado. E
enquanto ela se movia uma pequena bolha de serenidade se movia com ela. Sim, ainda estava
nevando e a noite ainda era fria e assustadora, mas eu estava cheia de calma e cercada por
elementos protetores. Eu curvei minha cabea e sussurrei, "Obrigado, Nyx, pelos grandes dons
que voc me deu." Silenciosamente eu acrescentei que eu esperava merecer por eles.

"Vamos pegar Heath," eu disse a Persephone. Ela se balanou contra o cho facilmente e eu
fiquei maravilhada por ver que a neve e gelo pareciam voar atrs dos seus cascos enquanto
ns magicamente corramos pela noite sob os olhos cuidadosos da deusa que era, a prpria
personificao da Noite.

Minha jornada foi surpreendentemente rpida. Ns descemos a Utica Stree at chegarmos na
sada da via expressa do Broken Arrow. Barricadas estavam acessas com luzes que piscavam
avisando que a via expressa estava fechada. Eu me encontrei sorrindo enquanto guiava
Persephone ordenadamente ao redor das barricadas at a estrada deserta. Ento eu conduzi a
gua e ela galopou at o centro. Eu me agarrei nela, inclinada perto do pescoo dela. Com o
cobertor nos cobrindo eu imaginei que parecia uma herona em um antigo romance histrico,
e desejei estar galopando para uma festa com algum que meu pai o rei, havia decidido que
era imprprio ao invs de me dirigir ao inferno.

Eu dirigi Persephone at a sada que nos levaria at ao Centro de Artes e ao velho deposito
alm dele. Eu no vi ningum entre o centro e a estrada,mas agora eu via ocasionais
acumulaes de sem tetos perto da estao de nibus e notei um ocasional carro policial aqui
e ali. Somos silenciosos... fantasmas... ningum pode nos ver. Ningum pode nos ouvir. Eu
continuei a reza na minha mente. Ningum sequer olhou na nossa direo. Era como se
realmente tivssemos virado fantasmas, o que no era uma idia que eu achava muito
reconfortante.

Eu diminui a velocidade de Persephone quando passamos pelo Centro de Artes e trotamos por
cima da ponte que atravessava por um confuso e intrincado trilhos que ficavam lado-a-lado.
Quando chegamos no centro da ponte eu parei Persephone e olhei para baixo para o deposito
abandonado que estava abaixo de ns escuro e silencioso. Graas a Sra. Brown, minha ex-
professora na South Intermediate High School, eu sabia que aquele costumava ser um lindo
prdio de arte que havia sido abandonado e eventualmente saqueado quando os trens
pararam de funcionar. Agora parecia como algo que deveria estar em Gotham City nos
quadrinhos do Batman. (Sim, eu sei. Eu sou uma nerd.) Ele tinha aquelas enormes janelas
arqueadas que me lembravam de dentes entre duas torrer que parecia perfeitamente um
castelo assombrando.

"E temos que descer l," eu disse a Persephone. Ela estava respirando com fora devido a
nossa corrida, mas ela no parecia particularmente preocupada, o que eu esperei ser um bom
sinal. Sabe, animais serem capaz de sentir coisas ruins e tudo mais.

Terminamos de cruzar a ponte e eu encontrei a pequena estrada que levava para baixo at o
deposito. O nvel da pista estava escuro. Muito escuro. Isso deveria ter me incomodado, mas
com minha excelente viso noturna, no incomodou. A verdade  que eu estava
completamente apavorando enquanto Persephone andava at o prdio e eu comecei a
circular devagar, procurando pela entrada do poro que Heath tinha descrito.

No levou muito tempo para encontrar o porto enferrujado que parecia ser uma barreira. Eu
no me permiti hesitar e pensar sobre o quo completamente apavorada eu estava. Eu desci
de Persephone e a deixei na entrada coberta para que ficasse protegida do vento e da maior
parte da neve. Eu amarrei suas redias, coloquei o cobertor extra em cima dela, e passei o
mximo de tempo que pude acariciando ela e dizendo a ela o quo corajosa, e doce ela era e
que eu voltava logo. Eu estava trabalhando com aquele negocio de que se voc diz uma coisa
por tempo suficiente ela vira realidade. Me afastar de Persephone foi difcil. Eu acho que no
percebi o quo reconfortante era a presena dela. Eu poderia ter usado um pouco daquele
conforto enquanto eu estava parada na frente do porto de ferro e tentava espiar na
escurido alm dele.

Eu no podia ver nada a no ser a forma indistinta de um enorme e escuro quarto. O poro do
assustador e infelizmente-no-abandonado prdio. timo. Heath est l embaixo, eu me
lembrei, pegando a ponta do porto, e o puxando. Ele abriu facilmente, o que era uma
evidencia do quo freqentemente ele era usado. De novo, timo.

O poro no era to horrvel quanto achei que seria. Faixas de luz fraca entravam entre a as
janelas fechadas e eu podia claramente ver que pessoas sem teto deveriam estar usando o
quarto. Na verdade, tinha varias coisas deixadas deles: enormes caixas, cobertores sujos, at
um carrinho de supermercado (quem sabe como eles conseguiram colocar isso aqui?). Mas,
estranhamente, nenhum sem teto estava presente. Era como uma cidade fantasma de sem
tetos, o que era estranho considerando o tempo. Hoje no seria a noite perfeita para se
recolher ao calor e abrigo desse poro, versos tentar encontrar algum lugar quente e seco nas
ruas ou se apertar? E estava nevando a dias. Ento, realisticamente, essa quarto deveria estar
lotado de pessoas que tinham trazido as caixas e as coisas aqui.
 claro que se assustadores criaturas estavam usando o poro o deserto de pessoas sem teto
fazia muito mais sentido.

No pense sobre isso. Encontre o porto para a drenagem e encontre Heath.

O porto no foi difcil de achar. Eu s fui para o escuro e nojento canto do quarto, e tinha
uma grade de metal no cho. Sim. Bem no canto. No cho. Nunca, em um zilho de anos eu
sequer teria considerado tocar a nojenta coisa, muito menos a levantar e descer.

Naturalmente, era o que eu tinha que fazer.

O porto se abriu to facilmente quando a `barreira' do lado de fora, me dizendo (de novo)
que eu no era a nica pessoa/calouro/humano criatura que tinha passado por aqui
recentemente. Tinha uma coisa de ferro e couro que eu tive que descer, provavelmente cerca
de 3 metros. Ento eu cai no cho do tnel. E era exatamente o que isso era  um grande, e
mido tnel de esgoto. Oh, estava escuro tambm. Muito escuro. Eu fiquei parada ali um
pouco deixando a viso noturna se acostumar com a densa escurido, mas eu no podia s
ficar parada ali por muito tempo. A necessidade de encontrar Heath era como uma coceira
abaixo da minha pele. Ela me estimulava.

"Mantenha-se a direita," eu sussurrei. Ento eu calei a boca porque at aquele pequeno som
ecoou ao meu redor. Eu virei para a direita e comecei a andar o mais rpido possvel.

Heath estava dizendo a verdade. Havia vrios tneis. Eles circulavam de novo e de novo, me
lembrando de vermes se enterrando no cho. Primeiro eu vim mais evidencias de que pessoas
sem teto tinham estado aqui tambm. Mais depois de algumas viradas para a direita, as caixas
e lixo espalhado e cobertores parou. No havia nada a no ser umidade e escurido. Os tneis
deixaram de ser suaves e redondos e to civilizados quanto eu imaginava que tneis bem
feitos poderiam ser para absoluto lixo. O lado das paredes pareciam ter sido cavados por
gnomos de Tolkien* (*J. R. R. Tolkien, escreveu o senhor dois anis) muito, muito bbados ( de
novo, eu sou uma nerd). Estava frio tambm, mas eu no sentia.

Eu me mantive na direita, esperando que Heath soubesse do que estava falando. Eu pensei
sobre parar tempo o bastante para me concentrar no sangue dele para que eu pudesse me
ligar ao nosso Imprint de novo, mas a urgncia que eu sentia no me deixava parar. Eu.Tinha.
Que. Encontrar.Heath.

Eu senti o cheiro deles antes de ouvir o assovio e o murmrio antes de os ver. Era aquele
mofado, e antigo cheiro que eu notei toda vez que via um deles no muro. Eu percebi que era o
cheiro da morte, e me perguntei como no o reconheci mais cedo.

Ento a escurido para qual eu estava acostuma cedeu em uma fraca, e vacilante luz. Eu parei
para me focar. Voc pode fazer isso, Z. Voc foi Escolhida pela nossa deusa. Voc chutou a
bunda de vampiros fantasmas. Isso  algo que voc definitivamente pode lidar.

Eu ainda estava tentando me "focar" (AKA, me convencendo a ser corajosa) quando Heath
gritou. Ento no houve mais tempo para se focar e conversas internas. Eu corri em direo ao
grito de Heath. Ok, eu provavelmente deveria explicar que vampiros so mais fortes e rpidos
que humanos, e embora eu fosse s uma caloura, eu sou uma caloura muito estranha. Ento
quando eu digo corri  eu quero dizer me mover incrivelmente rpido  rpida e
silenciosamente. Eu os encontrei no que deve ter sido segundos, mas pareceu horas. Eles
estavam na pequena alcova no final da tnel. A lanterna que eu notei antes estava pendurada
em um ferro enferrujado, jogando a sombra deles grotescamente contra as grosseira paredes
curvadas. Eles formaram um semi circulo ao redor de Heath. Ele estava parado no colcho sujo
e suas costas estavam pressionadas contra a parede. De alguma forma ele arrancou a fita
adesiva dos tornozelos, mas seus pulsos ainda estavam grudados juntos. Ele tinha um novo
corte em seu brao direito e o cheiro do sangue dele era chamativo e sedutor.

E esse foi meu ultimo estimo. Heath pertencia a mim  apesar da minha confuso sobre o
negocio do sangue, e apesar dos meus sentimentos por Erik. Heath era meu e mais ningum
ira nunca, nunca se alimentar do que era meu.

Eu entrei no circulo das criaturas como se fosse uma bola de boliche e eles fossem pinos sem
crebro, e me movi para o lado.

"Zo!" Ele parecia delirantemente feliz por um segundo, e ento, como um cara, ele tentou me
empurrar para trs dele. "Cuidado! Os dentes e garras deles so muito afiados." Ele
acrescentou nun sussurro, "Voc realmente no trouxe o esquadro da SWAT?"

Foi fcil impedir ele de me empurrar para qualquer lugar. Quero dizer, ele  fofo e tudo mais,
mas ele  s humano. Eu dei um tapinha nas suas mos amarradas onde ele se agarrou no meu
brao e sorri para ele, e com um movimento da minha unha eu cortei a fita que segurava os
pulsos dele. Os olhos dele se alargaram quando ele separou suas mos.

Eu ri para ele. Meu medo desapareceu. Agora eu s estava incrivelmente fula. "O que eu
trouxe  melhor que um esquadro da SWAT. S fique atrs de mim e assista."

Eu empurrei Heath para a parede e dei um passo na frente dele enquanto virei para encarar o
circulo fechado de...

Eesh! Eles eram as coisas mais nojentas que eu j vi. Tinha provavelmente uma dzia deles.
Seus rostos eram brancos e magros. Seus olhos brilhavam com sujo vermelho. Eles
resmungaram e assobiaram para mim e eu vi que os dentes deles eram pontudos e suas unha!
Ugh! Suas unhas eram to longe e amarelas e pareciam perigosas.

" s um calouro," assoviou um deles. "A Marca no faz dela uma vampira. Fazzz dela uma
aberrao."

Eu olhei para quem estava falando. "Elliott!"

"Eu eraaa. Eu no sou o Elliott que voc conhecia mais." Como uma cobra a cabea dele foi
para frente e para trs enquanto ele falou. Ento os olhos brilhantes dele se achataram e ele
curvou os lbios. "Eu mossstrrooo o que eu quero dizer..."

Ele comeou a se mover na minha direo com um passo longo e feral. As outras criaturas se
mexeram, ganhando coragem dele.

"Cuidado, Zo, eles esto vinda para ns,"Heath disse, tentando entrar na minha frente.

"No eles no vem," eu disse. Eu fechei meus olhos por um segundo e me centrei, pensando
no poder e no calor da chama  como ele podia limpar assim como destruir  e eu pensei em
Shaunee. "Venha at mim, chama!" Minhas palmas comearam a ficar quentes. Eu abri os
olhos e ergui minhas mos, que agora estavam brilhando com uma chama amarela.
"Fique a, Elliott! Voc era um saco quando estava vivo, e a morte no mudou nada." Elliott se
afastou da luz que eu estava produzindo. Eu dei um passo para frente, pronta para dizer a
Heath para me seguir para sairmos dali, mas a voz dela me fez congelar.

"Voc est errada, Zoey. A morte muda as coisas." A multido de criaturas se separou e deixou
Stevie Rae passar.




VINTE E NOVE

A chama em minha palma emitiu fascas e desapareceu quando o choque quebrou minha
concentrao. "Stevie Rae!" Eu comecei a dar um passo em direo a ela, mas a verdade da
aparncia dela me atingiu e senti meu corpo ficar frio e duro. Ela parecia terrvel  pior do que
no meu sonho viso. No era tanto sua plida magreza e o horrvel cheiro errado que saia dela
e a fazia parecer mudada. Era a expresso dela. Viva, Stevie Rae era a pessoa mais gentil que
eu conheci. Mas agora, o que quer que ela fosse  morta, morta viva, bizarramente ressucitada
 ela estava diferente. Os olhos dela eram cruis e chatos. O rosto dela no tinha expresso
nenhuma a no ser uma, e aquela emoo era dio.

"Stevie Rae, o que aconteceu com voc?"

"Eu morri." A voz dela era uma virada e mal formada sombra do que algum dia havia sido. Ela
ainda tinha seu sotaque Okie, mas a suave delicadeza que a preenchia tinha sumido
completamente. Ela soava como um lixo maldoso.

"Voc  um fantasma?"

"Um fantasma?" A risada dela era um desprezo. "No, eu no sou porcaria de fantasma
nenhum."

Eu engoli e senti uma tonta onda de esperana. "Ento voc est viva?"

Ela curvou os lbios em um sorriso sarcstico que parecia to errado no rosto dela que fez meu
fsico adoecer. "Voc diz que eu estou viva, mas eu digo que no  to simples. Mas tambm,
no sou to simples como costumava ser."

Bem, pelo menos ela no tinha assoviado para mim como aquele Elliott tinha. Stevie Rae
estava viva. Eu me segurei com fora naquele milagre, engolindo meu medo e repulso, e me
mexendo to rapidamente que ela no teve tempo de se afastar (ou me morder, ou o que
fosse), eu a segurei dela, ignorando o horrvel cheiro dela, e a abracei forte. "Estou to feliz
que voc no esteja morta!" Eu sussurrei para ela.

Era como abraar um pedao grande de pedra. Ela no se afastou de mim. Ela no me mordeu.
Ela no reagiu, mas as criaturas ao nosso redor reagiram. Eu podia ouvir eles sussurrando e
assoviando. Eu soltei ela e me afastei.

"No me toque de novo," ela disse.
"Stevie Rae, tem algum lugar em que possamos conversar? Eu preciso levar Heath para casa,
mas eu posso voltar e encontrar voc. Ou talvez voc possa voltar para a escola comigo?"

"Voc no entende nada, entende?"

"Eu entendo que algo ruim aconteceu com voc, mas voc ainda  minha melhor amiga, ento
podemos dar um jeito nisso."

"Zoey, voc no vai a lugar nenhum."

"timo," eu propositalmente fingi que entendi errado a ameaa dela. "Eu acho que podemos
conversar aqui, mas, bem..." Eu olhei para as nojentas criaturas. "No  muito privado, e
tambm  nojento aqui embaixo."

"S mate eles!" Elliott resmungou atrs de Stevie Rae.

"Cale a boca, Elliott!" Stevie Rae e eu surtamos ao mesmo tempo. Os olhos dela encontraram
os meus e eu juro que vi algo que era mais do que apenas raiva e crueldade.

"Voc sabe que eles no podem viver agora que nosssss virraaam," Elliott disse. As outras
criaturas ficaram inquietas, fazendo diablicos barulhinhos de concordncia.

Ento uma garota saiu do bando de criaturas. Ela obviamente costuma ser linda. Mesmo agora
havia uma assustadora seduo nela. Ela era alta e loira, e se movia mais graciosamente que
os outros. Mas quando olhei nos olhos vermelhos dela s vi maldade.

"Se voc no pode fazer, eu fao. Eu pego o macho primeiro. Eu no me importo que o sangue
dele tenha sido manchado por um Imprinte. Ele ainda  quente e vivo," ela disse, e ela pareceu
danar em direo a Heath.

Eu parei na frente dele, bloqueando o caminho dela. "Toque ele e voc morre. De novo," eu
disse.

Stevie Rae interrompeu a risada assoviada dela.

"Volte com os outros, Venus. Voc no ataca at eu mandar."

Venus. O nome remexeu minha memria. "Venus Davis?" eu disse.

A loira bonita estreitou seus olhos pra mim. "Como voc me conhece, caloura?"

"Ela sabe vrias coisas," Heath disse, parando perto de mim. Ele estava usando o que eu
costumava chamar de sua voz de jogador. Ele soava duro e irritado e totalmente pronto para
uma luta. "E eu estou cheio de todos voc criaturas fudidas."

"Porque isso est falando?" Stevie Rae cuspiu.

Eu suspirei e virei os olhos. Eu concordo com Heath  eu estava totalmente cheia de toda essa
assustadora estranheza. Era hora de ns sairmos dali, e tambm era hora da minha melhor
amiga comear a agir como a pessoa do qual eu vi o deslumbre em seus olhos. "Ele no  isso.
Ele  o Heath. Lembra, Stevie Rae? Meu ex-namorado?"
"Zo. No sou seu ex-namorado. Sou seu namorado."

"Heath. Eu te disse antes que isso entre ns no pode funcionar."

"Anda, Zo, a gente teve um Imprint. Isso significa voc e eu, baby!" Ele riu para mim como se
estivssemos no meio do baile de formatura ao invs do meio de um grupo de criaturas
mortas vivas que queriam nos comer.

"Isso foi um acidente, e vamos ter que falar sobre isso, mas essa definitivamente no  hora."

"Oh, Zo, voc sabe que me ama." O sorriso de Heath no diminuiu nem um pouco.

"Heath, voc  o cara mais teimoso que eu j conheci." Ele piscou para mim e eu no consegui
me impedir de sorrir para ele. "timo. Eu amo voc."

"O que est acontecendo..." a nojenta criatura Elliott assoviou. O resto das horrveis coisas
que nos cercavam se moviam inquietas, e Venus deu um passo mais perto de Heath. Eu me
forcei a no tremer ou gritar ou o que fosse.Ao invs disso, uma estranha calma se apoderou
de mim. Eu olhei para Stevie Rae, e de repente eu sabia o que precisava dizer. Eu pus minhas
mos nos quadris e a encarei.

"Diga a ele," eu disse. "Diga a todos eles."

"Dizer o que?" Ela estreitou os olhos vermelhos perigosamente.

"Diga a eles o que est acontecendo aqui. Voc sabe. Eu sei que voc sabe."

O rosto de Stevie Rae se contorceu, e as palavras soaram como se estivessem sendo
violentamente tiradas da garganta dela.

"Humanidade! Eles esto mostrando a humanidade deles." As criaturas reclamaram como se
gua benta tivesse sido jogada neles (e por favor, esse  um clich to nada verdadeiro sobre
vampiros).

"Fraqueza!  por isso que somos mais fortes que eles." Venus curvou os lbios. "Porque  uma
fraqueza que no temos mais."

Eu ignorei Venus. Eu ignorei Elliott. Diabos, eu ignorei todos eles e olhei para Stevie
Rae,forando ela a encontrar meus olhos, e me forando a no olhar para longe ou me
esquivar do seu olhos vermelhos e brilhantes.

"Besteira," eu disse.

"Ela est certa," Stevie Rae disse. A voz dela era mais fria do que maldosa. "Quando
morremos, a nossa humanidade morreu junto."

"Isso pode ser verdade com eles, mas no acredito que seja verdade com voc," eu disse.

"Voc no sabe nada sobre isso, Zoey," Stevie Rae disse.

"Eu no preciso. Eu conheo voc, conheo nosso deusa, e isso  tudo que preciso saber.
"Ela no  mais minha deusa."

"Verdade, assim como sua me no  mais sua me?" Eu sabia que tinha acertado um nervo
quando eu a vi se curvar como se tivesse com uma dor fsica.

"Eu no tenho uma me. Eu no sou mais humana."

"Grande coisa. Tecnicamente, eu tambm no sou mais humana. Eu estou no meio da
Mudana, o que me faz um pouco disso e muito daquilo. Diabos, o nico que ainda  humano
aqui  Heath."

"No que eu seja contra sua no humanidade," Heath disse.

Eu suspirei. "Heath, no humanidade no  uma palavra.  desumanidade."

"Zo, eu no sou burro. Voc sabe disso. S estou cunhando a palavra."

"Cunhando?" Ele realmente tinha dito isso?

Ele acenou. "Eu aprendi na aula de ingls de Dickson. Tem a ver com..." ele pausou, e eu juro
que at as criaturas estavam ouvindo com expectativa. "Poesia."

Apesar da horrvel situao eu ri. "Heath, voc realmente tem estudado!"

"Eu te disse." Ele riu, parecendo completamente adorvel.

"Chega!" A voz de Stevie Rae ecoou ao redor das paredes do tnel. "Eu cansei disso."Ela virou
suas costas para Heath e eu, nos ignorando completamente. "Eles nos viram. Eles sabem
demais. Eles tem que morrer. Matem eles." E ela se afastou.

Dessa vez Heath no tentou se colocar me colocar atrs dele. Ao invs disso ele se mexeu ao
redor, me pegando completamente de guarda baixa, cuidando para que eu casse de bunda no
nojento colcho com um oofh. Ento ele virou para o circulo que se fechava de criaturas
mortas vivas com suas pernas plantadas e seus lbios largamente separados e suas mos
fechadas em punho quando ele deu seu grito de Tigre do Broken Arrow.

"Mandem ver, aberraes!"

Ok, no  que eu no aprecie a masculinidade de Heath. Mas o garoto estava muito acima do
seu fofo cabelo loiro. Eu levantei e me centrei.

"Fogo, eu preciso de voc de novo!" Dessa vez eu gritei as palavras com o comando de uma
Alta Sacerdotisa. Chamas criaram vida nas minhas palmas das mos e eu levantei meus braos.
Eu teria gostado de ter tido tempo para estudar o fogo que eu chamei  era legal que ele
queimasse em mim, e no a mim, mas no havia tempo para isso. "Mexa-se, Heath."

Ele olhou por cima dos ombros, e seus olhos ficaram enormes e redondos. "Zo?"

"Estou bem. S anda!"

Ele saiu do meu caminhos enquanto, queimando, eu andei para frente. As criaturas se
afastaram de mim, mesmo que suas mos tentassem pegar Heath.
"Parem!" Eu gritei. "Se afastem e deixem ele em paz. Heath e eu vamos sair daqui. Agora. Se
vocs tentarem nos impedir, eu vou matar vocs, e eu tenho o pressentimento que desta vez,
vai ser para sempre." Ok, eu realmente, realmente no queria matar ningum. O que eu queria
fazer era tirar Heath daqui, e encontrar Stevie Rae e fazer ela explicar para mim como calouros
que deveriam estar mortos poderiam estar andando com pssimas atitudes, olhos brilhantes,
e cheirando a mofo e p.

No canto da minha viso eu vi um movimento. Eu me virem em tempo para ver uma das
criaturas se lanar em Heath. Eu levantei meu brao e joguei o fogo nela como se estivesse
jogando uma bola. Quando ela gritou e pegou fogo eu a reconheci e tive que lutar com para
no ficar enjoada. Era Elizabeth Sem Sobrenome  a garota gentil que tinha morrido ms
passado. Agora o corpo que estava se queimando dela estava jogado no cho, cheirando a
carne estragada e decadncia, o que foi tudo o que sobrou da sua concha sem vida.

"Vento e chuva! Eu chamo vocs," eu chorei, e quando o ar comeou a surgir e se encher com
o cheiro de chuva, eu vi um deslumbre de Damien e Erin sentados de pernas cruzadas perto de
Shaunee. Seus olhos estavam fechados em concentrao e eles estavam segurando velas da
cor de seus elementos. Eu apontei meu dedo em chamas para o corpo que queimava de
Elizabeth e ele foi lavado de repente por uma onda de chuva, ento uma brisa fria levou para
longe a fumaa, a levantando acima de nossas cabeas, e a carregando para fora do tnel at a
noite.

Eu olhei para as criaturas de novo. " o que eu vou fazer com qualquer um de vocs que tentar
ns impedir." Eu fiz meno para Heath andar na minha frente, e eu o segui, me afastando das
criaturas.

Eles nos seguiram. Eu nem sempre conseguia ver eles enquanto voltamos pelo escuro tnel,
mas eu podia ouvir seus ps e seus abafados resmungos. Foi a que eu comecei a sentir a
exausto. Era como se eu fosse um celular que no tinha sido carregado a um tempo, e algum
estava falando comigo a tempo demais. Eu deixei o fogo que seguia meus braos apagar a no
ser pela vacilante chama da minha mo direita. De jeito nenhum Heath ia poder ver para sair
daqui, e eu ainda estava atrs dele, mantendo os olhos em um ataque das criaturas. Depois de
passar por dois desdobramentos do tnel eu pedi para Heath parar.

"Devemos nos apressar, Zo. Eu sei que voc tem esse negocio de poder, mas tem muitos deles
- mais do que tinham l atrs. Eu no sei de quantos voc consegue lidar."Ele tocou meu
rosto. "Sem querer ser mal nem nada, mas voc parece horrvel."

Eu me sentia como coc tambm, mas no queria mencionar. "Eu tenho uma idia." Tinhamos
acabado de passar por uma curva onde o tunel se estreitava at eu poder tocar os dois lados
s esticando os braos. Eu andei at a parte mais estreita da curva.Heath comeou a me
seguir, mas eu disse a ele, "Fique a,"e apontei para mais longe do tnel no caminho que
estavamos indo. Ele franziu, mas fez o que eu disse a ele.

Eu virei minhas costas para Heath e me concentrei. Erguendo os braos, eu pensei nos campos
lavrados, e as lindas campinas de Oklahoma cheia de feno no cortado. Eu pensei sobre a terra
e pensei sobre como estava pisando nela... cercada por ela...

"Terra! Eu te chamo!" Quando ergui meus braos uma viso de Stevie Rae passou pelos meus
olhos fechados. Ela no era quem costumava ser  doce e se concentrando com fora numa
vela verde acessa. Ela estava curvada no canto do escuro tnel. O rosto dele era magro e
branco enquanto seus olhos brilhavam na cor escarlate. Mas seu rosto no era uma parodia
sem emoo dela mesma ou uma mascara cruel. Ela estava chorando abertamente, sua
expresso cheia de desespero.  um comeo, eu pensei. Ento, com uma rpida e poderosa
emoo eu baixei meus braos quando comandei, "Feche!" Na frente e atrs de mim, pedaos
de terra e pedras comearam a cair do teto. A principio era s uma corrente de seixos, mas
logo houve uma mini avalanche que rapidamente afogou os assovios irritados das criaturas
presas.

Uma onda de fraqueza passou por mim e eu balancei para trs.

"Te peguei, Zo." Os braos fortes de Heath estavam ao meu redor e eu me permiti descansar
contra ele. Vrios dos cortes dele tinham aumentando durante nossa fuga, e o perfeito cheiro
do sangue dele fez ccegas contra meus sentidos.

"Eles no esto realmente presos, sabe," eu disse suavemente, tentando manter minha mente
longe do quanto eu queria lamber a linha de sangue que estava escorrendo no pescoo dele.
"Passamos por alguns outros tneis. Tenho certeza que eles vo ser capaz de encontrar a sada
eventualmente."

"Est tudo bem, Zo." Heath manteve os braos ao meu redor, mas se afastou o bastante para
olhar nos meus olhos. "Eu sei o que voc precisa. Eu posso sentir. Se voc se alimentar de mim
no vai se sentir to fraca." Ele sorriu, e os olhos azuis dele escureceram. "Est tudo bem, ele
repetiu. "Eu quero."

"Heath, voc passou por coisas demais. Quem sabe quanto sangue voc j perdeu? Eu beber
mais no  uma boa idia." Eu estava dizendo no, mas minha voz tremeu de desejo.

"Voc est brincando? Um enorme e forte jogador de futebol como eu? Eu tenho muito
sangue extra," Heath provocou. Ento a expresso dele ficou sria. "Por voc, eu tenho
qualquer coisa extra." Enquanto ele olhava nos meus olhos, ele passou um dos dedos no corte
da sua bochecha e esfregou o sangue no seu lbio. Ento ele se curvou para me beijar.

Eu experimentei a doura do seu sangue e como ele dissolveu na minha boca e mandou uma
onda de um ardente prazer e energia pelo meu corpo. Heath tirou seus lbios dos meus e me
guiou at o corte no pescoo dele. Quando minha lngua contorceu-se e o tocou, ele gemeu e
pressionou meus lbios mais perto dele. Eu fechei os olhos e comecei a lamber 

"Me mate!" A voz de Stevie Rae quebrou o feitio o sangue de Heath.




TRINTA
Meu rosto se avermelhou de embarao enquanto eu sada dos braos de Heath, limpando a
boca e respirando com fora. Stevie Rae estava parada no tnel s a alguns metros de ns.
Lgrimas escorriam de suas bochechas e seu rosto estava virado em desespero.

"Me mate," ela repetiu em um soluo.

"No." Eu balancei a cabea e dei um passo em direo a ela, mas ela se afastou de mim,
levantando sua mo como se quisesse me parar.Eu parei e respirei fundo, tentando me colocar
sob controle. "Volte para a House of Night comigo. Vamos descobrir como isso aconteceu. Vai
ficar tudo bem, Stevie Rae, eu prometo. Tudo o que importa  que voc est viva."

Stevie Rae comeou a tremer as mos quando comecei a falar. "Eu no estou realmente viva,
eu no posso voltar l."

" claro que voc est viva. Est andando e falando."

"Eu no sou mais eu. Eu morri, e parte de mim  a melhor parte de mim  ainda est morta,
assim como  para o resto de ns." Ela gesticulou de volta para a caverna.

"Voc no parece com eles," eu disse firmemente.

"Eu sou mais como eles do que como voc." O olhar dela mudou de mim para Heath, que
estava parado quieto ao meu lado. "Voc no iria acreditar nas coisas horrveis que passam
pela minha cabea. Eu poderia matar ele sem pensar duas vezes. Eu j teria feito, se o sangue
dele no tivesse mudado devido ao Imprint com voc."

"Talvez no seja s isso,Stevie Rae.Talvez voc no tenha matado ele porque voc no queria,"
eu disse.

Os olhos dela encontraram os meus de novo. "No. Eu queria matar ele. Ainda quero."

"O resto deles mataram Brad e Chris," Heath disse. "E isso foi minha culpa."

"Heath, agora no  a hora " eu comecei, mas ele me cortou.

"No, precisamos deixar isso claro, Zoey. Aquelas coisas agarraram Brad e Chris porque eles
estavam perto da House of Night, e isso  minha culpa porque eu disse a eles o quo quente
voc ." Ele me deu um olhar apologtico. "Desculpe,Zo." Ento a expresso dele endureceu e
ele disse, "Voc deveria matar ela. Voc deveria matar todos eles. Desde que eles estejam
vivos, as pessoas estaro em perigo."

"Ele est certo," Stevie Rae disse.

"E como matar voc e o resto dele resolve isso? Mais de vocs no vo aparecer?" Eu me
decidi e fechei o espao entre Stevie Rae e eu. Ela parecia querer ir embora, mas minhas
palavras a impedira. "Como isso aconteceu? O que te fez ficar assim?"

O rosto dela se contorceu de angustia. "Eu no sei como. S sei quem."

"Ento quem fez isso?"

Ela abriu a boca para me responder, com um movimento to rpido que o corpo dela virou um
borro, ela de repente estava assustada contra o lado do tnel.

"Ela est vindo!"

"O que? Quem?" eu me abaixei ao lado dela.

"Saia daqui! Rpido.Provavelmente ainda tem tempo para voc fugir." Ento Stevie Rae se
estendeu e pos minha mo na dela. A pele dela era fria, mas seu aperto era forte. "Ela vai te
matar se te ver  voc e ele. Voc sabe demais. Ela pode te matar mesmo assim, mas ser mais
difcil para ela fazer isso, se voc voltar para a House of Night."

"De quem voc est falando, Stevie Rae?"

"Neferet."

O nome passou por mim mesmo enquanto eu balanava a cabea em negao e sentia a
verdade se aprofundar em mim.

"Neferet fez isso com voc, com todos vocs?"

"Sim. Agora saia daqui, Zoey!"

Eu podia sentir o terror dela e sabia que ela estava certa. Se Heath e eu no fossemos embora,
ns iramos morrer.

"Eu no vou desistir de voc, Stevie Rae. Use seu elemento. Voc ainda tem uma conexo com
a terra, eu posso sentir. Ento use seu elemento para ficar forte. Eu vou voltar por voc, e de
alguma forma vamos resolver isso  vamos fazer ficar tudo bem. Eu prometo." Ento eu
abracei ela, e depois de apenas uma pequena hesitao, ela me abraou tambm.

"Vamos, Heath." Eu agarrei a mo dele para poder guiar ele rapidamente pelo tnel escuro. A
luz na minha palma tinha apagado quando eu chamei a terra, e de jeito nenhum eu ia me
arriscar em confiar nele. Pode guiar ela a ns. Enquanto eu corria pelo tnel eu ouvi o sussurro
de Stevie Rae "Por favor, no esquea de mim..." Nos seguir.

Heath e eu corremos. A onda de energia do sangue que ele tinha me dado no durou muito
tempo, quando chegamos na escada de metal que levava para a grade do poro, eu queria cair
e dormir por dias. Heath estava se apressando na escada e para entrar no poro, mas eu o fiz
esperar. Respirando com fora, eu me inclinei contra o lado do tnel e buscando meu celular
no bolso da minha cala, junto com o carto do Detetive Marx. Eu abri o telefone e eu juro que
meu corao no bateu at as barras comearem a ficar verdes.

"Voc pode me ouvir agora?" Heath disse, rindo para mim.

"Sssh!" Eu disse a ele, mas sorrindo em resposta. Ento digitei o numero do detetive.

"Aqui  Marx," a profunda voz respondeu no segundo toque.

"Detetive Marx, aqui  Zoey Redbird. Eu s tenho um segundo para falar, ento tenho que
desligar. Eu encontrei Heath Luck. Estamos no poro do deposito de Tulsa, e precisamos de
ajuda."

"Agentem firme. Eu estarei ai em breve!"

Um barulho de baixo fez eu cortar a conexo e desligar o telefone. Eu pressionei meu dedo nos
lbios quando Heath comeou a falar. Heath pos seus braos ao meu redor, e tentamos no
respirar. Ento ouvi o coo-coo de um pomba e o agito de asas.

"Eu acho que  s uma ave," Heath sussurrou. "Eu vou olhar."
Eu estava muito cansada para discutir com ele, alm do mais Marx estava a caminho e eu
estava cheia do tnel mido e nojento. "Cuidado," eu sussurrei para ele.

Heath acenou e apertou meu ombro, ento subiu a escada. Devagar e com cuidado ele ergueu
a grade de metal, colocando a cabea para fora e espiando ao redor. Logo ele desceu e fez
uma meno para mim subir e pegar a mo dele. " s um pombo. Vem."

Cansada, eu subi com ele e deixei ele me puxar para o poro. Sentamos no canto perto da
grade por vrios longos minutos, ouvindo atentamente. Finalmente, eu sussurrei, "Vamos sair
e esperar por Marx l." Heath j tinha comeado a tremer, mas eu lembrei do cobertor que
Afrodite tinha me feito trazer. Alm do mais, eu prefiro arriscar com o tempo do que ficar
nesse poro assustador.

"Eu odeio aqui tambm.  como uma droga de tumba," Heath disse suavemente entre o
ranger dos dentes.

Com a mo na mo dele, andamos pelo poro, passando pela forte luz acinzentada que
refletiva o mundo de fora. Estvamos na porta de ferro quando eu ouvi o distante barulho da
sirene da policia. A terrvel tenso em meu corpo tinha comeado a relaxar quando a voz de
Neferet veio das sombras.

"Eu deveria saber que voc estaria aqui."

O corpo de Heath pulou surpreso e eu apertei minha mo na mo quente dele. Quando
viramos para olhar para ela, eu estava me centrando e podia sentir o poder dos elementos
comearem a tremer o ar ao meu redor. Eu respirei fundo e cuidadosamente limpei minha
mente.

"Oh, Neferet! Estou to feliz por ver voc!"Eu apertei a mo de Heath mais uma vez antes de
soltar, tentando telegrafar concorde com o que quer que eu diga, atravs do toque. Ento eu
corri, soluando at a os braos da Alta Sacerdotisa. "Como voc me achou? O Detetive Marx
te ligou?"

Eu podia ver indeciso nos olhos dela enquanto Neferet suavemente se afastavam dos meus
braos. "Detetive Marx?"

"Yeah." Eu funguei e limpei meu nariz na manga, me forando a emitir alivio e confiana nela.

" ele vindo agora mesmo." O som da sirene estava muito prximo, e eu pude ouvir que estava
junto de pelo menos mais dois carros. "Obrigado por me encontrar!" Eu disse emocionada.
"Foi to terrvel. Eu pensei que as pessoas de rua maluca iam matar ns dois." Eu me movi at
Heath e peguei a mo dele de novo. Ele estava olhando para Neferet, parecendo muito como
se estivesse em choque. Eu percebi que ele provavelmente estava lembrando partes do nica
outra vez que ele viu a Alta Sacerdotisa  a noite que os vampiros fantasmas quase o tinham
matado  e imaginei que a mente dele estava muito apavorada para Neferet sentir o que
estava acontecendo dentro da cabea dele. Uma boa coisa.

As portas do carro estavam batendo e ps pesados estavam andando na neve.

"Zoey, Heath..." Neferet se moveu rapidamente at ns. Ela levantou suas mos, que
brilhavam de forma estranha, com uma luz vermelha, de repente me lembrando de coisas
mortas vivas. Antes deu poder correr ou gritar ou at respirar, ela agarrou nossos ombros. Eu
senti Heath ficar rgido enquanto dor passava pelo meu corpo. Explodiu na minha mente e
meus joelhos teriam cedido se as mos no estivem me segurando firme. "Voc no ira
lembrar de nada!" As palavras ecoaram pela minha mente cheia de agonia, e ento s ouve
escurido.


Meu rosto se avermelhou de embarao enquanto eu sada dos braos de Heath, limpando a
boca e respirando com fora. Stevie Rae estava parada no tnel s a alguns metros de ns.
Lgrimas escorriam de suas bochechas e seu rosto estava virado em desespero.

"Me mate," ela repetiu em um soluo.

"No." Eu balancei a cabea e dei um passo em direo a ela, mas ela se afastou de mim,
levantando sua mo como se quisesse me parar.Eu parei e respirei fundo, tentando me colocar
sob controle. "Volte para a House of Night comigo. Vamos descobrir como isso aconteceu. Vai
ficar tudo bem, Stevie Rae, eu prometo. Tudo o que importa  que voc est viva."

Stevie Rae comeou a tremer as mos quando comecei a falar. "Eu no estou realmente viva,
eu no posso voltar l."

" claro que voc est viva. Est andando e falando."

"Eu no sou mais eu. Eu morri, e parte de mim  a melhor parte de mim  ainda est morta,
assim como  para o resto de ns." Ela gesticulou de volta para a caverna.

"Voc no parece com eles," eu disse firmemente.

"Eu sou mais como eles do que como voc." O olhar dela mudou de mim para Heath, que
estava parado quieto ao meu lado. "Voc no iria acreditar nas coisas horrveis que passam
pela minha cabea. Eu poderia matar ele sem pensar duas vezes. Eu j teria feito, se o sangue
dele no tivesse mudado devido ao Imprint com voc."

"Talvez no seja s isso,Stevie Rae.Talvez voc no tenha matado ele porque voc no queria,"
eu disse.

Os olhos dela encontraram os meus de novo. "No. Eu queria matar ele. Ainda quero."

"O resto deles mataram Brad e Chris," Heath disse. "E isso foi minha culpa."

"Heath, agora no  a hora " eu comecei, mas ele me cortou.

"No, precisamos deixar isso claro, Zoey. Aquelas coisas agarraram Brad e Chris porque eles
estavam perto da House of Night, e isso  minha culpa porque eu disse a eles o quo quente
voc ." Ele me deu um olhar apologtico. "Desculpe,Zo." Ento a expresso dele endureceu e
ele disse, "Voc deveria matar ela. Voc deveria matar todos eles. Desde que eles estejam
vivos, as pessoas estaro em perigo."

"Ele est certo," Stevie Rae disse.

"E como matar voc e o resto dele resolve isso? Mais de vocs no vo aparecer?" Eu me
decidi e fechei o espao entre Stevie Rae e eu. Ela parecia querer ir embora, mas minhas
palavras a impedira. "Como isso aconteceu? O que te fez ficar assim?"
O rosto dela se contorceu de angustia. "Eu no sei como. S sei quem."

"Ento quem fez isso?"

Ela abriu a boca para me responder, com um movimento to rpido que o corpo dela virou um
borro, ela de repente estava assustada contra o lado do tnel.

"Ela est vindo!"

"O que? Quem?" eu me abaixei ao lado dela.

"Saia daqui! Rpido.Provavelmente ainda tem tempo para voc fugir." Ento Stevie Rae se
estendeu e pos minha mo na dela. A pele dela era fria, mas seu aperto era forte. "Ela vai te
matar se te ver  voc e ele. Voc sabe demais. Ela pode te matar mesmo assim, mas ser mais
difcil para ela fazer isso, se voc voltar para a House of Night."

"De quem voc est falando, Stevie Rae?"

"Neferet."

O nome passou por mim mesmo enquanto eu balanava a cabea em negao e sentia a
verdade se aprofundar em mim.

"Neferet fez isso com voc, com todos vocs?"

"Sim. Agora saia daqui, Zoey!"

Eu podia sentir o terror dela e sabia que ela estava certa. Se Heath e eu no fossemos embora,
ns iramos morrer.

"Eu no vou desistir de voc, Stevie Rae. Use seu elemento. Voc ainda tem uma conexo com
a terra, eu posso sentir. Ento use seu elemento para ficar forte. Eu vou voltar por voc, e de
alguma forma vamos resolver isso  vamos fazer ficar tudo bem. Eu prometo." Ento eu
abracei ela, e depois de apenas uma pequena hesitao, ela me abraou tambm.

"Vamos, Heath." Eu agarrei a mo dele para poder guiar ele rapidamente pelo tnel escuro. A
luz na minha palma tinha apagado quando eu chamei a terra, e de jeito nenhum eu ia me
arriscar em confiar nele. Pode guiar ela a ns. Enquanto eu corria pelo tnel eu ouvi o sussurro
de Stevie Rae "Por favor, no esquea de mim..." Nos seguir.

Heath e eu corremos. A onda de energia do sangue que ele tinha me dado no durou muito
tempo, quando chegamos na escada de metal que levava para a grade do poro, eu queria cair
e dormir por dias. Heath estava se apressando na escada e para entrar no poro, mas eu o fiz
esperar. Respirando com fora, eu me inclinei contra o lado do tnel e buscando meu celular
no bolso da minha cala, junto com o carto do Detetive Marx. Eu abri o telefone e eu juro que
meu corao no bateu at as barras comearem a ficar verdes.

"Voc pode me ouvir agora?" Heath disse, rindo para mim.

"Sssh!" Eu disse a ele, mas sorrindo em resposta. Ento digitei o numero do detetive.
"Aqui  Marx," a profunda voz respondeu no segundo toque.

"Detetive Marx, aqui  Zoey Redbird. Eu s tenho um segundo para falar, ento tenho que
desligar. Eu encontrei Heath Luck. Estamos no poro do deposito de Tulsa, e precisamos de
ajuda."

"Agentem firme. Eu estarei ai em breve!"

Um barulho de baixo fez eu cortar a conexo e desligar o telefone. Eu pressionei meu dedo nos
lbios quando Heath comeou a falar. Heath pos seus braos ao meu redor, e tentamos no
respirar. Ento ouvi o coo-coo de um pomba e o agito de asas.

"Eu acho que  s uma ave," Heath sussurrou. "Eu vou olhar."

Eu estava muito cansada para discutir com ele, alm do mais Marx estava a caminho e eu
estava cheia do tnel mido e nojento. "Cuidado," eu sussurrei para ele.

Heath acenou e apertou meu ombro, ento subiu a escada. Devagar e com cuidado ele ergueu
a grade de metal, colocando a cabea para fora e espiando ao redor. Logo ele desceu e fez
uma meno para mim subir e pegar a mo dele. " s um pombo. Vem."

Cansada, eu subi com ele e deixei ele me puxar para o poro. Sentamos no canto perto da
grade por vrios longos minutos, ouvindo atentamente. Finalmente, eu sussurrei, "Vamos sair
e esperar por Marx l." Heath j tinha comeado a tremer, mas eu lembrei do cobertor que
Afrodite tinha me feito trazer. Alm do mais, eu prefiro arriscar com o tempo do que ficar
nesse poro assustador.

"Eu odeio aqui tambm.  como uma droga de tumba," Heath disse suavemente entre o
ranger dos dentes.

Com a mo na mo dele, andamos pelo poro, passando pela forte luz acinzentada que
refletiva o mundo de fora. Estvamos na porta de ferro quando eu ouvi o distante barulho da
sirene da policia. A terrvel tenso em meu corpo tinha comeado a relaxar quando a voz de
Neferet veio das sombras.

"Eu deveria saber que voc estaria aqui."

O corpo de Heath pulou surpreso e eu apertei minha mo na mo quente dele. Quando
viramos para olhar para ela, eu estava me centrando e podia sentir o poder dos elementos
comearem a tremer o ar ao meu redor. Eu respirei fundo e cuidadosamente limpei minha
mente.

"Oh, Neferet! Estou to feliz por ver voc!"Eu apertei a mo de Heath mais uma vez antes de
soltar, tentando telegrafar concorde com o que quer que eu diga, atravs do toque. Ento eu
corri, soluando at a os braos da Alta Sacerdotisa. "Como voc me achou? O Detetive Marx
te ligou?"

Eu podia ver indeciso nos olhos dela enquanto Neferet suavemente se afastavam dos meus
braos. "Detetive Marx?"

"Yeah." Eu funguei e limpei meu nariz na manga, me forando a emitir alivio e confiana nela.
" ele vindo agora mesmo." O som da sirene estava muito prximo, e eu pude ouvir que estava
junto de pelo menos mais dois carros. "Obrigado por me encontrar!" Eu disse emocionada.
"Foi to terrvel. Eu pensei que as pessoas de rua maluca iam matar ns dois." Eu me movi at
Heath e peguei a mo dele de novo. Ele estava olhando para Neferet, parecendo muito como
se estivesse em choque. Eu percebi que ele provavelmente estava lembrando partes do nica
outra vez que ele viu a Alta Sacerdotisa  a noite que os vampiros fantasmas quase o tinham
matado  e imaginei que a mente dele estava muito apavorada para Neferet sentir o que
estava acontecendo dentro da cabea dele. Uma boa coisa.

As portas do carro estavam batendo e ps pesados estavam andando na neve.

"Zoey, Heath..." Neferet se moveu rapidamente at ns. Ela levantou suas mos, que
brilhavam de forma estranha, com uma luz vermelha, de repente me lembrando de coisas
mortas vivas. Antes deu poder correr ou gritar ou at respirar, ela agarrou nossos ombros. Eu
senti Heath ficar rgido enquanto dor passava pelo meu corpo. Explodiu na minha mente e
meus joelhos teriam cedido se as mos no estivem me segurando firme. "Voc no ira
lembrar de nada!" As palavras ecoaram pela minha mente cheia de agonia, e ento s ouve
escurido.




TRINTA E UM



Eu estava em uma linda campina que era no meio do que parecia ser uma densa floresta. Uma
quente e suave brisa estava soprando o cheiro de lils para mim.Uma corrente passou pela
campina,  gua cristalizada borbulhando musicalmente por cima de suaves pedras.

"Zoey? Voc pode me ouvir, Zoey?" Uma voz masculina insistente se intrometeu no meu
sonho.

Eu franzi e tentei ignorar ele. Eu no queria acordar, mas meu esprito se movimentava. Eu
preciso acordar. Eu preciso lembrar. Ela precisa que eu lembre.

Mas quem  ela?

"Zoey..." Dessa vez a voz estava dentro do um sonho e eu podia ver meu nome pintado contra
o cu azul de primavera. A voz era de mulher... um familiar...mgico... fantstico. "Zoey..."

Eu olhei ao redor da claridade e encontrei a deusa sentada do lado do riacho, graciosamente
empoleirada na pedra suave de Oklahoma com seus ps descalos brincando com a gua.

"Nyx!" Eu chorei. "Estou morta?" Minhas palavras brilharam ao meu redor.

A deusa sorriu. "Voc vai me perguntar isso toda vez que eu te visitar, Zoey Redbird?"

"No, eu, uh, desculpe." Minhas palavras eram rosas, provavelmente corando junto com
minhas bochechas.
"No se desculpe, minha filha. Voc fez muito bem. Estou satisfeita com voc. Agora,  hora de
voc acordar. E eu tambm gostaria que voc se lembrasse que os elementos podem restaurar
assim como destruir."

Eu comecei a agradecer a ela, embora eu no tivesse idia do que ela estava falando, mas o
balano dos meus ombros e uma repentina corrente de ar frio me interrompeu. Eu abri meus
olhos.

Neve caia ao meu redor. O Detetive Marx estava abaixado perto de mim, chacoalhando meus
ombros. Com a estranha nevoa na minha mente, s encontrei uma palavra. "Heath?" Eu
resmunguei.

Mark virou seu queixo para a direita e eu virei minha cabea para ver o corpo parado de Heath
sendo colocado numa ambulncia.

"Ele est..." eu no pude terminar.

"Ele est bem, s batido. Ele perdeu muito sangue e j esto dando algo a ele para a dor."

"Batido?" Eu estava lutando para fazer tudo ter sentido. "O que aconteceu com Heath?"

"Multiplas laceraes, assim como aqueles outros garotos. Foi bom que voc o encontrou e
me chamou antes dela sangrar at morrer." Ele apertou meu ombro. Um paramdico tentava
mover Marx para o lado, mas ele disse, "Eu cuido dela. Ela s precisava voltar para a House of
Night e ficar bem."

Eu vi o paramdico me dar um olhar que claramente dizia aberrao, mas as fortes mos do
Detetive Marx estavam me ajudando a sentar e seu corpo alto bloqueou minha viso do
paramdico que resmungava.

"Voc pode andar at o meu carro?" Marx perguntou.

Eu acenei. Meu corpo estava se sentindo melhor, mas minha mente ainda estava toda
amassada. O "carro" de Marx era um enorme caminho com rodas gigantes e grades de
estrada. Ele me ajudou a entrar no banco da frente, que estava quente e confortvel, mas
antes de fechar a porta eu de repente lembrei de outra coisa, mesmo que o esforo tivesse
feito minha cabea parecer que ia se abrir. "Persephone! Ela est bem?"

Marx parecia confuso por um segundo, ento sorriu. "A gua?"

Eu acenei.

"Ela est bem. Um oficial est levando ela at o estbulo da policia no centro at as estradas
estarem limpas o bastante para pegar um trailer e levar ela de volta a House of Night." O
sorriso dele aumentou. "Parece que voc  mais corajosa que a fora policial de Tulsa.
Nenhum deles se voluntariou para galopar ela de volta."

Eu descansei minha cabea contra o assento enquanto ele comeou a dirigir e navegar
vagarosamente atravs da corrente de neve para longe do deposito. Deveria haver pelo menos
10 carros da policia, junto com um caminho de bombeiros e duas ambulncias estacionados
com luzes vermelhas e azuis e brancas contra a vazia noite gelada.
"O que aconteceu aqui hoje a noite, Zoey?"

Eu pensei, e tive que apertar meus olhos contra a dor repentina na minha cabea. "Eu no
lembro," eu consegui dizer atravs da dor nas minhas tmporas. Eu podia sentir o afiado olhar
dele em mim. Eu encontrei os olhos do detetive e lembrei dele me contar sobre sua irm
gmea, a vampira que ainda o amava. Ele disse que eu podia confiar nele, e eu acreditava nele.
"Algo est errado," eu admiti. "Minha memria est confusa."

"Ok," ele disse devagar. "Comece com a ultima coisa que voc consegue lembrar facilmente."

"Eu estava escovando Persephone e de repente eu sabia onde Heath estava, e que ele ia
morrer se eu no fosse pegar ele."

"Vocs dois tiveram um Imprint?" Minha surpresa deve ter sido fcil de ler, porque ele sorriu e
continuou. "Minha irm e eu conversamos, e eu tenho estado curioso sobre coisas de
vampiros, especialmente logo depois que ela Mudou." Ele deu nos ombros, como se no fosse
grande coisa um humano saber todo tipo de informao dos vampiros. "Somos Gmeos, ento
estamos acostumados a dividar tudo. Uma mudana de espcie no fez muita diferena para
ns." Ele olhei para mim de lado. "Vocs tiveram um Imprint, no ?"

"Yeah, Heath e eu tivemos um Imprint. Foi assim que eu soube onde ele estava." Eu deixei de
fora as coisas sobre Afrodite. De jeito nenhum eu ia explicar todo o as-vises-dela-so-reais-
mas-Neferet-tem-estado...

"Ah!" Dessa vez eu me afoguei em voz anta devido a agonia dentro da minha cabea.

"Profundas e calmas respiraes," Marx disse, me dando olhares preocupados sempre que
podia tirar os olhos da estrada. "Eu disse sempre que fosse fcil de lembrar."

"No, est tudo bem. Estou bem. Eu quero fazer isso."

Ele ainda parecia preocupado, mas continuou a me interrogar. "Certo, voc sabia que Heath
estava com problemas, e sabia onde estava.Ento, porque voc no me ligou e me disse para ir
ao deposito?"

Eu tentei lembrar e a dor passou pela minha cabea, mas junto com a dor veio raiva. Algo tinha
acontecido a minha mente. Algum tinha mexido com a minha mente. Tudo isso me irritou. Eu
esfreguei minhas tmporas e cerrei meus dentes contra a dor.

"Talvez devssemos parar um pouco."

"No! S me deixe pensar," eu disse. Eu podia me lembrar do estbulo e de Afrodite. Eu podia
lembrar que Heath precisava de mim, e a selvagem volta na neve com Persephone at o poro
do deposito. Mas quando eu tentei lembrar alm do poro a agonia que passou pela minha
cabea se tornou demais para mim.

"Zoey!" A preocupao do Detetive Marx penetrou atravs da dor.

"Alguma coisa mexeu com a minha mente." Eu limpei as lagrimas que eu no percebi estarem
rolando pelo meu rosto.

"Pedaos da sua memria sumiram."
No parecia uma pergunta, mas eu acenei mesmo assim.

Ele ficou quieto por um tempo. Parecia que ele estava se concentrando na estrada deserta e
cheia de neve, mas eu achei que sabia mais, e as prximas palavras dele me disseram que eu
estava certa.

"Minha irm"  ele sorriu e olhou para mim  " o nome dela  Anne, me avisou uma vez que se
eu irritasse uma Alta Sacerdotisa eu poderia me meter em problemas srios porque elas tem
como apagar coisas, e o que ela quis dizer por "coisas"  a memria das pessoas." Ele olhou
para a estrada de novo, e dessa vez o sorriso dele sumiu. "Ento, eu acho que a pergunta : o
que voc fez para irritar a Alta Sacerdotisa?"

"Eu no sei. Eu..." Minha voz morreu quando pensei sobre o que ele tinha dito. Eu no tentei
lembrar o que aconteceu. Ao invs disso, eu deixei minha mente viajar preguiosamente mais
para trs... para Afrodite e o fato de que Nyx ainda a estava abenoando ela com vises,
embora Neferet tivesse espalhado que as vises dela eram falsas... at o pequeno, quase
imperceptvel senso de algo errado que cresceu como um fungo ao redor de Neferet, at o
culminante domingo a noite e quando ela minou as decises que eu fiz para as Filhas Negras...
at a horrvel cena que eu testemunhei entre Neferet e... e... eu me segurei contra o calor que
estava comeando a pulsar na minha cabea e, junto com flashes de dor perfurante, lembrei
da criatura que Elliott tinha se tornado, se alimentando do sangue da Alta Sacerdotisa.

"Pare o caminho!" Eu gritei.

"Estamos quase na escola, Zoey."

"Agora! Eu vou vomitar."

Ele parou do lado da estrada vazia. Eu abri a porta e caia na rua de neve, comeando a me
abaixar, e vomitar minhas tripas no banco de neve. O Detetive Marx estava ao meu lado,
colocando meu cabelo para trs e parecendo muito como um pai quando me disse para
respirar e que tudo ficaria bem. Eu busquei por ar e finalmente levantei. Ele me entregou um
leno, um daqueles antigos de linho que estava dobrando em um limpo quadrado.

"Obrigado." Eu tentei devolver para ele depois de limpar meu rosto e assoprar meu nariz, mas
ele sorriu e disse, "Fique com ele."

Eu fique parada ali, s respirando e deixando a batida na minha cabea sumir enquanto olhava
para um calmo de neve intocada at alguns carvalhos distantes que cresciam perto de um
muro de pedra e tijolos. E com uma onda de surpresa, eu percebi onde estavamos.

" o muro leste da escola," eu disse.

"Yeah, pensei em te trazer pelas portas dos fundos  te dar mais tempo para se acalmar, e
talvez restaurar um pouco da sua memria."

Restaurar... O que tinha essa palavra? Tentativamente, eu pensei com fora, tentando lembrar
enquanto eu me segurava contra a dor que eu tinha certeza que viria. Mas ela no veio, e na
minha memria veio a viso de uma linda campina, e as sbias palavra da minha deusa... os
elementos podem restauras assim como destruir.
E ento entendi o que precisava fazer.

"Detetive Marx, eu preciso de um minuto aqui, ok?"

"Sozinha?" ele perguntou.

Eu acenei.

"Eu estarei no caminho, olhando voc. Se precisar, chame."

Eu sorri em agradecimento, mas antes dele virar para entrar no caminho eu estava andando
at os carvalhos. Eu no precisava ficar embaixo deles  ficar no terreno da escola, mas ficar
perto deles me ajudava a me concentrar. Quando eu estava perto o bastante para ver seus
galhos entrelaados como velhos amigos, eu parei e fechei os olhos.

"Vento, eu te chamo at mim e dessa vez eu peo que voc limpe qualquer mancha escura
que tocou minha mente." Eu senti uma rajada de frio, como se eu estivesse sendo pega pelo
meu furao pessoal, mas ele no estava se pressionando contra o meu corpo. Estava
enchendo minha mente. Eu mantive meus olhos fortemente fechados e bloqueei a dor de
cabea que estava voltado a minhas tmporas. "Fogo, eu te chamo e peo que voc queime da
minha mente qualquer escurido que a tenha tocado." Calor encheu minha mente, s que no
era como a quente corrente que eu senti antes. Ao invs disso era um bom calor, como uma
calefao. "gua, eu te chamo e peo que voc lave da minha mente a escurido que a tocou."
Frio entrou no calor, acalmando o que estava super aquecido e trazendo um alivio incrvel.
"Terra, eu te chamo e peo que sua fora nutritiva pegue da minha mente a escurido que a
tocou." Da sola dos meus ps, onde eu estava firmemente conectada a terra, foi como se uma
torneira tivesse se aberto e eu imaginei ela derramando a escurido para fora do meu corpo
para ser consumida pela fora e bondade da terra." E, esprito, eu peo que voc cure o que a
escurido destruiu da minha mente, e restaure minha memria!" Algo se quebrou em mim e
um sensao quente e branca passou pelas minhas costa, me derrubando com fora de
joelhos.

"Zoey! Zoey! Meu Deus, voc est bem?"

Mais uma vez as mos fortes do Detetive Marx estavam chacoalhando meus ombros e ele
estava me ajudando perto de mim. Dessa vez meus olhos se abriram facilmente e eu sorri para
o resto dele.

"Mais do que bem. Eu lembro de tudo."




TRINTA E DOIS
"Tem certeza que tem que ser assim?" Detetive Marx perguntou pelo que parecia a
zilionesima vez.

"Yep." Eu acenei desgastadamente. "Tem que ser assim." Eu estava to cansada que eu pensei
que eu podia pegar no sono bem ali no caminho mostro da policia. Mas eu sabia que eu no
podia. Essa noite ainda no tinha acabado. Meu trabalho ainda no estava acabado.
O detetive suspirou, e eu sorri para ele.

"Voc vai ter que confiar em mim," eu disse, soando muito como ele dita me falado mais cedo.

"Eu no gosto disso," ele disse.

"Eu sei, e sinto muito. Mas eu te disse tudo que eu posso."

"Que algum sem teto  responsvel por Heath e os outros dois garotos?" Ele balanou a
cabea. "Parece errado para mim."

Voc tem certeza que no est s um pouquinho psquico?" Eu sorri, cansada, para ele.

"Se eu fosse, eu seria capaz de descobrir o que parece errado." Ele balanou a cabea de novo.
"Explique esse  o que aconteceu com a sua memria?"

Eu j tinha pensando na resposta para isso. "Foi o trauma de hoje a noite. Me fez bloquear o
que aconteceu. E ento minha afinidade pelos cinco elementos me ajudou a superar o
bloqueio e eu lembrei."

" por isso que voc estava com tanta dor?"

Eu dei nos ombros. "Eu acho que sim. J sumiu de qualquer jeito."

"Olha, Zoey, tenho certeza que tem mais acontecendo aqui do que voc est me dizendo. Eu
quero que voc saiba que realmente pode confiar em mim," ele disse.

"Eu sei disso." Eu acreditava nele, mas eu tambm sabia que havia alguns segredos que eu no
podia partilhar. No com esse detetive muito bom. E nem com ningum.

"Voc no tem que lidar com isso sozinha. Eu posso ajudar voc. Voc  s uma garota  s
uma adolescente." Ele soava totalmente exasperado.

Eu encontrei os olhos dele firme. "No, eu sou uma caloura que  a lder das Filhas Negras e
Alta Sacerdotisa em treinamento. Acredite em mim, isso  muito mais do que apenas uma
adolescente. Eu te dou meu juramento, e voc sabe pela sua irm que meu juramento me
obriga. Eu prometo que te disse tudo o que posso, e que se mais garotos desaparecerem, eu
acredito que posso encontrar eles para voc." O que eu no disse  que eu no tinha 100% de
certeza de como eu ia fazer isso, mas a promessa parecia certa, ento eu sabia que Nyx iria me
ajudar a mant-la. No que fosse fcil. Mas eu no podia trair a presena de Stevie Rae, o que
significava que ningum podia sabe sobre as criaturas, ou pelo menos, no at Stevie Rae estar
a salvo.

Marx suspirou de novo, e eu pude ver que ele estava murmurando para si mesmo enquanto
ele parou para me ajudar a descer do seu caminho. Mas logo antes dele abrir a porta para o
prdio principal Marx (irritantemente) me descabelou e disse, "Certo, vamos fazer isso do seu
jeito.  claro, no  como se eu tivesse escolha."

Ele estava certo. Ele no tinha escolha.
Eu entrei no prdio antes dele e fui instantaneamente engolfado pelo calor e os cheiros
familiares de incenso e leo, e das suaves luzes que brilhavam como ansiosos e saudosos
amigos.

Falando nisso...

"Zoey!" Eu ouvi as Gmeas gritarem juntas, e ento eu estava sendo imprensada no meio
delas enquanto elas me abraavam e choravam e gritavam comigo por preocupar elas e
falavam sem parar sobre serem capazes de sentir quando eu usei os elementos. Damien no
estava muito atrs delas. Ento eu estava nos braos fortes de Erik enquanto ele me abraava
e sussurrava sobre o quo assustado ele estava por mim e o quo feliz ele estava por tudo
estar bem. Eu me permiti descansar nos braos dele e retornei o seu abrao. Mais tarde, eu
iria ver o que fazer sobre Heath e ele. Agora eu estava cansada demais, e de qualquer forma,
eu precisava guardar minhas foras e lidar com 

"Zoey, voc nos deu um belo susto."

Eu sa dos braos de Erik e virei para olhar Neferet.

"Sinto muito. Eu no queria chatear vocs," eu disse, e era verdade. Eu no queria preocupar
ou chatear ou assustar ningum.

"Bem, eu suponho que no houve nenhum mal feito. Estamos apenas felizes por voc estar
segura em casa." Ela sorriu para mim com aquele incrvel sorriso dela que parecia to cheio de
amor e luz e bondade, e embora eu soubesse o que aquele sorriso escondia, eu senti meu
corao se apertar e desejei desesperadamente estar errada, que Neferet era to maravilhosa
quanto eu costumava achar que ela era.

Escurido nem sempre trs o mal, assim como a luz nem sempre trs o bem. As palavras da
deusa ecoaram na minha mente, me dando fora.

"Bem, Zoey  definitivamente nossa herona," Detetive Marx disse. "Se ela no estivesse ligada
aquele garoto,ela nunca teria nos ligado a tempo de salvar ele."

"Sim, bem, esse  um pequeno problema que ela e eu teremos que discutir mais tarde." Ela
me deu um olhar severo, mas seu tom de me disse que eu no estava com muitos problemas.

Se eles soubessem.

"Detetive, voc pegou a pessoa que estava pegando os garotos?" Neferet continuou.

"No, ele escapou antes de chegarmos, mas tem vrias evidencias de que algum estivesse
vivendo no deposito, na verdade parecia que ele estava sendo usado como algum tipo de QG.
Eu acho que ser fcil encontrar provas de que os outros dois garotos foram mortos por
algum que estava tentando fazer parecer que vampiros estavam levando adolescentes. E
agora, embora Heath no lembre de muita coisa por causa do trauma, Zoey nos deu uma boa
descrio do homem.  s uma questo de tempo antes de ns o pegarmos."

Eu fui a nica que viu surpresa passar pelos olhos de Neferet?

"Isso  maravilhoso!" Neferet disse.
"Yeah." Eu encontrei os olhos da Alta Sacerdotisa. "Eu contei muito ao Detetive Marx. Minha
memria  muito boa.'

"Estou orgulhosa de voc, Zoeybird!" Neferet veio at mim e pos seus braos ao meu redor,
me abraando de perto. To perto que apenas eu ouvi o que ela sussurrou no meu ouvido, "Se
voc falar contra mim eu vou me certificar de que nenhum humano ou calouro ou vampiro
acredite em voc."

Eu no me afastei dela. Eu no reagi de forma alguma. Mas quando ela me soltou, em dei meu
golpe final  o nico plano desde que a sensao quente e branca tinha passado pela pele das
minhas costas.

"Neferet, voc por favor poderia olhar nas minhas costas?"

Meus amigos estavam conversando entre si, claramente rindo de alivio que sentiram desde
que os chamei enquanto o Detetive Marx e eu conversvamos do lado de fora da escola e
pedia a eles para me encontrarem dentro do prdio principal, e para se certificar que Neferet
tambm estivesse l. Agora meu estranho pedido, que eu me certifiquei de pedir em voz alta e
claramente, os calou. Na verdade, todos na sala, incluindo o Detetive Marx, estavam olhando
para mim imaginando se talvez eu tenha batido a cabea ou algo assim durante minhas
aventuras e um pouco do meu crebro vazou para fora.

" importante," eu disse, rindo para Neferet como se estivesse escondendo um presente
embaixo da minha camiseta.

"Zoey, eu no tenho certeza do que  " Neferet comeou, tom dela cuidadosamente divido
entre preocupao e embaraamento.

Eu dei um suspiro exagerado. "Jeesh, s olhe." E antes de qualquer um me impedir, em me
virei para que minhas costas estivesse os encarando, e levantei a ponta da minha camiseta
(tento cuidado para manter a parte da frente coberta).

Eu realmente no estava preocupada de estar errada, mas os barulhos de surpresa e
exclamaes de felicidade dos meus amigos foram um alivio de se ouvir.

"Z! Sua Marca se espalhou." Erik riu e tocou as novas tatuagens dapele das minhas costas.

"Wow, isso  incrvel,' Shaunee disse.

"Totalmente legal,' Erin disse.

"Espetacular," Damien disse." o mesmo labirinto de suas outras Marcas."

"Yeah, com os smbolos de runa espaados entre espirais," Erik disse.

Eu acho que eu fui a nica que notou que Neferet no disse nada.

Eu soltei minha camiseta. Eu estava seriamente ansiosa para chegar a um espelho para poder
ver o que eu s era capaz de sentir.

"Parabns, Zoey. Eu imagino que isso significa que voc continua a espalhar sua bondade,"
Detetive Marx disse.
Eu sorri para ele. "Obrigado. Obrigado por tudo hoje a noite."

Nossos olhos se encontraram e ele piscou. Ento ele se virou para Neferet. " melhor eu ir,
senhora. Tem muito trabalho a ser feito ainda. Alm do mais, eu imagino que Zoey est
ansiosa para ir para cama. Boa noite a todos." Ele tocou seu chapu, sorriu para mim de novo,
e saiu.

"Estou realmente cansada." Eu olhei para Neferet. "Se estiver tudo bem, gostaria de ir para
cama."

"Sim, querida," ela disse suavemente."Isso est bem."

"E tambm eu gostaria de dar uma passada no Templo de Nyx no caminho para o dormitrio,
se estiver tudo bem para voc," eu disse.

"Voc realmente tem muita coisa para agradecer a Nyx. Parar no templo dela  uma boa
idia."

"Vamos com voc, Z," Shaunee disse.

"Yeah, Nyx estava com todos ns hoje a noite," Erin disse.

Damien e Erik fizeram sons de concordncia, mas eu no olhei para nenhum dos meus amigos.
Eu mantive contato visual com Neferet e disse, "Eu vou agradecer Nyx, mas tem outra razo do
porque eu ira at o templo." Eu no esperei que para ela me questionar, mas continuei
seriamente, "Eu vou acender uma vela da terra para Stevie Rae. Eu prometi a ela que no a
esqueceria."

Meus amigos estavam murmurando suaves palavras de concordncia, mas eu mantive minha
ateno focada em Neferet enquanto eu devagar e deliberadamente andava at ela.

"Boa noite, Neferet," eu disse e dessa vez eu a abracei, e a coloquei mais perto de mim e
sussurrei, "Humanos e calouros e vampiros no precisam acreditar em mim porque Nyx
acredita. Isso no acabou entre ns."

Eu me afastei dos braos de Neferet e virei minhas costas para ela. Juntos, meus amigos e eu
samos e cruzamos a curta distancia at o Templo de Nyx. Finalmente tinha parado de nevar, e
a lua estava aparecendo entre acmulos de nuvens que pareciam ser feitas de seda. Eu parei
da linda estatua de mrmore da deusa que ficava na frente do templo dela.

"Aqui," eu disse firmemente.

"Zo?" Erin disse questionadoramente.

"Eu quero por uma vela para Stevie Rae aqui, nos ps de Nyx."

"Eu vou pegar para voc," Erik disse. Ele apertou minha mo e entrou no Templo de Nyx.

"Voc est certa," Shaunee disse.

"Yeah, Stevie Rae ira gostar que fosse acessa aqui," Erin disse.
" mais perto da terra," Damien disse.

"E  mais perto de Stevie Rae," eu disse suavamente.

Erik voltou e me entregou a vela verde, junto com o isqueiro ritualstico. Seguindo meus
instintos, eu acendi a vela e a coloquei nos ps de Nyx.

"Estou lembrando de voc, Stevie Rae. Assim como eu prometi," eu disse.

"Eu tambm," disse Damien.

"Eu tambm," disse Shaunee.

"Digo o mesmo," disse Erin.

"Eu tambm estou lembrando," disse Erik.

O cheiro de grama de campina de repente cercou a estatua de Nyx, fazendo meus amigos
sorrirem enquanto choravam. Antes de nos afastarmos eu fechei meus olhos e sussurrei uma
reza que era uma promessa que eu senti profundamente na minha alma.

Eu vou voltar por voc, Stevie Rae.



Agradecendo a traduo de Rafaela/Naru-Chan

Para mais livros traduzidos visite a comunidade do Orkut "Traduo de Livros" >
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=25399156

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